quinta-feira, agosto 27, 2009

Ditadura na Bolívia.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que a Igreja é um símbolo do colonialismo europeu e que portanto deve desaparecer da Bolívia. Acrescenta que com o seu programa de governo, mesmo que não desapareça deve ficar submetida ao Estado porque todas as instituições devem ficar submetidas ao Estado.

Pretende este discípulo de Chavéz acabar com a disciplina de moral das escolas pública e privadas (sendo que 93% dos bolivianos se dizem católicos) e substitui-la por uma cadeira obrigatória onde se ensine as línguas nativas aos jovens.

Este é o exemplo perfeito que uma democracia não são só eleições. Há um limite para o poder democrático, existem certos direitos que não estão disponíveis. Direitos tal como a liberdade de ensino e a liberdade de religiosa.

Um Estado que elimina estes direitos é um Estado totalitário. Mesmo que tenha 50% + 1 dos votos.

Veto às uniões de facto.

O Presidente da Republica vetou a nova lei das uniões de facto.

Antes de mais devo dizer que sou contra qualquer lei das uniões de facto. Se duas pessoas não querem vincular-se perante o Estado, se acham que o Estado não têm nada a ver com o que eles fazem ou deixam de fazer, se não querem os deveres que os Estado impõem as pessoas casada então o Estado não têm nada que lhes conceder direitos. Aliás o Estado não têm que lhes reconhecer nada, porque é isso que eles querem.

Quem quer que o Estado reconheça a sua união com outra pessoa tem um instituto muito simpático, com alguns milhares de anos, que se chama casamento. Se não querem assumir esse compromisso, então não devem ter as regalias do mesmo. Não pode haver direito sem deveres.

Em relação a este diploma em concreto, que quase que equipara as uniões de facto ao casamento têm dois objectivos claros. O primeiro é esvaziar o casamento. Se é possível ter todos os privilégios do mesmo, sem a burocracia, então porque é que alguém se há de casar? Se já era tão fácil acabar com um casamento, com a nova lei do divórcio, com um união de facto ainda é mais. Esta lei é mais um ataque à família. Porque não há família sem casamento. A união de facto, por definição, são duas pessoas que não se comprometem a viver em comunhão de casa, mesa e leito para o resto da vida. Ora, uma família é para a vida, não apenas para o momento em que dura o sentimento.

O segundo objectivo é, enquanto não conseguem aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, equiparar já a união de duas pessoas do mesmo sexo ao casamento. Mais do que um paliativo para os grupos de maricas, este documento cria uma ideia de que é igual a união de duas pessoas de sexo diferente a de duas pessoas do mesmo sexo. De um certo modo é dar a impressão, falsa, de que a sociedade olha de maneira igual para as duas coisas.

Não há dúvida que o PS trava uma guerra sem quartel contra o casamento e a família. Esperemos que sofram uma derrota dia 27 de Setembro.

terça-feira, agosto 25, 2009

Harry Potter




Estou agora a acabar de reler a saga de Harry Potter. Fiz o percurso ao contrário, não por um qualquer método, mas simplesmente porque comecei a ler o sétimo (que é sem dúvida o meu preferido) e fui lendo os outros com o entusiasmo, estando a agora a ler a Pedra Filosofal.

De cada vez que leio a história de Harry Potter gosto mais dela. Não apenas por causa de um ou outro pormenor. Claro que gosto de ver defendida a liberdade de educação, como acontece em "A Ordem de Fénix" ou da constante promoção que J.K. Rowling faz à família nos livros (é brilhante a discussão entre Lupin e Harry no último livro, quando o herói explica ao seu professor que mais importante que ir com eles lutar contra Voldemort é tomar conta da mulher e do filho).

Também não é apenas por os livros serem bem escritos. Com uma história emocionante, que vai amadurecendo, tal como as personagens. É aliás das coisas mais bem feitas da série é a maneira como as personagens vão de facto crescendo com o tempo. Não é que fiquem apenas mais poderosas ou aprendam novos feitiços. Vão de facto crescendo, com todos os dramas e todas as felicidade.

O que realmente me comove na saga de Harry Potter é a sua humanidade. Porque o ponto da história não é a magia. O mundo dos feiticeiros é um mundo imaginário, como Narnia ou a Terra Média, mas o que conta é a história das personagens, especialmente de Harry. E toda a história é feita para a escolha final entre a dar ou perder a sua vida.

Mas para esta escolha final, há todo um caminho feito pelo protagonista. O encontro com Albus Dumbledore, a amizade com Ron, Hermione, Hagrid, Sirius, Lupin e a descoberta de Hogwarts como o lugar onde está o seu coração ("Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração").

De todos estes pontos o que mais me impressiona é a relação de Harry com Dumbledore. Harry segue Dumbledore porque descobriu nele algo de grande. O momento essencial desta amizade é no último livro, quando se descobre que em tempos o director tinha sido amigo de um feiticeiro negro. No momento crucial, quando Harry têm que escolher entre o seu impulso ou seguir Dumbledore, quando todas as evidências exteriores apontam contra o seu mestre, Hermione confronta-o: "Tu conheceste-o". O instinto, o impulso, até a razão podem-se enganar. Mas o coração é o critério que não engana. Por isso Harry escolhe seguir Dumbledore, apesar de todos os defeitos deste. Porque o conheceu.

J.K. Rowling não está ao nível de C.S. Lewis ou de Tolkien. Mas a verdade é que os seus livros seguem a tradição dos mitos destes autores. Ela própria admite que Lewis é uma das suas inspirações. Apesar de alguns disparates que diz, a verdade é que a história que conta têm uma moral cristã: "aquele que quiser ganhar a sua vida há de perdê-la, mas a aquele que a der há de a ganhar".

quarta-feira, agosto 12, 2009

May the Force be with you



As reacções a este vídeo vieram provar uma coisa: os portugueses não têm sentido de humor. Lembro-me de há uns tempos estar a participar num torneio de futebol entre amigos e olhando para a quantidade de discussões ter dito que eles levavam aquilo demasiado a sério. Um amigo respondeu-me: "levam a vida a sério". Mas o problema, tanto naquele momento como agora, não é que levem a vida a sério, é que se levam a eles próprios demasiado a sério.

Prova disto é o artigo de Rui Tavares hoje no Público, que tenta disfarça o seu ultraje com alguma ironia. Diz ele que os Monárquicos prestaram vassalagem à Republica porque trocaram a bandeira monárquica pela bandeira municipal.

Ora se Rui Tavares levasse a vida a sério não fingiria não saber que a razão porque os Vaders fizeram a troca de bandeira nos Paços do Concelho é porque foi ali que foi proclamada a Republica. Se não se levasse tão a sério não dedicaria toda uma coluna a uma graçola!

terça-feira, agosto 11, 2009

"Uma aventura para Mim"

Voltei ontem das férias dos Universitários de Comunhão e Libertação em Vilarinho das Furnas. Após ter estado onze dias no Minho (primeiro na zona de Cerveira, depois Gerês) não posso deixar de reconhecer que é a região mais bela de Portugal. As montanhas, os rios, o mar, as Igrejas, os mosteiros. Não sendo essencial, toda esta beleza faz-nos sempre pensar no Autor da Criação, que nos concedeu tudo isto.

Os cinco dias que passei na companhia dos meus amigos de Comunhão e Libertação foram mais um momento de provocação e, sobretudo, de misericordia de Cristo que assim se oferece de maneira ainda mais clara a um pecador como eu. Olhando para a beleza dos cantos, para a grandeza dos testemunhos de cada um daqueles que viveu estes dias comigo, para o divertimento dos jogos, é impossível não reconhecer Cristo.

De todas as coisas que aconteceram nestes dias o que mais me impressionou foi o testemunho que o Nuno Santos, um amigo nosso que está na Alemanha a doutorar-se nos Instituto Max Planck, nos deu. Impressionou-me sobretudo a certeza com que ele falava da presença de Cristo. Como se nada fosse mais evidente que a Sua Presença na loiça que ele tem que lavar no fim do jantar.

Mas enquanto pensava nisto, ocorreu-me um segundo pensamento: como é que posso dizer que Ele está presente e depois falar dele de outra maneira? Eu quando falo da minha namorada não tenho dúvidas, não falo com cuidado. Digo ela é assim, chama-se assado, estuda isto. Quem de facto reconhece que aquela presença extraordinária que encontrámos na Igreja e que corresponde ao nosso coração é Cristo não pode falar dele de outra maneira.

Foram muito boas e sobretudo muito úteis estas férias. Foi um chamada de atenção para relembra que Cristo está sempre presente, eu é que nem sempre estou.

quarta-feira, julho 29, 2009

Férias.

Parto hoje para férias e, como tudo parece indicar, também este blog.

Primeiro alto Minho. Comer bem, fumar bem, dormir bem e sobretudo, estudar bem porque os exames de Setembro não perdoam.

Depois, féria do C.L. em Vilarinho das Furnas. Momento alto do ano, em que fazemos memória daquilo que encontramos e nos relançamos para o ano que aí vêm, descansados e reconfortados pela Graça que é passar uma semana numa companhia que constantemente nos provoca a encontrar Cristo.

P.S. cada vez mais assumido.

O Partido Socialista convidou para as suas listas à Assembleia da Republica o Professor Miguel Vale de Almeida. Trata-se de um homossexual assumido e um dos líderes dos movimentos que se auto-denominam L.G.B.T.. O Professor Vale de Almeida será assim provavelmente o primeiro maricas assumido a tornar-se deputado em Portugal.

Num momento em que o P.S. já prometeu o chamado casamento entre pessoas do mesmo sexo este convite é mais um sinal do que poderemos esperar dos socialistas na próxima legislatura: mais causas fracturantes, mais politica de morte.

Começa a tornar-se urgente fazer tudo o que for possível para que o P.S. (sozinho ou coligado) não volte a formar governo depois de 11 de Outubro.

P.S.: Coicidência ou não, outro dos convidados para as listas do PS foi João Galamba. Ambos partilham o facto de serem colegas de blog de Fernanda Câncio no Jugular, o blog por excelência da esquerda caviar, anti-católica e supostamente progressista.

Libertas ecclesiae.



Tenho visto desde ontem diversos comentários em blogs e jornais ao apoio dos priores da Baixa-Chiado a Santana Lopes. A maior parte dos opinidores diz que os padres não deviam falar sobre política.

Não consigo perceber porque razão estes defensores da laicidade, que dizem que os padres devem ser tratados como todos os cidadãos, de repente reconhecem aos sacerdotes uma tal importância que já não podem emitir sua opinião num boletim de paróquia.

E este é o problema deste ateísmo moderno, que se acha livre de vexar e gozar com todas as religiões: é que no fundo são o velho anti-clericalismo. No que lhe interessa os padres devem ser tratados como os outros, quando não lhe interessa devem ter tratamento especial.

Estes supostos laicistas enervam-me solenemente. Não percebem o que é a laicidade e nem sequer percebem que antes do Estado se querer separar da Igreja, já a Igreja se tinha querido separar do Estado. Porque quando a Igreja se confunde com o Estado acaba submetida a este. Aquilo que a Igreja quer é liberdade de testemunhar Cristo em todas as circunstâncias.

O que o Iluminismo e a Revolução Francesa trouxeram de novo não foi a laicidade, mas sim o anti-clericalismo. Este laicismo não quer simplesmente a Igreja separada do Estado, quer os católicos fechados em casa ou na sacristia, sem se atreverem a falar publicamente daquilo que nos é mais querido: Cristo.

A laicidade é o Estado sem religião, mas protagonizado por pessoas que podem ser religiosas. Um Estado sem religião mas que reconhece e agradece aquilo que as religiões e muito especialmente a Igreja, fazem pela sociedade. Um Estado sem religião mas que não ignora, no caso da Europa, a sua matriz cristã e a relevância que a Igreja têm na educação, na saúde, na cultura e na caridade. Um Estado sem religião mas onde qualquer religioso pode falar onde quiser sobre o que quiser. Ou seja, um Estado livre, com homens livres.

segunda-feira, julho 27, 2009

Ao Largo


Vale a pena ler o artigo que o Cónego Armando Duarte, prior da Basílica dos Mártires, escreve neste número do boletim Ao Largo onde apoia a candidatura de Pedro Santana Lopes.

Como pastor que é, e em unidade com os restantes priores da Baixa-Chiado, o Cónego Armando faz um juízo sério sobre a obra de Pedro Santana Lopes na Baixa de Lisboa e transmite o seu juízo ao povo cristão daquelas paróquias.

Já li vários comentários que criticam esta tomada de posição dos priores da Baixa. Este é um problema dos nossos dias: os padres podem ter opinião sobre tudo desde que não a digam. Ainda bem que ainda há pastores que se recusam a ser encerrados na sacristia e dizem publicamente aquilo que lhes parece melhor para o seu rebanho.

Gripe A


Há uma semana a Pastoral da Saúde publicou uma nota sobre os cuidados a ter com a Gripe A. A nota, que sublinhava o facto de o seu conteúdo não alterar as regras da liturgia sendo apenas uma recomendação, é um documento neutro que transporta para o campo da liturgia os conselhos que as diversas autoridades do campo da saúde têm transmitido sobre esta nova "pandemia".

O Senhor Patriarca entendeu esclarecer os sacerdotes e o povo de Lisboa, escrevendo uma carta no qual relembrava o aspecto de a nota ser uma mera recomendação e sublinhando dois outros pontos, que a meu ver tornam a carta muito interessante.

O primeiro foi o do rigor e da qualidade da liturgia. Explica o Senhor Patriarca que se nas celebrações a liturgia for observada com rigor, não há de facto risco de contágio, pois não há grande contacto físico. Ou seja, o nosso Bispo não dá como adquirido que o abraço da paz tenha que ser um circo com beijinho para a direita, para a esquerda, para a frente e para trás. Em vez de recomendar uma medida extraordinária, limita-se a recordar o modo como deve ser vivida a liturgia. Ou seja, educa.

O segundo ponto foi o esclarecer que só o bispo, a Conferência Episcopal e a Santa Sé têm o poder de alterar a liturgia. Ou seja, relembra que as liturgias "alternativas", que não sigam as indicações da hierarquia, vão contra a unidade com o bispo e com a Igreja.

Ao contrário dos que os media deram a entender, não há nenhuma "guerra" entre o Patriarca e a Pastoral da Saúde. Cada um cumpriu o seu dever: a Pastoral da Saúde aconselha, o bispo educa.

SEMPER FIDELIS!

segunda-feira, julho 20, 2009

Atentado em Espanha

Acabei de ler que no Domingo dia 12 tentaram incendiar uma Igreja em Espanha. No fim da missa da celebração, ao sentirem um forte odor a gasolina o prior e alguns paroquianos foram investigar e descobriram várias garrafas com gasolina e um rastilho que não funcionou. Na Igreja estavam cerca de 500 pessoas.

Antes demais, é escandaloso o silêncio dos media sobre este assunto. Não estamos a falar de um atentado num país bárbaro distante, mas numa tentativa de incendiar um Igreja com pessoas lá dentro no país ao nosso lado.

Para além disso, mais uma vez se prova que os tempos estão perigosos para os cristãos. O ódio ateu aos católicos anuncia uma nova perseguição. Até agora tinham-se limitado aos ataques políticos, na educação e na cultura. Parecem estar dispostos a passar aos actos.

Mas não é nada que não estejamos habituados. A Igreja nasceu da cruz e foi construída sobre o sangue dos mártires. O sangue deles é frumento de Cristo.

Quando o estatalismo chega ao futebol.




Já tinha ouvido falar várias vezes da separação entre a Igreja e o Estado. Mas confesso que é a primeira vez que oiço falar da separação entre o Desporto e a Igreja. Contudo, parece que a FIFA se prepara para proibir qualquer demonstração religiosa durante os jogos de futebol.

Tudo porque, segundo Jospeph Blater, presidente da FIFA, a oração que a selecção do Brasil fez em campo depois de ganhar a Taça das Confederações demorou demasiado tempo.

Confesso que ainda estou a tentar perceber como é que a FIFA se arroga o poder de limitar a liberdade religiosa e a liberdade de expressão de cada um. Sei que nos últimos anos, em favor do politicamente correcto, as federações nacionais e internacionais de futebol tem criado cada vez mais regulamentos para tornar o desporto rei num desporto "modelo". Contudo isto parece-me o cúmulo.

P.S.: Na noticia salva-se o Special One, que respondeu, quando o acusaram de superstição por beijar a cruz, "Não sou supersticioso, mas católico".

domingo, julho 19, 2009

Il Testamento del Capitano - Coro Valtanaro Sezione Alessandria



Il capitan de la compagnia
e l'è ferito sta per morir
e manda a dire ai suoi Alpini
perché lo vengano a ritrovar.

I suoi alpini ghe manda a dire
che non han scarpe per camminar.
"O con le scarpe, o senza scarpe
i miei Alpini li voglio qua".

Cosa comanda siòr Capitano
che noi adesso semo arriva'.
"E io comando che il mio corpo
in cinque pezzi sia taglia'"!

Il primo pezzo alla mia patria,
il secondo pezzo al battaglion,
il terzo pezzo alla mia mamma
che si ricordi del suo figliol.

Il quarto pezzo alla mia bella
che si ricordi del suo primo amor.
Il ultimo pezzo alle montagne
ché lo fioriscano di rose e fior.

LUNTANE CHIU' LUNTANE - Corale Tommaso Coccione




Luntane, cchiù luntane
Popular abrucesa, Itália

Pe cantà sta chiarità ncore me sente tremà!
Tutte stu ciele stellate, tutte stu mare che me fa sugnà.
Ma pe’tte sole, pe’tte esce dall’anima me,
mezz’a stu ciele, stu mare, nu cantemente che nze po tené.

Luntane, cchiù luntane de li luntane stelle,
luce la luce cchiù belle
che me fa ncore cantà. (bis)

Marinà s’ha da vugà tra tutta sta chiarità,
cante la vele a lu vente, nu cante granne che luntane và:
tu la si ddove vo’ i’ st’aneme pe’ nè murì.
Bella paranze. Luntane ‘nghe sti suspire tu i’ da menì.


Para poder cantar esta claridade sinto que o meu coração estremece! Todo este céu estrelado, todo este mar que me faz sonhar... Mas por ti, só por ti, brota da minh’alma, no meio deste céu, deste mar, um canto que não posso conter. Lá longe, mais longe que as longínquas estrelas, brilha a luz mais bela que me faz o coração cantar. Marinheiro, se tens de vogar por entre toda esta claridade, canta com as velas ao vento, uma linda canção que vá para muito longe: tu sabes aonde quer ir esta alma para não morrer. Longe com estes suspiros tu tens que vir.

sábado, julho 18, 2009

The Fields of Athenry - Dubliners



By a lonely prison wall,
I heard a young girl calling:
"Michael, they have taken you away,
For you stole Trevelyan's corn,
So the young might see the morn.
Now a prison ship lies waiting in the bay."

(Chorus)

Low lie the fields of Athenry
Where once we watched the small free birds fly
Our love was on the wing
We had dreams and songs to sing
It's so lonely round the fields of Athenry.

By a lonely prison wall,
I heard a young man calling
"Nothing matters, Mary, when you're free
Against the famine and the crown,
I rebelled, they cut me down.
Now you must raise our child with dignity."

Chorus


By a lonely harbour wall,
She watched the last star falling
As the prison ship sailed out against the sky
For she lived to hope and pray
For her love in Botany Bay
It's so lonely round the fields of Athenry


Pete St John

Homens que dormem como homens não podem dar sangue.

Ainda por aí um escândalo porque os homens homossexuais não podem dar sangue. Um pouco por toda a blogoesfera ouvem-se pessoas que nos explicam que o que é importante é identificar os comportamentos de risco, não as preferências sexuais.

Antes de mais, percebe-se que estes senhores nunca deram sangue, se não saberiam que tinham sido enganados. Aliás, as únicas vezes que me perguntaram se eu tinha tido relações com um homem nos últimos seis meses foi antes de dar sangue. Também me perguntaram se tinha tido mais do que uma parceira sexual nos últimos seis meses (eu pensei em explicar que não tinha tido sequer uma em toda a vida, quanto mais duas ou três nos últimos meses!), se tinha tido hepatite ou se tinha asma. Também me mediram os glóbulos vermelhos e mais umas quantas coisas. Ou seja, tentaram correr o mínimo possível de riscos ao colher o meu sangue, perguntando se eu tinha tido algum comportamento de risco. Nunca me perguntaram se eu gostava de homens ou de mulheres.

A segunda coisa que me choca é o modo como o politicamente correcto se impôs. Como é evidente ter comportamento homossexuais entre homens é um comportamento de risco porque, dado que dois homens não podem engravidar, só mesmo o medo das doenças venéreas os pode levar a usar preservativo. Basta que confiem um pouco mais um no outro para não o fazerem. Ora, logo aqui temos um comportamento de risco. Tal como um homem que em seis meses tem mais do que uma parceira sexual é normal que tenha um vida sexual menos responsável. Não são dados absolutos, como é evidente. Contudo é um questionário geral, feito para diminuir riscos.

A última questão é que eu continuo sem perceber o que é um homossexual ou, já agora, um heterossexual e ainda menos um bissexual. Existem pessoas, algumas das quais tem comportamento homossexuais. Não me parece que aquilo que as pessoas fazem na cama ou as confusões que tenham na sua cabeça sejam definidoras da sua personalidade. Como diria um amigo meu, a orientação sexual é como o equador, um linha imaginária.

quinta-feira, julho 16, 2009

As Fontes - Sophia de Mello Breyner Andersen

Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total
À agitação do mundo irreal

E calma subirei até às fontes.
Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor

Que me foi prometido em cada hora
E na face incompleta do amor.
Irei beber a luz e o amanhecer

Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa
E nela cumprirei todo o meu ser.


Em jeito de recordação do aniversário da morte de Sophia de Mello Breyner

Liberdades.

Alberto João Jardim causou muito escândalo ao propor que na próxima revisão constitucional se proibisse também, para além dos partidos nazis e de índole racistas, os partidos comunistas. Claro que a parte em que Alberto João Jardim explicou que se tratava simplesmente de ser coerente com a Constituição foi ignorada e logo começaram as críticas de autoritarismo e falta de espírito democrático.

Eu não concordo com Alberto João Jardim. Claro que acho que se a constituição proíbe partidos que vão contra o Estado de Direito então também deve proibir claramente os partidos Estalinistas. Basta um consulta rápido à wikipédia para ver que os mortos nos regimes comunistas ascenderam aos 80 milhões (sendo que provavelmente serão muito mais, mas como é evidente os dados disponíveis não são muitos nem claros).

Para além disso o PCP só retirou do seu programa político a revolução do proletariado bastante depois do 25 de Abril. O PCP na sua génese é um partido que é contra a democracia. O comunismo aliás é, ideologicamente, contra a democracia. O PCP lutou contra o Estado Novo para impor uma ditadura comunista, não foi pela democracia. Sobre este assunto vale a pena ler o livro de Zita Seabra.

Contudo, eu acho que a liberdade de pensamento, de associação e de expressão são mais importantes que o potencial perigo que estes partido representam. A Democracia não se impõem pela Constituição, mas sim pela sua capacidade de ser um sistema melhor que os outros.

Tornar inconstitucional os partidos anti-democráticos é passar à democracia um atestado de incapacidade. É de certo modo dizer que os limites da vontade popular não é apenas o direito natural, mas também aquilo que possa ameaçar a democracia como sistema abstracto.

Por isso não concordo que se declare inconstitucional os partidos comunistas. Mas acho que se devia revogar a norma constitucional que proíbe os partidos nazis e racistas.



P.S.: Acabei de AAJ a dizer que o ideal seria não proibir nenhum partido pela sua ideologia, mas que propôs tornar inconstitucional os partido de ideologia comunista para provocar reacções.

quarta-feira, julho 15, 2009

CLU 2008/2009





Para mais informações sobre os Universitários de Comunhão e Libertação é só enviar um mail para clu.portugal@gmail.com.

"A única alegria da vida é começar".

Pensado em várias das coisas que tenho visto nos últimos dias (desde a apresentação de Cristiano Ronaldo até às cenas de cama que aparecem na televisão portuguesa sempre que se faz zapping a horas dos Morangos com Açúcar) percebo que o grande problemas do nosso tempo é que o homem é cada vez menos humano.

Esta loucura à volta dos ídolos modernos, a busca desenfreada de prazer, a obsessão com a forma física, a insistência na destruição da vida e da família através do aborto, do divórcio fácil e da eutanásia, todos estes problemas têm de facto origem no mesmo problema: o não termos consciência daquilo para que fomos criados.

Por isso procuramos preencher o vazio em que a vida se transforma com sensações agradáveis ou com sonhos que nos impeçam de viver. Por isso tememos a dor, a doença, todo e qualquer sofrimento.

É comum ouvir as pessoas mais velhas dizerem que antigamente se vivia melhor. Que havia mais pobreza e menos crime, menos comida mas mais caridade. E este pensamento regra geral leva a frases como "é preciso é alguém que ponha a malandragem na ordem". A mim parece-me que o problema é mais fundo. A diferença não é tanto hoje não haver autoridade, mas sim as pessoas já não saberem que, pelo menos no dia do juízo, terão que responder diante de Cristo.

Porque se de facto a promessa de Cristo começa a ser cumprida cada dia, a verdade é que só será plenamente cumprida no outro mundo. E antigamente tinha-se pelo menos consciência deste facto.

Mas como hoje em dia mais do que odiado, Cristo é simplesmente posto de lado, é preciso preencher o vazio com outra coisa qualquer. A grande tragédia é que é impossível preencher este abismo em que a vida se trasnforma quando vivemos como mais um animal, em vez de como homens.

Conforta-me o facto de Cristo não desistir de se revelar à humanidade, não desistir de se revelar a mim, todos os dias, em todas as circunstâncias. Por isso é que, como dizia Pavese, "a única alegria da vida é começar. Porque viver é começar de novo, a cada dia, em cada instante".