segunda-feira, dezembro 24, 2007

Natal




Há dois mil anos, numa terriola de um território limitrofe do Império Romano, num curral aquecido apenas pelos animais, Deus fez-se homem. E fê-Lo por uma única razão: para vir ao nosso encontro, para vir ao meu encontro.

O amor de Deus por nós é tal que ele não nos pede nada. Antes do nosso esforço, antes da nossa coerência, antes de tudo, Ele vêm ao nosso encontro. Tudo o resto nasce daí.

O menino de Belém, Deus feito homem, é a resposta ao desejo do meu coração. Para o encontrar não preciso de fazer nada, ele vem ao meu encontro, a iniciativa é d'Ele, não minha. A mim só me resta perguntar como João e André: "rabi, onde moras?", ou seja, Senhor onde te posso encontrar?

Por isso o Natal não é a festa da familia, ou da paz, ou do amor. O Natal não é um sentimento meu, modelado por mim, feita à minha medida, mas um facto concreto que me ultrapassa completamente: "Hoje em Belém de Judá nasceu para nós um Salvador, que é o Messias Senhor". A familia, a paz, o amor são frutos de Deus, que é verdadeiramente Pai, verdadeiramente Paz, verdadeiramente Amor.

Por isso é possível que cada um viva o Natal, porque não depende de nós. Não tem nada a ver com coerência pessoal, com virtudes heroicas ou com oraçães constantes. O Natal é para todos e cada um de nós porque Deus veio à terra para salvar todos e cada um de nós.

Um Santo Natal!

Milagre de Natal



No mesmo dia em que o Presidente francês ataca o laicismo francês o ex-primeiro ministro inglês Tony Blair assume publicamente a sua conversão.

Se Deus se fez homem realemente nada mais é impossivel!

sábado, dezembro 22, 2007

Manifesto de Natal 2007

Sarko

"A laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria."

Ontem o presidente Nicholas Sarkozy fez um grande discurso em São João de Latrão sobre a laicidade.

É essencial para a Europa que os seus lideres não se esqueçam das verdadeiras raízes deste continente. A Europa, enquanto continente político que é, foi inventada pelo cristianismo.

Toda a história e cultura da Europa está marcada pela presença da Igreja e dos seus homens. Até à contra-reforma o povo europeu confundia-se com o povo cristão, não havia distinção.

É um bom sinal que o presidente do país que é considerado o baluarte do laicismo anti-clerical, relembrar o tempo em que a França era o maior país da cristandade.

(mais informações em www.zenit.org. Para ouvir o discrurso complete clique aqui)

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Chapada de luva branca.

Está hoja na moda pensar-se que o ecumenismo se baseia na negação das verdades religiosas, ou pelos, no seu escondimentos. Isto acontece mesmo em alguns meios cristão, não apenas na socidade agnóstica bem pensante.

Como resposta a este ecumenismo hipócrita, chega a notícia de que várias associações religiosas não cristãs inglesas se uniram contra a desvalorização do Natal pelo Estado de modo a não ofender as outra religiões.
Este é o verdadeiro ecumenismo, daqueles que realmente buscam a Verdade e não apenas um compromisso de não agressão.

Maçonaria - Revista Cruzada. Fevereiro 2006

O que é a Maçonaria? Qual a sua implementação em Portugal?

Resposta: 1. Em 1717 o pastor protestante inglês James Anderson fundou em Londres uma sociedade que, para melhor conservar o seu carácter secreto adoptou o nome e os sinais da corporação medieval dos pedreiros livres. Por isso chamou-se Maçonaria ou Franco-Maçonaria e os seus membros mações. Até há pouco, a Maçonaria era só para o sexo masculino. Actualmente incluem também mulheres.

Os locais de reunião chamam-se lojas. O esquadro, o compasso, o nível, o triângulo, o avental e os três pontinhos são sinais convencionais.

Desde o princípio, a Maçonaria dividiu-se em duas tendências:
Maçonaria regular ou inglesa, em que predominou o carácter de neutralidade religiosa.
Maçonaria irregular ou rito escocês, que se propagou sobretudo nas nações latinas (França, Itália, Espanha, Portugal), que é anticlerical.

A Maçonaria, que está estendida por todo o mundo, domina ou tem grande influência nos meios de comunicação social: imprensa, cinema, rádio e televisão e nas agências noticiosas. Empenha-se em influir no ensino, desde a escola primária até à Universidade.

Dentro da Maçonaria há 33 graus. Até ao 16 não são grandes as exigências. Daí para cima, sobretudo nos graus de Mestre e Grão-Mestre, os compromissos são cada vez maiores, até negar ou desprezar de maneira explícita Cristo e a Igreja.em 1919, contou o rei Afonso XIII ao Padre Mateo:

«Neste mesmo salão tive que receber uma delegação da maçonaria internacional, cerca de doze homens. Falaram comigo durante uma hora e fizeram-me as seguintes propostas:
a) que me inscrevesse na Maçonaria;
b) que decretasse que a Espanha não era um estado católico, mas laico;
c) que legalizasse o divórcio;
d) que suprimisse o ensino religioso nas escolas.
Se eu aceitasse estas condições, prometeram-me que poderia conservar o trono… não duvidei um instante e respondi:
- Nunca farei tal coisa! Sou crente! Sou católico!
Eles insistiram. Ao despedir-se, disse-me um daqueles homens:
- Que pena! Acaba Vossa Majestade de assinar o seu fim, como Rei de Espanha, e aceitar o seu desterro.
- Prefiro morrer desterrado – respondi – do que conservar o trono à custa de uma traição».
A maçonaria cumpriu a sua promessa: caluniou e atacou o rei até conseguir, onze anos mais tarde, a proclamação da República. A 15 de Abril de 1930 partia Afonso XIII para o desterro, como o tinham ameaçado.

E, Abril de 1919, o imperador Carlos da Áustria, exilado na Suíça, foi três vezes abordado pela Maçonaria que lhe prometeu a restituição do reino com a condição de aceitar os compromissos que ela lhe impunha. Retorquiu com dignidade o imperador: «Como príncipe católico, não tenho sequer resposta a dar».
Prevendo as consequências desta corajosa atitude, disse:
«Daqui para diante tudo me vai correr mal». Realmente, desde então, a sua vida foi um rosário de desgraças até à morte a 1 de Abril de 1922, na ilha da Madeira, onde o seu corpo se conserva incorrupto. Foi beatificado por João Paulo II a 3 de Outubro de 2004.

À maçonaria se atribui o bárbaro assassinato em 6 de Agosto de 1875 do cristianíssimo Presidente da República do Equador, Gabriel Garcia Moreno.


2. A Maçonaria em Portugal.

Com as tropas francesas e inglesas no tempo das invasões, depressa a Maçonaria se propagou por Portugal. Mas já em 1733, a Maçonaria se tinha introduzido em Portugal com duas lojas em Lisboa.

A começar pelo rei D. Pedro IV, eram mações quase todos os políticos liberais tais como os duques de Saldanha e de Loulé e os Condes de Tomar, Antas, Peniche, Lumiares e Parati, Gomes Freire de Andrade, Rodrigues Sampaio, Anselmo Brancamp, José Luciano de Castro, Elias Garcia, Sebastião Magalhães Lima, Silva Passos, Lobo de Ávila, António Enes, Cândido Reis;
Cientistas como Egas Moniz e Gago Coutinho;
Artistas como Rafael Bordalo Pinheiro.

A Maçonaria encarregou-se de exaltar estes seus filiados dedicando-lhes ruas e homenagens.
Referindo-se ao século passado, escreve Fortunato de Almeida:
«O desenvolvimento da Maçonaria em Portugal em todo o seu decurso do século XIX foi enorme, a ponto de estender a sua influência às mais modestas terras de Província. Encontrando-se quase sempre representadas no governo, quando não inteiramente senhores dele, os mações alcançaram todos os favores, imediatamente ou mediatamente, desde as leis opressivas da Igreja até à impunidade para os seus crimes e desordens».

Mações eram os dois criminosos Buiça e Costa, que a 1 de Fevereiro de 1908 mataram o rei D. Carlos e o príncipe D. Luís Filipe. A 14-12-1919 foi a vez do Presidente Sidónio Pais, cuja morte tinha sido decretada no grande Oriente maçónico de Paris.

Escreve o mação Machado Santos, o chamado fundador da República: «É a Maçonaria a grande mãe das revoluções. A obra da Revolução Portuguesa, também à Maçonaria se deve única e exclusivamente» (“A Revolução Portuguesa”, pág. 24).

Desde 1910 até 1926, a política portuguesa esteve nas mãos da Maçonaria, com Bernardino Machado, António José de Almeida, Afonso Costa, Brito Camacho, José de Castro, Magalhães de Lima, Norton de Matos, Egas Moniz.

A perseguição e a luta contra Fátima foram obra desta seita.

Em 1926 havia em Portugal 3153 mações, isto é, um por cada 2000 habitantes, agrupados em 115 lojas e triângulos.

A 21 de Maio de 1935, no governo de Salazar, a Maçonaria foi proibida pela Assembleia Nacional, apesar dos esforços em contrário de Norton de Matos.

A Maçonaria passou então a trabalhar na clandestinidade e o seu magnífico palácio tornou-se a sede do Comando da Legião Portuguesa.

Todos os funcionários públicos e os estudantes com mais de 16 anos estavam obrigados a comprometer-se a não pertencer à Maçonaria. Mas quantos mações fizeram a sério o juramento!

Logo após o 25 de Abril de 1974, o Decreto-Lei nº 594 abrogou a proibição da Maçonaria, que voltou a instalar-se no seu antigo Palácio e foi-lhe dada uma indemnização de 2500 contos, o que equivaleria agora a mais de 25 mil contos. A seita voltou a ter grande influência com boa parte dos políticos e ministros.

Para a chefia da Maçonaria havia duas listas: a primeira encabeçada por Raul Rego e Daniel Gomes de Pinho; a segunda, que foi eleita, tinha como chefes o Comandante da Marinha, Almeida Coimbra para Grão-Mestre, e o professor Oliveira Marques para Grão-Mestre adjunto.

3. A Maçonaria e a Igreja

A Maçonaria, sobretudo a de inspiração francesa, é profundamente anticlerical, laica e inimiga da Igreja e de todo o sobrenatural. Sob o pretexto de defender os interesses da humanidade e de fundar uma Sociedade igualitária e livre de preconceitos, encobre os seus intentos de atacar a Igreja e os governos cristãos.

«A Maçonaria foi sempre uma organização secreta anticatólica: foi-o desde o princípio e continua a sê-lo hoje. A única coisa que variou foram os métodos de actuação. Antigamente atacava frontalmente a Igreja Católica, crendo que tinha força suficiente para a derrubar e destruir. Convencida de que os seus ataques não produziam outro efeito senão fortalecê-la, mudou de táctica: organizou-se de maneira extraordinária com os métodos mais modernos e sofisticados. Encobriu de maneira radical a sua verdadeira face: não ataca directamente a Igreja; procura corrompê-la com a imoralidade, a mentira, o confusionismo» (Reino de Cristo, Madrid, Setembro de 1983).

Em 1877, bem informado da força da Maçonaria em Portugal, pôde dizer o Papa Pio IX à Peregrinação Portuguesa que foi a Roma: «Tendes um poderoso e terrível inimigo – é a impetuosa Maçonaria que quer destruir em vós os vestígios do Catolicismo». (Fortunato de Almeida, “História da Igreja em Portugal”).

A 24 de Abril de 1738, o Papa Clemente XIII promulgou contra a Maçonaria a primeira excomunhão, que os Papas Pio VII, Leão XII, Pio VIII, Gregório XVI, Pio IX e Leão XIII renovaram e corroboraram. A 20 de Abril de 1884, publicou Leão XIII a Encíclica «Humanum Genus», contra a Maçonaria. Eis uma passagem bem expressiva: «Esta seita é uma associação tão criminosa e tão funesta ao cristianismo, como à sociedade civil. Servindo-se da astúcia e da audácia, a maçonaria invadiu todas as escalar da hierarquia social e começa a imperar como soberana nos estados modernos… não teme sequer condenar à morte aqueles que tiverem divulgado os seus segredos ou resistido às ordens recebidas».

Até ao dia 27 de Novembro de 1983 ficava excomungado todo aquele que se inscrevesse na Maçonaria que combate a Igreja e a Religião (Cânone 2.335).

Pelo novo Código de Direito Canónico foi ab-rogada esta condenação mas, na véspera da sua entrada em vigor, isto é, a 26 de Novembro de 1986, com a aprovação do Santo Padre João Paulo II, publicou a Congregação para a Doutrina da Fé uma declaração na qual afirma: «Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isso, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão».

Quer dizer: os mações ou deixam a maçonaria ou não podem receber os sacramentos, especialmente a Sagrada Comunhão.


Revista “Cruzada”,
Fevereiro 2006

quarta-feira, dezembro 12, 2007

99 Anos




«Os cientistas não resistem e amanhã fazem o homem artificial. Mas a mulher é fundamental. Eu adoro a Vênus de Milo, que representa a mulher mas não tem nada o lado provocativo ou sensual, nada disso. É uma mulher no sentido profundo e verdadeiro. O que sobressai mais é o ventre, os seios são lindíssimos, são dois limões cortados ao meio mas não provocantes, nem a cara, que é muito sóbria, muito recta. É uma cara de mulher, mas também é a cara da mãe e o ventre é que gera a humanidade. A Agustina Bessa-Luís dizia uma coisa bonita: “Deus nasceu do ventre da mulher”.» by Manoel de Oliveira

Haveria coisa mais profundas e mais interessantes para dizer sobre os 99 anos do Manoel de Oliveira, mas em tempo de Advento, esta pareceu-me a melhor.

"Mártires espanhóis na raiz de grandes realidades eclesiais"

Entre muitas outras, Opus Dei, Cursos de Cristandade e Caminho NeoCatecumenal, aí presentes em todo o mundo, com dinâmica própria e forte incidência no interior da Igreja e da sociedade, a tornar presente a afirmação das primeiras perseguições: “ sangue de mártires semente de novos cristãos”.
Em 28 de Outubro foram beatificados em Roma, 498 dos cerca de dez mil mártires da guerra civil espanhola, nos anos trinta, que deram a vida por não renunciarem à fé católica e adesão à Igreja.

Entre eles há bispos, sacerdotes diocesanos e religiosos, religiosas, diáconos e sub-diáconos, seminaristas e leigos, mortos, não por acções bélicas nem intervenções politicas, mas exclusivamente por motivos religiosos.

Não eram contra nada nem contra ninguém, na maioria, economicamente tão pobres, como aqueles que por ódio os assassinavam. Num dos meses chegou à média de 60 mortos por dia, e até num talho o letreiro, “vende-se carne de cura (padre)”.
Muitos destes continuam ignorados pelos homens, não terão processo de beatificação, mas bem conhecidos por Deus, a tal santidade anónima, e porque selaram com o seu sangue a fidelidade a Jesus Cristo.

Houve uma certa preparação espiritual para o que se previa.
Enquanto intenso tiroteio se desenvolvia nas imediações do convento, “rezávamos reunidos à volta do sacrário, não por medo, mas para que o Senhor dispussesse de nós como entendesse”.

Numa reunião de preparação para a ordenação sacerdotal, o então Arcebispo de Madrid, lembrava a possibilidade de, dentro de meses, alguns serem martirizados e precisava saber se, livremente, estavam dispostos a isso, ao que todos responderam afirmativamente.

Também esta violentissima perseguição foi preparada com antecedência, com propaganda anti-religiosa e anti-católica, apresentando o clero e religiosos, como parasitas da sociedade e travão para o verdadeiro progresso, com a passividade e inoperância dos que, no mínimo, deviam garantir a liberdade e vida dos cidadãos.
Numa declaração dizia Pio XI, “a Igreja vive hoje momentos tão heróicos como os dos primeiros séculos, no México, na Rússia, e agora em Espanha em proporções muito maiores, está de novo aberto o grande livro do Martirológio”.

Ao número de assassinatos, juntava-se a crueldade com que eram realizados por pessoas incultas, de reacções primárias e apaixonadamente extremistas, a Religião tinha de ser destruida radicalmente, para que surja o “homem novo, agnóstico, ateu e feliz”.

Os mártires morriam por coerência com a fé e por defenderem o que, em sua consciência, era fundamental e inviolável. Uma única apostasia, tornaria felizes os assassinos, mas no momento da agonia, todos perdoavam aos seus verdugos.
Exemplo e impulso para o nosso catolicismo burguês, medíocre e acizentado, de hoje, e também advertência para anti-clericalismos incipientes, por parte de forças ocultas, sempre presentes em circunstâncias destas.

Big ASAE is watching you...

Desde que começou a grande purga da ASAE que este organismo me começou a irritar. Eu até percebo que se tenha que garantir um respeito pela legalidade no que toca a venda de roupa de "marca" nas feiras, até acho positivo que os restaurantes deixem de ter a liberdade total para vigarizarem e envenenarem os seus clientes, contudo tudo tem os seus limites.

Mas esta irritação por este organismo moralista, que têm como missão suprema garantir que nem mais um peixe congelado duas vezes chegue aos pratos do portugueses, começa a transformar-se em medo.

De repente a ASAE ganhou um poder tal que começa a revistar os CDS e as roupas dos condutores em operações STOP, à procura de violações dos direitos de autor. As festas populares passaram a ter que ter um chão asséptico e os donos das tascas deixaram de poder produzir ginginha em casa.

A pergunta que me surge é: qual é o limite? Até que ponto a segurança alimentar e económica pode ir contra a liberdade de cada a não ser revistado?Até que ponto pode ir contra as tradições e a cultura de um povo?

Há um limite entre o que é higiene e o que é mera paranóia. Uma bifana grelhada sobre carvão numa lata de gasóleo cortada ao meio não será a coisa mais saudável do mundo, mas não é uma ofensa à segurança alimentar.

A ASAE tem vindo lentamente a tranformar-se num Big Brother, que olha constantemente sobre os hábitos económicos a alimentares dos portugueses. Já ultrapassou a fase de ser ridiculo, começou a ser perigoso...

Site dos Universitários

Está a disponível na coluna dos links o novíssimo site do CLU. Estão lá disponíveis informações sobre todos os gesto dos Universitários de Comunhão e Libertação, assim como fotografias, filmes e juízos do CLU.

Aproveito para agradecer ao Bernardo Eça pelo magnífico trabalho.

domingo, dezembro 09, 2007

"Avé, Cheia de Graça





"Na Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, celebramos o mistério da salvação, tocamos na verdade profunda do desígnio amoroso de Deus acerca do homem, que criou à Sua Imagem e continua a recriar pela graça da salvação. Maria, a cheia de graça, é a perfeição da criatura desejada por Deus, e que é obra de Deus. Graça é dom e poder criador. À graça da criação, toldada pela desobediência do homem, segue-se a graça da redenção, que restitui à criatura a beleza desejada por Deus, tornando-a capaz de louvor e de intimidade amorosa com a Santíssima Trindade. A redenção é graça, pois significou, por parte de Deus que quer salvar o seu desígnio, uma intervenção radical: a encarnação do próprio Verbo eterno de Deus “por Quem todas as coisas tinham sido criadas” (cf. Col. 1,16). E que esse seu desígnio se mantém inalterado, porque tornado possível em Cristo, é claro para o Apóstolo Paulo: “N’Ele nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença” (Ef. 1,4).

Graça é dom e acção de Deus, que supõe luta contra o mal e triunfo de Deus sobre o demónio, que surge com o “anti-desígnio” acerca da criação. Na Cheia de Graça, beneficiamos desta vitória de Deus sobre o demónio, vitória que, em Jesus Cristo, será possível em todas as batalhas travadas pelos homens contra o mal e contra o pecado"


Homilia do Cardeal Patriarca de Lisboa na Solenidade da Imaculada Conceição. Ver homilia completa.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

A propósito de uma reportagem...

"A propósito de uma reportagem da revista 'Sábado' do dia 6 de Dezembro de 2007 " é o título do comunicado de imprensa da Opus Dei. Nada como lê-lo.

Ainda o Opus Dei

Na continuação dos último post do Bernardo li o extenso artigo que uma revista semanal dedica ao Opus Dei, todo ele escrito em tom sensacionalista, mas sem nenhum erro grave aparentemente.

O problema desta reportagem, como aliás outras do mesmo género sobre o Opus Deis e as diversas realidade da Igreja em geral, não é tanto um má vontade do jornalista, mas antes uma total incompreensão da realidade que têm diante. Percebi ao ler este artigo que a Cruz continua a ser "escândalo para os judeus e loucura para os gentios". Por isso é tão chocante para um mundo que foge ao sofrimento ver alguém que sofre por amor ao próximo. Tal como há dois mil anos os judeus e os romanos gozavam com Cristo por ele não fugir da Cruz, também hoje os novos fariseus e senhores do mundo humilham aqueles que se oferecem em expiação.

Tambem é chocante para a mentalidade moderna que alguém imponha limites aos seus instintos. Para o mundo moderno a liberdade é fazer aquilo que nos apetece. Ver alguém que percebe que a verdadeira liberdade é aderir ao designio de Deus e que por isso seguem aqueles que Nosso Senhor lhes poêm à frente em vez do seus próprio instinto é totalmente incompreensivel para o homem moderno.

Este artigo causou em mim uma sensação de mesquinhez. Apercebi-me de como os testemunhos simples daqueles numerário do Opus Dei demonstravam um amor tal a Cristo, que os levava a entregar-lhe toda a sua liberdade.

Por isso ler este artigo fez-me desejar ser mais como aquelas pessoas. Não se trata de uma questão de método, pois aquilo que me é proposto em Comunhão e Libertação, embora com uma carisma diferente da proposta de São Josémaria, é o mesmo que é proposto aquelas pessoas: "nada antepôr ao amor por Cristo, porque Cristo nada antepôs ao amor por nós"

Opus Dei




A propósito dos recentes ataques à Opus Dei, apenas confio nas informações que vierem da Igreja e do site oficial da Prelatura: http://www.opusdei.pt/. De referir que é um dos sites mais completos que já visitei, contrariando assim a ideia de secretismo que alguns (certamente menos bem intencionados) querem fazer passar.

Os "filhos espirituais" de São Josemaria que pessoalmente conheço (alguns dos quais amigos que muito estimo) destacam-se pela constante defesa da fé, empenho no trabalho quotidano e permanente serviço ao próximo.


Rogai por nós Bem Aventurado Josemaria,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Darfur




O Darfur é uma região do Sudão onde, desde 2003, milicias islâmicas com a benção do governo do Sudão levam a cabo um genocidio contra os não-árabes.

Estimam-se que o número de mortos se situa entre os 50 000 (Organização Mundial de Sáude) e os 400 000 segundo a maior parte das ONG's. Existem pelo menos dois milhões de refugiados e a violação dos direitos do homem é um acontecimento banal para aqueles lados. A maior parte da população morre à fome e de doenças.

Não existe até ao momento um genocidio maior neste século. Contudo a esmagadora maioria dos portugueses não sabe o que é o Darfur e Portugal prepara-se para receber a cimeira UE-África onde este tema não consta na agenda.

A pergunta é: quantos mais terão que morrer para que o problema desta cimeira deixe de ser a segurança do Mugabe e passe a ser as vitimas do Darfur?
Para mais informações visitar www.pordarfur.org

O meu Natal




Começou este Domingo o tempo do Advento. Neste momento faltam 19 dias para o Natal e vão-se intensificando as campanhas publicitárias e o número de arranjos nas montras. Por outro lado, juntamente com as campanhas consumistas, vão também crescendo as criticas ao modo como o mundo moderno celebra o Natal. Esta críticas vão desde as mais moralistas (aqueles que explicam que o Natal é a festa do Amor e da Paz e que o que interessa é a familia) até às mais certas, que nos relembram que contestam o esquecimento daquilo que se celebra realmente nesta festa, o nascimento de Jesus.

Confesso que a mim não me interessam muito estas críticas. Não porque elas não sejam justas, porque o são muitas vezes, mas porque antes de mais me interessa o modo como eu vivo o Natal. O Bom Deus todos os anos me dá a mim um tempo antes da festa do nascimento do Seu Filho para eu me preparar para o Natal, para que no dia 25 eu esteja com o coração preparado para receber o nascimento daquele menino que nasceu em Belém de Judá.

Mas, mesmo com todo o tempo que Ele me dá, muitas vezes me esqueço de que "um Menino me foi dado". Muitas vezes sou devorado pela ânsia de ter tudo preparado e bem feito para o Natal, deixo-me consumir pelas críticas ao modo como os outros celebram o Natal, concentro-me nos presente que vou dar, na unidade da familía, na liturgia da missa do Galo e esqueço-me daqu'Ele menino, que nasceu numas palhinhas para que eu conhecesse a Salvação.

Por isso a mim não me interessa especialmente se o mundo é consumista ou não nesta altura do ano, se realmente os outros excluem ou não Jesus do seu Natal. A mim só me interessa que eu não exclua Jesus do meu Natal. Só me interessa fazer como os Reis Magos: abeirar-me do presépio e dizer simplesmente "vim adorar-Lo"

São Nicolau

Hoje celebra-se a festa de São Nicolau. Foi este Bispo que deu origem à história do Pai Natal, antes de a Coca-Cola e a Disney um transformarem num objecto comercial para fazer esquecer o Menino Jesus.

Rogai por nós Bem Aventurado Nicolau,
Para que sejamos dignos das promessa de Cristo.

Meravigliosa Creatura - Gianna Nanini



Molti mari e fiumi
attraversero
dentro la tua terra
mi ritroverai
turbini e tempeste
io cavalchero
volero tra il fulmini
per averti

Meravigliosa creatura sei sola al mondo
meravigliosa creatura paura di averti accanto
occhi di sole mi bruciano in mezzo al cuore
amore e vita meravigliosa

Luce dei miei occhi
brilla su di me
voglio mille lune
per accarezzarti
pendo dai tuoi sogni
veglio su di te
non svegliarti
non svegliarti
non svegliarti....ancora

Meravigliosa creatura
sei sola al mondo
meravigliosa paura d'averti accanto
occhi di sole mi tremano le parole
amore e vita meravigliosa

Meravigliosa creatura un bacio lento
meravigliosa paura d'averti accanto
all'improvviso tu scendi nel paradiso
muoio d'amore meraviglioso

Meravigliosa creatura
Meravigliosa
occhi di sole mi bruciano in mezzo al cuore
amore e vita meravigliosa

(via Hay Monas)

Minoria!?

Uma das mais famosas causa hoje em dia é a causa gay, ou como gostam de dizer, a luta pela igualdade.

Em nome de um suposta mimoria perseguida temos aturado discursos, cartazes, tempos de antena, paradas e mais uma par de botas. Sempre que alguém ameaça beliscar a imagem dos maricas, lá vêm as acusações de homofóbico, retrógado e facista (tudo é uma boa razão para a esquerda gritar facista)

No meio de tudo isto, houve uma marca de cervejas que há pouco tempo se atreveu a brincar com esta "causa" e começou uma campanha pelo Orgulho Hetero. Passado uma semana de eu ter visto o primeiro cartaz, a campanha foi retirado sendo substituida por uns cartazes a falar de "verdade" e da liberdade de ser como se quer.

Podemos dizer muitas coisas: que a campanha era fraca, que os heterosexuais não precisam de dizer que o são, que não faz sentido uma campanha destas, mas o facto permanece, não se pode fazer uma campanha apelando aos heterosexuais em Portugal!

sábado, dezembro 01, 2007

367 anos!





Cumpre-se hoje 367 anos sobre a Restauração da Independência.

Numa altura em que cada vez mais se fala da união ibérica, convém sempre recordar que os espanhóis não dão a mão sem que os netos queiram o braço.

A única coisa boa que poderia resultar de uma união ibérica seria fazer aparecer unos novos conjurados para voltar a chamar o Duque de Bragança para assumir o lugar que a canalha republicana lhe roubou.


A mulher e a religião - Vasco Pulido Valente

"Ao que dizem, presidiu o dr. Mário Soares esta semana a um curioso colóquio sobre "A mulher nas religiões". Não que o assunto em si mereça a mais remota crítica. Toda a gente tem o direito de falar do que lhe apetecer. Mas, pelo jornais, parece que tanto o dr. Mário Soares como, por assim dizer, os "coloquiantes", penetrados pelo justo e meritório princípio da igualdade de género, criticaram duramente o papel da mulher no cristianismo e no judaísmo (no islamismo, pelo menos directamente, ninguém tocou). O dr. Mário Soares, por exemplo, citando a Bíblia em seu apoio (a notícia não especifica a passagem), lamentou que a mulher fosse considerada propriedade do homem. E a sra. dra. Manuela Augusta, do PS, declarou que, ao "discriminar a mulher", "um grande número de religiões pregou em vão, agiu de má-fé" e "desrespeitou o sagrado e o divino".

É sem dúvida lamentável que a gente que escreveu o Antigo Testamento entre o século X e o século II a.C. não conhecesse e privasse com o dra. Augusta e o dr. Mário Soares, para vantagem da humanidade e da correcção política. Sobretudo, como hoje se constata, a ausência da dra. Augusta (e do PS) foi trágica. Nem Jesus se conseguiu salvar da catástrofe, embora o dr. Soares, tentando apaziguar as coisas, admitisse que o Novo Testamento "adoçou um pouco a imagem da mulher" e a dra. Vilaça, socióloga, simpaticamente observasse que, no catolicismo, o "culto mariano e a importância" da figura da mãe compensavam "de certa forma" a notória perversidade de Roma. Estas consolações não comoveram a audiência.

Em desespero de causa, o teólogo Bento Domingues, deste jornal, resolveu garantir que, na tradição da sua Igreja, "o cristianismo é uma invenção de mulheres, seduzidas por um Cristo feminista". Por abjecta ignorância (e reverência), não me atrevo a discutir com frei Bento uma tese tão inquietante. Só sei que nem esta ideia radical abalou a dra. Augusta. A dra. Augusta "não fica descansada" lá porque a mulher "é enaltecida" em "textos religiosos". De maneira nenhuma. Como presidente do Departamento das Mulheres Socialistas, uma seita temível, não descansa enquanto não corrigir em pessoa, e em assembleia geral, os "textos religiosos" que por aí andam a pregar, com insídia, a supremacia do homem.

Para terminar o colóquio numa nota alegre, o dr. Mário Soares confessou que se Deus de facto existir lhe dirá, como Mitterrand: "Afinal existes." Gostaria de prevenir o dr. Mário Soares que, se Deus de facto existir, Mitterrand tratou provavelmente com outra Entidade. "

sexta-feira, novembro 30, 2007

Dia de Santo André




"EVANGELHO Mt 4, 18-22
«Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Caminhando Jesus ao longo do mar da Galileia,
viu dois irmãos:
Simão, chamado Pedro, e seu irmão André,
que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.
Disse-lhes Jesus:
«Vinde e segui-Me
e farei de vós pescadores de homens».
Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O.
Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos:
Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João,
que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu,
a consertar as redes.
Jesus chamou-os
e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O.
Palavra da salvação."

Rogai por nós bem aventurado André,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo

O meu avô António

O meu avô faria hoje 91 anos se fosse vivo.

O que eu me lembro melhor do meu avô era a sua graça, a sua capacidade de gracejar com tudo até com a sua prória desgraça. Lembro me de ouvir dizer, depois de ter tido uma trombose que o impedia de andar, às senhoras que o vinham visitar "Desculpe não me levantar, mas tou entravadinho".

Há várias coisas que eu herdei do meu avô: o ser monárquico, miguelista, politicamente consevador mas não salazarista, sportinguista. Mas de todas as coisas que herdei do meu avô aquela que eu mais agradeço é a sua Fé, com que ele educou a minha mãe e com a qual a minha mãe me educou. Uma Fé simples e clara, que ele também explica nesta carta, que escreveu à minha avó, a minha mãe, aos meus tios, aos meus primos, aos meus irmão e a mim:

"Acredito em Deus, acredito que o Filho de Deus se fez Homem, sofreu por nós, morreu e ressuscitou. Acredito que tendo tomado para si, a remissão dos pecados dos homens, nos alcançou o direito à vida eterna, e prometeu esse mesma vida eterna aos que cressem n'Ele. Também por isso não temo a morte."

Spe Salvi facti sumus

Já está dísponivel no site da Santa Sé a nova encíclica do Papa, "Spe Salvi facti sumus".

SEMPER FIDELIS!

Into the West



Lay down,
your sweet and weary head.
Night is falling.
You have come to journey’s end.

Sleep now,and dream
of the ones who came before.
They are calling,
from across a distant shore.

Why do you weep?
What are these tears upon your face?
Soon you will see.
All of your fears will pass away.
Safe in my arms,
you’re only sleeping.

What can you see,
on the horizon?
Why do the white gulls call?
Across the sea,
a pale moon rises.
The ships have come,
to carry you home.

And all will turn,
to silver glass.
A light on the water.
All souls pass.

Hope fades,
Into the world of night.
Through shadows falling,
Out of memory and time.

Don’t say,
We have come now to the end.
White shores are calling.
You and I will meet again.
And you’ll be here in my arms,
Just sleeping.

What can you see,
on the horizon?
Why do the white gulls call?
Across the sea,
a pale moon rises.
The ships have come,
to carry you home.

And all will turn,
to silver glass.
A light on the water.
Grey ships pass
Into the West.

P.S.: Dedicado à Sofia

Mendicante!

Estava hoje a vir do enterro do avô de uma amiga minha quando me pus a ler o Destak. Lá no meio havia uma artigo de opinião que versava sobre as escolhas. Explicava como as muitas escolhas que temos que fazer hoje em dia nos fazem mal e nos fazem perder tempo.

O artigo era bastante inócuo no geral assim como desinteressante. Contudo finalizava dizendo que as escolhas que nós faziamos, embora não definitivas, mudavam o mundo e que era com essas escolhas que nós iamos construindo a nossa vida. Esta posição parece a posição menos humana possivel. Especialmente hoje, ao voltar de um enterro.

Qualquer pessoa que viva a olhar a realidade percebe que a vida e o mundo escapam completamente das nossas escolhas. Diante de experiências tão maravilhosas como o namoro ou de experiências tão dramáticas como a morte, percebemo que a nossa vida não somos nós que a fazemos, mas Outro.

Muitas vezes fazemo tudo bem e as coisas correm mal, outras fazemos tudo mal e as coisas saem bem. Pretender que a nossa vida depende apenas das nossas escolhsa é alienação. Como dizia Gandalf: " a única coisa que nos é dada escolher é o que fazer com tempo que nos é dado".

A posição realmente humana diante da vida, como nos ensina don Giussani, é a do mendicante, que percebendo a sua impotência pede a Deus que Se lhe revele.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Padre Pio

Vale a pena ler esta notícia sobre a conversão de uma paróquia Ortodoxa romena graças a intervenção do Padre Pio.

Rogai por nós bem aventurado Pio,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Se o ridiculo matasse...

Um grupo de senhora do PS decidiu fazer um colóquio sobre a discriminação das mulheres na religião, sobretudo no seio da Igreja.

Ao contrário do que é habitual, o centro da discussão não será o facto de as mulheres não poderem ser padres, mas a virgindande de Nossa Senhora. Segundo estas eminentes teologas, o dogma da virgindande de Maria é uma ofensa às mulheres.

Não me cabe a mim defender a Igreja, pois esta não precisa de defesa. Mas é preciso muito imaginação para dizer que um local onde a primeira pessoa abaixo de Deus é uma mulher discrimina as mulheres.

O facto de as mulheres e os homens ter funções diferentes dentro da Igreja não se trata de uma diminuição do papel das mulheres, mas de um reconhecimento das diferenças entre género. Embora iguais em dignidade, como filhos de Deus, o homem e a mulher são diferentes e tem papeis diferente na Igreja.

Antes de saltarem a falar de como as mulheres não tem importância na Igreja lembrem-se de Nossa Senhora, Maria Madalena, Santa Helena, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Teresa de Ávila, Beata Jacinta e Irmã Lúcia, Madre Teresa de Calcutá e de todas as mulheres que a Igreja aponta como exemplo de santidade a todo o povo Cristão.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Foi assim!

Foi ontem exibido no Cinema Londres o documentário "Fátima e a Russia" feito pela jornalista Aura Miguel. A sala estava de tal maneira cheia que eu acabei sentado no chão debaixo do ecrã o que me dificultou muito o visionamento do documentário e me imepediu completamente de perceber as partes em Russo, pois as legendas estavam a ser projectadas mais ou menos na minha cabeça.

No fim do documentário a autora e Zita Seabra fizeram um comentário e responderam a várias perguntas, muitas da quais envolviam o passado da deputada do PSD.

Impressionou-me muito as coisas que Zita Seabra disse. Falou sempre do seu passado como Comunista com uma grande liberdade e sem esconder nada. Não tentou dizer o marxismo era teóricamente bom e que ela desconhecia o que se passava na Rússia. Muito pelo contrário, disse que o marxismo era mau na essecência e que ela sabia perfeitamente o que se passava na Rússia.

É sempre comovente ver alguém que têm a liberdade de dizer que fez erros, sem se deixar prender por eles, sem tentar diminuir a sua culpa, sem se escudar atrás da ignorância. Zita Seabra falou como quem compreende que a misericórdia de Cristo é maior que o nosso pecado.

Só quem confia totalmente na misericórdia de Deus, só quem percebe que o perdão de Nosso Senhor não tem nada a ver com contas ou com méritos nossos, é que não tem medo de falar do passado, pois como nos ensina Miguel Manara: "Se mataste, se roubaste, essas coisas não aconteceram. Só Ele é!"

terça-feira, novembro 20, 2007

Comunidades Cristãs em perigo

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO COMUM
apresentada nos termos do nº 5 do artigo 115º do Regimento por:
– Mario Mauro, Laima Liucija Andrikienė, Charles Tannock, Bernd Posselt, Esther De Lange, Bogusław Sonik, Anna Záborská, Rodi Kratsa Tsagaropoulou e Antonio Tajani , em nome do Grupo PPE-DE

– Pasqualina Napoletano e Glyn Ford , em nome do Grupo PSE

– Marco Cappato, Frédérique Ries e Marios Matsakis, em nome do Grupo ALDE

– Cristiana Muscardini, Adam Bielan, Mario Borghezio, Marek Aleksander Czarnecki, Hanna Foltyn-Kubicka, Konrad Szymański e Mieczysław Edmund Janowski , em nome do Grupo UEN

– Bastiaan Belder , em nome do Grupo IND/DEM

– Vittorio Agnoletto e Giusto Catania,
em substituição das propostas de resolução apresentadas pelos seguintes Grupos:

– PPE-DE (B6 0449/2007)

– PSE (B6 0450/2007)
– UEN (B6 0455/2007)
– IND/DEM (B6 0459/2007)
– ALDE (B6 0467/2007)

sobre acontecimentos graves que comprometem a existência das comunidades cristãs e de outras comunidades religiosas

Resolução do Parlamento Europeu sobre acontecimentos graves que comprometem a existência das comunidades cristãs e de outras comunidades religiosas
O Parlamento Europeu,
- Tendo em conta o Artigo 18.° da Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH), de 1948,
- Tendo em conta o Artigo 9.° da Convenção Europeia de Protecção dos Direitos do Homem (CEDH), de 1950,
- Tendo em conta o Artigo 18.° do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP), de 1966,
- Tendo em conta a Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e Discriminação Fundadas na Religião ou nas Convicções, de 1981,
- Tendo em conta os relatórios da relatora especial das Nações Unidas sobre liberdade religiosa ou de credo e, em particular, os seus relatórios de 8 de Março de 2007, 20 de Julho de 2007 e 20 Agosto 2007,
- Tendo em conta os seus relatórios anuais sobre a situação dos direitos do Homem no mundo e as suas anteriores resoluções sobre as minorias religiosas no mundo,
- Tendo em conta as suas resoluções de 25 de Outubro de 2007 sobre o Paquistão e o Irão,
- Tendo em conta as suas resoluções de 28 de Abril de 2005 sobre o relatório anual 2004 sobre a situação dos direitos do Homem no mundo e a política da UE a esse respeito,
- Tendo em conta a sua resolução de 6 de Julho de 2005 sobre a União Europeia e o Iraque - Enquadramento da acção,
- Tendo em conta a sua resolução de 6 de Abril de 2006 sobre o Iraque: a comunidade assíria e a situação nas prisões iraquianas,
- Tendo em conta a sua resolução de 10 de Maio de 2007 sobre a estratégia comunitária de reformas no mundo árabe,
- Tendo em conta nº 5 do artigo 115º do seu Regimento,

A. Considerando que, nas suas relações com o resto do mundo, a União Europeia afirma e promove os seus valores e contribui para a paz, para o respeito mútuo entre os povos e para a protecção dos direitos do Homem,

B. Considerando que se manifestou reiteradas vezes em prol dos direitos das comunidades religiosas e da protecção da respectiva identidade, em todo o mundo, e a favor do reconhecimento e da protecção das minorias religiosas, sem distinções,

C. Profundamente preocupado, neste quadro, com a proliferação de episódios de intolerância e de repressão visando as comunidades cristãs, nomeadamente nos países de África, Ásia e do Médio Oriente,

D. Considerando o seu vínculo aos princípios da liberdade de pensamento, de consciência e de religião e da liberdade de exercício do culto, em todo o mundo, bem como ao da laicidade do Estado e das suas instituições públicas; sublinhando que é dever destas autoridades garantir estas liberdades em qualquer parte do mundo, incluindo a liberdade de mudar de religião,

E. Considerando a importância do diálogo entre religiões para promover a paz e a compreensão entre os povos,

F. Considerando que é dever dos líderes políticos e religiosos, a todos os níveis, combater os extremismos e promover o respeito mútuo,

G. Considerando que, de acordo com o direito humanitário internacional, e nomeadamente com o artigo 18.° do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP), " Toda e qualquer pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de ter ou de adoptar uma religião ou uma convicção da sua escolha, bem como a liberdade de manifestar a sua religião ou a sua convicção, individualmente ou conjuntamente com outros, tanto em público como em privado, pelo culto, cumprimento dos ritos, as práticas e o ensino",

H. Considerando que a relatora especial das Nações Unidas sobre liberdade religiosa ou de credo destaca situações preocupantes de violação da liberdade de adoptar, mudar de ou renunciar a uma religião ou credo, e dá conta de numerosos casos de discriminação e violência inter-religiosas, matanças e detenção arbitrária por motivo de religião ou credo,

I. Considerando que outros grupos de pessoas, como refugiados, pessoas deslocadas no interior de um país, requerentes de asilo, migrantes, pessoas privadas de liberdade, minorias étnicas, religiosas e linguísticas e filhos de crentes, enfrentam também um crescente número de violações ao direito de liberdade religiosa ou de credo; recordando a este respeito o princípio de não repulsão, nos termos do artigo 33.° da Convenção de Genebra,

J. Apreensivo face aos recentes casos de violência no Iraque, nomeadamente, o rapto em 14 de Outubro de 2007, em Mosul, de dois padres católicos, Pius Afas e Mazen Ishoa; o homicídio em 28 de Junho de 2007, em Mosul, de dois membros assírios cristãos da organização "National Union of Bet-Nahrin", Zuhair Youssef Astavo Kermles e Luay Solomon Numan; o assassinato em 3 de Junho de 2007, em Mosul, do padre caldeu P. Ragheed Ganni e de três diáconos que o assistiam,

K. Deplorando a situação nas aldeias assírias das zonas fronteiriças turcas, como a aldeia de Kani Masi,

L. Apreensivo face aos recentes casos de violência no Paquistão, nomeadamente, o ataque contra uma igreja cristã em 10 de Outubro de 2007 em Godwinh, na periferia de Lahore; o bombardeamento em 15 de Setembro de 2007 que danificou seriamente a "Saint John Bosco Model School", uma escola dirigida pelos missionários Mill Hill no distrito de Bannu; o homicídio do bispo protestante Arif Khan e da sua esposa, em 29 de Agosto de 2007, em Islamabad,

M. Deplorando o assassinato em Gaza, em 7 de Outubro de 2007, de Rami Khader Ayyad, proprietário de uma biblioteca cristã,

N. Enlutado pelo assassinato de dois jovens coptas, Wasfi Sadek Ishaq e Karam Klieb Endarawis, em 3 de Outubro de 2007, em Awlad Toq Garb, no Egipto,

O. Horrorizado pelos ataques movidos contra a editora cristã Zirve, em 18 de Abril de 2007, em Malatya (Turquia), em que foram assassinados três cristãos, Tilmann Geske, Necati Aydin e Ugur Yuksel; considerando a sua resolução de 25 de Outubro de 2007 sobre as relações UE-Turquia e a sua veemente condenação dos assassínios de Hrant Dink e do padre católico Andrea Santoro,

P. Deplorando o rapto nas Filipinas do padre católico Giancarlo Bossi,

Q. Sublinhando, em particular, a gravidade da situação das comunidades cristãs no Sudão, onde as autoridades de Cartum continuam a reprimir os seus membros,
R. Considerando que, nos últimos anos, centenas de famílias assírias cristãs residentes nas proximidades de Dora, a sul de Bagdade, abandonaram a cidade em consequência de intimidações, ameaças e violência,

S. Considerando que o êxodo de cristãos do Iraque origina sérias preocupações, vincado pelo facto de que, em 2006, de um total de 38.000 iraquianos registados pelo ACNUR na Síria, cerca de 24% eram cristãos, e que mais de dois milhões de pessoas foram deslocadas no interior do Iraque, na sua grande maioria pertencentes a minorias cristãs, que demandam principalmente as planícies de Nineveh,

T. Considerando a gravidade da situação da liberdade religiosa na República Popular da China, onde as autoridades continuam a reprimir qualquer manifestação religiosa, nomeadamente por parte da igreja católica, cujos membros e bispos estão encarcerados em grande número desde há vários anos e alguns dos quais morreram em prisão,

U. Considerando que, no Vietname, também é severa a repressão movida contra as actividades da igreja católica e de outras religiões, tal como demonstra a grave situação em que se encontram as comunidades vietnamitas das regiões montanhosas,

V. Considerando que, em alguns casos, a situação das comunidades cristãs é tal, que a sua existência futura corre perigo, e o seu desaparecimento originaria a perda de uma parte significativa do património religioso dos respectivos países,

1. Condena de forma veemente todos os actos de violência perpetrados contra as comunidades cristãs, onde quer que eles ocorram, e exorta os governos em causa a processarem judicialmente os autores desses crimes;

2. Condena de forma veemente todos os tipos de discriminação e intolerância com base na religião e credo e os actos de violência contra todas as comunidades religiosas; convida os países interessados a assegurarem que os seus sistemas constitucionais e legislativos forneçam garantias adequadas e eficazes de liberdade religiosa ou de credo, assim como vias de recurso eficazes para as vítimas, em caso de violação do direito de liberdade religiosa ou de credo;

3. Assinala que o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião é um direito humano fundamental que é garantido por vários instrumentos jurídicos internacionais; lembra, ao mesmo tempo, o seu vínculo à noção fundamental de interdependência dos direitos humanos;

4. Apoia convictamente toda a iniciativa tendente a promover o diálogo e o respeito mútuo entre religiões; apela a todas as autoridades religiosas que promovam a tolerância e tomem iniciativas contra o ódio, a radicalização violenta e extremista;

5. Exorta os governos dos países em causa a melhorarem a segurança das comunidades cristãs; sublinha, por conseguinte, que é obrigação das autoridades públicas proteger todas as comunidades religiosas, incluindo as comunidades cristãs, contra a discriminação e repressão;

6. Exorta a Comissão e o Conselho a debaterem a situação das comunidades cristãs no âmbito do diálogo político com os países onde aquelas são ameaçadas, através da promoção de um compromisso estratégico dos países em causa com base nos tratados internacionais sobre direitos humanos;

7. Exorta a Comissão, o Conselho e os Estados-Membros a multiplicarem os seus contributos visando o reforço dos direitos humanos e do Estado de Direito, empregando todos os instrumentos de política externa da UE;

8. Convida a Comissão e o Conselho a dispensarem particular atenção à situação das comunidades religiosas, incluindo as comunidades cristãs, nos países em que são ameaçadas, aquando da elaboração e implementação de programas de cooperação e de ajuda ao desenvolvimento com esses mesmos países;

9. Exorta a União Europeia e os Estados-Membros a concederem mais fundos às actividades do ACNUR e às ajudas humanitárias geridas por esta organização;

10. Recomenda que as suas comissões competentes examinem a situação das comunidades cristãs, nomeadamente no Médio Oriente;

11. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução ao Conselho, à Comissão, ao Secretário-Geral das Nações Unidas e ao Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas.
Podem encontra mais informações aqui.

Green Street Hooligans

Vi este fim-de-semana o filme "Green Street Hooligans". Deixo aqui o que escrevi da primeira vez que o vi:

"A nossa voz canta com um porquê"
Acabei agora de ver o filme “Green Street Hooligans”.

Por um lado achei um filme extrordinário, mas ao mesmo tempo profundamente triste, direi mesmo desesperante.

Como não tenho jeito para contar estórias não vou fazer o resumo do filme. Quem viu percebe, quem não viu peço que vá ver.

Aquilo que mais me impressionou no filme foi o desejo de Matt de encontrar um sítio onde pertença, um lugar onde se sinta em casa, onde se sinta amado.

Ao mesmo tempo é impressionante o desejo de viver a vida de Peter. O desejo de ter algo por que valha a pena lutar, algo que dê sentido à vida.

É esta fidelidade ao desejo do coração que torna o homem grande, capaz de actos de heroismo. Só somos capaz de dar a vida se existe algo que a justifique, sem a qual não valha a pena viver.

Mas ao mesmo tempo que o filme é capaz desta intuição de grandeza é também desesperante, porque aquilo para que eles vivem, a reputação, é completamente vazio, oco.

É verdade que a reputação pode dar satisfação, mas “toda a vida grita a eternidade”. A vida tem que ser mais do que simplesmente defender as cores do nosso clube ou reputação da nossa claque.

No filme a prova disso é o irmão de Peter, que é ex-chefe da “firma” e que, olhando para a morte de um miúdo de 12 anos durante uma cena de porrada entre claques, fica completamente desesperado. O que salva o “Major” (como é conhecido) é encontrar uma mulher e ter um filho, é o ser amado, que o faz perceber que a vida é mais do que a reputação.

Mas o que difere aquelas claques de futebol dos 2 milhões de jovens que estiveram em Colónia com o Papa? Não é só os jovens católicos não andarem por aí a porrada com os jovens de outra religiões.
Aquilo que dá origem as claques e aos jovens que foram a Colónia é o mesmo: o desejo de encontrar um lugar onde pertençam, o de encontrar algo que dê sentido à vida.

A diferença é que nós sabemos “bem para onde andar”. Nós não somo vagabundos que rumam sem destino, sempre à procura de um estádio ou de uma rua onde possam reafirmar a sua reputação. Nós somos peregrinos, nós caminhamos com um objectivo muito concreto: o reino do Céus. “A nossa voz canta com um porquê”.

One blood - Green Street Hooligans



In the far away fires
Where the hills forever burn
At the feet of our heroes
We try hard to learn
But the lesson is lost there
In the smoke and the mud
That we are one flesh, one breath, one life, one blood

I stood by the river
That ran red with shame
I stood in the killing fields
Where death had no name
I stood with my brothers
And away it flood
And we were one flesh, one breath, one life, one blood

Then I felt to the ground
Tasted ashes on my tongue
Thinking that only the dead
Are forever young

[Guitar solo]

There was peace in the twilight
And for a moment among
It was a world without danger
A world without war
And I will take all your suffering
It will do any good
Cause we are one flesh, one breath, one life, one blood

domingo, novembro 18, 2007

"Cristão sabem como acabará a história do mundo"

MADRID, sexta-feira, 16 de novembro de 2007 (ZENIT.org-Veritas).- O escritor e teólogo George Weigel destacou nesta manhã a vantagem que a fé dá aos cristãos para relativizar os problemas sociais e políticos e enfrentar o futuro com a virtude da esperança, que lhes assegura o triunfo do Senhor da História.

Baseando-se na situação dos cristãos no mundo, descrita na «Carta a Diogneto», Weigel disse que «os cristãos confiam em Cristo e não em suas próprias forças», e sublinhou que «a esperança é construída sobre a fé e não sobre o cálculo de probabilidades».

Ele apresentou esta reflexão na conferência «Laicidade e Laicismo na sociedade democrática», com a que inaugurou o IX Congresso Católicos e Vida Pública.

«Os cristãos vivem no tempo, mas adiantados ao seu tempo, sabem que o Senhor da história se encarrega da História, e sabem como acabará a história do mundo, que culminará naquela cidade sem lágrimas, junto ao Senhor», explicou Weigel.

Desde este conhecimento, sublinhou, o cristão adquire uma perspectiva especial também sobre a política. Com o teólogo Von Baltasar, disse que «o cristão tem o valor de afirmar o presente porque Deus o afirmou».

Seguindo o argumento de sua conferência, Weigel disse que a perspectiva cristã «sugere algo sobre a forma que a política deve tomar» e ainda sublinhando que «a Igreja não tem uma agenda política», sim deve reivindicar seu lugar no mundo.

Finalmente, Weigel pediu – difundindo a solicitude da Igreja – «que o mundo considere a possibilidade da Redenção que reside em Cristo», uma proposta que foi especialmente custosa no século XX, como evidencia o fato de ter se convertido no século com mais mártires na história do cristianismo.

«A existência de Cristo e de sua Ressurreição é o que a Igreja pede aos políticos que levem em consideração», enfatizou.

Weigel advertiu que «um mundo que não quer assumir a possibilidade da Redenção» assume o risco das ameaças para a democracia, porque «sem a Verdade, cria-se um entorno no qual os cidadãos não sabem justificar a preeminência da democracia sobre outras formas de ordem civil.

Neste contexto, acrescentou que, ainda que o Credo da fé «não contenha um plano para a política, dá uma idéia melhor da dignidade e da liberdade do homem. A Igreja que defende o Credo – matizou – está mais capacitada que os céticos para defender os direitos de todos. A Igreja que crê na verdade está mais capacitada para defender a democracia ante os radicalismos».

Finalmente, Weigel disse que «a primeira coisa que a Igreja pede ao mundo é que defenda o direito à liberdade religiosa, porque a Igreja não pode ser a Igreja em um Estado coercitivo».

«A defesa da liberdade religiosa não é a defesa de alguns interesses institucionais», mas «o reconhecimento de que cada homem dispõe de seu próprio espaço interior que nenhum governo pode invadir.»

sexta-feira, novembro 16, 2007

Unidade Cristã

Publicou-se hoje um documento onde a Igreja Ortodoxa reconhece o primado do bispo de Roma. Este documento é um grande passo na direcção da unidade da Igreja no Ocidente e no Oriente.

SEMPER FIDELIS!

quinta-feira, novembro 15, 2007

Prostituição

Ontem o DN trazia um artigo sobre uma possível legalização da prostituição.

A mim, mais do que os argumentos, impressionou-me ver como se fala da prostituição como se fosse um meio de vida normal.

Convenhamos, até acredito que existam mulheres que vivam da prostituição porque o escolheram livremente. Mas suponho que se possam dar ao luxo de seleccionar clientes e de viverem com alguma liberdade. Mas estes casos, casso existam, deverão ser raríssimas.

A quase totalidade das mulheres que se prostituem não o fazem por gosto, mas porque, esmagada pelas circunstância e necessitadas de dinheiro, acabam por irem por uma saída aparentemente fácil, mas que as introduz num mundo sórdido.

A preocupação daqueles que defendem a legalização da prostituição prendem-se com a saúde pública e com a segurança. Mas este modo de olhar é ideológico, porque olha para a prostituição como algo de inevitável, como algo contra a qual não pode lutar.

Percebo que seja dificil erradicar a prostituição, mas isto não quer dizer que então se legaliza. O mal não se legaliza, combate-se. Neste caso, combate-se na ajuda concreta as mulheres que são empurradas para o mundo da prostituição.

Legalizar a prostituição é mais uma vez dizer (como já se fez com a lei do aborto: o Estado não te ajuda a resolver o teu problema, não se preocupa com o teu problema, mas legaliza-o para que o possas fazer mais facilmente.

Não Senhor Ministro

O bastonário da Ordem dos Médicos respondeu à "ordem" do senhor ministro afirmando que a ordem não mudará os seus estatutos no que toca ao aborto.

Ao contrário do que os abortistas querem fazer passar, esta decisão não viola a lei. A lei permite o aborto e por isso o Estado têm que proporcionar meios para que este se realize. Para além disto, ainda resultado da lei, este têm que ser gratuitos.

Contudo, uma lei não pode obrigar que uma classe profissional diga que o mal está certo. O aborto é, e será sempre, moralmente errado, por muitas leis que se aprovem.

Miguelista.




Fez ontem 141 anos que morreu Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo de Bragança e Bourbon mais conhecido como D. Miguel I, rei de Portugal.

Há uma certa tendência hoje em dia (tendência essa nada ingénua) de dividir a guerra entre os filhos de D. João VI em Liberais e Absolutistas, dando a entender que os que tomaram o partido de D. Miguel eram aqueles que eram contra um sistema que salvaguardasse o povo contra os poderes do rei. Convém acrescentar que são este mesmo senhores que apontam o Marquês de Pombal, um déspota sanguinário, como um grande homem.

Há que esclarecer que esta divisão é claramente mentira. A questão era bastante mais profunda do que uma mera escolha entre um sistema liberal e um sistema absolutista. O sistema liberal, advogado por Dom Pedro IV (que entretanto tinha declarado a independência do Brasil à revelia do seu próprio pai) era um sistema inspirado nas ideias nascidas da revolução francesa, que punham o Estado claramente acima do individuo e que primavam por uma brutal perseguição à Igreja e a todos aqueles que com eles discordavam.

Por outro lado, Dom Miguel representava 800 anos de história. Dom Miguel era o herdeiro natural daqueles que tinham, contra todas as expectativas, combatido os mouros e os castelhanos e fundado Portugal. Era herdeiro daqueles que, por amor à Cruz, se tinham lançado ao mar e descoberto o mundo. Dom Miguel não era um representante do absolutismo em si, mas sim um opositor de uma ideologia anti-cristã, que claramente violava a essência de Portugal.

O que a vitória de Dom Pedro nos trouxe foi um regime dominado por anti-clericais extremistas, por aduladores profissionais, por politicos caciqueiros que conduziram Portugal até ao pantano que permitiu a instauração da Républica.

Desde de D. Pedro IV que Portugal se contenta (exceptuando o tempo da ditadura salazarista, mas ai o preço foi demasiado alto) em fazer parte da cauda da Europa, desde que possa ser moderno e europeu. Passamos de descobridores do mundo a proxentas da Europa (basta ver o chamado "Tratado de Lisboa").

Relembra a morte de Dom Miguel é relembra um país que dificilmente voltará.

P.S.: Aproveito e deixo aqui um link, onde se explica o direito de Dom Miguel ao trono.

terça-feira, novembro 13, 2007

Enya - Lord of The Rings - May it Be



May it be an evening star
Shines down upon you
May it be when darkness falls
Your heart will be true
You walk a lonely road
Oh! How far you are from home

Mornie utúlië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornie alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now

May it be the shadows call
Will fly away
May it be you journey on
To light the day
When the night is overcome
You may rise to find the sun

Mornie utúlië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornie alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now

A promise lives within you now

segunda-feira, novembro 12, 2007

Antevisão da Tracce de Novembro

Anteprima Tracce N. 10, novembre 2007
Educazione

Spagna: cronache
da una battaglia
in corso

Con la legge del governo Zapatero sull’“Educazione alla cittadinanza”, lo Stato si appropria di un ruolo che non gli spetta: formare le coscienze.
Ma famiglie e insegnanti non ci stanno. Così nasce un confronto che sta animando aule, piazze e giornali di Madrid e dintorni. Ma che ci riguarda tutti


di Ignacio Santa María


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Durante la primavera del 2006 fu approvato il grande progetto educativo del governo socialista di José Luis Zapatero: la Legge Organica di Educazione (Loe). La principale novità che comportava era la comparsa di una nuova materia obbligatoria chiamata Educación para la Ciudadanía (EpC,Educazione alla cittadinanza). Era stata proposta da persone che non avevano mai nascosto il loro obiettivo: la formazione dei valori morali degli studenti. Fino a quel momento nella scuola, tanto in quella pubblica quanto in quella di iniziativa civile, avevano convissuto la Religione e l’Etica come materie facoltative. Il nuovo sistema, in pratica, comportava una riduzione delle ore di insegnamento religioso e l’introduzione in tutte le classi primarie e secondarie della materia obbligatoria da poco istituita.
Gli iniziali timori di molti genitori e docenti sono stati presto confermati dalla pubblicazione dei reali decreti che ponevano le basi del nuovo insegnamento, con il quale lo Stato si è appropriato di un ruolo che non gli spetta: quello di soggetto educatore e formatore delle coscienze. Inoltre, ciò avviene per mezzo di un repertorio per nulla neutrale, volendo imporre una visione ridotta dell’uomo, partendo da presupposti come il relativismo culturale, il laicismo o l’ideologia del “genere”.
Soltanto pochi mesi prima dell’approvazione della legge, il 12 novembre 2005, nelle strade di Madrid si protestava contro i piani educativi del governo e contro la materia al centro della polemica. Tra la sorpresa generale, una piattaforma creata ad hoc da varie organizzazioni di genitori e insegnanti era riuscita a riunire un milione di persone nel centro della capitale per chiedere che il progetto fosse ritirato.
In questo contesto alcune persone di Cl, ognuno nel suo ambiente e a titolo personale, hanno cominciato a prendere l’iniziativa. Dapprima molto semplicemente, stabilendo un dibattito nel proprio ambiente di lavoro. Diversi professori, ad esempio, non soddisfatti delle interpretazioni e delle risposte ottenute, si sono messi a studiare direttamente i testi dei decreti, cercando altri amici o colleghi e scambiandosi articoli e commenti per e-mail.
L’inquietudine iniziale si stava trasformando in interesse concreto: da peso aggiunto alla propria vita, la nuova materia è diventata piuttosto un’occasione di giudizio personale e di lavoro comune.
Così, ad esempio, nella scuola John Henry Newman di Madrid si sono organizzate riunioni partendo dalla lettura de Il rischio educativo. Il direttore, Juan Ramón de la Serna, spiega che il libro di don Giussani apre un «orizzonte che permette di abbordare adeguatamente tutte le preoccupazioni educative, tanto quelle personali come quelle della scuola o le sfide politiche e sociali come l’Educazione alla cittadinanza».

Prime manifestazioni pubbliche
Questo lavoro è sfociato in un incontro pubblico, organizzato in collaborazione con i genitori, la parrocchia e altre realtà educative del quartiere, per rispondere alle molteplici richieste di un giudizio chiaro sul caso concreto.
All’inizio del corso, Ana Llano, docente di Diritto all’Università Computense, ne discusse con una collega di Diritto processuale, Maite Padura, che esprimeva tutta la sua preoccupazione per la nuova materia. Decisero insieme di occuparsene e di parlarne con altri amici. Organizzarono così due incontri nella Facoltà di Diritto, a cui invitarono importanti personalità dell’ambiente politico e giuridico.
Nel frattempo l’Associazione culturale Charles Péguy, preparava un seminario sullo stesso argomento con alcune tra le personalità più significative della battaglia culturale sulla nuova materia, tra cui Ignacio Carbajosa, docente della Facoltà di Teologia di San Dámaso, intervenuto sui “Presupposti antropologici e culturali dell’Educazione alla cittadinanza”. Una posizione creativa che, partendo da una provocazione concreta, cerca di approfondire la concezione dell’uomo e della società che la muove, non poteva altro che esser salutare per tutti. Perfino per la Conferenza episcopale, che ha deciso di distribuire il testo a tutti i vescovi.

Tendere a un giudizio comune
Contemporaneamente i vescovi spagnoli, molto attivi nel rifiutare la nuova materia, definivano la loro posizione in una nota e in seguito in una dichiarazione, due documenti che hanno offerto una indicazione chiara e la possibilità di un dialogo diretto sempre animato dalla tensione verso l’unità ecclesiale.
Da parte loro, altre comunità di Cl in varie zone della Spagna hanno organizzato incontri a proposito dell’introduzione della EpC.
Anche se le iniziative e i dibattiti si moltiplicavano, si avvertiva comunque che mancava ancora qualcosa. Tanti contributi non erano ancora espressione di un giudizio comune. «Volevamo formulare un giudizio comune più chiaro - ricorda Ana Llano - che offrisse pubblicamente il nostro contributo all’emergenza educativa attuale. Per questo ci siamo messi a lavorare insieme».
Un gruppo di professori, docenti universitari ed esponenti del mondo politico e sociale sono stati la genesi del secondo manifesto della piattaforma Tiempo de educar presentato all’inizio dell’anno scolastico con un titolo provocatorio: “Il miglior modo di difendere la libertà è esercitarla”.
Mari Carmen Carrón e Soledad de las Hazas, due insegnanti, da circa due anni stanno affrontando i contenuti concreti della materia e il problema dei nuovi libri di testo.
Così commenta Soledad: «Questo dibattito mi ha messo a confronto con posizioni diverse, a partire dalla mia esperienza e arrivando a un giudizio comune con altre persone di formazione culturale diversa dalla mia, ma interessate al problema educativo. Leggendo la normativa, le dichiarazioni dei sostenitori della materia, quello che dicevano le associazioni a essa contrarie, osservando l’atteggiamento delle scuole… Tutto mi ha spinto a confrontare la mia esperienza con la proposta altrui e a imparare un sano realismo che tenga conto di tutti i fattori in gioco. È uno dei vantaggi di un giudizio comune».

Un volto che introduca una novità
Molto prima delle leggi di Zapatero era già evidente l’“emergenza educativa” nella società spagnola: il relativismo, la rinuncia di molti genitori a educare, l’annullamento del desiderio degli allievi, la noia, erano già sotto gli occhi di tutti. Comunque, è chiaro che non c’è niente che possa impedire una libertà in azione e una responsabilità che si gioca in prima persona, soprattutto là dove esistono esperienze educative vere, e quindi irriducibili. Per questo, in mezzo a una battaglia a volte dura e aspra, la gente cerca un volto che introduca una novità, un volto che si incarna in luoghi, opere, relazioni e persone che si mettono a disposizione di tutti.

Il manifesto di Tiempo de educar vuol dire a tutti che in ogni situazione è possibile costruire e creare opere che «educhino il cittadino» alla sua irrinunciabile libertà.

Discurso de saudação do Arcebispo de Braga ao Papa, no príncipio da visita ad Limina

Santidade: A nossa peregrinação a Roma experimenta neste momento a comum declaração da mais sincera comunhão cum Petro e sub Petro. Fazemo-lo na corresponsabilidade de quem pretende gastar as suas energias para que a Igreja siga um itinerário de espiritualidade de comunhão e seja no mundo uma verdadeira «casa e escola de comunhão» (N.M.I., 43). Com a Exortação Apostólica do saudoso Papa João Paulo II, Pastores Gregis, queremos assegurar a vontade de nos tornarmos Bispos «servidores do Evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo». Trata-se dum programa pessoal que colocamos nos nossos propósitos e intenções.

1 - O anúncio feito por Vossa Santidade da vivência dum «Ano Paulino», coloca-nos numa atitude colegial de discernir conteúdos numa sintonia plena com as orientações que nos poderão ser sugeridas. Este Ano Paulino vem dar maior consistência ao Programa que a Conferência Episcopal delineou para o triénio actual. O Povo Português continua, na sua grande maioria, a afirmar-se católico embora reconheçamos que os ventos do relativismo e indiferentismo exercem uma grande pressão, provocando atitudes e opções ambíguas e, em alguns casos, contraditórias. Nem sempre a fé significa uma opção pessoal por Cristo e as tradições ocupam um espaço gerador duma religiosidade que pode não ter consistência.
A Paixão de S. Paulo pela causa do Evangelho e a itinerância das suas viagens apostólicas irão conduzir-nos às páginas mais belas dum Povo que penetrou nos mares desconhecidos, norteado pela aventura de dilatar a «fé e o império». Procuraremos ser fiéis à nossa história.
Nesta sociedade, maioritariamente católica, aceitamos com esperança a assinatura da Concordata entre a Santa Sé e o Governo Português. No princípio da separação, procuramos intuir caminhos novos de cooperação como serviço ao Povo Português e na perspectiva do bem comum. Pequenos grupos, imbuídos dum espírito laicista, têm pretendido suscitar possíveis conflitos. Pretendemos dialogar para que a igualdade de direitos não seja capaz de abafar a proporcionalidade.
Gostaríamos de, sempre e em tudo, mostrar a originalidade e diferença cristãs para, através do testemunho, propor Cristo como sentido de vida e recusar o estatuto de privilégio ou atitudes de mero proselitismo que destroem a consciência individual. Reconhecendo a necessidade duma profunda evangelização dos cristãos, sabemos que devemos partir ao encontro de mundos que progressivamente se afastam, talvez não de Cristo (embora o digam!), mas da Igreja. No mundo e sem ser do mundo, queremos seguir quanto Vossa Santidade tem proclamado em variadíssimas ocasiões: «Cristo não se impõe; propõe-se». «Ele nada tira, mas dá tudo».

2 - Nesta atitude nunca esquecemos que Portugal foi – e queremos que continue a ser – terra de Santa Maria. Ela foi discípula. Acreditou firmemente em tudo quanto Deus anunciou e se deveria realizar. Tornou-se apóstola. Proclamou as maravilhas de Deus, ficando como modelo programático para a Igreja, dum Cristo-Palavra no mundo. Caminhou com o povo. Guiada e habitada pela Palavra Viva, de todos se tomou Serva porque Serva do Senhor.
A nossa visita ad Limina acontece num ambiente de celebração dos 90 anos das Aparições de Fátima. Aí Maria apelou à conversão do mundo que, necessariamente, deve começar pela Igreja. Se nos parece que a sociedade caminha nas sombras dum hedonismo fácil, dum relativismo moral impressionante, duma desvinculação dos valores, dum desenvolvimento explorador e aproveitador dos mais fracos, duma desigualdade marcante e repleta de contrastes, nunca nos poderemos fechar na defesa do nosso tesouro e fazer condenações a anunciar destruição e catástrofes. Só a luz de Cristo, nos fiéis e nas comunidades, qual «milagre do Sol» em Fátima, conseguirá permitir que a Igreja encontre o seu espaço naquilo que foi a «Nação Fidelíssima».

3 - Necessitamos, por isso, dum novo alento à missionariedade – dentro ou fora das comunidades, no país ou no mundo –, como urgência dum legado histórico que nunca podemos esquecer. Portugal será sempre aquele pequeno país desafiado pelos horizontes do mar onde o risco e a morte se ultrapassam pela fé num mundo de concórdia e paz.
Santo Padre, o Papa Paulo VI, no discurso de inauguração da terceira Sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II em 14 de Setembro de 1964, referiu palavras que o saudoso Papa João Paulo II quis citar na Exortação pós-Sinodal Pastores Gregis: «Como vós, veneráveis Irmãos no episcopado, espalhados pela terra, tendes necessidade dum centro, dum princípio de unidade na fé e na comunhão – para dar consistência e expressão à verdadeira catolicidade da Igreja – e isso exactamente encontrais na cátedra de Pedro; assim Nós temos necessidade que vós estejais sempre ao Nosso lado, para dardes cada vez mais ao rosto desta Sé Apostólica a sua verdadeira fisionomia, a sua realidade humana e histórica, e até mesmo para lhe oferecerdes concordância com a sua fé, o exemplo no cumprimento dos seus deveres e o conforto nas suas tribulações».
Estamos aqui hoje – e estaremos sempre no quotidiano das nossas vidas pessoais e das nossas Igrejas Particulares – para reconhecer a necessidade deste princípio de unidade, na fé e na comunhão cum Petro e sub Petro. Gostaríamos, também, que aceitasse a certeza de que estaremos sempre «ao lado» de Sua Santidade. Fazendo, mais uma vez, referência à nossa história, na aventura dos descobrimentos, os Reis apressavam-se a enviar ao Papa da época o que de mais precioso ou especial tinham encontrado. Hoje, não temos pedras nem outros exemplares exóticos. Trazemos a fé em Deus Amor e a responsabilidade de, corresponsávelmente, edificar a Igreja através do mesmo Amor.
Colocando-nos diante de todos os portugueses, queremos depositar nas mãos de Vossa Santidade a vontade duma dedicação incondicional, duma fidelidade intrépida e uma acção pastoral renovada acolhendo a responsabilidade de tornar visível o Amor de Deus.
Que Maria nos ensine a conhecer e a amar Cristo para nos tornarmos capazes de verdadeiro amor e «ser fonte de água viva no meio de um mundo sequioso».
SEMPER FIDELIS!

Na secretaria

Como a Catarina já referiu neste post, o Governo anda a tentar aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo sem que nós demos por isso.

Hoje vinha como noticia no Público que segundo um novo diploma aprovado pelo Governo, podia ser considerado para familia de acolhimento pessoas que tivessem um contrato de casamento, singulares, que vivessem em união de facto ou em economia comum.

Ou seja, com esta nova lei dois homens (ou duas mulheres) que vivam juntos, podem ser considerados como família. O Governo, de maneira disfarçada, em vez de mudar o conceito de casamento, muda primeiro (legalmente, porque culturalmente já tinha sido feito) o conceito de familia.

O objectivo é óbvio (já o é há muito tempo), permitir, mais tarde ou mais cedo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adopção de crianças por estes. O meio de actuar é inteligente e subtil: primeiro endoutrinar, depois mudar a lei...

Viva o rei!*



* Há que deixar bem claro que, embore tenha muita admiração pelo rei de Espanha, nunca nenhum membro deste blog será favorável aquilo que hoje se chama "união ibérica" e que nós chama-mos "aquilo que os epanhóis andaram oitocentos anos a tentar fazer mas que nunca conseguiram, porque nós lhes demos uma sova sempre que tentaram"

sábado, novembro 10, 2007

Mensagem do Papa no fim da visita ad Limina

Senhor Cardeal Patriarca,
Amados Bispos portugueses!

Sinto grande alegria em receber-vos hoje na Casa de Pedro, pela força de Deus sólido pilar daquela ponte que sois chamados a ser e a estabelecer entre a humanidade e o seu destino supremo, a Santíssima Trindade. Oito anos depois da vossa última Visita ad Limina, encontrais modificado o rosto de Pedro mas não o coração nem os braços que vos acolhem e confirmam na força de Deus que nos sustenta e irmana em Cristo Senhor: «Graça e paz vos sejam dadas em abundância» (1 Ped 1, 2). Com estas palavras de boas-vindas, a todos saúdo, agradecendo ao presidente da Conferência Episcopal, Dom Jorge Ortiga, o esboço feito da vida e situação das vossas dioceses e os devotados sentimentos que me exprimiu em nome de todos e que retribuo com vivo afecto e a certeza das minhas orações por vós e quantos estão confiados à vossa solicitude pastoral.

Amados Bispos de Portugal, cruzastes a Porta Santa do Jubileu do ano 2000 à cabeça da peregrinação dos vossos diocesanos, convidando-os a entrar e permanecer em Cristo como a Casa dos seus desejos mais profundos e verdadeiros, ou seja, a Casa de Deus, e a medir até onde já se fizeram realidade tais desejos, isto é, até onde a vida e o ser de cada um encarna o Verbo de Deus, à semelhança de São Paulo que dizia: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 20). Indicador concreto dessa encarnação: o transbordar para os outros da vida de Cristo que irrompe em mim. É que «eu não posso ter Cristo só para mim; posso pertencer-Lhe apenas unido a todos aqueles que se tornaram ou hão-de tornar Seus. (…) Tornamo-nos “um só corpo”, fundidos todos numa única existência» (Carta enc. Deus caritas est, 14).

Este «corpo» de Cristo que abraça a humanidade de todos os tempos e lugares é a Igreja. Prefiguração desta viu-a Santo Ambrósio naquela «terra santa» indicada por Deus a Moisés: «Tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa» (Ex 3, 5); e lá, mais tarde, foi-lhe ordenado: «Tu, porém, permanece aqui comigo» (Dt 6, 31) – ordem esta, que o Santo Bispo de Milão actualiza para os fiéis nestes termos: «Tu permaneces comigo [com Deus], se permaneces na Igreja. (…) Permanece, pois, na Igreja; permanece onde te apareci; aí Eu estou contigo. Onde está a Igreja, aí encontras o ponto de apoio mais firme para a tua mente; onde te apareci na sarça ardente, aí está o alicerce da tua alma. De facto, Eu te apareci na Igreja, como outrora na sarça ardente. Tu és a sarça, Eu o fogo; fogo na sarça, sou Eu na tua carne. Por isso, Eu sou fogo: para te iluminar, para destruir os teus espinhos, os teus pecados, e te manifestar a minha benevolência» (Epistulæ extra collectionem: Ep. 14, 41-42). Estas palavras bem traduzem a vivência e o apelo deixado por Deus aos peregrinos do Grande Jubileu.

Neste momento, quero convosco dar graças a Cristo Senhor pela grande misericórdia que usou para com a sua Igreja peregrina em Portugal nos dias do Ano Santo e nos anos sucessivos permeados do mesmo espírito jubilar, que vos fez olhar, sem medo, limitações e falhas que vos deixaram à míngua de pão e tomar o caminho de regresso à Casa do Pai, onde há pão em abundância. De facto, sente-se perdurar o mesmo clima do Jubileu em numerosas iniciativas por vós tomadas nos anos imediatos: o recenseamento geral da prática dominical, o retomar a caminhada sinodal feita ou a fazer, a convocação em mais do que uma diocese da statio eucarística ou da missão geral segundo modalidades novas e antigas, a realização nacional do encontro de movimentos e novas comunidades eclesiais e do congresso da família, a vontade de servir o homem consignada pela Igreja e o Estado numa nova Concordata, a aclamação da santidade exemplar na pessoa de novos Beatos… Neste longo peregrinar, a confissão mais frequente nos lábios dos cristãos foi a falta de participação na vida comunitária, propondo-se encontrar novas formas de integração na comunidade. A palavra de ordem era, e é, construir caminhos de comunhão. É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado, tendo em conta que todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na família dos filhos de Deus, e todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja.

Esta eclesiologia da comunhão na senda do Concílio, à qual a Igreja portuguesa se sente particularmente interpelada na sequência do Grande Jubileu, é, meus amados Irmãos, a rota certa a seguir, sem perder de vista eventuais escolhos tais como o horizontalismo na sua fonte, a democratização na atribuição dos ministérios sacramentais, a equiparação entre a Ordem conferida e serviços emergentes, a discussão sobre qual dos membros da comunidade seja o primeiro (inútil discutir, pois o Senhor Jesus já decidiu que é o último). Com isto não quero dizer que não se deva discutir acerca do recto ordenamento na Igreja e sobre a atribuição das responsabilidades; sempre haverá desequilíbrios, que exigem correcção. Mas tais questões não nos podem distrair da verdadeira missão da Igreja: esta não deve falar primariamente de si mesma, mas de Deus.

Os elementos essenciais do conceito cristão de «comunhão» encontram-se neste texto da primeira Carta de São João: «O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão connosco. Quanto à nossa comunhão, ela é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo» (1, 3). Sobressai aqui o ponto de partida da comunhão: está na união de Deus com o homem, que é Cristo em pessoa; o encontro com Cristo cria a comunhão com Ele mesmo e, n’Ele, com o Pai no Espírito Santo. Vemos assim – como escrevi na primeira Encíclica – que, «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa [Jesus Cristo] que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Deus caritas est, 1); a evangelização da pessoa e das comunidades humanas depende, absolutamente, da existência ou não deste encontro com Jesus Cristo.

Sabemos que o primeiro encontro pode revestir-se duma pluralidade de formas, como o demonstram inúmeras vidas de Santos (a apresentação destas faz parte da evangelização, que deve ser acompanhada por modelos de pensamento e de conduta), mas a iniciação cristã da pessoa passa, normalmente, pela Igreja: a presente economia divina da salvação requer a Igreja. À vista da maré crescente de cristãos não praticantes nas vossas dioceses, talvez valha a pena verificardes «a eficácia dos percursos de iniciação actuais, para que o cristão seja ajudado, pela acção educativa das nossas comunidades, a maturar cada vez mais até chegar a assumir na sua vida uma orientação autenticamente eucarística, de tal modo que seja capaz de dar razão da própria esperança de maneira adequada ao nosso tempo» (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 18).

Amados Bispos de Portugal, há quatro semanas encontrastes-vos no Santuário de Fátima com o Cardeal Secretário de Estado que lá enviei como meu Legado Especial no encerramento das celebrações pelos 90 anos das Aparições de Nossa Senhora. Apraz-me pensar em Fátima como escola de fé com a Virgem Maria por Mestra; lá ergueu Ela a sua cátedra para ensinar aos pequenos Videntes e depois às multidões as verdades eternas e a arte de orar, crer e amar. Na atitude humilde de alunos que necessitam de aprender a lição, confiem-se diariamente, a Mestra tão insigne e Mãe do Cristo total, todos e cada um de vós e os sacerdotes vossos directos colaboradores na condução do rebanho, os consagrados e consagradas que antecipam o Céu na terra e os fiéis leigos que moldam a terra à imagem do Céu. Sobre todos implorando, pelo valimento de Nossa Senhora de Fátima, a luz e a força do Espírito, concedo-lhes a minha Bênção Apostólica.


SEMPER FIDELIS!

The Scientist - Coldplay



Come up to meet ya, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need ya
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and nurse me your questions
Oh let's go back to the start
Running in circles, coming in tails
Heads on a science apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart.
Questions of science, science and progress
Don't speak as loud as my heart.
Tell me you love me, and come back and haunt me,
Oh, when I rush to the start
Running in circles, chasing tails
coming back as we are.

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy.
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Revolução de Outubro

Hoje vi na televisão o Secretário-Geral do Partido Comunista a festejar a Revolução de Outubro. Segundo Jerónimo de Sousa os operários "tocaram o céu".

Eu até percebo que uma pessoa seja Comunista. Está um pouco desactualizada, deixa-se levar pela imagem romatizada de Che, esquece o Estaline, pensa nos médicos Cubanos e canta o Grândola e pronto, é comunista. Claro que isto não é própriamente um comunista, mas já dá direito a ser militante do PC.

O que eu não percebo é que alguém olhe para a Revolução de Outubro e para todas as barbaridade que lhe sucederam e ainda a festeje. Não percebo como é que se pode apoiar as perseguições políticas e religisas, os roubos, as deportações, as chacinas que se seguiram à tomada do poder pelos bolcheviques. Não percebo como se pode admirar Lenine e Estaline.

Festejar a Revolução de Outubro é um atentado à memória dos milhões (e é mesmo milhões que eu quis dizer, não é um exagero) de mortos pelo regime que essa revolução instalou e que só viria a cair 80 anos mais tarde. Festejar a Revolução de Outubro é festejar o assasínio bárbaro da família imperial, é festejar a perseguição cerrada aos cristãos, é festejar a ocupação do leste da europa, é festejar os prisioneiros políticos, é festejar a miséria de um povo que gerou a miséria de muitos outros.

Para se ser do PC só é preciso ser-se ideológico. Para se ser verdadeiramente comunista é preciso ser-se cruel.

"O último anel"

Está agora nas livrarias um livro chamado "O último anel" escrito por um senhor que tenciona contar a Guerra do Anel do ponto de vista orc, onde explica como esta raça são uns pobres coitados. Não li e não gostei.

À primeira vista pode parecer que é apenas um livro estúpido (e é, sem dúvida) e que não merece grandes comentários. Na verdade o que não faltam são gigg's que não compreendem que a Terra Média é um mundo imaginário e que se perdem em divagações profundas sobre o tamanho da barba do Gandalf. Contudo este livro parece-me uma perigosa deturpação da obra de Tolkien.

Os orcs são, na história de Tolkien, elfos que foram torturados por Melkor, que se transformaram em seres maus, sem qualquer liberdade. Os orcs são criaturas sem qualquer liberdade, são extensão da vontade de Melkor, que representa o demónio.

Em toda a mitologia que Tolkien escreveu há uma grande diferença entre os homens e todas as outras raças. Os homens são os únicos com um real livre arbitrío, todos os outros estão condenados, pela sua natureza, a serem bons ou maus. Mesmo os elfos, que podem fazer coisas más, são impedidos pela sua natureza de serem aliados de Melkor.

Pegar na deturpação que o demónio faz da natureza e dar-lhe um ar de pobres injustiçados é uma mentalidade new age, que através daquilo a que nós chamamos o anti-herói, tenta mostrar o mal como relativamente mal, ou seja, apenas é mal do ponto de vista da cultura dominante. Isto acontece não apenas no universo de tolkiano, mas em toda a cultura moderna, onde os bruxos e os ogres são heróis e os guerreiros e as princesas são vilões.

Fazer uma história da guerra do anel do ponto de vista orc é destruir a obra de Tolkien. É mais uma vez dizer que o mal afinal não existe, que é tudo uma questão de ponto de vista. Mas para J.R.R. Tolkien existe o mal, o demónio existe e os seus servos são maus. Graças a Deus, a ditadura do relativismo não chegou à Terra Média...

quarta-feira, novembro 07, 2007

O Bom Pastor

“Com fraterna amizade saúdo os Bispos de Portugal aqui presentes em Visita ad Limina Apostolorum, com o seu povo no coração para a vida e para a morte. Compartilho a tristeza que vos vai na alma pelo desastre rodoviário de anteontem, com numerosas vítimas e dezenas de feridos; o braço forte do Pai celeste a todos guarde e console”.

SEMPER FIDELIS!