Vale a pena ler o artigo que o Cónego Armando Duarte, prior da Basílica dos Mártires, escreve neste número do boletim Ao Largo onde apoia a candidatura de Pedro Santana Lopes.
Como pastor que é, e em unidade com os restantes priores da Baixa-Chiado, o Cónego Armando faz um juízo sério sobre a obra de Pedro Santana Lopes na Baixa de Lisboa e transmite o seu juízo ao povo cristão daquelas paróquias.
Já li vários comentários que criticam esta tomada de posição dos priores da Baixa. Este é um problema dos nossos dias: os padres podem ter opinião sobre tudo desde que não a digam. Ainda bem que ainda há pastores que se recusam a ser encerrados na sacristia e dizem publicamente aquilo que lhes parece melhor para o seu rebanho.
Há uma semana a Pastoral da Saúde publicou uma nota sobre os cuidados a ter com a Gripe A. A nota, que sublinhava o facto de o seu conteúdo não alterar as regras da liturgia sendo apenas uma recomendação, é um documento neutro que transporta para o campo da liturgia os conselhos que as diversas autoridades do campo da saúde têm transmitido sobre esta nova "pandemia".
O Senhor Patriarca entendeu esclarecer os sacerdotes e o povo de Lisboa, escrevendo uma carta no qual relembrava o aspecto de a nota ser uma mera recomendação e sublinhando dois outros pontos, que a meu ver tornam a carta muito interessante.
O primeiro foi o do rigor e da qualidade da liturgia. Explica o Senhor Patriarca que se nas celebrações a liturgia for observada com rigor, não há de facto risco de contágio, pois não há grande contacto físico. Ou seja, o nosso Bispo não dá como adquirido que o abraço da paz tenha que ser um circo com beijinho para a direita, para a esquerda, para a frente e para trás. Em vez de recomendar uma medida extraordinária, limita-se a recordar o modo como deve ser vivida a liturgia. Ou seja, educa.
O segundo ponto foi o esclarecer que só o bispo, a Conferência Episcopal e a Santa Sé têm o poder de alterar a liturgia. Ou seja, relembra que as liturgias "alternativas", que não sigam as indicações da hierarquia, vão contra a unidade com o bispo e com a Igreja.
Ao contrário dos que os media deram a entender, não há nenhuma "guerra" entre o Patriarca e a Pastoral da Saúde. Cada um cumpriu o seu dever: a Pastoral da Saúde aconselha, o bispo educa.
Antes demais, é escandaloso o silêncio dos media sobre este assunto. Não estamos a falar de um atentado num país bárbaro distante, mas numa tentativa de incendiar um Igreja com pessoas lá dentro no país ao nosso lado.
Para além disso, mais uma vez se prova que os tempos estão perigosos para os cristãos. O ódio ateu aos católicos anuncia uma nova perseguição. Até agora tinham-se limitado aos ataques políticos, na educação e na cultura. Parecem estar dispostos a passar aos actos.
Mas não é nada que não estejamos habituados. A Igreja nasceu da cruz e foi construída sobre o sangue dos mártires. O sangue deles é frumento de Cristo.
Já tinha ouvido falar várias vezes da separação entre a Igreja e o Estado. Mas confesso que é a primeira vez que oiço falar da separação entre o Desporto e a Igreja. Contudo, parece que a FIFA se prepara para proibir qualquer demonstração religiosa durante os jogos de futebol.
Tudo porque, segundo Jospeph Blater, presidente da FIFA, a oração que a selecção do Brasil fez em campo depois de ganhar a Taça das Confederações demorou demasiado tempo.
Confesso que ainda estou a tentar perceber como é que a FIFA se arroga o poder de limitar a liberdade religiosa e a liberdade de expressão de cada um. Sei que nos últimos anos, em favor do politicamente correcto, as federações nacionais e internacionais de futebol tem criado cada vez mais regulamentos para tornar o desporto rei num desporto "modelo". Contudo isto parece-me o cúmulo.
P.S.: Na noticia salva-se o Special One, que respondeu, quando o acusaram de superstição por beijar a cruz, "Não sou supersticioso, mas católico".
Pe cantà sta chiarità ncore me sente tremà! Tutte stu ciele stellate, tutte stu mare che me fa sugnà. Ma pe’tte sole, pe’tte esce dall’anima me, mezz’a stu ciele, stu mare, nu cantemente che nze po tené.
Luntane, cchiù luntane de li luntane stelle, luce la luce cchiù belle che me fa ncore cantà. (bis)
Marinà s’ha da vugà tra tutta sta chiarità, cante la vele a lu vente, nu cante granne che luntane và: tu la si ddove vo’ i’ st’aneme pe’ nè murì. Bella paranze. Luntane ‘nghe sti suspire tu i’ da menì.
Para poder cantar esta claridade sinto que o meu coração estremece! Todo este céu estrelado, todo este mar que me faz sonhar... Mas por ti, só por ti, brota da minh’alma, no meio deste céu, deste mar, um canto que não posso conter. Lá longe, mais longe que as longínquas estrelas, brilha a luz mais bela que me faz o coração cantar. Marinheiro, se tens de vogar por entre toda esta claridade, canta com as velas ao vento, uma linda canção que vá para muito longe: tu sabes aonde quer ir esta alma para não morrer. Longe com estes suspiros tu tens que vir.
By a lonely prison wall, I heard a young girl calling: "Michael, they have taken you away, For you stole Trevelyan's corn, So the young might see the morn. Now a prison ship lies waiting in the bay."
(Chorus)
Low lie the fields of Athenry Where once we watched the small free birds fly Our love was on the wing We had dreams and songs to sing It's so lonely round the fields of Athenry.
By a lonely prison wall, I heard a young man calling "Nothing matters, Mary, when you're free Against the famine and the crown, I rebelled, they cut me down. Now you must raise our child with dignity."
Chorus
By a lonely harbour wall, She watched the last star falling As the prison ship sailed out against the sky For she lived to hope and pray For her love in Botany Bay It's so lonely round the fields of Athenry
Ainda por aí um escândalo porque os homens homossexuais não podem dar sangue. Um pouco por toda a blogoesfera ouvem-se pessoas que nos explicam que o que é importante é identificar os comportamentos de risco, não as preferências sexuais.
Antes de mais, percebe-se que estes senhores nunca deram sangue, se não saberiam que tinham sido enganados. Aliás, as únicas vezes que me perguntaram se eu tinha tido relações com um homem nos últimos seis meses foi antes de dar sangue. Também me perguntaram se tinha tido mais do que uma parceira sexual nos últimos seis meses (eu pensei em explicar que não tinha tido sequer uma em toda a vida, quanto mais duas ou três nos últimos meses!), se tinha tido hepatite ou se tinha asma. Também me mediram os glóbulos vermelhos e mais umas quantas coisas. Ou seja, tentaram correr o mínimo possível de riscos ao colher o meu sangue, perguntando se eu tinha tido algum comportamento de risco. Nunca me perguntaram se eu gostava de homens ou de mulheres.
A segunda coisa que me choca é o modo como o politicamente correcto se impôs. Como é evidente ter comportamento homossexuais entre homens é um comportamento de risco porque, dado que dois homens não podem engravidar, só mesmo o medo das doenças venéreas os pode levar a usar preservativo. Basta que confiem um pouco mais um no outro para não o fazerem. Ora, logo aqui temos um comportamento de risco. Tal como um homem que em seis meses tem mais do que uma parceira sexual é normal que tenha um vida sexual menos responsável. Não são dados absolutos, como é evidente. Contudo é um questionário geral, feito para diminuir riscos.
A última questão é que eu continuo sem perceber o que é um homossexual ou, já agora, um heterossexual e ainda menos um bissexual. Existem pessoas, algumas das quais tem comportamento homossexuais. Não me parece que aquilo que as pessoas fazem na cama ou as confusões que tenham na sua cabeça sejam definidoras da sua personalidade. Como diria um amigo meu, a orientação sexual é como o equador, um linha imaginária.
Alberto João Jardim causou muito escândalo ao propor que na próxima revisão constitucional se proibisse também, para além dos partidos nazis e de índole racistas, os partidos comunistas. Claro que a parte em que Alberto João Jardim explicou que se tratava simplesmente de ser coerente com a Constituição foi ignorada e logo começaram as críticas de autoritarismo e falta de espírito democrático.
Eu não concordo com Alberto João Jardim. Claro que acho que se a constituição proíbe partidos que vão contra o Estado de Direito então também deve proibir claramente os partidos Estalinistas. Basta um consulta rápido à wikipédia para ver que os mortos nos regimes comunistas ascenderam aos 80 milhões (sendo que provavelmente serão muito mais, mas como é evidente os dados disponíveis não são muitos nem claros).
Para além disso o PCP só retirou do seu programa político a revolução do proletariado bastante depois do 25 de Abril. O PCP na sua génese é um partido que é contra a democracia. O comunismo aliás é, ideologicamente, contra a democracia. O PCP lutou contra o Estado Novo para impor uma ditadura comunista, não foi pela democracia. Sobre este assunto vale a pena ler o livro de Zita Seabra.
Contudo, eu acho que a liberdade de pensamento, de associação e de expressão são mais importantes que o potencial perigo que estes partido representam. A Democracia não se impõem pela Constituição, mas sim pela sua capacidade de ser um sistema melhor que os outros.
Tornar inconstitucional os partidos anti-democráticos é passar à democracia um atestado de incapacidade. É de certo modo dizer que os limites da vontade popular não é apenas o direito natural, mas também aquilo que possa ameaçar a democracia como sistema abstracto.
Por isso não concordo que se declare inconstitucional os partidos comunistas. Mas acho que se devia revogar a norma constitucional que proíbe os partidos nazis e racistas.
P.S.: Acabei de AAJ a dizer que o ideal seria não proibir nenhum partido pela sua ideologia, mas que propôs tornar inconstitucional os partido de ideologia comunista para provocar reacções.
Pensado em várias das coisas que tenho visto nos últimos dias (desde a apresentação de Cristiano Ronaldo até às cenas de cama que aparecem na televisão portuguesa sempre que se faz zapping a horas dos Morangos com Açúcar) percebo que o grande problemas do nosso tempo é que o homem é cada vez menos humano.
Esta loucura à volta dos ídolos modernos, a busca desenfreada de prazer, a obsessão com a forma física, a insistência na destruição da vida e da família através do aborto, do divórcio fácil e da eutanásia, todos estes problemas têm de facto origem no mesmo problema: o não termos consciência daquilo para que fomos criados.
Por isso procuramos preencher o vazio em que a vida se transforma com sensações agradáveis ou com sonhos que nos impeçam de viver. Por isso tememos a dor, a doença, todo e qualquer sofrimento.
É comum ouvir as pessoas mais velhas dizerem que antigamente se vivia melhor. Que havia mais pobreza e menos crime, menos comida mas mais caridade. E este pensamento regra geral leva a frases como "é preciso é alguém que ponha a malandragem na ordem". A mim parece-me que o problema é mais fundo. A diferença não é tanto hoje não haver autoridade, mas sim as pessoas já não saberem que, pelo menos no dia do juízo, terão que responder diante de Cristo.
Porque se de facto a promessa de Cristo começa a ser cumprida cada dia, a verdade é que só será plenamente cumprida no outro mundo. E antigamente tinha-se pelo menos consciência deste facto.
Mas como hoje em dia mais do que odiado, Cristo é simplesmente posto de lado, é preciso preencher o vazio com outra coisa qualquer. A grande tragédia é que é impossível preencher este abismo em que a vida se trasnforma quando vivemos como mais um animal, em vez de como homens.
Conforta-me o facto de Cristo não desistir de se revelar à humanidade, não desistir de se revelar a mim, todos os dias, em todas as circunstâncias. Por isso é que, como dizia Pavese, "a única alegria da vida é começar. Porque viver é começar de novo, a cada dia, em cada instante".
Na semana passada participei num encontro com o Dr. Pedro Santana Lopes. Gostei bastante da conversa e fiquei mais convencido ainda que o PSL é, não só um bom candidato para Lisboa, como um bom político.
Aquilo que me impressionou no encontro com o candidato à CML não foi tanto o seu projecto político (embora me pareça ser bom) mas sobretudo a sua posição diante da política. Percebia-se que tinha se candidata talvez não por, mas pelo menos com um grande amor a Lisboa.
Ou seja, um homem que se move por um ideal, não por um esquema político. Num homem assim vale a pena votar.
"À imagem do que acontece em todas as «Cristotecas», a que se vai realizar no próximo dia 18 de Julho, em Fátima, começará com a missa, às 20h00. A pista de dança, que abrirá uma hora mais tarde, será servida por «Cristodrinks», bebidas sem álcool." inhttp://www.agencia.ecclesia.pt/
Independentemente dos méritos de tal iniciativa, servir bebidas sem álcool é ignorar dois mil anos de história cristã. É algo muito habitual nos puritanos, mas completamente estranho aos católicos.
Estava à toa na vida O meu amor me chamou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida Despediu-se da dor Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou O faroleiro que contava vantagem parou A namorada que contava as estrelas parou Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu A rosa triste que vivia fechada se abriu E a meninada toda se assanhou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor
Estava à toa na vida O meu amor me chamou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida Despediu-se da dor Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou A moça feia debruçou na janela Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu A lua cheia que vivia escondida surgiu Minha cidade toda se enfeitou Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto O que era doce acabou Tudo tomou seu lugar Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto Em cada canto uma dor Depois da banda passar Cantando coisas de amor Depois da banda passar Cantando coisas de amor...
Foi hoje aprovado um projecto-lei do Partido Socialista que reforça os direitos do sobrevivo de uma união de facto em relação ao bens do que morreu. Ou seja, deu-se mais um passo na equiparação das uniões de facto ao casamento.
Em quatro anos o P. S. conseguiu aprovar uma lei que liberalizava o aborto. Criar um lei sobre a Procriação Artificial, que permite utilizar embriões para experiências. Fazer um lei do divórcio que esvazia o casamento dos seus deveres conjugais e até parentais. Reforçou a lei da educação sexual tornando-a obrigatória e prevendo a distribuição de preservativos na escola. Tenciona na próxima legislatura dar forma legal a essa inexistência jurídica que é o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
De facto o P.S. têm uma fixação: acabar com a família. Ainda vamos a tempo de os parar.
Ontem andou o país muito alvoraçado porque um ministro fez uns corninhos a um deputado. Tal foi o escândalo que o senhor ministro acabou por se demitir.
Ora, como é que após quatro anos deste governo se pede a demissão de um ministro por algo tão insignificante?
Temos um primeiro ministro que acabou a licenciatura num domingo, que assinou projectos de arquitectura que não fez, que aprovou uma grande obra privada quando o governo estava demissionário, que aprovou uma lei anti-tabaco para depois a violar, que diz que há assuntos sobre os quais não têm que prestar contas à A.R., que constantemente insulta os deputados e adversários políticos, que ameaçou jornalistas e directores de meios de comunicação, e depois demite-se um ministro por um insulto sem graça?
Este governo prometeu que nunca faria um aeroporto em Alcochete, depois afinal faz lá porque é mais barato, mas gasta a diferença a criar infra-estruturas desnecessárias na Ota. Este governo elegeu como prioridade o TGV e afinal este foi adiado. Anunciou a avaliação dos professores como ponto de honra e depois suspendeu-a. Contratou uma empresa privada para distribuir computadores as crianças, por ajuste directo, para depois essa empresa não pagar o que deve ao fisco. E depois demite-se um ministro porque perdeu a cabeça?
Um ministro que já tinha dito que valia a pena investir em Portugal porque a mão de obra era barata, que já anunciou duas vezes o fim da crise, que insultou um candidato ao PE e só agora é demitido?
Eu não sou adepto das teorias da conspiração, mas quase aposto que o primeiro-ministro rejubilou quando viu o ministro Manuel Pinho a fazer aquele disparate. É que finalmente pode ver-se livre dele, que era um clarissimo risco em tempo eleitoral, sem ter que arranjar um explicação manhosa.
Cada vez que morre um ídolo moderno ouvimos dizer vezes sem conta que é "eterno" porque nunca será esquecido.
Ao ouvir este género de disparates lembro-me sempre destes versos de Álvaro de Campos: "Dos Lloyd George da Babilónia/ Não reza a história nada. / Dos Briands da Assíria ou do Egipto, / Dos Trotskys de qualquer colónia / Grega ou romana já passada, / O nome é morto, inda que escrito."
A memória humana não é eterna. A única Eternidade é aquela que viveremos junto de Deus Pai.
Chesterton diz na "Ortodoxia" que a certa altura percebeu algo de engraçado sobre aqueles que criticavam a Igreja.
Aqueles que diziam que a Igreja criava escravos porque era fraca, eram violentos. Os que diziam que a Igreja era violenta eram, regra geral, totalmente pacifistas. Os que acusavam a Igreja de ser rica eram contra a propriedade privada e consideravam qualquer riqueza um crime. Os que diziam que a Igreja era miserável e decadente, gostavam da ostentação.
Concluí então Chesterton que o problema não era da Igreja, mas da posição de quem a olhava.
Lembrei-me disto ao pensar em São Josemaria, que hoje a Igreja celebra. Quando fundou a Opus Dei era considerado um progressista. A sua visão de uma associação laical era considerada por muitos quase herética.
Hoje em dia a fidelidade da Opusa Dei à Santa Igreja e a sua inflexível defesa da Verdade é considerada retrógrada.
Mais uma vez o problema não está claramente em São Josemaria, um fiel sacerdote do Senhor, que O usou como instrumento para construir a Sua obra. O problema está na posição de quem o critica.
Por isso hoje pedimos a São Josemaria que rogue por nós a Deus. Por nós e por toda a Igreja que ele tanto amou e continua a amar, agora na Casa do Pai.
Hoje o DN traz um artigo em que se diz que os movimentos pró-vida e a Associação de Planeamento Familiar afirmam que o governo está a falhar na prevenção da gravidez.
Já é a segunda vez que o DN tenta meter os movimento pela vida e a APF no mesmo saco. Ora, basta ler o artigo para perceber que estamos a falar de coisas completamente diferente.
Enquanto os movimentos pró-vida pedem acompanhamento médico para evitar o aborto a APF insiste no DIU. Ora este método, que impede a nidificação, é abortivo.
A APF é uma associação pró-aborto, cuja a noção de educação sexual é incentivar crianças a ter experiências sexuais. Para além disso a APF é uma forte apoiante da pilula do dia seguinte que é um método abortivo, tal como o DIU que foi acima referido.
Ora, tentar passar que a APF e as associações pró-vida tem objectivo comuns é mentira e muito baixo jornalismo.
Look to the clock on the wall, Hands hardly moving at all. Can't stand the state that I'm in Sometimes it feels like the walls closing in
chrous: O lord what can I say I am so sad since You went away time time ticking on me Alone is the last place I wanted to be Lord what can I say
Try to bury my toubles away drowns my sorrows the same way seem that no matter how hard I try It feel like somethings just missing inside
Chorus
Oh lord what can i say
How rules can I break how many lies can I make how many roads can I turn to find me a place where the bridge doesn't burn
Gostei muito desta música. Contudo, há um pequeno erro. Nunca é o Senhor que se afasta. Nós é que o fazemos. Sim há um lugar onde "a ponte não se queima". É a Igreja.
O PS foi derrotado ontem. O CDS e o PSD (que nas ultimas eleições tinham concorridos juntos) subiram 7%, o que não é mau.
Contudo, quem venceu ontem foi a esquerda. CDU e BE junto tiveram pouco mais de 21%. Ambos tiveram resultados históricos. o BE pela primeira vez teve uma votação de dois dígitos e a CDU não tinha tão bons resultados de há quinze anos a esta parte.
A esquerda ontem em Portugal, contrariando o resto da Europa, conseguiu qualquer coisa como 47% dos votos. A direita teve pouco mais de 40%.
Claro que é difícil imaginar um governo com toda a esquerda. Contudo se o PS consegue ganhar nas legislativas (e não esquecer que Sócrates não é Vital, sabe muito o que faz) terá que olha à esquerda para governar.
Por muito que a derrota do PS me alegre, que a votação no CDS tenha sido positiva, a verdade é que os resultados de ontem são muito preocupantes.
O Presidente Obama encontra-se neste momento em digressão pelo Médio Oriente. No Cairo declarou querer começar uma nova relação com o Islão. Diante disto a Europa suspira com orgulho e baba-se diante do seu messias.
O que a Europa não percebe (porque eu duvido que Obama não o saiba) é que o problema não é a política Bush. O senhor terá feito erros (como por exemplo, invadir o Iraque) mas não inventou a guerra de civilizações.
Os extremistas islâmicos não nossos "amigos" porque não o querem ser. Claro que um presidente americano que os combate os irrita mais do que um que lhes sorri. Mas continuaram a odiar a América e o Ocidente à mesma.
Por isso sorrir e fingir que não se passa nada é adiar o problema. Ao adiar o problema estamos a aumenta-lo.
Pelos visto já nos esquecemos da paz de Munique.
P.S.: Na foto o presidente do país que se recusou a dobrar diante de qualquer rei faz um profunda vénia ao rei da Arábia Saudita.
Li há uns tempo um livro sobre a I Grande Guerra de Martin Gilbert. O autor é inglês, sendo um grande especialista de Churchill, tendo escrito uma robusta (para usar um eufemismo) biografia do antigo primeiro-ministro inglês. Há pouco tempo a Alêtheia editou um livro dele sobre a história do povo judeu.
Este livro sobre a I GG apresenta-nos vai desde as movimentações políticas anteriores à guerra até ao Tratado de Versalhes (embora este último aspecto não seja muito aprofundado) passado pela infantilidades dos líderes políticos da Europa que levaram à guerra, às milhares de mortes nas trincheiras, à tardia mas útil intervenção dos EUA.
Impressionou-me ler este livro por que foi um tomar consciência de que se é verdade que foi a primeira guerra moderna (não tanto pelos avanços científicos que foram muitos, mas sobretudo pela barbaridade da destruição) deve-se também ao facto de ser, provavelmente, a primeira guerra entre povos europeus que de facto estavam descristianizados.
Durante a I GG combateu-se todos os dia, incluindo ao Domingos, no Natal, na Páscoa. As deserções foram punidas com a morte e só acabou a guerra quando a Alemanha e sobretudo a Áustria estavam completamente arrasadas. Durante a I GG morreram em média 5.000 soldados por dia.
De tudo isto o que mais me impressionou foi que depois de assinada a paz se continuou a combater. Como o tratado só entrava em vigor no dia 11 de Novembro às 11h, os dois lados lutaram e mataram até a essa hora. Um dos últimos mortos da I GG morreu poucos minutos antes das 11h desse dia.
De facto, ao retirar-se Cristo da vida pública, recuamos até aos tempos do bárbaros. Foi a Igreja que impôs limites à guerra após as invasões bárbaras. Sem estas regras regressámos a esse tempo.
Via Povo deixo aqui este texto do grande bispo, Dom António dos Reis Rodrigues, que o Senhor na sua imensa misericórdia chamou à Sua presença, de onde sabemos continua a olhar e a apascentar este rebanho que o Bom Deus lhe confiou.
Neste ano politicamente tão denso nunca é de mais ler e reler grandes mestres como o senhor Dom António e pedir aqueles que, como ele, estão já na Glória de Deus que intercedam por nós.
Bem sei que há trolhas escritores, de trato estucadores e serventes poetas; e poetas que são verdadeiros pedreiros das letras. E canta em arte genuína o pescador humilde, a varina modesta; e tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.
Penso que não conheço nenhum outra banda portuguesa com tanta graça e nível ao mesmo tempo. Os Deolinda têm músicas boa, letras divertidas e sobretudo, inteligentes.
Este fim-de-semana foi a recolha de alimentos nos supermercado do Banco Alimentar Contra a Fome. De toda as obras de caridade que existem em Portugal esta é sem dúvida a maior. São dezenas e dezenas de milhares de pessoas a colaborar e centenas de milhares as que são ajudadas.
Eu gosto muito do Banco Alimentar pois é uma obra de liberdade. Sem um plano utópico, sem uma ideologia, com uma independência total face ao poder. O Banco Alimentar nasce como uma resposta concreta a um problema concreto. Há pessoas que precisam de comida. O Banco Alimentar pede comida e entrega-lhes. Simples, limpo e eficaz.
Não há o choradinho do Estado que não ajuda, nem o discurso de que vão salvar o mundo, nem a imposição de uma ideologia. Toda a gente que quer ajudar ajuda, sem ter que se submeter a um programa ideológico. Desde os jovens católicos dos bairros finos de Lisboa até aos funcionário da Câmara de Loures, todos podem ser voluntários.
O Banco Alimentar Contra a Fome é de facto uma obra impressionante.
Foi ontem aprovado na generalidade o projecto-lei apresentado pelo Partido Socialista sobre os "Direitos dos doentes à informação e ao consentimento informado". Esta lei, muito tipicamente socialista, descreve ao pormenor como deve o médico informar o paciente (quem deve estar ou não presente, que assina a folha, quando se pode omitir) da sua condição física. Parece um pouco demais uma lei que explica aos médicos como devem agir. Penso que existe uma Ordem dos Médicos com regulamentos e um código deontológico. Pelos vistos os PS pensa que o Estado é quem deve decidir tudo.
Mas o mais importante não é este excesso de zelo do Estado que não nos abandona às mãos de médicos burros e maus. A grande novidade desta lei é a criação do chamado testamento vital. O testamento vital consiste, muito basicamente, em uma pessoa declarar, estando plenamente consciente, que tratamento deseja ou não receber em caso de doença.
Isto assim, por si só, não traz grande mal. Também acho que uma adulto consciente deve poder escolher se quer ou não certo tratamentos agressivos ou que lhe prolonguem a vida de maneira completamente artificial.
Mas o problema é que não é claro que o são "tratamentos". A alimentação é um tratamento? A hidratação? Tubo respiratório? É que se forem então já estamos perante algo completamente diferente. Já não estamos perante a liberdade de alguém em não ser tratada de uma doença mas diante da decisão de uma pessoa por termo à sua vida. Transformando-se assim este testamento vital numa eutanásia disfarçada.
Ainda falta alguns passos até que esta proposta seja lei. Contudo tudo indica que o PS abriu a guerra da "eutanásia". Pela porta dos curros, como lhes é próprio.
O Público dá conta do nascimento de um movimento para apoiar essa inexistência jurídica que é o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Com ou sem referendo (provavelmente sem) o lobbygay lá se vai organizando para apoiar mais um progresso da civilização por cá. Com o patrocínio de pseudo-intelectuais, de artistas de segunda linha, mais esse milagre da tradução que é o Nobel Saramago, o lobby começa já a marcar pontos.
Já perceberam que esta causa não é apoiada pela maioria da população. Por isso vão lançar mais uma bela campanha de desinformação e de vitimização , até conseguiram acabar de passar a ideia de que quem é contra a aberração jurídica que é chamar casamento a um união entre pessoas do mesmo sexo é intolerante e retrógrada.
Nestas eleições vou pela primeira vez na minha curta vida como eleitor votar no CDS-PP. Faço-o não porque goste muito dos candidatos do CDS ao Parlamento Europeu, mas por me parece ser um mal menor.
Na esquerda (e aqui incluo o PS) não voto seguramente porque cada vez mais na Europa se vão criando, através de Regulamentos e Directivas, novos direitos fundamentais, inspirados numa ideologia anti-cristã e não no Direito Natural. É preciso não esquecer que o Direito proveniente da União Europeia têm supremacia sobre o direito estadual. Assim sendo, o BE ou o PS poderão aprovar medidas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a eutanásia sem que os eleitores portugueses se apercebam.
Por outro lado não voto nos pequenos partido porque votar é uma responsabilidade e não um apoio moral. Por muito que ache graça ao MPT ou que pense que a Laurinda Alves é melhor pessoa e com quem me identifico mais de todos os candidatos não vou gastar o meu voto numa tentativa inconsequente de alternar com os grande partidos.
Por fim não voto no PSD por causa do Dr. Paulo Rangel. O cabeça-de-lista do PSD, em entrevista ao jornal i, explicou que a Igreja tinha que mudar em certos pontos, especificamente a posição sobre os homossexuais, a ordenação das mulheres e o preservativo. Ora o candidato social-democrata disse isto enquanto candidato ao Parlamento Europeu, sem fazer nenhuma ressalva. Sabendo que o Parlamento Europeu têm insistido cada vez mais naquilo que considera ser a não discriminação com base no sexo ou na orientação sexual (o quer que isso seja) não dou o meu voto a uma pessoa que pode votar a favor de sanções contra as instituições que não aceitem trabalhadores homossexuais ou que não tenham uma estreita igualdade entre os sexos (não baseado numa igual dignidade de acordo com as especificifidades de cada sexo mas em iguais direitos).
Bem sei que o PSD se encontra no mesmo grupo parlamentar no PE que o CDS. Contudo, o Dr. Paulo Rangel terá provavelmente liberdade de voto nestas matérias. Mesmo que não proponha nenhum documento com este teor não estou disposto a votar em que vote contra a Igreja.
Por isso resta-me o CDS. Mesmo não confiando em Nuno Melo e sabendo que Teresa Caeiro é aquilo a que chamamos liberal nos costumes, os centristas são a solução menos má nas eleições de 7 de Junho.
Ontem participei numa conversa com uns amigos meus, orientados por amigo nosso mais velho, sobre a homossexualidade. Foi bom falar sobre este tema não só num meio católico, como ainda por cima orientados por alguém que sabia bem do que falava.
A verdade é que hoje em dia não há tema nenhum mais inquinado para discutir que a homossexualidade. É neste tema que se repara de forma mais clara que a nossa sociedade já não é cristã. De tal maneira que discutir este assunto com os nossos amigos na universidade, por exemplo, é sempre uma questão de paninhos quentes, onde temos que escolher todas as palavras com cuidado para não sermos logo taxados como homofóbicos ou intolerantes.
E tudo isto porque as pessoas hoje em dia não percebem a frase de Santo Agostinho que distingue o pecado do pecador. Com o pecado não se tem compaixão, mas com o pecador toda. O nosso tempo funciona ao contrário. Perdoam-se todos os pecados, mas nunca se perdoa um pecador. E isto vê-se na obsessão da nossa sociedade por todos os escândalos da vida privada dos "notáveis".
Mas, retomando o fio à meada, é bom ao falarmos da homossexualidade termos toda a caridade e respeito por quem sofre com este drama, mas ao mesmo tempo chamar os nomes às coisas. A homossexualidade é uma doença, é um desvio do normal desenvolvimento sexual de uma pessoa. Para além disso é um pecado grave, que vai contra as leis de Deus. Sobre isto não devemos ter nenhuma dúvida.
E isto não é uma "invenção" do cristianismo ou da cultura judaico-cristã. Embora na antiguidade clássica a homossexualidade fosse banal (como aliás toda a vida sexual o era, de forma algo desenfreada) sempre foi condenada pelos grandes pensadores. Uma vida sexual desenfreada sempre foi considerada como um obstáculo à realização humana. Desde Sócrates a Aristóteles, de Cícero a Marco Aurélio. Todos eles perceberam que a homossexualidade era uma coisa má que era redutora da humanidade.
Contudo a novidade do cristianismo nesta matéria é introduzir o conceito de comunhão na relação sexual. Ou seja, a acto sexual não era só uma maneira do homem satisfazer as hormonas, era antes de mais um acto de relação com um outro. Esta ideia é a base da igualdade no casamento, da igualdade entre o homem e a mulher dentro do casamento. Também esta ideia exclui qualquer relação que seja fruto apenas de um instinto. Porque se consideramos que o outro é igual a mim, então não o posso reduzir a um mero instrumento de prazer.
Foi uma conversa muito útil, que serviu para aprender ou re-aprender muitas coisas importantes, não só sobre o problema da homossexualidade, mas sobretudo sobre a posição mais humana diante da sexualidade.
Publicou a Visão nos seus dois últimos números, um estudo de um escritor-advogado americano, Glenn Greenwald, colaborador do até agora desconhecido Cato Institute, que considera um “retumbante sucesso” o sistema português que descriminalizou a posse, o consumo e a aquisição para o consumo da droga, à revelia de toda a Europa e das Convenções Internacionais das Nações Unidas de que Portugal é signatário, convidando o presidente Barak Obama e o mundo a seguir o nosso exemplo. Como em ambas as edições surgem notícias (estranhamente omissas em relação às fontes) repletas de falsidades apresentadas como factos que podem aproveitar politicamente quem está em campanha eleitoral, o respeito pela verdade da informação, bem como a ética, a deontologia e a promoção duma cultura de cidadania, obrigam-me, a bem da democracia, a convidar a Visão a publicar esta carta-resposta de forma a, restabelecendo a verdade, esclarecer correctamente os seus leitores.
Assim, ao contrário do que é afirmado, 150% de toxicodependentes aderiram em Portugal, entre 2001 e 2006, não a programas de desabituação mas de substituição (com outras drogas) o que como se facilmente se percebe é bem diferente. (INA, 2004). Quando é referido que “em 2006 o total de mortes por overdose desceu a pique em relação a 2000 enquanto a percentagem de toxicodependentes com sida diminuiu de 57% para 43%”, falseia-se mais uma vez a verdade, pois o que aconteceu é que “Com 219 mortes de “overdose” por ano, Portugal apresenta um dos piores resultados, com uma morte a cada dois dias”... e... “Portugal continua a ser o país com maior incidência de sida relacionada com o consumo de droga injectada ( 85 novos casos por milhão de habitantes em 2005, quando a maioria não ultrapassa os cinco casos) e o único que registou um aumento recente, com 36 novos casos estimados por milhão de habitantes em 2005 quando em 2004 referia apenas 30” (OEDT, 2007).
Por último, quando o estudo do Cato Institute revela que a descriminalização em Portugal fez diminuir os níveis de consumo, referindo que em relação à cocaína o consumo regular é de menos de 1%, na verdade o que se passa é que “o consumo de droga em Portugal aumentou consideravelmente, sendo que a percentagem de pessoas que alguma vez na vida consumiram drogas passou de 7,8% em 2001 para 12% em 2007, (IDT, 2008) e no que se refere ao consumo de cocaína”:“ Os novos dados (inquéritos de 2005-2007) confirmam a tendência crescente registada no último ano em trança, Irlanda, Espanha, Reino Unido, Itália, Dinamarca e Portugal” (OEDT, 2008).
Infelizmente a realidade portuguesa é bem diferente daquela que, seja por razões politico-partidárias ou quaisquer outras, o instituto americano nos quer dar. Se já não bastassem os dados apresentados, um relatório recentemente encomendado pelo IDT ao Centro de Estudos e Sondagens de Opinião/Universidade Católica Portuguesa (CESOP), baseado em entrevistas directas, sobre as atitudes dos portugueses relativamente à toxicodependência (estranhamente nunca vindas a público), revelando que 83,7% dos respondentes considera que o nº de toxicodependentes em Portugal tinha aumentado nos últimos 4 anos, que 66,8% considera que a acessibilidade de drogas nos seus bairros foi fácil ou muito fácil, e que 77,3% sente que o crime relacionado com a droga tinha aumentado ("Toxicodependências" nº 3 de 2007), estes números atestam, infelizmente a realidade.
Depois de tudo isto, uma vez verificadas as infelizmente tristes mas verdadeiras consequências da nossa política de combate à toxicodependência, espero bem que Portugal consiga mesmo inspirar Obama... em não seguir o seu exemplo e nunca descriminalizar as drogas nos Estados Unidos da América.
Manuel Pinto Coelho ( presidente da APLD – Associação para um Portugal Livre de Drogas)
Ao ler o post do ZMD - que é sempre uma alegria, agora que estou longe fisicamente, manter o contacto com os samurais portugueses - sobre a detenção de um sacerdote durante uma manifestação, fiquei a pensar...
Mas o problema do convite feito pela Universidade ao Obama, que espécie de desacordo provoca em nós? Tenho-me dado conta que cada vez mais corremos o risco de ser ideológicos na modalidade como "reagimos" às circunstâncias. Por isso proponho o manifesto que a comunidade de CL da Universidade de Notre Dame escreveu (a tradução é minha e peço desculpa pelas imprecisões e erros); o que mais me impressionou foi a novidade humana que este juízo trazia sobre a questão em que parece que ou se é a favor do aborto e portanto do convite ao Obama, ou se é contra o aborto e portanto o Obama não é benvindo...
Saudades,
Kate
Um novo início
O convite feito pela Universidade de Notre Dame ao Presidente Obama para pronunciar o discurso na cerimónia de entrega dos diplomas e receber uma laurea ad honorem desencadeou uma ampla controvérsia. Provocou igualmente reacções firmemente contrárias entre aqueles que consideram esta universidade um símbolo do ideal de instrução superior católico. A comunidade encontra-se dividida e confusa; a integridade da missão educativa da Universidade foi posta em causa. Numa circunstância deste tipo sentimos, com grande urgência, a necessidade e compreender as razões da existência de tal instituição.
Qual é o sentido da educação cristã e – questão ainda mais fundamental – o que é, actualmente, a vida cristã? Como vivemos hoje a fé fecunda que conduziu uma fileira de missionários franceses, há cento e cinquenta anos atrás, com a convicção inabalável que aquela escola «seria um dos instrumentos mais potentes para fazer o Bem neste País?». Em que medida está presente aquela relação entre fé e vida quotidiana, no ímpeto do nosso trabalho na universidade e na sociedade?
Para nós a fé não é um código ético, nem sequer uma ideologia; é uma experiência: um encontro com Cristo, presente aqui e agora, na comunidade cristã. A fé cristã dá-nos uma liberdade e uma paixão pela vida que se exprimem sobretudo na forma de perguntas diante da realidade, bem como uma inexaurível abertura à humanidade. Nós não somos definidos por categorias políticas e éticas; a nossa vida surge dentro da pertença a um facto, a uma história já começada e continuada por uma Presença excepcional na história humana. Durante dois milénios, essa mesma Presença inspirou inúmeras iniciativas que educaram homens e mulheres, incluída a Universidade de Notre Dame. Não podemos limitar a nossa sede de verdade e o nosso desejo de entrar numa relação autência com a realidade; queremos a certeza do seu significado total. Necessitamos de um lugar onde fé e razão não sejam inimigas, onde a sua unidade nos projecte num caminho corgajoso de conhecimento, aberto e livre.
O convite de uma Universidade católica – qualquer convite, especialmente o que foi dirigido ao Presidente dos EUA – deveria ser um convite ao encontro com aquela história, aquele método de relacionamento com a realidade e com aquela experiência de vida e de liberdade.
Então, qual é a questão em causa nesta cerimónia? É muito mais de uma simples defesa de valores – mesmo os mais sagrados valores – ou de uma manifestação de “abertura” de uma instituição católica ao mundo. Coloca-se em jogo a nossa esperança no futuro da Universidade e no futuro da sociedade.
Para nós a esperança começa com o reconhecimento que com Cristo descobrimos uma modalidade nova de viver a vida, de estudar, de investigar, de nos envolvermos na política e na economia, de agir no mundo. Partindo desta Presença, vivemos a esperança não como um mero sentimento, um sonho ou um projecto de poder, mas sim como uma certeza no futuro que nasce de uma experiência que acontece agora.
Com a certeza da fé que o Padre Sorin possuía depois do incêndio que arrasou Notre Dame em 1879, pedimos que seja possível reconhecer todos os dias que «construimo-la pequena demais... assim, amanhã, assim que as pedras arrefecerem, construi-la-emos ainda maior e melhor».
Ontem Constança Cunha e Sá entrevistou o Padre João Seabra no seu programa na TVI24, cartas da mesa. Deixo aqui alguns apontamentos da entrevista, tentado ser tão fiel ao que o Padre João disse quanto a minha memória me permite.
O primeiro assunto da entrevista foi a Educação Sexual. Sobre este assunto o Padre João explicou que a educação para os afectos, para o amor, da qual fazia parte a sexualidade, era importante. Contudo, tinha sempre que partir dos pais. O papel das escola neste assunto deveria sempre estar dependente da vontade dos pais. Afirmou-se contra esta educação sexual imposta pelo Estado.
Ainda no tema da sexualidade, Constança Cunha e Sá puxou o tema da distribuição de preservativos nas escolas. O Padre João disse que um adulto que entrega um preservativo a um adolescente ou a um jovem parte do principio que ele é, fatalmente, sexualmente activo. Ou seja, um agente educativo assumia que era uma assunto sobre o qual ele não podia fazer nada ou então, que não devia fazer nada. Por isso era obviamente contra essa medida.
Ainda neste tema, falou-se das declarações do Papa na viagem a Angola e da posição da Igreja sobre o preservativo. Sobre isto o Padre João relembrou as declarações do Papa e acrescentou que estava à vista que a distribuição massiva de preservativos não funcionava.
Deu como exemplo a comparação entre o Uganda, onde a SIDA diminuiu graças ao programa ABC, que aposta antes de mais na educação e só por fim no preservativo, contra o exemplo da África do Sul, onde as campanhas de distribuição maciça de preservativo não têm tido qualquer êxito.
Por fim dizia ainda que sobre toda a moral sexual da Igreja as pessoas só falavam do preservativo. De tal modo que já tinha tido um rapaz a confessar-se que tinha tido relações sexuais com a namorada usando preservativo (como se o pecado fosse preservativo e não o ter ido para a cama com uma rapariga sem ser casado com ela).
Ainda sobre a educação falou-se das crianças passarem cada vez mais tempos nas escolas. Embora a Constança Cunha e Sá tenha dito que se tratava de uma resposta ao facto dos pais se demitirem da educação dos filhos, o Padre João argumentou que lhe parecia antes tratar-se de uma tentativa clara de ocupar os quadros do ministério. Ou seja, que o sistema escolar funcionava não para os alunos, mas para os professores. Falou de várias outras soluções para o problema dos pais terem que ter um sitio para deixar os filhos (ATL’s, clubes, actividades).
Outro dos temas que a entrevistadora quis abordar foi a do ecumenismo. Como era possível um dialogo se a Igreja se afirmava como dona da verdade.
A isto o Pare João respondeu que a Igreja não tem a pretensão de ser dona da verdade. Está segura de ser possuída pela Verdade. Só deste amor pela verdade pode nascer um verdadeiro dialogo. Porque se alguém ama a verdade procura o resquício de verdade que há em cada uma das pessoas.
Dialogo em abstracto é uma mera questão de cedências. Duas pessoas usam a mesma palavra, sabendo que cada um quer dizer uma coisa diferente. O dialogo concreto, com pessoas concretas permite uma aproximação concreta a todas as pessoas.
Outras das questões abordadas foi a de a sociedade não compreender a Igreja. Focou-se sobretudo a questão do pecado. Cada vez mais, mesmo dentro da Igreja, as pessoas acham que o mal é o que se faz a si mesmo ou aos outros. Pede-se perdão a si mesmo ou aos outros pelo mal que se fez.
Mas o pecado é, antes de mais nada, uma ofensa a Deus. As leis da Igreja são só para os católicos, mas o Direito Divino, inscrito no coração de cada homem, é para todos. Por isso aqueles que vão contra a lei de Deus ofendem antes de mais a Deus.
Ainda sobre este tema, Constança Cunha e Sá dizia que a Igreja era muito proibitiva, parecia que havia muitos “não”. O Padre João explicou que é o contrário. A Igreja o que quer a felicidade plena de cada homem. Essa felicidade só é possível no encontro com Cristo na sua Igreja.
Por fim veio a relação da Igreja sobre o poder. O Padre João explicou antes de mais que a Igreja não se impõem a ninguém. A Igreja não tem nenhum poder. O que os bispos fazem é, como pastores que são, guiar a consciência dos cristãos na vida pública. E que isto era um direito.
Sobre a relação com o governo actual, o Padre João afirmou que a maioria PS tem dificultado a vida à Igreja. Talvez não propositadamente. Mas o efeito prático é que se tornava cada vez mais difícil a presença pública da Igreja. Falou da lei do aborto (que descreveu como um crime horroroso) e na questão dos ATL’S como exemplo.
Falou-se ainda que o aumento de direitos fundamentais, que não vêm do direito natural, mas que são meramente ideológicos, coloca a Igreja cada vez mais à margem da sociedade e qualquer dia à margem da Lei. Deu como exemplo a Dinamarca, onde já se começa a exigir que as Igrejas celebrem casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
O último assunto foi a democracia. O Padre João explicou que a democracia era uma coisa estranha porque obrigava a reconhecer alguma coisa anterior ao próprio Estado. O limite da democracia não pode ser o voto popular, se não 50% + 1 podiam decidir matar 50% - 1. Mas actualmente os estados não querem reconhecer esse algo que vêm antes, esse limite à própria democracia e que isto iria levar a uma crise nas democracias.
A entrevista terminou com o Padre João a explicar que a Igreja não era uma democracia porque quem a guiava era Cristo que não tinha sido eleito.
You must remember this A kiss is still a kiss A sigh is still (just) a sigh The fundamental things apply As time goes by
And when two lovers woo They still say: "i love you" On that you can rely No matter what the future brings As time goes by
Moonlight and love songs - never out of date Hearts full of passion - jealousy and hate Woman needs man - and man must have his mate That no one can deny
It's still the same old story A fight for love and glory A case of do or die The world will always welcome lovers As time goes by
Ontem Paulo Rangel, líder parlamentar do PSD e cabeça de lista do mesmo partido nas eleição para o Parlamento Europeu, deu uma entrevista ao jornal I. Nessa entrevista este ilustre deputado afirmava-se católico, mas explica que era incompreensível a posição da Igreja sobre o preservativo, o celibato, a ordenação sacerdotal das mulheres e os homossexuais.
Ora se a questão do celibato e da ordenação as mulheres está na fronteira, a questão dos homossexuais e da moral cristã sobre a sexualidade está muito além.
Uma pessoa para ser verdadeiramente católica têm que estar em comunhão com a Santa Igreja, cujo o pastor é Pedro. Por isso uma coisa é dizer que acha que as mulheres até podiam ser sacerdotes (uma opinião errada) não está ainda fora da comunhão com o Papa. Não está a defender nenhum pecado, apenas uma opinião tonta.
Que diga que um pecado não é pecado. Chamar bem ao mal. Dizer que a Santa Madre Igreja está errada no seu ensino moral é estar fora da comunhão com a Igreja.
Eu percebo a confusão do Dr. Paulo Rangel. Ele encontra-se num partido onde a única coisa em que têm que acreditar é no partido, de resto pode-se achar o que quiser e apoiar o candidato que lhe apetece. Mas na Igreja não é assim. Não há os que são pelo Papa, os que são pelo Hans-Kung e os que são por Lefebvre. Há os que são católico e os que não o são.
Está em discussão na especialidade as propostas de lei do PS e do PCP sobre a educação sexual. Esta lei parte do principio de que os jovens em idade escolar praticam sexo, logo é obrigatório ter acesso a toda a informação assim como a meios contraceptivos.
Ora este principio encontra-se espalhado um pouco por toda a sociedade. A maior parte das pessoas afirma com um ar muito sério que os jovens estão todos a viver a sua sexualidade e que ainda bem, que é natural e que sempre foi assim.
Ao mesmo tempo todos os estudo que saem dizem que os jovens começam a sua actividade sexual cada vez mais cedo, que há cada vez mais gravidezes na adolescências, mais doenças venéreas, etc.
Por isso parece-me que não estamos diante de um facto natural, ou seja, não é que os jovens pratiquem mais sexo porque sempre foi assim e é suposto que seja, mas porque há cada vez mais incentivos a que se comece cedo a fazer sexo.
E este facto é indesmentível. Todas as séries, filmes, anúncios incluem sexo, ou referências a sexo. É hoje em dia normal passar cenas de cama na televisão durante todo o dia. As revistas com meninas semi-despidas estão hoje nos escaparates ao lado dos jornais e das revistas cor-de-rosa.
Hoje em dia parte-se do principio que um miúdo de quinze já é sexualmente activo e que um jovem de vinte seguramente faz sexo com a sua namorada. Transformou-se o sexo antes do casamento numa banalidade.
Ainda a provar que este facto indiscutível que é “os adolescentes e jovem fazem todos sexo” é uma falácia introduzida pela descristianização da sociedade é o facto de haver muitos jovens normais, que namoram, que tem amigos e amigas, que saem à noite e que são virgens.
São virgens, não por falta de oportunidade (oportunidades é o que não faltam) mas por uma clara opção por uma forma de relacionamento mais profunda e mais humana.
Explicam-nos que o sexo é uma coisa normal e natural. E nós sabemos que é verdade. Mas mesmo as coisas normais e naturais têm um tempo e um lugar. Eu não quero reduzir o amor que tenho pela minha namorada a um momento de hormonas aos saltos. É natural eu querer ir para cama com ela? Claro que é. Mas eu sei que o meu amor por ela é maior do que esse instinto. Por isso prefiro esperar pelo dia em que me possa entregar-me completamente a ela. Não só fisicamente, totalmente.
Por isso, quando falam deste fenómeno do sexo na adolescência e juventude a que é preciso reagir, eu pergunto-me sempre se a sociedade se dá conta que está a reagir a problema que ela própria cria.
A solução mais fácil? Não criar o problema...
segunda-feira, maio 18, 2009
No dia 15 de Maio o Padre Norman Weslin de 80 anos participava numa manifestação não autorizada pela Universidade de Notre Dame contra o aborto e contra o convite daquela universidade católica ao presidente Obama (que é favor do aborto, incluindo o aborto parcial, que consiste em matar o bebé quando a cabeça já está fora da mãe).
Durante essa manifestação, claramente não violenta e encabeçada por um padre vestido de batina, que se realizava numa Universidade Católica, o Padre Norman foi detido e algemado enquanto cantava cânticos a Nossa Senhora, incluindo o Avé de Fátima.
No dia seguinte o Padre Norman voltou a ser detido pelos mesmo motivos, enquanto rezava o terço na Universidade. Com ele foram detido mais 21 pessoas, incluindo Norma McCorvey, conhecida por ter dado origem à decisão do Supremo Tribunal que permitiu o aborto livre nos EUA, que se converteu em 1995 sendo hoje em dia uma ardorosa militante pro-life.
Não tenho muito para dizer, as imagens falam por si. Um sacerdote da Santa Igreja, algemado de joelhos numa universidade católica, enquanto canta cânticos a Nossa Senhora, sem oferecer qualquer resistência.
Confesso que ainda estou chocado e enojado com as imagens. Não consigo acreditar naquilo que vi.
Neste fim-de-semana foram centenas de milhares de pessoas aquelas que se juntaram a Nossa Senhora de Fátima para festejar os cinquenta anos do Santuário que os católicos de Portugal erigiram ao seu filho em Almada.
Desde o Hospital da Estefânia até ao Cristo-Rei, Nossa Senhora foi sempre acompanhada por multidões que recordam que Ela é Rainha de Portugal, assim como o Seu Filho é do Mundo e da História.
Neste tempo em que os ataques à fé e à Igreja vão aumentado Nossa Senhora é cada vez mais caminho para Seu Filho.
O Campo Pequeno abriu na semana passada a temporada. De um lado estiveram (como têm sempre estado, abusando deturpando e abusando do direito à manifestação, transformando-o em direito à provocação) meia dúzia de defensores dos animais. Do outro muitos aficionados que encheram mais uma vez a catedral do toreio a cavalo.
Este ano têm sido marcado por várias iniciativas da ANIMAL juntamente com o BE para proibir as corridas de toiros em várias cidade. Por outro lado, na última temporada aumentou a afluência as praças e as toiradas foram o espectáculo com maior assistência a seguir ao futebol.
Esperemos que este ano o nível dos toiros apresentados no Campo Pequeno melhore, para que lá se possa ir sem ser por obrigação. Tem sido uma vergonha o nível dos animais apresentados na maior e mais antiga praça do país.
Deixo aqui dois vídeos, que mostram o melhor de dois mundos (a corrida à portuguesa e a corrida a pé).
O Papa está de visita à Terra Santa. Sobre a visita do Santo Padre já se começaram a ouvir os disparates do costume: que vai a Israel por causa do bispo que nega o holocausto, porque foi obrigado a pertencer à juventude hitleriana (da qual fugiu com perigo de vida) ou para melhorar as relações com os islâmicos depois do grande discurso de Ratisbona (do qual os media só guardam memória de um frase de um imperador bizantino).
Mas o que Bispo de Roma foi fazer à terra onde Nosso Senhor viveu é simplesmente peregrinar. O Papa não cumpre a agenda do mundo, limita-se a ser fiel à missão que Deus lhe confiou. O Papa está acima dos jogos políticos e mediáticos, pois a única coisa que tem que fazer é apascentar o rebanho que Cristo lhe confiou. Por isso vai em peregrinação a terra onde Jesus nasceu.
Rezemos pelo nosso Papa, para que Deus lhe conceda força para permanecer firme na sua missão.
Estreia esta quinta-feira mais um filme baseado num livro de Dan Brown. Um pouco por toda a cidade já aparecem cartazes a anunciar este evento.
Confesso que não conheço a história, mas o anúncio que tem passado nos cinemas mostra túneis secretos debaixo do Vaticano, cardeais à pancada e explosões na Praça de São Pedro. Posso simplesmente adivinhar o resto dos disparates do filme.
A mim o que me impressiona neste género de livros e filme é que há quem acredito neles. Pessoas que por um lado dizem que não é razoável acreditar em Cristo, acham credível que a Igreja tenha um qualquer plano para dominar o mundo.
As pessoas recusam-se a acreditar em coisas que acham impossíveis, mesmo que razoáveis (por exemplo, que uma pessoa fique cega de um olho e recupere a visão) mas acreditam nas coisas mais improváveis do mundo.
Já eu, prefiro parafrasear Chesterton de memória: eu acredito no impossível, só não acredito no improvável.
O pânico com a nova gripe fez-me ter mais consciência de um facto. Hoje em dia a saúde substituiu Deus. Não há dia que passe que não se oiça alguém dizer "o que é preciso é saúde" ou "sem saúde não se faz nada".
Todos nós já ouvimos pessoas a dizer que a abstinência ou o jejum não fazem sentido. Isto ao mesmo tempo que só comem saladas, natas de soja e eliminam qualquer prato frito da ementa para serem saudáveis.
Por outro lado, ao mundo modernos os sacrifícios corporais parecem bárbaros. "Como é possível sofrer para agradar a Deus?". Mas se o sacrifício for passar uma hora num ginásio ou ir correr metade da cidade então isso é normal e bom. Faz bem à saúde.
De facto, mais do que o dinheiro ou o poder, o Deus moderno é a saúde. Sinal de que no nosso tempo já ninguém pensa ou acredita na Vida Eterna. Eu, pela parte que me toca, prefiro todas as doenças que possa a ter a passar um dia no purgatório. Gostos.
O Santo Padre confirmou ontem a santidade do agora São Nuno de Santa Maria, propondo-o assim como exemplo para a Igreja Universal.
A canonização não transforma ninguém em santo. É apenas um acto de autoridade da Igreja, através do seu Pastor, que reconhece que uma pessoa está junto de Deus e é um testemunho para o qual todos devemos olhar.
O Santo Condestável foi guerreiro, político, marido, pai, frade. E não foi apenas santo quando depôs as armas, se despojou das honras terrenas e entrou para o convento. Foi santo em toda a sua vida, preferindo sempre a obediência ao sacrifício. Porque o sacrifico pode ser apenas fidelidade a um desígnio nosso para sermos perfeitos. A obediência aqueles que Deus nos coloca diante é uma adesão ao desígnio do próprio Deus para nós.
Nestes tempos de crise, de ataque à Igreja e à própria sociedade vale a pena olhar para este santo, que deu a sua vida por todas para a pode ganhar junto de Deus.
You read about Sampson, you read about his birth He was the strongest man that ever lived on Earth. One day old Sampson was walking alone He looked down on the ground and he saw an old jaw-bone. He lifted up that jaw-bone and he swung it over his head, and when he got to moving ten thousand was dead.
If I had my way, If I had my way in this wicked world, If I had my way I would tear this building down.
Sampson and the lion got in attack Sampson he crawled up on the lion's back You read about this lion - he killed a man with his paw Sampson he got his hands around the lion's jaw and he ripped that beast till the lion was dead and the bees made honey in the lion's head.
If I had my way, If I had my way in this wicked world, If I had my way I would tear this building down.
Delilah was a woman, she was fine and fair She had lovely looks, God knows, and cold black hair Delilah she climbed up on Sampson's knee and said Tell me where your strength lies, if you please She talked so fine, she talked so fair, Sampson said Delilah, cut off my hair, shave my head just as clean as your hand and my strength will be like a natural man.
If I had my way, If I had my way in this wicked world, If I had my way I would tear this building down. If I had my way, If I had my way in this wicked world, If I had my way I would tear this building down.
Otelo Saraiva de Carvalho foi promovido a coronel. Quem tiver a minha idade e só souber de história o que se ensina nos livros da escola pensará como é que só agora é que ele chega a coronel.
Quem por outro lado tiver ouvido falar do pós-25 de Abril por quem o viveu não pode deixar de ficar chocado com a promoção de um facínora assassino.
Otelo não só foi responsável por ter mandado prender dezenas de pessoas por motivos políticos, como ainda é um dos responsáveis pela tentativa de instaurar uma ditadura militar comunista.
Não o tendo conseguido foi comandante operacional do grupo de terrorista FP-25 de Abril, responsável por 17 morte (incluindo um bebé de meses), assaltos a banco e atentados à bomba.
Tendo ficados este factos provados em tribunal, foi indultado por Mário Soares.
Assim se faz a nossa história moderna: com terroristas promovidos a heróis e desertores convertidos em guerreiros.
Portugal é um país que não se dá bem com a liberdade. Embora nos últimos dois séculos tenhamos tido uma guerra civil e três revoluções todas pelo povo e pela liberdade, a verdade é que desde o Marquês de Pombal que os portugueses têm vindo a ser governado por ditadores de maior ou menor estatura.
Senão vejamos que o ponto central da capital é dedicado ao maior tirano da nossa história, que prendeu, perseguiu e matou, até conseguir consolidar o poder do Estado (neste caso ele próprio) sobre toda a vida social. Desde a arquitectura das ruas até à Educação, tudo submeteu o Marquês ao seu poder.
Depois disso tivemos os governos liberais, onde os partidos iam rodando animadamente no poder, cada um roubando o mais que podia. Depois seguiu-se a República, com a sua perseguição religiosa e a ditadura encapotada através de eleições controladas pelos amigos de Afonso Costa.
Para acabar com essa pouca vergonha seguiram-se quase cinquenta anos de ditadura sem disfarces. Até que a 25 de Abril de 74 se deu a revolução que ia entregando o país aos comunistas.
Mas, livres da ditadura nua e crua, Portugal começou a entrar numa ditadura democrática. O Estado começou a atacar direitos fundamentais e a substituir-se às pessoas, sempre com o poder do "voto democrático".
Embora valesse a pena falar do aborto, da pressão sobre os media, dos "job for the boys", dos ataques à família (por exemplo país divorciados descontarem mais com as despesas do filhos do que os casados) este ideia surgiu-me por causa da nova proposta de lei, já aprovada na AR e a ser discutida na especialidade, sobre a Educação Sexual nas Escolas.
O PS juntamente com o PCP propõem Educação Sexual obrigatória nas escolas. Ora, sendo a educação sexual algo que depende sempre do modo como se encara a sexualidade, nunca poderá ser um assunto moralmente neutro. Assim sendo não há razão para o Estado impor uma moral sexual às crianças.
O mais sensato seria que os pais pudessem escolher se querem que os filhos tenham ou não a educação sexual que o Estado propõem.
Perante isto, os defensores desta lei explicam que não se pode dar esse poder aos pais porque a maior parte não sabe falar desses assunto com os filhos. Como é possível que, num Estado democrático, se defenda que como alguns pais têm menos educação ou preparação então o Estado deve decidir por eles o que é melhor para os filhos?
Que o Estado, perante a impassibilidade de todos, imponha a sua moral sobre a sexualidade às crianças, retirando ao pais qualquer possibilidade de escolha, é um sinal preocupante sobre a democracia no nosso país. A Liberdade antes de mais começa na liberdade da família, de viver (dentro dos limites da lei) de acordo com a sua fé e as suas convicções. A partir do momento em que o Estado impõem uma moral à família então vivemos numa ditadura. Com ou sem votos.