quinta-feira, novembro 15, 2007

Prostituição

Ontem o DN trazia um artigo sobre uma possível legalização da prostituição.

A mim, mais do que os argumentos, impressionou-me ver como se fala da prostituição como se fosse um meio de vida normal.

Convenhamos, até acredito que existam mulheres que vivam da prostituição porque o escolheram livremente. Mas suponho que se possam dar ao luxo de seleccionar clientes e de viverem com alguma liberdade. Mas estes casos, casso existam, deverão ser raríssimas.

A quase totalidade das mulheres que se prostituem não o fazem por gosto, mas porque, esmagada pelas circunstância e necessitadas de dinheiro, acabam por irem por uma saída aparentemente fácil, mas que as introduz num mundo sórdido.

A preocupação daqueles que defendem a legalização da prostituição prendem-se com a saúde pública e com a segurança. Mas este modo de olhar é ideológico, porque olha para a prostituição como algo de inevitável, como algo contra a qual não pode lutar.

Percebo que seja dificil erradicar a prostituição, mas isto não quer dizer que então se legaliza. O mal não se legaliza, combate-se. Neste caso, combate-se na ajuda concreta as mulheres que são empurradas para o mundo da prostituição.

Legalizar a prostituição é mais uma vez dizer (como já se fez com a lei do aborto: o Estado não te ajuda a resolver o teu problema, não se preocupa com o teu problema, mas legaliza-o para que o possas fazer mais facilmente.

1 comentário:

Lory Boy disse...

Fianlmente há alguém que fala nisto! eu estava com o problema de não encontrava a noticia.

Um abraço