Well, it was many years ago in the time of the Bible that they took Him up to Calvary.
They could have let Him go, but instead they chose Barabbus just to set another criminal free.
When they crucified the ever loving, caring Master with compassion flowing from His eyes
Well, He said to a thief who was begging Him for mercy that 'today you'll live in Paradise.'
And I'm saved like the criminal on the cross.
Praise God, I'm saved, no more to suffer loss.
Well, He said I'd live in Paradise and he's taken care of the cost.
Hallelujah! I'm saved like the criminal on the cross.
Well, on the Judgment day when all the people gather 'round
Him and they want to hear what He will declare.
There will never ever be more intense anticipation that has ever happened anywhere.
When they call my name to defend my reputation there is only one thing I can say:
'I'm a wretch, I'm a worm, I'm a no good sinner.' But He said, 'I'll save you anyway.'
Well I', saved, I'm saved, through Jesus I am saved.
Well I', saved, I'm saved, His mercy showed the way.
Well I', saved, I'm saved, no more for me to say.
Well I', saved, I'm saved, in Paradise today.
domingo, maio 30, 2010
Criminal On The Cross - The Acappella Company
sábado, maio 29, 2010
A importância de se ser Cavaco.
Parece-me que este senhores avaliam mal o impacto que a promulgação da tal lei teve junto dos católicos. Para os católicos empenhados na política Cavaco foi durante quatro anos a última esperança: a pessoa que tinha o poder para travar a engenharia social do PS e associados. Contudo ele nunca esteve à altura. Promulgou a P.M.A., promulgou o aborto sem envia a lei ao Tribunal Constitucional e agora promulgou esta lei.
Para quem, como a maior parte dos católicos empenhados na politica, vive fora da política partidária o actual presidente mais do que mau é indiferente. Durante o seu mandato foi sempre incapaz de se opor à esquerda naquilo que realmente interessa: a defesa da vida e da família. Por é indiferente se o presidente é Cavaco ou Alegre. Na prática o resultado é o mesmo.
sexta-feira, maio 28, 2010
Declarações do Senhor Patriarca
SEMPER FIDELIS!
quinta-feira, maio 27, 2010
Género.
Segunda esta gente o corpo não define a pessoa. A pessoa e o seu corpo são duas entidades separadas. Existe o sexo que uma pessoa tem e depois o género a que pertence. Pode ser um homem mas ser de género feminino. É esta teoria, a separação entre o corpo e a pessoa, que justifica quer a homossexualidade quer a mudança de sexo.
Ora, milhares de anos de filosofia provam que esta teoria está errada. O corpo não é algo de diferente da pessoa. A pessoa é constituída por corpo e alma, em unidade. Não são coisas separadas. O ser homem não é apenas ter órgãos genitais diferentes das mulheres, define também a nossa maneira de ser.
Um homem que se sente mulher tem o mesmo remédio que um homem que acha que é uma galinha: tratamento psiquiatrico. Não se trata aqui de uma questão de igualdade mas de bom senso. A realidade é o que é. Um homem é um homem, uma mulher uma mulher. Dizer o contrário é estar completamente cego pela ideologia. Vale a pena ver este vídeo de "The Life of Bryan".
quarta-feira, maio 26, 2010
Canzone Degli Occhi e Del Cuore - Claudio Chieffo.
Anche se un giorno, amico mio, dimenticassi le parole,
dimenticassi il posto e l’ora o s’era notte o c’era il sole,
non potrò mai dimenticare cosa dicevano i tuoi occhi.
E così volando volando anche un piccolo cuore se ne andava...
attraversando il cielo verso il Grande Cuore,
un cuore piccolo e meschino come un paese inospitale
volava dritto in alto verso il suo destino...
E non riuscirono a fermarlo neanche i bilanci della vita
quegli inventari fatti sempre senza amore.
Così parlavo in fretta io per non lasciare indietro niente,
per non lasciare indietro il male e i meccanismi della mente
e mi dicevano i tuoi occhi ch’ero già stato perdonato...
E adesso torna da chi sai, da chi divide con te tutto,
abbraccia forte i figli tuoi e non nascondere il tuo volto,
perchè dagli occhi si capisce quando la vita ricomincia...
Mesmo se um dia, meu amigo, eu esquecesse as palavras, esquecesse o lugar e a hora ou se era noite ou estava sol, nunca poderia esquecer o que diziam os teus olhos. E assim, voando, voando, também um pequeno coração ia atravessando o céu na direcção do Grande Coração. Um coração pequeno e mesquinho como uma aldeia inóspita voava a direito na direcção do seu destino… E não conseguiram detê-lo nem sequer as contas da vida, esses inventários feitos sempre sem amor. Assim falava eu apressadamente para não deixar nada para trás, para não deixar para trás o mal e os mecanismos da mente; e os teus olhos diziam-me que já tinha sido perdoado… Agora volta para quem sabes, para quem divide tudo contigo; abraça com força os teus filhos e não escondas o teu rosto, porque pelos olhos se percebe quando a vida recomeça.
Mediocricidade
Segundo o magistrado máximo do nosso país em tempos de crise não vale a pena arrastar esta questão, dado que o seu veto seria ultrapassado na Assembleia da República. Antes de mais, não é seguro que o PS conseguisse impor segunda vez disciplina de voto nesta matéria, logo não era seguro que a lei conseguisse a maioria absoluta necessária para ultrapassar o veto presidencial.
Mas, para além disso, é inacreditável tratar esta questão como um problema menor. A crise é grave mas há de passar, com ou sem esta lei. Mas esta lei visa alterar a estrutura da nossa sociedade de tal maneira que é mais um passo para o abismo. Cada vez mais o casamento é um capricho, que nada tem a ver com responsabilidades ou compromissos, mas com hormonas e afectos.
Falamos portanto de uma lei que é urgente travar. Os efeitos da crise poderão ser duros e durar anos ou décadas, mas esta lei afecta todo o futuro.
A questão da ética profissional é ainda mais assustadora. Segundo o professor Cavaco Silva é obrigação do Presidente promulgar leis com as quais discorda se esta tiverem tido maioria absoluta no parlamento. Se assim fosse para que serviria o presidente? Quando elegemos Cavaco Silva (sim, porque eu votei no actual presidente, coisa que não tornarei a fazer) votámos porque sabíamos quem ele era. Sabíamos todos que ele era católico, pai de família, conservador nos valores. Sabíamos e por isso votamos nele. O Presidente tem um dever para com que o elegeu conhecendo os seus valores e os seus princípios.
Ao promulgar esta lei Cavaco Silva mostrou a sua fraqueza. Em última distância, quando o desafiam ele cede. É incapaz de se opor aos bem pensantes deste mundo. O tecnocrata de Boliqueime não consegue deixar de o ser.
Isto é o mais triste do nosso Presidente: ele não promulgou a lei (como alguns dizem) por eleitoralismo. Quanto mais não seja porque esta promulgação é capaz de ditar a sua derrota. Fê-lo porque acredita mesmo que não se pode opor à assembleia. Fê-lo porque é incapaz de se impor, porque faz sempre o que esperam que ele faça. Fê-lo porque é e continuará a ser um homem medíocre.
Nação Fidelissima.
O sucesso da visita apostólica do Santo Padre não se mede pelos número, contudo é reconfortante saber que mais ou menos um décimo do nosso país foi ver o Papa (sem contar com aqueles que, impedidos pela distância, viram o Papa na televisão).
Os media, que se acham muito importantes, atribuem estes números a uma mudança do Papa. É mentira, porque Lisboa já estava cheia antes da suposta "mudança" acontecer. O que este milhão de pessoas prova é que, mesmo com todas as fragilidades e incoerências, os portugueses se sentem tocados pela visita do Vigário de Cristo. Qualquer que seja a opinião dos portugueses sobre S.S. Bento XVI o nosso povo ainda guarda o suficiente resquício de cristianismo para sair à rua e aclamar o Papa.
Apesar de tudo, apesar das campanhas nos media, a promessa da Senhora de Fátima permanece. O dogma da fé prevalece em Portugal.
SEMPER FIDELIS!
sábado, abril 10, 2010
Viva o Papa!
Entrevista ao Padre Gonçalo sobre a pedofilia.
Esta entrevista é essencial. É preciso ler e enviar e dar a ler a todos os nossos amigos.
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada: Como é evidente, não posso deixar de lamentar todos os crimes de abusos de menores. Não só lamento sinceramente todos os casos de pedofilia como espero que as entidades civis e eclesiais competentes tomem as medidas adequadas para a total erradicação deste fenómeno na sociedade e na Igreja.
Não ignoro, contudo, que a esmagadora maioria destes casos ocorre no seio das famílias, sobretudo das mais disfuncionais, e das instituições do Estado, como o triste caso Casa Pia demonstrou, e não nas instituições da Igreja que, embora também vulneráveis, são, por regra, exemplares no seu desinteressado e muitas vezes heróico serviço aos mais necessitados.
2. Como explica o facto deste fenómeno ter assolado a Igreja Católica?
Pe. GPA: Há um manifesto exagero na afirmação de que este fenómeno tem «assolado a Igreja». Temo que o sensacionalismo criado à volta destes casos e o modo como a Igreja Católica tem sido a eles associada por certa imprensa não seja de todo inocente.
3. Quer exemplificar?
Pe. GPA: Com certeza. Segundo Massimo Introvigne, que cita um estudo de 2004 do John Jay College of Criminal Justice, foram 958 os padres acusados de pedofilia nos Estados Unidos, num período de 42 anos, tendo resultado a condenação de 54, aproximadamente um por ano. Se se tiver em conta que nesse mesmo lapso de tempo foram condenados pelo crime de pedofilia 6.000 professores de ginástica e treinadores desportivos, é necessário concluir que o principal alvo desta campanha mediática não é a pedofilia, que é apenas um pretexto, mas a Igreja e, mais especificamente, o Papa e o sacerdócio católico.
Com efeito, é significativo que, citando Jerkins, a maior parte dos casos de abusos de menores protagonizados nos Estados Unidos por clérigos tenham sido perpetrados por pastores protestantes e não por padres católicos e, no entanto, contrariando a mais elementar justiça e objectividade, são apenas estes últimos, em termos mediáticos, os bodes expiatórios...
4. Entende então que se trata de uma perseguição contra a Igreja Católica?
Pe. GPA: Certamente. Qualquer pessoa de bem, mesmo não sendo católica, vê com preocupação esta crescente onda de intolerância laicista, porque sabe que, hostilizada a Igreja Católica ou neutralizada a sua acção social, quem fica a perder é a família, porque nem o Estado nem nenhuma outra instituição é capaz de assegurar o serviço que a Igreja Católica presta às famílias portuguesas, sobretudo às mais carenciadas.
5. A Igreja portuguesa está a investigar com a necessária diligência as suspeitas sobre padres pedófilos?
Pe. GPA: Muito embora a hierarquia eclesiástica não possa, nem deva, ignorar as suspeitas de padres pedófilos, não só não é sua principal missão investigar estes casos como também não conta com estruturas adequadas para uma tal missão.
Mais do que a lógica da suspeita e da delação, tão ao gosto dos novos fariseus, a Igreja há dois mil anos que se rege pela lógica da confiança e do perdão, seguindo o exemplo do seu Mestre que, embora provocando a indignação dos hipócritas, desculpou a adúltera, como também perdoou a tripla traição de Pedro. Mais do que poder ou tribunal, a Igreja é comunhão e família e, por isso, alegra-se e sofre com todas as glórias e misérias dos seus filhos.
A Igreja, que é santa na sua origem e nos seus fins, é pecadora nos seus membros militantes que, contudo, não enjeita, se neles reconhece um autêntico propósito de conversão.
6. Quer com isso dizer que a Igreja condescende com a pedofilia do seu clero?
Pe. GPA: De modo nenhum, pois a Igreja não condescende nunca com a prevaricação de quantos, investidos na especialíssima responsabilidade do ministério sacerdotal, desonram essa sua condição.
Possivelmente, a condenação mais severa de todo o Evangelho é a que Cristo dirige precisamente aos pedófilos e a quantos são motivo de escândalo para os mais novos. Esse ensinamento evangélico, como todos os outros, não é letra morta na doutrina, nem na praxe eclesial.
7. Pode dar alguns exemplos de documentos da Igreja sobre esta questão?
Pe. GPA: Sem a pretensão de ser exaustivo, permita-me que, a este propósito, recorde alguns dos mais recentes documentos da Santa Sé sobre este particular:
- a instrução Crimen sollicitacionis, de 1922 e que, em 1962, o Beato João XXIII reafirmou e na qual se esclarece a obrigação moral de denunciar estes casos;
- o Código de Direito Canónico, que reafirma a excomunhão automática, ou seja, a imediata expulsão da Igreja, do confessor que alicia o penitente, qualquer que seja a sua idade ou género, para um acto de natureza sexual;
- o Catecismo da Igreja Católica, que renova a condenação da pedofilia;
- e o documento De delictis gravioribus, de 2001, que regulamenta o Motu Proprio Sacramentum Sanctitatis tutela, do Papa João Paulo II que, para evitar qualquer local encobrimento destes delitos, atribui a necessária competência à Congregação para a Doutrina da Fé, então presidida pelo actual Papa.
8. Não obstante esta condenação formal da pedofilia, não é verdade que tem faltado vontade política de aplicar as correspondentes sanções?
Pe. GPA: À hierarquia da Igreja não tem faltado a firmeza necessária para punir os eclesiásticos que incorreram em actos desta natureza. Foi o que aconteceu a um cardeal arcebispo de uma capital centro-europeia, que foi recluído num convento e proibido de qualquer acto público. Foi também o caso do fundador de uma prestigiada instituição religiosa, que foi também suspenso do ministério pastoral, demitido das suas funções de governo na estrutura eclesial por ele fundada, que foi sujeita a inspecção canónica, e obrigado a residir em regime de quase-detenção numa casa religiosa.
9. E se se vier a verificar algum caso no clero português?
Pe. GPA: Como se sabe, graças a Deus não há memória de nenhum sacerdote português, diocesano ou religioso, que tenha sido alguma vez condenado por um crime desta natureza. Se porventura se desse também entre nós algum caso, não tenho dúvidas de que o nosso episcopado, de acordo com as normas a que está obrigado, saberia agir com justiça e caridade.
10. Concorda com as críticas veladas de vários sectores da sociedade que acusam a Igreja de pouco fazer para garantir a total transparência destes processos? A maioria dos casos suspeitos é, regra geral, arquivado pelo Ministério Público. Segundo algumas fontes policiais, «as vítimas retraem-se mais tarde, devido ao ascendente dos alegados agressores».
Pe. GPA: Dada a minha sensibilidade cristã e formação jurídica, causa-me algum desconforto o uso e abuso de expressões tão vagas e perigosas como «críticas veladas», «casos suspeitos», «alegados agressores», porque tendem a criar uma suspeição generalizada. Há um princípio geral de inocência que não pode ser contrariado: um político, um professor, um padre ou um desempregado que seja burlão não faz da sua mesma condição todos os políticos, professores, padres ou desempregados. Se um violador que é engenheiro, como o recentemente detido, não infama todos os engenheiros, nem suscita uma caça aos engenheiros violadores, porque razão um padre pedófilo, se o houver, provoca esta tão desmedida reacção nos meios de comunicação social?!
11. Pode-se dizer que a associação entre pedofilia e sacerdócio católico não é arbitrária, na medida em que é entre os padres que tendem a verificar-se delitos desta natureza?
Pe. GPA: Não, porque uma tal pressuposição carece de fundamento, como as estatísticas mais recentes provam. Por exemplo, na Alemanha, segundo Andrea Tornielli foram notificados, desde 1995, 210.000 casos de delitos contra menores, mas apenas 94 desses casos diziam respeito a eclesiásticos, ou seja, um para cada dois mil envolvia algum sacerdote ou religioso católico. O inquérito Ryan, sobre a situação na Irlanda, é também esclarecedor porque, num universo de 1090 crimes cometidos contra menores em instituições educativas, os religiosos católicos acusados de abusos sexuais foram 23.
12. Talvez alguém entenda que, muito embora haja também pedófilos que não são padres, o crime para que mais tendem os sacerdotes católicos é o abuso de menores.
Pe. GPA: Também não é verdade porque, de acordo com Mons. Scicluna, perito da Congregação para a Doutrina da Fé, que é o organismo da Santa Sé que superintende estes casos, entre os anos 2001 e 2010, houve notícia de 300 casos de pedofilia num total de 400.000 padres. Além disso, os abusos de menores são apenas 10% de todas as acções criminais praticadas por sacerdotes católicos.
13. Mas do ponto de vista da psiquiatria, tudo leva a crer que o celibato sacerdotal é, em boa parte, responsável pelos abusos de menores realizados pelo clero católico…
Pe. GPA: Pelo contrário. Manfred Lutz, um psiquiatra especialista na matéria, afirmou que o celibato sacerdotal não só não incita à prática destes crimes como até favorece uma atitude de respeito e de ajuda aos menores. Esta conclusão científica prova-se também pelo facto de, entre os clérigos condenados por este crime, haver mais pastores protestantes, casados, do que sacerdotes católicos, celibatários, e ainda porque a grande maioria dos pedófilos são casados o que, obviamente, não pode ser usado contra o casamento.
14. Consta na opinião pública que a maioria dos casos suspeitos de padres pedófilos, não é objecto de investigação, nem de posterior procedimento criminal…
Pe. GPA: Se assim é, de facto, não é certamente por culpa da Igreja, que nada tem a ver com as investigações policiais, nem muito menos com as diligências judiciais.
Embora se tenda a crer que a Igreja e o seu clero gozam de um tratamento de excelência na sociedade portuguesa, a verdade é que não deve haver instituição pública nem classe profissional mais maltratada nos media do que a Igreja Católica e os seus sacerdotes.
15. Porque o diz?
Pe. GPA: Permita-me que lhe dê um exemplo. Há uns meses atrás, um pacato pároco português foi detido com enorme aparato por quatro ou cinco polícias trajados a rigor, como se o pobre padre de aldeia fosse um perigoso terrorista, quando na realidade era apenas um mero caçador que tinha por licenciar algumas armas. À notícia, transmitida nos noticiários televisivos, foi dado um aparato que, de não ser dramático, teria sido ridículo, até porque aquele pacífico sexagenário não representava nenhum perigo público. Não foi com certeza por acaso que se forjou toda aquela fantástica encenação, como também não foi por acaso que se convidaram as televisões…
Mas factos ocorridos há dezenas de anos numa instituição pública, como a Casa Pia, e de que foram vítimas dezenas de adolescentes, ainda não conhecem uma decisão judicial… Será isto justiça?!
16. Mas não acha que o incumprimento de uma obrigação por um padre é um escândalo?
Pe. GPA: É verdade que é exigível aos prestadores de serviços públicos uma especial responsabilidade: é razoável que o incumprimento de uma obrigação fiscal por parte um governante seja notícia, mas já o não seja se o prevaricador for um anónimo cidadão. Mas o escândalo não pode ser utilizado como arma de arremesso ideológica, sob pena de que aconteça aos padres católicos de agora o que aconteceu aos judeus alemães, durante o regime nazi.
17. Surpreendem-no estes casos de padres pedófilos?
Pe. GPA: Nenhum pecado é surpresa para nenhum padre e todos os padres sabemos que somos capazes de todos os erros e de todos os horrores. Não é por acaso que, na Semana Santa, a Igreja recorda o tristíssimo caso de Judas Iscariotes, que muito significativamente os evangelistas não silenciaram, quando poderiam tê-lo feito, a bem do prestígio da sua condição sacerdotal e do bom nome da Igreja. Graças a Deus conheço muitos padres, quer seculares como eu, quer religiosos, e confesso-lhe que não conheço nenhum que não mereça a minha admiração.
18. Tem ouvido, mesmo que rumores, de casos de pedofilia por parte de alguns padres? Ou é uma completa surpresa para si a existência deste tipo de casos, que acabam por manchar o nome da instituição secular?
Pe. GPA: Tenho uma enorme devoção por todos os meus irmãos sacerdotes, na certeza de que até no menos bom há, pelo menos, a grandeza do dom e da missão a que foi chamado. Também não ignoro que nenhum de nós, por mais qualidades que possa ter, é indigno dessa graça, pelo que nunca me surpreenderá encontrar nos outros alguma da miséria que diariamente descubro em mim. Mas, mesmo que essa constatação possa de algum modo perturbar-me, confesso-lhe que mais do que a traição de Judas, me admira a santidade e o martírio dos outros onze apóstolos. Talvez por isso, não tenho tempo para ouvir esses rumores de que fala, ou tempo para olhar para essas manchas a que alude e que não ignoro, porque prefiro contemplar a eterna beleza da Igreja, que procuro amar com todo o meu coração.
19. Já denunciou algum caso às autoridades eclesiásticas?
Pe. GPA: Denunciar é um termo que não faz parte do meu dicionário e, como padre, a minha missão não é acusar o culpado, mas perdoar o arrependido.
20. Já teve alguma suspeita de abusos por parte de algum colega seu?
Pe. GPA: Como não é meu hábito falar das vidas alheias, permita-me que, em vez de falar dos meus colegas, lhe diga o que eu desejaria que me acontecesse se caísse numa dessas situações, até porque é isso mesmo que desejo aos meus irmãos sacerdotes.
Se tivesse um dia a desgraça de incorrer nalgum comportamento menos próprio da minha condição sacerdotal, agradeceria que os meus irmãos na fé, padres ou não, tivessem a coragem de me fazerem a correcção fraterna, tal como Nosso Senhor determinou. Se o meu desvario persistisse, não obstante essa caridosa advertência, aceitaria de muito bom grado que o meu bispo utilizasse todos os meios ao seu dispor, sem excluir os civis e penais, para a minha emenda, na certeza de que essa expiação, embora dolorosa, contribuiria decerto para o bem das almas e para a minha salvação.
Via Povo.
"Em verdade te digo, não cantará o galo sem que me tenhas negado três vezes"

Neste assunto há que ser claros e sérios. De facto muitos dos factos que vem a lume não passam de violência física praticada em instituições católicas há 30 ou 20 anos atrás. Violência muitas vezes habitual na altura mas que choca os puritanos de serviço actuais.
Contudo existem também muitos casos de abusos sexuais. Não só de funcionários de instituições da Igreja mas também de sacerdotes. E esses, mesmo que fossem apenas um, são graves. São graves em si mesmo. Mas são ainda mais graves e mais chocantes porque praticados por um pastor da Igreja de Cristo.
Mas nós não nos devemos deter diante do pecado. A Igreja é constituída por homens, por isso constituída por pecadores. A ferida contraída por Adão vive no nosso coração por isso acabamos por pecar. Mas não nos devemos escandalizar. O próprio Deus não se escandalizou com o nosso pecado. Antes enviou o Seu próprio filho à terra para que morresse por cada um de nós.
Logo ao princípio Cristo sabia que haveria de ser traído. Foi traído por Judas. E depois por Pedro e pelos apóstolos. Dos doze que o seguiam só João não fugiu. A traição desses onze na paixão não O impediu de subir à Cruz. A nossa traição quotidiana não o impediu de morrer por nós.
Por isso não nos escandalizemos. Rezemos antes para que os nossos pastores sejam santos e fiéis à Igreja de Cristo. Rezemos para que Cristo Ressuscitado erga do pecado os pastores que caíram em tentação. Rezemos para que aqueles que foram marcados pelos pecados dos sacerdotes aceitam a misericórdia do Deus feito Homem, morto e ressuscitado para salvação do mundo.
A justiça dos homens deverá actuar. Rezemos para que todos os homens aceitam a de Cristo.
The Blind Side

Domingo de Páscoa fui ao cinema ver o filme "Blind Side". A história do filme é um pouco básica: uma "soccer mum" adopta um miúdo preto enorme que joga futebol americano mas que não consegue aprender nada. A história em si prometia ser mais um dramalhão americano.
Acabei por gostar muito do filme. A maior qualidade para mim é a "secura" do filme. Quase não há momentos dramáticos. O realizador limita-se quase a contar uma história. A família acolhe o miúdo, dá-lhe roupa, a irmã ajuda-o a estudar, o irmão ajuda-o no futebol americano. A mãe e o pai vão tentando educa-los.
Não há ali nenhuma revolução social, nenhum projecto para salvar o mundo, nenhuma teoria sociológica. Apenas uma mulher confrontada com os problemas de um miúdo que acaba por adoptar.
A coisa parece simples, mas não é. O lema dos nossos dias é se alguém te pede um peixe ensina-o a pescar. O filme não funciona assim. Ele tem fome, ela dá-lhe comida; ele não tem cama, ela dá-lhe casa; ele não tem roupa, ela compra-lhe; ele não tem família, ela acaba por lhe dar a dela. Sem teorias ou complicações. Partindo sempre da necessidade daquele miúdo diante dela.
Este filme, que se estreou em Portugal por alturas da Páscoa dá testemunho da caridade cristã tão pouco em voga: amar o próximo como ele precisa de ser amado, não como nós achamos que ele deve ser.
quarta-feira, março 10, 2010
sábado, janeiro 30, 2010
Breve regresso.
Primeiro, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Antes de mais, a coisa que mais choca é a recusa sem qualquer explicação da iniciativa popular de referendo. Mais de 90.000 assinaturas. Assinaturas suficientes para formar 12 partidos, 12 candidaturas à presidência da republica, cerca de 2,5% do eleitorado real do país. Tudo isto em menos de um mês.
Muito ao jeito da 1ª Republica haveremos de progredir com ou sem povo.
A segunda questão dentro do mesmo assunto é como existe uma separação cada vez maior entre a ideologia e a realidade. O casamento, enquanto instituto legal criado para proteger a família que dele emerge, é pela sua natureza entre homem e mulher. Querer que seja entre dois homens ou duas mulheres é contra-natural. É uma questão meramente ideológico que viola as próprias leis da natureza.
Com a lei aprovada a 8 de Janeiro o Estada passou a regular afectos e amores. Como se o casamento fosse uma mera questão pessoal, sem consequências sociais. Simplesmente absurdo.
Segunda assunto, a promoção descarada da 1ª Republica. Por tudo e por nada se tem falada da ética/moral republicana. Eu pergunto-me sempre de que ética falamos? A da perseguição à igreja? A da formiga branca a prender e matar pessoas pela rua? A ética do camião fantasma? Da ética de Afonso Costa que para garantir a sua vida politica sujou a mão com o sangue de 7.000 homens mortos na Flandres numa guerra que não lhes dizia respeito?
A ética republicana não existe. Este ano celebramos os 100 anos de um regime ditatorial, sanguinário e corrupto.
segunda-feira, novembro 09, 2009
Nos vinte anos da queda do Muro - II.

Para a minha geração, que aprendemos a cartilha história do Marxismo, a União Soviética e o Comunismo são apenas mais um império e mais uma ideologia. Com algumas coisas más, mas também com coisas boas. Os livros de história do ministério preferem falar da resistência contra o nazismo de Estaline em vez das centenas de milhões de mortos que os vários regimes comunistas produziram.
A queda da U.R.S.S. têm vários protagonistas. Mas existem quatro que sobressaem, quanto mais não seja porque à luz dos critérios humanos nunca teriam sido protagonistas de nada.
Primeiro, um electricista dos estaleiros de Gdanks. Lech Walesa fundou o primeiro sindicato não estatal do bloco soviético. Resistindo as ameaças, as perseguições e a violência, seguido filialmente os conselho do grande papa João Paulo II, conseguiu derrubar com o Solidariedade a regime comunista.
Depois uma mulher. A primeira a ser primeiro-ministro de Inglaterra. Pró-América e anti-comunista, numa altura em que a Europa se encontrava dominada por uma dormência pacifista por uma elite cultural marxista. Margaret Tatcher acabou por ocupar o 10 de Downing Street por 12 anos, mais do qualquer outro inquilino.
Depois um velho republicano que chegou a presidente dos Estados Unidos quando, depois do escândalo de Nixom, todos davam o Partido Republicano como acabado. Acabando com tibieza da administração Carter, Ronald Reagan não teve medo de chamar à U.R.S.S. o "Império do Mal" e de combater por todos os meios o comunismo. Num mundo que o odiava (o Partido Comunista Português abandonou a sala quando Reagan falou no nosso parlamento) nunca recuou diante do perigo comunista.
E por fim, talvez aquele que mais fez pelo fim do comunismo soviético, o Servo de Deus João Paulo II. Um papa conservador, numa Igreja cada vez mais progressista e permeável ao marxismo. Um papa do leste, vindo de um país ocupado pelos russos. Com o seu carisma, a sua capacidade política, mas sobretudo com o testemunho da sua santidade foi essencial para o fim da U.R.S.S..
Esta quatro personagens, heróis improváveis da história moderna, apagados dos livros de história, são a prova de que, apesar de todos os planos do homem Cristo é Senhor da História. Pois se a nós nos parece que era evidente a queda do regime soviético, há 30 anos não o era.
Nos vinte anos da queda do Muro.
Discurso de Ronal Reagan na Porta de Bradenburgo, 12 de Junho de 1987.
When I met Pope John Paul II a year ago in Alaska, I thanked him for his life and his apostolate. And I dared to suggest to him the example of men like himself and in the prayers of simple people everywhere, simple people like the children of Fatima, there resides more power than in all the great armies and statesmen of the world.
Discurso de Ronal Reagan na Assembleia da Républica no dia 5 de Maio 1985. Discurso completo aqui.
quinta-feira, novembro 05, 2009
A Igreja Católica: Construtora da Civilização
Par os mais preguiçosos há um documentario feito pelo autor do livro que falei no post anterior chamado "The Catholic Church, Builder of Civilization". São ao todo 13 episódios. Encontrei no YouTube os três primeiro com legendas em brasileiro (embora existam mais episódios disponíveis ainda não tive tempo para pesquisar convenientemente).

O livro não é muito extenso e o autor raramente se embrenha em teorias. Vai apontado factos, recorrendo ao máximo a citações da época ou de historiadores, para demonstrar a importância da Igreja na construção da civilização europeia.
Dividido em capítulos específicos (que vão desde os mosteiros à economia) Thomas E. Woods Jr. demonstra como foi a fé num só Deus, Criador de todas as coisas, que permitiu explorar a razão. Foram os monges católicos os primeiros a perceber que o universo estava organizado segundo regras imutáveis pois nada a ser Deus existia por si mesmo.
Isto permitiu compreender que o mundo podia ser explicado pela razão. Foi deste uso da razão que nasceram coisas a geologia, a astronomia, os primeiros passos da economia ou o direito internacional.
Destruindo o preconceito de que a Igreja é inimiga da Ciência o livro conta a história de dezenas de padres que foram também cientistas que permitiram o nascimento de diversos ramos da ciência como a geologia (Padre Nicolau Steno) ou dar os primeiros passos em ramos da medicina como a oftalmologia (Pedro Hispano mais tarde Papa João XXI).
Vale muito a pena ler este livro. Porque mesmo tendo a certeza que a fé nunca foi contra a ciência ou contra a razão é sempre bom saber os factos.
A Viela - letra de Guilherme Pereira da Rosa. Música, Fado Cravo, Alfredo Marceneiro
Fui de viela em viela
Numa delas dei com ela
E quedei-me enfeitiçado
Sob a luz dum candeeiro
Estava ali o Fado inteiro
Pois toda ela era fado
Arvorei um ar gingão
Um certo ar fadistão
Que qualquer homem assume
Pois confesso que aguardei,
Quando por ela passei,
O convite do costume
Em vez disso, no entanto,
No seu rosto só vi pranto
Só vi desgosto e descrença
Fui-me embora amargurado
Era fado, mas o fado
Não é sempre o que se pensa
Ainda recordo agora
A visão que ao ir-me embora
Guardei da mulher perdida
A pena que me desgarra
Só me lembra uma guitarra
A chorar penas da vida.
A beleza do fado é que não deixa de fora nada da humanidade. Tudo parece suscitar um espanto, uma pergunta, uma curiosidade. Desde de um namorico no Mercado da Ribeira até a uma prostituta numa rua.
quarta-feira, novembro 04, 2009
Crucifixos nas escolas.
O Estado deve assegurar ensino gratuito para as crianças. Isto poder fazer-se através de uma rede de escolas publicas, subsidiando escolas privadas para que recebem crianças gratuitamente ou criando escolas públicas cujo a administração esteja confiada à comunidade escolar.
Os pais devem ter liberdade para escolher como querem educar os filhos. A liberdade de educação só pode existir se os pais poderem de algum modo ou escolher livremente (sem terem que pensar no dinheiro) a escola onde colocam os filhos ou então poderem participar activamente na administração da escola dos filhos.
Serve isto para dizer que, mesmo respeitando o Estado Laico, se os pais querem ou não se importam que os filhos tenham uma cruz na sala de aula então o Estado não tem nada que mandar retira-la. Não cabe ao Estado decidir se os meninos são educados na fé, mas sim aos pais.
Se, entre uma maioria de pais que quer ou é indiferente à cruz na sala, houver algum que se sinta incomodado então o Estado deve assegurar que esse pai pode enviar o filho para outra escola onde não existam crucifixos nas paredes.
Digo isto porque ontem o Tribunal dos Direitos do Homem deu razão a um pai que protestou contra uma cruz que estava na sala de aula do filho. O que TDH não percebe é que o Estado tem que ser laico, as pessoas não.
quarta-feira, outubro 28, 2009
Lendo os outros.
"Tive um grande professor na Universidade. Chama-se João César das Neves. Não é só um grande professor de economia. É um grande professor. Ponto. Mesmo antes de ser meu professor, já eu o importunava, anos a fio, quase semanalmente com perguntas, umas mais comezinhas, do género de lhe pedir para comentar pela seiscentésima vez os 2,4% de inflação ou de aumento do consumo privado, outras menos. Era jornalista, e a profissão obrigava. E ele respondia sempre, com paciência. Aprendi imenso com ele. Além da inteligência e do saber, a ironia e a generosidade são os seus grandes dons.
Um dia, para explicar a não tão comezinha questão da relação entre o ponto de vista e o objecto visado, disse assim: «Até é possível analisar o fenómeno do beijo, ou um poema, do ponto de vista económico. O problema é que, desse ponto de vista, nada de essencial se aprende sobre o assunto.»
Assim com o ponto de vista estético sobre a Bíblia. Vem isto ainda a propósito da «brutalidade» de Richar Zimler. Aqui em baixo. "

