quarta-feira, maio 20, 2009
Principio Casablanca
You must remember this
A kiss is still a kiss
A sigh is still (just) a sigh
The fundamental things apply
As time goes by
And when two lovers woo
They still say: "i love you"
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by
Moonlight and love songs - never out of date
Hearts full of passion - jealousy and hate
Woman needs man - and man must have his mate
That no one can deny
It's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die
The world will always welcome lovers
As time goes by
A Igreja não é o PSD...

Ora se a questão do celibato e da ordenação as mulheres está na fronteira, a questão dos homossexuais e da moral cristã sobre a sexualidade está muito além.
Uma pessoa para ser verdadeiramente católica têm que estar em comunhão com a Santa Igreja, cujo o pastor é Pedro. Por isso uma coisa é dizer que acha que as mulheres até podiam ser sacerdotes (uma opinião errada) não está ainda fora da comunhão com o Papa. Não está a defender nenhum pecado, apenas uma opinião tonta.
Que diga que um pecado não é pecado. Chamar bem ao mal. Dizer que a Santa Madre Igreja está errada no seu ensino moral é estar fora da comunhão com a Igreja.
Eu percebo a confusão do Dr. Paulo Rangel. Ele encontra-se num partido onde a única coisa em que têm que acreditar é no partido, de resto pode-se achar o que quiser e apoiar o candidato que lhe apetece. Mas na Igreja não é assim. Não há os que são pelo Papa, os que são pelo Hans-Kung e os que são por Lefebvre. Há os que são católico e os que não o são.
O problema
Ora este principio encontra-se espalhado um pouco por toda a sociedade. A maior parte das pessoas afirma com um ar muito sério que os jovens estão todos a viver a sua sexualidade e que ainda bem, que é natural e que sempre foi assim.
Ao mesmo tempo todos os estudo que saem dizem que os jovens começam a sua actividade sexual cada vez mais cedo, que há cada vez mais gravidezes na adolescências, mais doenças venéreas, etc.
Por isso parece-me que não estamos diante de um facto natural, ou seja, não é que os jovens pratiquem mais sexo porque sempre foi assim e é suposto que seja, mas porque há cada vez mais incentivos a que se comece cedo a fazer sexo.
E este facto é indesmentível. Todas as séries, filmes, anúncios incluem sexo, ou referências a sexo. É hoje em dia normal passar cenas de cama na televisão durante todo o dia. As revistas com meninas semi-despidas estão hoje nos escaparates ao lado dos jornais e das revistas cor-de-rosa.
Hoje em dia parte-se do principio que um miúdo de quinze já é sexualmente activo e que um jovem de vinte seguramente faz sexo com a sua namorada. Transformou-se o sexo antes do casamento numa banalidade.
Ainda a provar que este facto indiscutível que é “os adolescentes e jovem fazem todos sexo” é uma falácia introduzida pela descristianização da sociedade é o facto de haver muitos jovens normais, que namoram, que tem amigos e amigas, que saem à noite e que são virgens.
São virgens, não por falta de oportunidade (oportunidades é o que não faltam) mas por uma clara opção por uma forma de relacionamento mais profunda e mais humana.
Explicam-nos que o sexo é uma coisa normal e natural. E nós sabemos que é verdade. Mas mesmo as coisas normais e naturais têm um tempo e um lugar. Eu não quero reduzir o amor que tenho pela minha namorada a um momento de hormonas aos saltos. É natural eu querer ir para cama com ela? Claro que é. Mas eu sei que o meu amor por ela é maior do que esse instinto. Por isso prefiro esperar pelo dia em que me possa entregar-me completamente a ela. Não só fisicamente, totalmente.
Por isso, quando falam deste fenómeno do sexo na adolescência e juventude a que é preciso reagir, eu pergunto-me sempre se a sociedade se dá conta que está a reagir a problema que ela própria cria.
A solução mais fácil? Não criar o problema...
segunda-feira, maio 18, 2009
No dia 15 de Maio o Padre Norman Weslin de 80 anos participava numa manifestação não autorizada pela Universidade de Notre Dame contra o aborto e contra o convite daquela universidade católica ao presidente Obama (que é favor do aborto, incluindo o aborto parcial, que consiste em matar o bebé quando a cabeça já está fora da mãe).
Durante essa manifestação, claramente não violenta e encabeçada por um padre vestido de batina, que se realizava numa Universidade Católica, o Padre Norman foi detido e algemado enquanto cantava cânticos a Nossa Senhora, incluindo o Avé de Fátima.
No dia seguinte o Padre Norman voltou a ser detido pelos mesmo motivos, enquanto rezava o terço na Universidade. Com ele foram detido mais 21 pessoas, incluindo Norma McCorvey, conhecida por ter dado origem à decisão do Supremo Tribunal que permitiu o aborto livre nos EUA, que se converteu em 1995 sendo hoje em dia uma ardorosa militante pro-life.
Não tenho muito para dizer, as imagens falam por si. Um sacerdote da Santa Igreja, algemado de joelhos numa universidade católica, enquanto canta cânticos a Nossa Senhora, sem oferecer qualquer resistência.
Confesso que ainda estou chocado e enojado com as imagens. Não consigo acreditar naquilo que vi.
Viva Cristo Rei! Viva Nossa Senhora, Rainha de Portugal!
Neste fim-de-semana foram centenas de milhares de pessoas aquelas que se juntaram a Nossa Senhora de Fátima para festejar os cinquenta anos do Santuário que os católicos de Portugal erigiram ao seu filho em Almada.
Desde o Hospital da Estefânia até ao Cristo-Rei, Nossa Senhora foi sempre acompanhada por multidões que recordam que Ela é Rainha de Portugal, assim como o Seu Filho é do Mundo e da História.
Neste tempo em que os ataques à fé e à Igreja vão aumentado Nossa Senhora é cada vez mais caminho para Seu Filho.
terça-feira, maio 12, 2009
Viva os toiros!
Este ano têm sido marcado por várias iniciativas da ANIMAL juntamente com o BE para proibir as corridas de toiros em várias cidade. Por outro lado, na última temporada aumentou a afluência as praças e as toiradas foram o espectáculo com maior assistência a seguir ao futebol.
Esperemos que este ano o nível dos toiros apresentados no Campo Pequeno melhore, para que lá se possa ir sem ser por obrigação. Tem sido uma vergonha o nível dos animais apresentados na maior e mais antiga praça do país.
Deixo aqui dois vídeos, que mostram o melhor de dois mundos (a corrida à portuguesa e a corrida a pé).
segunda-feira, maio 11, 2009
O Papa na Terra Santa
Mas o que Bispo de Roma foi fazer à terra onde Nosso Senhor viveu é simplesmente peregrinar. O Papa não cumpre a agenda do mundo, limita-se a ser fiel à missão que Deus lhe confiou. O Papa está acima dos jogos políticos e mediáticos, pois a única coisa que tem que fazer é apascentar o rebanho que Cristo lhe confiou. Por isso vai em peregrinação a terra onde Jesus nasceu.
Rezemos pelo nosso Papa, para que Deus lhe conceda força para permanecer firme na sua missão.
SEMPER FIDELIS!
Impossível
Confesso que não conheço a história, mas o anúncio que tem passado nos cinemas mostra túneis secretos debaixo do Vaticano, cardeais à pancada e explosões na Praça de São Pedro. Posso simplesmente adivinhar o resto dos disparates do filme.
A mim o que me impressiona neste género de livros e filme é que há quem acredito neles. Pessoas que por um lado dizem que não é razoável acreditar em Cristo, acham credível que a Igreja tenha um qualquer plano para dominar o mundo.
As pessoas recusam-se a acreditar em coisas que acham impossíveis, mesmo que razoáveis (por exemplo, que uma pessoa fique cega de um olho e recupere a visão) mas acreditam nas coisas mais improváveis do mundo.
Já eu, prefiro parafrasear Chesterton de memória: eu acredito no impossível, só não acredito no improvável.
quarta-feira, maio 06, 2009
Gostos.
Todos nós já ouvimos pessoas a dizer que a abstinência ou o jejum não fazem sentido. Isto ao mesmo tempo que só comem saladas, natas de soja e eliminam qualquer prato frito da ementa para serem saudáveis.
Por outro lado, ao mundo modernos os sacrifícios corporais parecem bárbaros. "Como é possível sofrer para agradar a Deus?". Mas se o sacrifício for passar uma hora num ginásio ou ir correr metade da cidade então isso é normal e bom. Faz bem à saúde.
De facto, mais do que o dinheiro ou o poder, o Deus moderno é a saúde. Sinal de que no nosso tempo já ninguém pensa ou acredita na Vida Eterna. Eu, pela parte que me toca, prefiro todas as doenças que possa a ter a passar um dia no purgatório. Gostos.
segunda-feira, abril 27, 2009
São Nuno de Santa Maria

O Santo Padre confirmou ontem a santidade do agora São Nuno de Santa Maria, propondo-o assim como exemplo para a Igreja Universal.
A canonização não transforma ninguém em santo. É apenas um acto de autoridade da Igreja, através do seu Pastor, que reconhece que uma pessoa está junto de Deus e é um testemunho para o qual todos devemos olhar.
O Santo Condestável foi guerreiro, político, marido, pai, frade. E não foi apenas santo quando depôs as armas, se despojou das honras terrenas e entrou para o convento. Foi santo em toda a sua vida, preferindo sempre a obediência ao sacrifício. Porque o sacrifico pode ser apenas fidelidade a um desígnio nosso para sermos perfeitos. A obediência aqueles que Deus nos coloca diante é uma adesão ao desígnio do próprio Deus para nós.
Nestes tempos de crise, de ataque à Igreja e à própria sociedade vale a pena olhar para este santo, que deu a sua vida por todas para a pode ganhar junto de Deus.
São Nuno de Santa Maria,
Rogai por nós!
If i had my way
You read about Sampson, you read about his birth
He was the strongest man that ever lived on Earth.
One day old Sampson was walking alone
He looked down on the ground and he saw an old jaw-bone.
He lifted up that jaw-bone and he swung it over his head,
and when he got to moving ten thousand was dead.
If I had my way,
If I had my way in this wicked world,
If I had my way I would tear this building down.
Sampson and the lion got in attack
Sampson he crawled up on the lion's back
You read about this lion - he killed a man with his paw
Sampson he got his hands around the lion's jaw
and he ripped that beast till the lion was dead
and the bees made honey in the lion's head.
If I had my way,
If I had my way in this wicked world,
If I had my way I would tear this building down.
Delilah was a woman, she was fine and fair
She had lovely looks, God knows, and cold black hair
Delilah she climbed up on Sampson's knee
and said Tell me where your strength lies, if you please
She talked so fine, she talked so fair,
Sampson said Delilah, cut off my hair,
shave my head just as clean as your hand
and my strength will be like a natural man.
If I had my way,
If I had my way in this wicked world,
If I had my way I would tear this building down.
If I had my way,
If I had my way in this wicked world,
If I had my way I would tear this building down.
quinta-feira, abril 23, 2009
O Coronel Terrorista.
Quem por outro lado tiver ouvido falar do pós-25 de Abril por quem o viveu não pode deixar de ficar chocado com a promoção de um facínora assassino.
Otelo não só foi responsável por ter mandado prender dezenas de pessoas por motivos políticos, como ainda é um dos responsáveis pela tentativa de instaurar uma ditadura militar comunista.
Não o tendo conseguido foi comandante operacional do grupo de terrorista FP-25 de Abril, responsável por 17 morte (incluindo um bebé de meses), assaltos a banco e atentados à bomba.
Tendo ficados este factos provados em tribunal, foi indultado por Mário Soares.
Assim se faz a nossa história moderna: com terroristas promovidos a heróis e desertores convertidos em guerreiros.
terça-feira, abril 21, 2009
Ditadura democrática
Senão vejamos que o ponto central da capital é dedicado ao maior tirano da nossa história, que prendeu, perseguiu e matou, até conseguir consolidar o poder do Estado (neste caso ele próprio) sobre toda a vida social. Desde a arquitectura das ruas até à Educação, tudo submeteu o Marquês ao seu poder.
Depois disso tivemos os governos liberais, onde os partidos iam rodando animadamente no poder, cada um roubando o mais que podia. Depois seguiu-se a República, com a sua perseguição religiosa e a ditadura encapotada através de eleições controladas pelos amigos de Afonso Costa.
Para acabar com essa pouca vergonha seguiram-se quase cinquenta anos de ditadura sem disfarces. Até que a 25 de Abril de 74 se deu a revolução que ia entregando o país aos comunistas.
Mas, livres da ditadura nua e crua, Portugal começou a entrar numa ditadura democrática. O Estado começou a atacar direitos fundamentais e a substituir-se às pessoas, sempre com o poder do "voto democrático".
Embora valesse a pena falar do aborto, da pressão sobre os media, dos "job for the boys", dos ataques à família (por exemplo país divorciados descontarem mais com as despesas do filhos do que os casados) este ideia surgiu-me por causa da nova proposta de lei, já aprovada na AR e a ser discutida na especialidade, sobre a Educação Sexual nas Escolas.
O PS juntamente com o PCP propõem Educação Sexual obrigatória nas escolas. Ora, sendo a educação sexual algo que depende sempre do modo como se encara a sexualidade, nunca poderá ser um assunto moralmente neutro. Assim sendo não há razão para o Estado impor uma moral sexual às crianças.
O mais sensato seria que os pais pudessem escolher se querem que os filhos tenham ou não a educação sexual que o Estado propõem.
Perante isto, os defensores desta lei explicam que não se pode dar esse poder aos pais porque a maior parte não sabe falar desses assunto com os filhos. Como é possível que, num Estado democrático, se defenda que como alguns pais têm menos educação ou preparação então o Estado deve decidir por eles o que é melhor para os filhos?
Que o Estado, perante a impassibilidade de todos, imponha a sua moral sobre a sexualidade às crianças, retirando ao pais qualquer possibilidade de escolha, é um sinal preocupante sobre a democracia no nosso país. A Liberdade antes de mais começa na liberdade da família, de viver (dentro dos limites da lei) de acordo com a sua fé e as suas convicções. A partir do momento em que o Estado impõem uma moral à família então vivemos numa ditadura. Com ou sem votos.
segunda-feira, abril 20, 2009
Habemus Papam
Após dezassete dias sem Papa o Bom Deus concedeu novamente um Pai à Igreja. Que Bento XVI continue à frente da Igreja por muitos anos.
SEMPER FIDELIS!
sexta-feira, abril 17, 2009
Uma presença.
Embora sejam de facto um número residual na sociedade, muito em especialmente em Portugal, estes novos ateus têm conseguido uma projecção nos media que tem muito pouco a ver com a sua representatividade. Apadrinhados por alguns jornalistas e opinion makers (como a Fernanda Câncio ou o Miguel Vale de Almeida) estes senhores, que até já tem uma associação, têm direito a presença assídua nos jornais sobre todos os assunto religiosos. Não porque sejam especialmente sábios ou especialmente muitos, apenas porque dão especialmente jeito para atacar a Igreja.
Munidos com algumas mentiras históricas típicas (a inquisição, as cruzadas, a suposta conivência com o regime NAZI) e sem qualquer respeito pela verdade esta gente têm conseguido cá e um pouco por todo o mundo tornar-se numa espécie de referência cultural. Veja-se o exemplo de Richard Dawkins, um homem que é suposto ser uma autoridade em ciência e religião mas que teve que "comprar" a sua cátedra em Oxford.
Então como se explica o sucesso desta "seita"? Uma brutal capacidade de estar presente nos media, de serem publicados pelas editoras e uma enormíssima dose de demagogia e manipulação das massas. Basta ver que hoje a maioria das pessoas acredita que a Igreja esconde algo. O quê não sabem muito bem, mas sabem que há "segredos" no Vaticano.
Mas mais do que atacar a credibilidade das pessoas que formam esta corrente (embora de facto não tenham muita) há sobretudo um ponto fraquíssimo na lógica destes ateus que vale a pena referir. É que eles não chegaram ao ateísmo por uma ausência de fé. Não é que tenham procurado de facto alguma coisa que correspondesse ao seu coração e, não tendo encontrado, tenham desistido. Simplesmente partem da posição dogmática de que não é possível Deus existir.
Numa arrogância extrema, clamam para si a sabedoria que ultrapassa milhões de anos de história e consideram que a ciência já encerrou o assunto. Por isso para eles qualquer pessoa que acredite em Deus, mesmo um cientista, está errado. Não porque tenham algum crítica sustentada ao que essa pessoa diz, mas simplesmente porque eles já decidiram que Deus não existe. Por isso diante da realidade arranjam uma nova teoria que sustente a sua ideia. Não partem do objecto (a realidade) para a teoria, mas tentam encaixar à força o objecto na teoria. Um pouco como as crianças pequenas com os brinquedo de formas geométrica que tentam enfiar à força o quadrado no lugar do triângulo.
Por isso é que diante de um milagre ou de um acontecimento extraordinário ou encontram uma explicação que sirva a sua teoria ou então diminuem o facto.
Isto é o contrário da posição cristã. O Cristianismo nasce do embate com uma presença extraordinária. Cristo não é um teoria que nós tenhamos congeminado na nossa cabeça. Aliás que Deus se faça homem como nós é uma coisa que ninguém poderia jamais sonhar, quanto mais inventar.
O Cristianismo nasce quando o homem que procura a Verdade, sem qualquer preconceito ou presunção, se encontra diante de uma presença que realmente lhe corresponde. Por isso é que a história da Igreja é feita de pessoas que são santas. Não é por o Beato Nuno ser um fora de série ou a Madre Teresa ser muito solidária que são santos. Mas porque diante de pessoas assim é impossível ao homem que leve a sua vida a sério não perceber que há algo maior que sustém as suas vidas.
É esta a diferença entre este ateísmo e o cristianismo. Eles falam de uma teoria nós anunciamos uma presença.
Como diria o meu avô: "Números comunistas..."
1. A Associação Juntos pela Vida foi surpreendida pelas declarações (veja-se entre outros o Diário de Notícias de ontem, 8 de Abril de 2009) do Director Geral de Saúde, Dr. Francisco George, congratulando-se com o fim das perfurações do útero após a aprovação da lei do aborto.
2. Cumpre esclarecer que de acordo com as informações oficiais da Direcção Geral de Saúde em 2002 e 2006 houve um caso de perfuração do útero de mulheres que fizeram um aborto clandestino. De 2003 a 2005 houve zero casos de úteros perfurados.
3. Em 2007, primeiro ano de vigência da lei do aborto, houve 12 casos de perfurações do útero;
4. Os dados de 2008 são apenas conhecidos do Dr Francisco George, mas permitimo-nos expressar a dúvida de que em 2008 tenha havido menos úteros perfurados do que houve no período 2003-2005.
5. Além disso, ao número de úteros perfurados em 2008 convém juntar os 8 mil e 500 úteros rasgados das 8 mil e 500 meninas que foram cruelmente abortadas durante esse ano. [durante o ano de 2008 houve, de acordo com a DGS, 16.839 abortos legais sendo razoável estimar que ½ das crianças abortadas fossem do género feminino]
6. Vistas seja por que prisma for as declarações do Director-geral de Saúde são não apenas infelizes como sobretudo revelam um desconhecimento não apenas das informações oficias que ele próprio presta como um profundo desconhecimento da realidade
7. Por nada nos garantir que o Director-geral de Saúde não trate com igual displicência, insensibilidade e irresponsabilidade, outros dos importantes assuntos que lhe estão confiados e fundamentais para a saúde dos portugueses, interrogamo-nos se tem justificação a sua continuidade nas actuais funções…
O dogma ateu
Não o dizem com nenhum argumento ou prova, mas simplesmente porque dizem que não é possível haver milagres. Por isso que uma pessoa esteja cega e passe a ver não pode ser milagre. Mais do que uma fé, é uma crença num dogma: não há Deus logo não há milagres.
Não nada de mais irracional no novo ateísmo do que a sua reacção aos milagres. Parecem crianças pequenas a fazer uma birra.
Eu até percebo que os ateus tentem encontrar uma explicação alternativa para o milagre. Mas não é o caso dos chamados novos ateus. Este limitam-se a afirmar que não é milagre.
Com base em que provas? Nenhuma, a não ser o seu superior conhecimento da vida e do universo.
É que os nossos dogmas baseiam-se a fé que nasce do embate com uma presença real. Os dogmas ateus nascem apenas na sua crendice que Deus não existe. Racionalmente estão ao nível de uma qualquer seita ou culto new-age.
Parabéns ao Papa!
"A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular". Embora depois do conclave todos tenham dito que a eleição do Cardeal Ratzinger era expectável a verdade é que os media se tinham entretido a queima-lo desde a morte do Papa João Paulo II. Mas o Bom Deus, que claramente não lê o António Marujo nem deve frequentar blogs, na sua Divina Misericórdia concedeu-nos um grande pastor para esta hora de angústia e de dúvida.
Atacado por todos os lado, o Santo Padre é de facto o rosto real de Cristo, que hoje, como há dois mil anos, é crucificado pelas massas lideradas por mentirosos, manipuladores e medrosos.
Por isso, hoje mais do que nunca é necessário rezar e apoiar o Santo Padre, para que não faltem Sireneus no seu caminhos.
SEMPER FIDELIS!
domingo, abril 05, 2009
terça-feira, março 31, 2009
"E tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus"

Durante anos, enquanto Cardeal, o Papa foi o responsável por travar as grandes heresias que apareceram no pontificado de João Paulo II. Um pouco à imagem de Percival, o Cardeal Ratzinger foi sempre o cavaleiro de João Paulo II e da Santa Madre Igreja. Por isso mesmo foi e é odiado pelos meios de comunicação social e pelos pseudo-intelectuais.
Antes de tudo é preciso perceber que não se pode separar Bento XVI de João Paulo II. Embora com estilos diferentes, o actual Papa é verdadeiramente o sucessor do seu amatíssimo predecessor. Sua Santidade não terá as capacidades de comunicação que tornaram o grande Papa João Paulo II um ídolo mundial, mas é totalmente fiel à memória da sua pessoa e do seu pontificado.
A imagem que os jornais tentam passar do Santo Padre é falsa. E neste tempo em que todos vêm e lêem os jornais, a maior parte dos católicos não se dá ao trabalho de ler o que realmente diz o Papa. Criticam com ar sensato e sábio as decisões do Bispo de Roma sem lerem os seus discursos ou conhecerem os seus actos.
Mas para além disso é necessário que os católicos percebam uma coisa. O sucessor de Pedro é escolhido pelo Espírito Santo. Aquele que ocupa a Cátedra de Pedro é quem Deus designa. Embora o faça através dos homens, a escolha é do Espírito Santo.
Por isso todos os católicos, gostem mais ou menos do Papa, lhe devem fidelidade. É impossível estar na Igreja e não estar com o Papa. Pode-se até não gostar da pessoa que ocupa o lugar, mas se não estivermos em comunhão com Pedro então não estamos em comunhão com Cristo.
O pontificado de Bento XVI é um pontificado de confirmação. Em tempos de crise, em que a perseguição se vai tornando cada vez mais próxima, o Papa exige cada vez mais que a adesão a Cristo não seja um sentimento mas um adesão total da razão à graça da Fé. Mas isto gera cristãos firmes na fé e pronto a dar a vida por Cristo. E isto o mundo não consegue suportar.
SEMPER FIDELIS!
quinta-feira, março 26, 2009
Esperança
Diante destas noticias perguntei-me: de facto o que é a Esperança? Como diria Péguy, como é possível olhar o mundo e pensar que amanhã será melhor? Diante da crise, da violência, do autoritarismo crescente o que nos permite ter Esperança?
De facto, ou encontramos algo que encerra em si uma promessa para o futuro ou somos meros sonhadores. E se sonhámos acabamos desfeitos perante a inevitabilidade da vida.
Ou de facto Cristo é uma presença real assim como a sua promessa de vida Eterna, ou então estamos, para usar o calão, lixados.
Liturgia

Bento XVI defendeu em Yaoundé que “é essencial que a alegria” manifestada nas celebrações africanas, tradicionalmente “festivas e animadas, exprimindo o fervor dos fiéis”, não seja “obstáculo, mas meio para entrar em diálogo e comunhão com Deus, através de uma real interiorização das estruturas e palavras de que se compõe a liturgia”.
Durante a visita do Papa a África, o pouco tempo que não foi gasto a falar dos preservativos foi usado para criticar o facto do Papa ter celebrado missa em Latim. Segundo estes novos especialista em liturgia o Santo Padre é "eurocêntrico" e não respeita a cultura africana.
É pena que as pessoas falem do que não sabem. Primeiro, nas várias celebrações a que Bento XVI presidiu em África foram vários os momentos litúrgicos próprias da cultura local. Mas este é o ponto que menos importa. O que realmente importa é perceber para que serve a liturgia.
Está algo difundido a ideia de que a liturgia é, de algo modo, um elemento de espectáculo que serve para atrair multidões. As palmas, os canto em estilo pop, a letras sentimentais, servem para que as pessoas estejam entretidas durante as celebrações.
Mas não é para isso que serve a liturgia. Quanto mais não seja, porque se tentarmos transformar a missa num espectáculo perdemos claramente para a larga concorrência que existe nesse campo. Qualquer musical do La Feria vence um evangelho encenado na Igreja Paroquial.
A liturgia serve para nos centrar no sacramento que estamos a celebrar. Não é um espectáculo, mas um acto de devoção que nos ajuda a reconhecer a Graça Objectiva de Cristo. Por isso construir uma liturgia instintivamente mais apelativa pode até atrair pessoas algumas vezes, mas se distrai do essencial através de dislates sentimentais então as pessoas só permanecem enquanto dura o sentimento.
A mim têm-me ajudado muito modo como o Papa Bento XVI têm devolvido a liturgia à sua beleza e solenidade, que tanto me ajuda a mim a focar-me no essencial: a Presença misteriosa de Cristo na Eucaristia.
Literatura Infatilizada
Entrei então na livraria e dirigi-me à secção de livros para crianças onde só encontrei o segundo e o sétimo livro das Crónicas. Perguntei à senhora se só tinham aqueles ao que ela me respondeu que como se vendiam muito bem nem sempre conseguiam repor o stock e por isso só tinham aqueles.
Procurei então o "Harry Potter e a Pedra Filosofal" mas nada. Só tinham também, mais uma vez, o segundo e o sétimo. Continuei à procura, a ver se via algum romance de capa e espada giro para um miúdo de oito anos. Mas nada, nem Sadonkam, nem Ilha do Tesouro, nem Robin Wood.
Pensei então na Enid Blyton, mas escusadamente. Havia vários livros de "Uma aventura" e de um clube dos quatro com ar bastante irritante. Mas o mais próximo da Enid Blyton eram os livros do Noddy.
Por fim lembrei-me de procurar por Sophia. Pensei que o "Cavaleiro da Dinamarca" era capaz de ser engraçado para o meu irmão. Como não encontrava nenhum livro de Sophia perguntei outra vez à senhora da livraria onde estavam (nunca me passou pela cabeça que uma livraria com tanto livro infantil estúpido não tivesse o "Cavaleiro da Dinamarca"). A resposta pronta da senhora foi que não tinham nenhum porque não trabalhavam com a Figueirinhas.
Não quero fazer um post do género arrogante literário "como é possível que não tenham Dostoievski no original" mas acho que não é admissível que a Bertrand tenha tanto livro infantil e não tenha livros básicos como os Cinco ou a Menina do Mar.
É natural que em Portugal se leia mal quando as próprias livrarias baixam os braços e só oferecem porcaria para os miúdos lerem.
Entrevista a Rose Busingye, responsável pelo Meeting Point de Kampala
Discutere del problema dell’Aids dalle redazioni dei giornali o dagli uffici politici delle varie istituzioni europee è una cosa; parlarne avendo negli occhi la situazione di decine di donne sieropositive, e dei loro figli che hanno preso il contagio, è tutt’altro affare. Rose Busingye dirige il Meeting Point di Kampala, un luogo di rinascita per 4 mila persone, tra malati e orfani, altrimenti condannate a vivere nel silenzio e nell’abbandono il loro destino di marchiate dall’Hiv.
In questo luogo di intensa umanità, le polemiche sull’uso del preservativo per abbattere il flagello dell’Aids giungono come un’eco lontana.
Rose, che effetto le fa sentire tante voci polemiche intorno a un problema col quale lei lotta ogni giorno?
Chi alimenta la polemica intorno alle dichiarazioni del Papa deve in realtà capire che il vero problema della diffusione dell’Aids non è il preservativo; parlare di questo significa fermarsi alle conseguenze e non andare mai all’origine del problema. Alla radice della diffusione dell’Hiv c’è un comportamento, c’è un modo di essere. E poi non dimentichiamo che la grande emergenza è prendersi cura delle tante persone che hanno già contratto la malattia, e per quelle il preservativo non serve.
Però resta il fatto che comunque si può fare qualcosa per evitare che il contagio si diffonda ulteriormente: in questo caso la prevenzione non è uno strumento utile?
Riporto un esempio, per far capire come veramente a volte non ci si rende conto della situazione in cui viviamo qui in Africa. Un po’ di tempo fa erano venuti alcuni giornalisti per fare un reportage sull’attività del Meeting Point: videro la condizione delle donne sieropositive che sono qui, e rimasero commossi. Decisero allora di rendersi utili, facendo un piccolo gesto per loro: regalarono alcune scatole di preservativi. Vedendo questo, una delle nostre donne, Jovine, li guardò e disse: «Mio marito sta morendo, e ho sei figli che tra poco saranno orfani: a cosa mi servono queste scatole che voi mi date?». L’emergenza di quella donna, e di tantissime altre come lei, è avere qualcuno che la guardi e le dica: «donna, non piangere!». È assurdo pensare di rispondere al suo bisogno con una scatola di preservativi, e l’assurdità è nel non vedere che l’uomo è amore, è affettività.
E per quanto riguarda invece le persone che possono avere rapporti con altre e diffondere il contagio?
Anche lì vale lo stesso discorso: bisogna innanzitutto guardare la loro umanità. Una volta stavamo parlando ai nostri ragazzi dell’importanza di proteggere gli altri, di evitare il contagio; uno di loro si mise a ridere, dicendo: «ma cosa me ne importa, chi sono gli altri? Chi sono le donne con cui vado?». E un altro diceva: «anch’io sono stato infettato, e allora?». L’Aids è un problema come tutti i problemi della vita, che non si può ridurre a un particolare. Bisogna innanzitutto partire dal fatto che bisogna essere educati, anche nel vivere la sessualità. Ma l’educazione riguarda innanzitutto la scoperta di sé stessi: la persona che è cosciente di sé, sa che ha un valore che è più grande di tutto. Senza la scoperta di questo valore – di sé e degli altri – non c’è nulla che tenga. Anche il preservativo, alla fine, può essere usato bene solo da una persona che abbia scoperto qual è il valore dell’umano, se ama veramente, e se è amato. Si pensa forse che dove il preservativo viene distribuito non prosegua il contagio dell’Aids? E poi in certi casi il discorso del preservativo, nelle condizioni in cui ci troviamo, può sembrare a tratti anche ridicolo.
In che senso?
Pochi giorni fa, ad esempio, abbiamo fatto vedere alle nostro donne che cos’è il preservativo, spiegando anche le istruzioni per l’uso: prima di usarlo bisogna lavarsi le mani, non ci deve essere polvere, deve essere conservato a una certa temperatura. Sono state loro stesse a interrompermi: lavarsi le mani, quando per avere un po’ d’acqua dobbiamo fare venti chilometri a piedi? E poi la polvere: anche qualche granello può essere pericoloso e rischiare di strappare il preservativo. Ma queste donne spaccano le pietre dalla mattina alla sera, e hanno la pelle delle mani screpolata e dura come la roccia! Per questo dico che si parla senza minimamente conoscere il problema e la condizione in cui ci troviamo.
Alla luce di questa diffusa ignoranza riguardo ai problemi reali della gente che vive in Africa, che effetto le fanno le polemiche contro il Papa?
Il Papa non fa altro che difendere e sostenere proprio quello che serve per aiutare questa gente: affermare il significato della vita e la dignità dell’essere umano. Quelli che lo attaccano hanno interessi da difendere, mentre il Papa di interessi non ne ha: ci vuole bene, e vuole il bene dell’Africa. Da lui non arrivano le mine che fanno saltare per aria i nostri ragazzi, i nostri bambini che fanno i soldati, che si trovano amputati, senza orecchie, senza bocca, incapaci di deglutire la saliva: e a loro cosa diamo, i preservativi?
In effetti l’Aids non è certo l’unico problema che attanaglia l’Africa.
Ci sono moltissimi altri problemi e situazioni tragiche su cui c’è totale indifferenza. Quando qualche anno fa c’è stato il genocidio del Ruanda tutti stavano a guardare. Qui vicino c’è un paese piccolissimo, che poteva essere protetto, e non si è fatto nulla: lì c’erano i miei parenti, e sono morti tutti in modo disumano. Non si è mosso nessuno, e adesso vengono qui con i preservativi. Ma anche a livello di malattie vale lo stesso discorso: perché non ci portano le aspirine, o le medicine anti-malaria? La malaria è una malattia che qui miete più vittime rispetto all’Aids.
Qual è la situazione ora in Uganda riguardo alla diffusione dell’Aids?
In Uganda si stanno facendo grandi progressi, e il nostro presidente sta operando benissimo e ottenendo ottimi risultati. E il suo metodo non è puntare sulla diffusione dei preservativi, ma sull’educazione: ha istituito un ministero per questo, e ha mandato la gente in giro, nei villaggi di analfabeti per educarli a un cambiamento della vita. La moglie del presidente è stata qui da noi poco tempo fa, e ha detto con forza che il vero punto che può far cambiare la situazione è smettere di vivere come i cani o i gatti, che devono sempre soddisfare i loro istinti; e ha parlato del fatto che l’uomo è dotato di ragione, che lo rende responsabile di quello che fa. Se l’uomo rimane legato all’istinto come un animale, dargli un preservativo non serve a nulla. Questo è il metodo che sta dando risultati, e ha portato la diffusione dell’Aids in Uganda dal 18% della popolazione al 3%. Il metodo funziona, e il cuore del metodo è fare in modo che la gente si senta voluta bene. Lo vediamo qui al Meeting Point: quando le persone arrivano qua, non vogliono più andare via.
quarta-feira, março 25, 2009
Anunciação

Também neste dia celebravam os primeiros cristãos a morte de Jesus na cruz. Não sei porque motivo é assim (embora já tenha ouvido algumas explicações) mas de facto faz sentido celebrar estas festas no mesmo dia. Porque a morte de Jesus é o completar do seu nascimento. Foi para isso que Cristo veio: para redimir os nossos pecados através da sua vida oferecida em sacríficio.
Para falar deste dia não conheço melhor do que uma citação de "O Senhor dos Anéis". Tolkien considerava que os mitos não era apenas histórias inventadas, mas expressão daquilo que cada povo conseguia compreender da salvação sem a revelação divina. Por isso, embora a sua obra-prima se passe num mundo sem Cristo, toda a ideia da salvação está lá presente. Também por isso coloca a destruição do Anel no dia 25 de Março. Como diz Gandalf:
"(...) dia em que Sauron caiu e em que vocês foram salvos do fogo e trazidos ao rei(...)".
Nosso Senhora da Encarnação
Rogai por Nós
P.S.: Hoje é para mim um dia especialmente importante porque faz anos a senhora minha mãe. Que Deus a abençoe e a conserve sempre na Sua Santa Graça e que continue sempre a ser para nós sinal da presença de Cristo no mundo.
segunda-feira, março 23, 2009
Modernidade
Mas no meio de todas a patetices que a senhora disse, houve uma que me deixou particularmente irritado. Dizia ela que a Igreja andou sempre a reboque da sociedade civil: na escravatura, na pena de morte e ainda meteu pelo meio a revolução francesa.
Esta afirmação, confirmada pelo apresentador do programa, é mais uma daquelas "verdades que toda a gente sabe" que está profundamente errada. A Igreja nunca andou a reboque da sociedade e isso a história prova-o.
Mas pior que isto, é que um católico não perceba que, embora a Igreja esteja no mundo, não é definida pelo mundo. A Igreja afasta-se do mundo, não quando não segue a última moda politicamente correcta, mas quando se perde em regras e planos em vez de testemunhar Cristo.
Por isso o problema actual da Igreja é o oposto do que aquela senhora e o mundo bem pensante em geral pensam. O problema não é que o Papa não seja moderno, mas que os católicos na ânsia de o serem tenham esquecido a única coisa que nós temos de realmente atractivo: Cristo, resposta ao coração do Homem, presente nesta companhia humana que é a Igreja.
Juízo do CLU
Diante desta verdade, proferida pelo chefe da Igreja, que tem milhares de missionários em África que combatem a sida e apoiam as vítimas desta doença, o mundo bem-pensante revoltou-se.
Mas a verdade é que os preservativos e o dinheiro são apenas formas do ocidente limpar a sua consciência perante o drama humano que é África. Lá, tal como cá, o que é preciso é que alguém nos ame e guie.
O que o mundo não entende é que o Papa está a falar para as pessoas. Nós tratamos o problema deste continente como se fosse apenas um problema social, um problema de agenda. Como se África não fosse mais do que uma percentagem do orçamento de Estado. Mas ao Papa interessa-lhe o drama concreto das pessoas com quem se cruza.
O mundo revoltado contra o Santo Padre está apenas a acusar o toque da sua consciência de não se interessar pelos africanos. O Papa, pelo contrário, trata todos os homens, indiferentemente de raça ou condição social, como filhos.
Por isso, nós estamos com o Papa
Universitários de Comunhão e Libertação
segunda-feira, março 16, 2009
Site Happening
sexta-feira, março 13, 2009
Happening 2009 - "Ou Protagonistas ou Ninguém"

Este blog têm estado parado pois estamos empenhados a preparar o Happening 2009, que será nos dias 18 a 21 de Março na Faculdade de Ciências Económicas da Universidade Católica Portuguesa.
O Happening, que este ano têm como tema "Ou Protagonistas ou Ninguém", é um gesto dos Universitários de Comunhão e Libertação que testemunha publicamente que Cristo têm a ver com tudo, até com a Universidade.
Por isso todos os anos tentamos fazer um Happening com uma exposição e vários encontros. Este anos teremos em exibição a exposição "Em busca da Liberdade". Teremos também vários encontros e momentos culturais, do quais destaco o encontro com Jesus Carrascosa responsável pelo Centro Internacional de Comunhão e Libertação. Será no dia 19 às 19h30.
Convido desde já todo a visitarem o Happening.
P.S.: Entretanto a postagem deste blog está deverá manter-se suspensa até dia 21.
O Pai, o filho pródigo e o filho mais velho.
É uma carta impressionante. A carta de um pai que fala ao filho mais velho, amuado por este ter convido o mais novo a entrar. Vale a pena ler toda a carta no site da Santa Sé.
Dito isto, espero, amados Irmãos, que tenham ficado claros tanto o significado positivo como os limites do provimento de 21 de Janeiro de 2009. Mas resta a questão: Tal provimento era necessário? Constituía verdadeiramente uma prioridade? Não há porventura coisas muito mais importantes? Certamente existem coisas mais importantes e mais urgentes. Penso ter evidenciado as prioridades do meu Pontificado nos discursos que pronunciei nos seus primórdios. Aquilo que disse então permanece inalteradamente a minha linha orientadora. A primeira prioridade para o Sucessor de Pedro foi fixada pelo Senhor, no Cenáculo, de maneira inequivocável: «Tu (…) confirma os teus irmãos» (Lc 22, 32). O próprio Pedro formulou, de um modo novo, esta prioridade na sua primeira Carta: «Estai sempre prontos a responder (…) a todo aquele que vos perguntar a razão da esperança que está em vós» (1 Ped 3, 15). No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus. Não a um deus qualquer, mas àquele Deus que falou no Sinai; àquele Deus cujo rosto reconhecemos no amor levado até ao extremo (cf. Jo 13, 1) em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. O verdadeiro problema neste momento da nossa história é que Deus possa desaparecer do horizonte dos homens e que, com o apagar-se da luz vinda de Deus, a humanidade seja surpreendida pela falta de orientação, cujos efeitos destrutivos se manifestam cada vez mais
SEMPER FIDELIS!
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Aberração Sexual
Existem vários argumentos contra esta medida. A começar nas coisas escabrosas que ensinam hoje em dia aos alunos da primária. Desde do coito até as famílias homossexuais, pelos vistos não há tema sobre a intimidade que o Ministério não julgue estar ao alcance da compreensão de criança entre os 6 e os 10 anos.
Mas o meu problema não é esse. O meu problema é que o Estado chame a si o direito de educar as crianças, com ou sem consentimento dos pais. Uma coisa é a escolaridade obrigatória, o ensino das disciplinas indispensáveis para a vida em sociedade. Outra coisa completamente diferente é impor a visão do Estado sobre a intimidade. Se o Estado, ou quem manda nele, acha que as crianças de dez anos têm que saber como não engravidar, então que o ensine aos seus filhos os métodos contraceptivos. Agora, não retire aos pais dos filhos que não são seus o poder de decidir como educar os filhos.
Porque se a História, a Matemática ou o Português são disciplinas que intervêm apenas no conhecimento das crianças, a Educação Sexual é um opção educativa. Só os pais é podem decidir como querem que os filhos sejam educados.
A questão da Educação Sexual obrigatória vai mais além do que ensinar assuntos de adultos às crianças. Trata-se da imposição da visão grotesca do Estado em relação à sexualidade a todas as crianças deste país.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Samwise the Brave once more.
Quem me conhece sabe que eu "embirro" um bocado com os filmes de "O Senhor dos Anéis". De facto Peter Jackson cometeu vários erros na adaptação ao cinema e deixou escapar vários pormenores.
Mas há alguns momentos em que ele consegue perceber de facto o livro. Este é um deles.
Neste cena há um pequeno pormenor, que a mim prova-me a genialidade da cena. A música que começa no fim do discurso é música do "Shire". De alguma forma Peter Jackson percebe que o "bem" que sustenta Sam é muito concreto: aquele bocadinho de terra, habitado por pequensa e tacanhas criaturas.
"This day we fight"
E as hipóteses, deixem-me que vos digam, não nos sorriem. De cada vez que me lembro disso, lembro-me desta cena de "O Senhor dos Anéis". Um grupo pequeno do que resta de homens livres dispostos a combater, diante de toda a potência do senhor do mundo.
Para nós, tal como para as personagens de Tolkien, a vitória não depende claramente da nossa força. Mas não deixamos de cumprir a nossa parte!
"I see in your eyes the same fear that would take the heart of me.
A day may come when the courage of men fails, when we forsake our friends and break all bonds of fellowship, but it is not this day.
An hour of wolfes and shattered shields, when the age of men comes crushing down! But it is not this day!
THIS DAY WE FIGHT!
By all that you hold dear on this good Earth, I bid you stand, Men of the West!"
Senso Comum
Embora sejam duas afirmações claras e de senso comum, os media armaram um escândalo em redor destas declaração, dando espaço de antena a tudo o que se mexe: desde a ILGA até ao grupinho dos 20 católico homossexuais.
Ante de mais, o que mais me têm irritado nas críticas ao Cardeal Saraiva Martins é o argumento de que a Bíblia têm que ser interpretada. Como se o Senhor Cardeal não o soubesse. Como se o Senhor Cardeal não tivesse autoridade para o fazer. Como se a interpretação do Senhor Cardeal não fosse de facto a interpretação que a Igreja têm feito dessa passagem.
Nada me irrita mais do que um qualquer pateta vir tentar dar lições de teologia à um cardeal e ainda por cima ter direito a coluna de opinião em qualquer jornaleco nacional.
Depois não percebo este problema moderno com a palavra "normal". De facto a homossexualidade não é normal. É claro que o a Mulher e o Homem complementam-se. Que foram feitos um para o outro. Não só na sua anatomia, mas também na sua própria maneira de ser.
Por isso, que uma pessoa se sinta atraída por outra do mesmo sexo, então está fora do que é normal. É impressionante como uma pessoa obesa está fora do padrão de normalidade, mas um homossexual não...
Por fim, quanto aos comentários sobre a adopção. Claro que os senhores do lobby gay já apresentaram quinhentos estudos a dizer que é a mesma coisa ter um pai e uma mãe ou dois pais.
Basta olhar-mos à nossa volta, basta olhamos para a nossa vida, para ver como o papel de uma pai é diferente do papel de uma mãe e como este se complementa, exactamente pela diferença que há entre o homem e a mulher.
Nunca me deixa de impressionar que o que mais choca o mundo moderno é o senso comum.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
"De que vale ao homem ganhar o mundo se perder a sua alma?"
O presbítero Aldo Trento é responsável por uma clínica para doentes terminais
ROMA, sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O sacerdote Aldo Trento é, desde 1989, um dos missionários mais conhecidos da Fraternidade de São Carlos Borromeu do Paraguai. Ele tem 62 anos e é responsável por uma clínica para doentes terminais em Assunção.
Em 2 de junho passado, o presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, havia lhe conferido o título de Cavaleiro da Ordem da Estrela da Solidariedade. Nesta quarta-feira, o sacerdote devolveu o reconhecimento a Napolitano, por não ter assinado o decreto que teria detido o protocolo médico para Eluana Englaro.
«Como posso eu, cidadão italiano, receber semelhante honra quando o senhor, com sua intervenção, permite a morte de Eluana, em nome da República Italiana?», pergunta.
«Tenho mais de um caso como o de Eluana Englaro – relata Aldo Trento. Penso no pequeno Víctor, um menino em coma, que aperta os punhos; a única coisa que fazemos é dar-lhe de comer com a sonda. Diante destas situações, como posso reagir frente ao caso de Eluana?»
«Ontem me trouxeram uma menina nua, uma prostituta, em coma, deixada na porta de um hospital; ela se chama Patrícia, tem 19 anos; nós a lavamos e limpamos. E ontem ela começou a mexer os olhos», afirma.
«Celeste tem 11 anos, sofre de leucemia gravíssima, não havia sido tratada nunca; trouxeram-na para mim a fim de que fosse internada. Hoje Celeste caminha. E sorri.»
«Levei ao cemitério mais de 600 destes enfermos. Como se pode aceitar semelhante operação, como a que se fez com Eluana?»
«Cristina é uma menina abandonada em um lixo, é cega, surda, treme quando a beijo, vive com uma sonda, como Eluana. Não reage, só treme, mas pouco a pouco recupera as faculdades», acrescenta.
«Sou padrinho de dezenas destes enfermos. Não me importa sua pele putrefata. O senhor teria que ver com que humildade meus médicos tratam deles.»
Aldo Trento diz experimentar uma «dor imensa» pela história de Eluana Englaro: «É como se me dissessem: agora levaremos embora seus filhos enfermos».
Para o missionário, «o homem não pode se reduzir à questão química».
«Como pode o presidente da República oferecer-me uma estrela à solidariedade no mundo? Assim que recebi a estrela, eu a levei à embaixada italiana no Paraguai.»
«Aqui o racionalismo cai, deixando espaço ao niilismo – comenta. Dizem-nos que uma mulher ainda viva já estaria praticamente morta. Mas então é absurdo também o cemitério e o culto à imortalidade que animam a nossa civilização.»
Padre Julián Carrón no Brasil
Despertar os jovens para a beleza e a humanidade, pede Pe. Julián Carrón
SÃO PAULO, terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O responsável mundial de Comunhão e Libertação, Pe. Julián Carrón, reuniu-se com 10 mil membros e amigos do movimento eclesial nesse domingo, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
O sacerdote espanhol chamou os jovens presentes a despertar para o gosto ao estudo, ao trabalho e a paixão pela vida.
«O cristianismo se comunica ‘por inveja': uma pessoa vê o outro com a intensidade, com a alegria que todos gostariam de ter. Foi esta febre, esta paixão pela vida, que encontrei em Luigi Giussani (fundador de CL)», disse.
«Ele introduziu em mim um interesse pela minha própria vida. Desde que o encontrei, comecei a amar o meu desejo. Percebi que minha humanidade, em vez de inimiga, era minha aliada para me tornar mais feliz.»
Na sexta-feira, Pe. Carrón havia se encontrado com representantes do mundo educativo e empresarial no Mosteiro de São Bento.
O sacerdote destacou aos presentes a expressão «emergência educativa», ao falar da necessidade de constante incentivo à formação humana.
Pe. Carrón citou o exemplo de monsenhor Giussani, que, em 1954, trocou a carreira de professor universitário para lecionar religião em uma escola estatal de nível médio.
Dom Giussani –afirmou– queria responder aos sinais de desinteresse. «São famosas as histórias que ele andava pela escola com um toca-discos para colocar música clássica para seus alunos ouvirem nas aulas de religião», para despertá-los à beleza e à humanidade.
«A mesma coisa que acontecia com a música, acontecia com a poesia, com a arte, com as excursões que faziam para os Alpes, no norte da Itália, para poder entrar em relação com algo, de tal forma belo, que podia despertar todo o interesse, toda a fascinação que o homem tem.»
«Que uma pessoa possa encontrar alguém que lhe desperte toda a sua humanidade, todo o seu interesse humano, toda a sua capacidade de beleza. Quantas vezes encontramos alguém com quem queremos estar mais de dez minutos?», perguntou.
Pe. Julián Carrón afirmou que o cristianismo «é essa fascinação que nasce deste encontro com alguém que é diferente, que é atraído pela capacidade que tem de fascinar a própria vida».
Prós e Contras
Bem que preparam a armadilha ao Padre Vaz Pinto, que sentado à mesa viu saltar um católico homossexual (pelos visto são mais raros que os católicos abortistas). Esteve muito bem o senhor padre ao não deixar arrastar o debate para um discussão sobre a posição da Igreja em relação à homossexualidade.
Mas passando além da suposta isenção da RTP, impressionaram-me três coisas no debate.
Primeiro foi todos os do "sim" defenderem que a sexualidade é transversal à pessoa, mas ao mesmo tempo falarem como se a pessoa fosse um entidade abstracta independente do corpo. Como se de facto uma pessoa ter nascido com um corpo masculino não tivesse relação alguma com aquilo que ele é enquanto pessoa.
Porque de facto a pessoa é uma só, corpo e espírito. Por isso é que a homossexualidade é um desvio. Sendo claro que o corpo de um homem é complementado pelo da mulher, é também claro que a sua pessoa o é, pois não uma separação entre corpo e espírito. Por isso se alguém se sente atraído sexualmente por uma pessoa do mesmo sexo é um desvio aquilo que ela é enquanto pessoa feminina ou masculina.
Percebo que este ponto é confuso, mas parece-me muito importante. Na ânsia da igualdade, a sociedade começou a tratar o homem e a mulher como se fosse iguais, pensado que assim os dignificava. Mas o homem só é totalmente dignidade no respeito pela identidade sexual da sua pessoa. Só no respeito pela diferença entre sexos, que ao mesmo tempo se complementam, é que podemos de facto dignificar uma pessoa.
É esta confusão moderna, que a filosofia resolveu há séculos, que abre às portas à tratar-se a sexualidade como aparte do género sexual. Num tempo em que o sexo é cada vez mais omnipresente, numa suposta tentativa de o elevar, o mundo moderno rebaixa a sexualidade a uma mistura de hormonas e afectos.
O segundo ponto foi levantado pela Prof. Isabel Moreira, que de dedo esticado para o Padre Vaz Pinto, dizia em tom irado "mas para si eles precisam de perdão". Ideia esta que foi repetida pelo senhor católico homossexual. Não percebo duas coisas: primeiro, que tem Isabel Moreira a ver com o que a Igreja pensa sobre a homossexualidade.
A Igreja afirma que a homossexualidade é pecado, mas ninguém obriga a senhora professora a achar o mesmo. É uma questão que a ela não lhe diz respeito. É engraçado como todos se levantam quando a Igreja dá a sua opinião em assuntos políticos, ao mesmo tempo que é suposto todos puderem atacar as posição religiosas da Igreja.
Mas mais do que isto, não percebo qual é o problema do perdão. A igreja ensina que a homossexualidade é pecado, como ensina que o adultério é pecado, a fornicação é pecado, a mentira é pecado, a gula é pecado. Mas ao mesmo tempo ensina que é preciso distinguir o pecado do pecador.
Para além disso temos a certeza que Deus nos perdoa. Não é o padre Vaz Pinto que perdoa os pecados, mas Cristo por meio dele. E perdoa os homossexuais como me perdoa a mim por outro pecados. Uma pessoa não é menos da Igreja por pecar. A Santa Madre Igreja não expulsa ninguém, as pessoas é que podem escolher afastar-se dela.
Por isso, a mim não me ofende que achem que eu precise de ser perdoado. Muito pelo contrário, alegra-me que haja alguém que me ama tanto que me oferece a possibilidade de ser perdoado dos erros que faço.
Por fim, o último ponto que me impressionou foi a questão da igualdade. O Código Civil não diz que as pessoas são livres para se casarem com quem amam. Diz apenas que duas pessoas de sexo diferente que queiram constituir família através da comunhão de vida podem contrair um contrato, chamado casamento, ao qual o Estado reconhece diversos efeitos. Por isso qualquer pessoa, independentemente da sua orientação sexual, pode-se casar.
Eu, que sou heterossexual, não me posso casar com outro homem. Tal como não me posso casar com a minha irmã ou com mais de uma pessoas. Todos os contratos tipificados têm certos pressuposto que os tornam típicos. Ser entre pessoas de sexo diferente é um dos pressuposto para se preencher a tipicidade deste contrato em específico que é o casamento.
Este são apenas três pontos, muito ficou por dizer. Do debate fiquei com a ideia de uma total intolerância da parte dos defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que apelidaram todos os que se lhes opõem como homofóbicos (isto foi a resposta a uma só voz da plateia à resposta do Dr. António Maria Pinheiro Torres).
Rezemos para que este novo ataque ao casamento e à família não nos leve a dar mais um passo na cultura de morte que parece ser política do PS.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Entrevista ao Cardeal Odilo Scherer, ZENIT
SÃO PAULO, domingo, 15 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, concedeu entrevista ao departamento de imprensa de sua arquidiocese sobre a questão do levantamento da excomunhão dos quatro bispos lefebvristas.
–Que é mesmo a excomunhão?
–Cardeal Scherer: A excomunhão é a censura mais grave imposta a algum membro da Igreja, por motivos muito sérios, mediante a qual ele é excluído da comunhão dos fiéis, ou seja, do vínculo jurídico-social com a Igreja. É uma pena canônica, que não implica necessariamente na perda do vínculo espiritual com o corpo místico de Cristo, o que só acontece com a negação ou a perda da fé. O Direito Canônico prevê diversos tipos de excomunhão, com efeitos também diversos.
–Por que os quatro bispos “lefebvristas” estavam excomungados?
–Cardeal Scherer: Porque aceitaram a nomeação e a ordenação episcopal, em junho e julho de 1988, sem terem sido escolhidos e nomeados pelo Papa, como prevê a lei da Igreja. Existe uma excomunhão automática, que acontece quando a pessoa mesma se coloca fora da unidade da Igreja, contrariando gravemente a fé e a disciplina da Igreja. Por exemplo, não aceitar o Concílio Vaticano II, ou a autoridade dos papas eleitos de modo legítimo, como aconteceu com os 4 bispos. Nesse caso, a autoridade eclesiástica competente só declara e torna pública a excomunhão.
–Qual foi o efeito da suspensão da excomunhão, no caso dos 4 bispos?
–Cardeal Scherer: Recentemente eles haviam pedido para serem readmitidos à unidade da Igreja, pois queriam ser católicos, e estavam em diálogo sobre isso com o Organismo competente da Santa Sé. Num gesto de acolhida e boa vontade, a Congregação para os Bispos, com a autorização do Papa, “levantou” a pena de excomunhão deles, para abrir a porta ao diálogo. Isso, porém, não significou ainda a superação de todas as dificuldades, nem a plena adesão à unidade da Igreja, como foi noticiado. De fato a excomunhão também foi levantada, tempos atrás, em relação à Igreja ortodoxa e, nem por isso, ela está em comunhão plena com a Igreja católica. Portanto, os 4 bispos “lefebvristas” ainda não estão na unidade plena da Igreja, nem exercem licitamente o ministério episcopal nossa Igreja católica. Isso deve ficar claro.
–Quando pode acontecer a comunhão plena dos 4 bispos em questão?
–Cardeal Scherer: Quando eles aceitarem publicamente e integralmente o Concílio Vaticano II e a legitimidade do Magistério dos papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. Isso também requer a adesão pública à fé da Igreja católica, o quê ainda não aconteceu; mas existe o diálogo com os interessados sobre as questões ainda abertas, na esperança de que se chegue à superação de todas as dificuldades e à adesão plena à Igreja católica.
–Houve, então, um mal-entendido na divulgação da notícia sobre a reintegração dos “lefebvristas” na Igreja?
–Cardeal Scherer: Certamente houve uma interpretação indevida da “suspensão” da excomunhão, como se isso já tivesse significado a plena reintegração deles na Igreja católica, mesmo sem eles aceitarem integralmente a fé da Igreja e o magistério do Papa. Ainda há passos a dar e, assim esperamos, superadas as dificuldades, possa ser curada mais essa ferida recente no Corpo de Cristo.
–As opiniões de um desses bispos, Dom Williamson, negando na prática a existência do Holocausto, podem ser mais um obstáculo a superar?
–Cardeal Scherer: Sim. Certas declarações do senhor Williamson sobre o Holocausto são absolutamente inaceitáveis, até por negarem uma dolorosa evidência histórica, e porque são ofensivas às vítimas daquele selvagem genocídio e crime contra a humanidade. Como declarou em Nota recente o Secretário de Estado, o colaborador mais próximo do Papa, Bento XVI desconhecia essas opiniões mas, tão logo teve conhecimento, rejeitou-as com firmeza e exigiu do bispo a retratação de maneira pública e inequívoca.
via ZENIT
Casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Porque de facto não é o casamento dos homossexuais que está em discussão. Os homossexuais podem casar-se à vontade, tal como têm liberdade para celebrar qualquer contrato, desde que respeita as regras do casamento.
Mas sobre a questão em si, parece-me que existem dois pontos importantes.
O primeira é a homossexualidade em si mesmo. E esta questão é diferente da do casamento. Uma pessoa que tenha tendências homossexuais e as pratique está a cometer um pecado. A prática de actos homossexuais é um erro que ofende a Deus e sobre isto não tenho dúvidas.
Contudo, temos sempre que distinguir o pecado do pecador. Diante do pecado não há tolerância, mas diante do pecador só pode haver caridade. Quanto mais não seja, porque pecadores somos todos.
Mas não é por isto que eu sou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O pecado é da relação do homem com Deus e só deve ter valoração jurídica quando vai contra a vida em sociedade.
Por isso, mesmo sendo pecado, a homossexualidade não é, nem deverá ser, crime ou ilícito. O que cada um faz na sua vida privada (desde que não viole a liberdade dos outros) não diz respeito ao Estado.
Mas o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um assunto diferente da posição moral sobre a homossexualidade.
Até agora a questão sobre este assunto tem sido sempre posta ao contrário. Até agora têm-se perguntado "porque não hão duas pessoas adultas do mesmo sexo poder casar-se?".
Mas do ponto de vista jurídico a questão é claramente feita ao contrário. "Porque razão há o Estado de regular a vida privada de duas pessoas?".
No caso de duas pessoas de sexo diferente que querem viver juntos a sua vida, com comunhão de leito, tecto e mesa isto é claro. Porque esta união é essencial para a sociedade. A sociedade está dependente de haver família. Não só pela continuação da espécie, mas também por causa da educação.
O primeiro lugar onde uma pessoa é educada é na família. É a instituição onde de facto as pessoas mais facilmente crescem de modo saudável.
Claro que há excepções, mas não para elas que o legislador legisla.
Em relação a duas pessoas do mesmo sexo e à relação entre eles, não existe razão nenhum para o Estado a tutelar. O Estado não tem que saber das preferências sexuais de cada um ou do modo como as pessoas decidem viver.
Se dois homens querem viver juntos e partilhar a cama, é um assunto que não diz respeito ao Estado. Assim como não deve proibir, também não deve tutelar.
Nos próximos tempos haverão muitos debates sobre esta questão. Os que estiverem a favor desta ideia tentaram puxar sempre para a emoção e para a perseguição.
Devemos manter a calma, nunca perder a caridade e falar apenas sobre esta questão, sem deixar que eles puxem para questões ao lado.
O Papa e o Holocausto, Nuno Rogeiro, JN, 06/02/09
Pouco mais de um ano depois do fumo branco que, em Roma, o anunciara nas sandálias de Pedro, o sucessor de João Paulo II falava assim, de mãos e rosto cerrados, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.
Bento XVI foi sempre claro sobre o assunto do genocídio. Referiu, no seu profundo discurso de Auschwitz, a intenção nazi de, ao exterminar os judeus, eliminar a origem do monoteísmo, e recriar o mundo, numa paródia demoníaca da religião. Encimou o preito de dor com uma reflexão pessoal: "isto não nos produz ódio; mostra-nos antes o terrível efeito do ódio".
Parece, pelo menos, injusto, alegar agora, a propósito de declarações soltas de prelados imprudentes, que o Vaticano mudou. E que mudou, sobretudo, de posição face à destruição sistemática de inocentes e civis, em nome da raça, ou de uma ideia política. Como aconteceu nos consulados totalitários, "comunistas" ou "nacionalistas", a Leste e Oeste, na Europa ou na Ásia, na África ou algures, durante o século XX.
A polémica, que recorda a peça de teatro de Rolf Hochtruth, "O representante", de 1963, coloca outra vez em primeiro plano a atitude do Vaticano face ao Holocausto da Segunda Guerra Mundial.Foi nessa altura que se criou a imagem de um Pio XII silencioso, senão cúmplice, com o extermínio de milhões. Mas personalidades esclarecidas, como o jesuíta Robert Graham, entre muitos outros, há vários anos que restauraram o equilíbrio na revisitação histórica.
Não se pode esquecer, na verdade, o enorme esforço de resgate, salvamento, intercessão ou protecção de judeus, um pouco por toda a Europa, por obra da igreja católica. Não se pode esquecer a rede do Padre Weber e do cardeal Pacelli, a actividade da Organização S. Rafael, a intervenção junto da Eslováquia, em 1941, contra a aprovação do "Código Judeu". Nem a actividade do bispo Preysing, em Berlim, de monsenhor Rotta, na Hungria, de Monsenhor Cassulo, na Roménia.
Não se pode esquecer a pastoral corajosa do arcebispo Saliege, de Toulouse, em 1942, denunciando "os factos terríveis" nos campos de Noe e Recebedom, afirmando que "os judeus são nossos irmãos".
Não se pode esquecer o arriscado apoio do Vaticano à organização judaica DELASEM, de Génova. Não se pode esquecer a Encíclica Summi Pontificatus, de 1939, poderosa denúncia das doutrinas de "pureza rácica".
Não se pode esquecer que, onde pôde mudar as coisas, ou influenciá-las, o Vaticano sempre falou. E que, onde se calou (como o fez o Comité da Cruz Vermelha, ou o Conselho Mundial das Igrejas), executou muitas vezes custosas e arriscadas operações, clandestinas, de auxílio e transporte.
Não se pode esquecer, por fim, que uma coisa é a denúncia antes da guerra (quantos o fizeram?), e outra é falar sobre a ocupação, onde o que importa é resgatar vidas, e não pregar sermões exemplares, que, como na Holanda, só aumentaram a repressão.
Não se pode esquecer, ainda, que pelo menos 3000 padres católicos foram executados pelo Reich, só na área do agora Benelux.
E não se pode esquecer que, numa altura de trevas, em que a intolerância surge até das dificuldades da "luta contra o terrorismo", tem sido a Santa Sé uma das vozes qualificadas, em nome da decência e da Humanidade.
Contra todos os holocaustos, alertando antes.
Para que não se repitam.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Alienação
Não foi de todo a primeira vez que entrei numa discoteca, mas também não precisaria de todos os dedos que possuo para contar as vezes que entrei neste género de local.
Contudo hoje, mais do que de todas as outras vezes, chocou-me lá ir. Não porque as pessoas fossem selvagens, tivessem a drogar-se ou fazer sexo em público. Estavam todos apenas a dançar. Mas as marteladas musicadas ao som dos quais as pessoas se abanavam serviam apenas para alienar. Não alienar apenas das responsabilidades, das chatices, dos problemas, mas alienar de toda a realidade. Toda aquele ambiente estava montado para que ninguém tivesse um pensamento.
Achei aquilo propriamente agonizante. Uma quantidade de pessoas bestializadas, deixando-se arrastar por um ritmo frenético que respondia aos nossos instintos mais básicos.
Quando estava a falar disto com a Teresa ela disse-me para reparar como as pessoas se olhavam. E de facto as pessoas olhavam para as pessoas como se não esperassem nada delas. Estavam ali, davam um abraços, um apertos de mão, dançavam. Mas de facto não estavam em relação com aqueles que tinham diante. Os outros estavam apenas no mesmo espaço.
Mas aquilo que mais me horrorizou foi perceber que também eu sou assim. Não com musica martelada aos ouvidos, porque não sou fã de dançar. Mas sou assim com os livros, os jogos de computador, as conversas infindáveis sobre coisas nenhuma.
E aqueles que hoje vi têm uma razão que eu não tenho. Eles pensam que ninguém lhes prometeu nada. Não esperam nada, porque não sabem que tudo lhes foi prometido.
Mas eu sei que Cristo me prometeu tudo. Que Ele se ofereceu como significado de cada momento da minha vida. Por isso, que aqueles que ali estavam simplesmente a divertir-se não esperem nada daquilo que fazem é natural. Que eu, num só momento que seja da minha vida, não esperar tudo então não estou a ser fiel aquilo que encontrei.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
2 anos.
Foi um dia doloroso para todos aqueles, como os escribas deste blog, que participaram na campanha pelo Não ao longo de meses. Mas se nesse dia a batalha política foi perdida, a luta continuou.
Continuou porque para nós o aborto era e é muito mais que uma questão politica. As mulheres em dificuldade são mais do que uma bandeira política, útil para atrair votos.
Para nós o aborto é um flagelo que todos os anos faz milhares de vítimas: bebés que morrem, mães que desesperam, famílias que se separam. Por detrás de cada aborto há um história dramática, de pessoas concretas. E por isso, no que toca ao aborto, a luta é clara. Há que informar e tentar por todos os meios apoiar as mulheres grávidas que estão em dificuldade. Para que ninguém possa dizer que abortou porque não encontrou quem a ajudasse.
Para além disso a luta pelas questões da vida (que é inseparável da defesa da família) não se resume ao aborto. Cada vez mais a dignidade da pessoa humana e da família é atacada: a utilização de embriões em experiências, a eutanásia, o divórcio facilitado, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a imposição de uma educação sexual depravada nas escolas, tudo questões que estão em cima da mesa neste momento.
Por isso é preciso continuar a lutar. Mas também há que recorda a razão porque lutamos, pois de nada vale ao homem ganhar o mundo se perder a sua alma. Lutamos porque amamos a vida, a nossa vida em concreto. Amamos a nossa vida porque nos foi dada por Alguém que nos quer bem. Por isso peçamos que nesta lutamos nos mantenhamos sempre como humildes servos do único que nos pode dar a Vida verdadeira.
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Família vs. Estado
Até há revisão do Código Civil de 1966 após a Constituição de 1976, o legislador via o casamento do ponto de vista funcional. O homem tinha certos deveres a mulher tinha outros, tendo em atenção as diferenças entre os sexos, assim como a própria realidade social do casamento.
Assim por exemplo, em última instância o homem decidia o nome do filho, pois era cabeça de casal. A mulher decidiria a escola do filho, pois era ela quem tinha a responsabilidade da sua educação.
Contudo, após a revolução de Abril, o legislador constitucional decidiu tornar inconstitucional (e bem) qualquer discriminação com base no sexo. Os nosso políticos, dominados por um sede de igualitarismo e democratização, acharam por isso que também o casamento devia ser democrático e igualitário.
Claro que isto levou a que nos casos em que os pais não se decidissem sobre os filhos o Estado, através dos Tribunais, pudesse penetrar na intimidade da vida famíliar e decidir o que era melhor para as crianças, sem ter sequer que dar importância à opinião dos pais.
Daí termos chegado a esta situação ridicula, em que pais pedem ao Tribunal que decida o nome dos filhos ou o colégio em que eles devem ser matriculados.
A família é o último reduto contra o poder controlador do Estado. O Estado que decide o que se estuda na escola, o que se come, o que se bebe, nada pode diante da família que educa em liberdade os seus filhos. Por isso é natural que a lei abra todas as portas possíveis para que o Estado domine a família. Cabe às famílias terem a inteligência de as manterem fechadas.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Morreu Eluana Englaro
Comunicado do Vaticano: "Que o Senhor a acolha e perdoe todos os que a conduziram até este ponto".
Para esperar é preciso ter recebido uma grande Graça. Esta Graça é a Fé (d. Giussani).
