terça-feira, fevereiro 19, 2008

Ainda a notícia do Público

Esta notícia do Público não pode deixar ninguém indiferente.
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O que mais impressiona nesta notícia, é o facto de perante o drama de uma mãe que abortou e afirma ter querido ter o seu filho, o Estado (ou indirectamente através dos seus agentes) justifique o drama com a falta de esclarecimento da mulher e prescreva como solução o simples investimento na informação.
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Não digo que a informação não seja importante, mas que o problema é bem mais profundo. Como se esta mãe ficasse com o seu problema humano resolvido se a sua gravidez e as formas legais de a "interromper" tivessem sido identificadas "a tempo e horas".
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O grito desta mulher é outro: "Eu queria ter o bebé e só fiz isto porque não tinha apoio de ninguém." É esse grito que não pode ser calado.
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Torna-se, desta forma, evidente (até para os mais cegos) que a Lei do Aborto não veio resolver problema algum. Ou proventura será esta mulher mais criminosa do que as mulheres que abortam, por sua própria vontade (supostamente livre e esclarecida), em estabelecimento legalmente autorizado, nas primeiras 10 semanas de gravidez?
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Ajudem os pais e os seus filhos (desde o primeiro momento) e revoguem a lei que mais não faz do que justificar a falta de apoio às pessoas concretas, nas suas dificuldades concretas e tentar anestesiar as consciências.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Carta de don Carron

Caros amigos,

No domingo, dia 20 de Janeiro muitos de nós dirigiram-se de modo espontâneo, como uma coisa que vem do íntimo do coração, à Praça de São Pedro num sinal de comunhão com o Bispo de Roma, que pelos acontecimentos que são conhecidos renunciou a participar na inauguração do ano académico na universidade La Sapienza, onde tinha sido convidado. Não há dúvida que este vosso gesto foi o fruto da educação do Movimento em responder às provocações da realidade.

A prontidão na resposta é uma coisa de que devemos agradecer Deus, porque é
sinal da incidência que temsobre nós “aquela forma de ensinamento à qual fomos entregues” (J. Ratzinger). De facto não há outra explicação para esta mobilização espontânea, se não a consciência do valor que a figura do Papa tem para a nossa vida. Nele o Senhor ressuscitado comunica a Sua vitória no tempo e no espaço da história humana. Sem o testemunho de autoridade do Sucessor de Pedro nós estaríamos perdidos como tantos nossos contemporâneos: a audiência de 24 de Março do ano passado foi uma demonstração imponente e assinalará a nossa história para sempre. Por isso o seguimento do Papa coincide com o impacto da Sua presença. E exige de nós o empenho da razão e da liberdade.

Nós podemos verificar isto comamão quando foi tornado público o não chegado discurso de Bento XVI à universidade. Nele resplende aquela “tarefa demanter desperta esta sensibilidade pela verdade”. É o seu testemunho inabalável que constitui para nós a esperança de não sucumbir ao perigo do mundo ocidental, por ele denunciado, de se render “diante da questão da verdade”, porque nós sabemos bem que “se a razão se torna surda à grande mensagem que lhe vemda fé cristã e da sua sabedoria, seca como uma árvore que não alcança mais as águas que lhe dão vida”. E deste modo a razão “perde a coragem para a verdade” e resigna-se.

Este grande testemunho do Santo Padre constitui para cada um de nós um apelo excepcional para usar a razão assim. Ele ofereceu-nos esse testemunho contemporaneamente como início da Escola de comunidade sobre o livro de don GiussaniÉ possível viver assim?, cujas primeiras páginas tratam da fé como “método de conhecimento”. Nós somos os primeiros a sentir a necessidade de uma educação que nos consinta conhecer a realidade até ao fundo, a dar conta da urgência de começar um caminho de conhecimento que nos torne familiar o Mistério. Passados três anos da sua morte, pedimos a don Giussani que continue a fazer-nos companhia na estrada que nos traçou.

É seguindo a proposta que nos é feita na Escola de comunidade que poderá tornarse sempre mais nosso aquele olhar totalmente escancarado ao real que admiramos no Papa. Somente percorrendo este caminho podemos verdadeiramente conhecer, através do testemunho, a realidade de que fala a fé cristã.

Esta paixão pela razoabilidade da fé é-nos tão familiar porque don Giussani nunca nos defraudou, encorajando-nos a caminhar para à verdade de modo tal que a nossa adesão de fé seja digna da nossa natureza de homens.

Unidos mais que nunca nesta aventura
don Julián Carron

Isso diz muito sobre o P.S....

"PS diz que lei do aborto é das que mais honra o partido"

"Não podemos negar aquilo que vimos e ouvimos"

Libertados adolescentes iraquianos que se negaram a converter-se ao Islã


BAGDÁ, terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Três dos 40 adolescentes seqüestrados no Iraque arriscaram sua vida na semana passada para não apostatar de sua fé cristã, revela um bispo do país.

Dom Louis Sako, bispo de Kirkuk, explica: «Na semana passada, em uma estrada que leva a Bagdá, terroristas seqüestraram 40 alunos de uma escola. Entre eles havia três cristãos a quem impuseram que se convertessem ao islã. Os três jovens se opuseram com energia, dizendo que estavam dispostos a morrer por sua fé».

Segundo explicou o prelado ao SIR, serviço de informação religiosa na Itália, «o que aconteceu aos três jovens cristãos significa que, apesar das muitas dificuldades, nossos fiéis não perdem a fé e a esperança, e mais, reforçam-nas».

O prelado explica que em sua diocese durante esta Quaresma os «irmãos muçulmanos estão vindo para nos visitar», ainda que reconhece que a reconciliação e a convivência «exigem tempo e devem ser aprendidas».


via ZENIT.org

Santo do Dia




Hoje, ao contrário do que possa pensar quem passe por uma montra ou abra um jornal, é dia dos irmãos São Cirilio e São Metódio, padroeiros dos eslavos e da Europa.

Foram responsáveis pela tradução do Evangelho para eslavo e durante os anos 855 e 867 pregaram a Boa Nova aos povos eslavos.

Foram canonizados em 1880 e 1980 foram declarados pelo Papa João Paulo II padroeiros da Europa.

Rogai por nós bem aventurados Cirilo e Metódio,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Noticia do Público

Estudante usou dez comprimidos para abortar feto de 20 semanas
14.02.2008 - 09h15 :, Ana Cristina Pereira e Sandra Ferreira

Engoliu cinco comprimidos e introduziu outros tantos na vagina. "Sabe o que me vai acontecer?", pergunta, num tom assustado, a aluna da Escola Profissional da Torredeita, em Viseu. O país inteiro sabe que interrompeu uma gravidez de 20 semanas com Cytotec, um fármaco indicado para úlceras gástricas e duodenais. Enquanto se contorcia de dor, ali, na residência estudantil, alguém ligou à GNR.

A rapariga, de 19 anos, está deitada numa cama do Hospital de São Teotónio. A mãe dela está deitada numa cama de um outro hospital, em Cabo Verde. A mãe caiu de cama ao receber a notícia pela boca de um primo que estuda na mesma escola em que a filha cursa contabilidade. Não havia maneira de lhe esconder aquilo, o director do estabelecimento de ensino até convocou uma conferência de imprensa.

Sabendo-a "estável, em observações", a Polícia Judiciária não quis perder tempo. Já lá foi interrogá-la. Os inspectores insistiram numa pergunta: "Tem a certeza de quem é o pai?" Tem, sem sombra de dúvida. É o namorado, um cabo-verdiano a estudar no Algarve e a visitá-la amiúde.

"Ele nunca quis a criança." Não era só ele. A mãe também reprovava a gravidez. E "o desespero falou mais alto" dentro dela. "Eu queria ter o bebé e só fiz isto porque não tinha apoio de ninguém", tenta dizer ao mundo que já a julga e ainda não a ouviu. Agora, arrisca até três anos de prisão.



Esta noticia demonstra duas coisas:

- Primeiro, a nossa luta ainda não acabou. Ainda há quem aborte por que não tem quem a apoie. Como sempre ouvi o António Maria citar "O nosso trabalho é que nenhuma mulher possa dizer que abortou por que não teve ninguém que a apoiasse".

- Segundo, que de facto a única alternativa que o Estado dá as grávidas em dificuldades é um aborto limpinho numa sala esterilizada. Os mesmos que lutaram pelos direitos da mulher, após a vitória política, já deixaram cair o chavão e partiram para outra.

O resultado, mais duas vidas destruídas!

Irmã Lucia

O Cardeal Saraiva Martins anunciou ontem no Carmelo de Coimbra que o Papa autorizou a abertura do processo de beatificação da Irmã Lucia, dois anos antes do previsto.

Agora é necessário rezar à ultima dos pastorinhos de Fátima por um milagre, para que seja elevada aos altares em pouco tempo.

Para mais informações, ir aqui.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

"A man for all seasons"




Filme imprescíndivel para quem está a estudar Direito. Especialmente esta cena, que nos ajuda a ganhar consciência da importância do respeito pelas normas, que ajudam a efectivar a justiça, condição essencial para uma sociedade verdadeiramente livre.

Reposta ao Sr. Engenheiro.



Foi Deus

Não sei, não sabe ninguém
Porque canto o fado neste tom magoado de dor e de pranto
E neste tormento, todo o sofrimento
Eu sinto que alma cá dentro se acalma nos versos que canto

Foi Deus que deu voz ao vento,
Luz ao firmamento e deu o azul às ondas do mar
Foi deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar

Fez poeta o rouxinol, pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim

Se canto, não sei o que canto
Misto de ventura, saudade ternura e talvez amor
Mas sei que cantando, sinto mesmo quando
Se tem um desgosto e o pranto no rosto nos deixa melhor.

Foi Deus que deu luz aos olhos, deu o ouro ao sol e a prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito um rosário de penas que vou
Desfiando e choro a cantar





Estranha forma de vida

Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.


Não tenho por hábito responder com post's aos desafios dos nosso comentadores. Contudo há comentadores que me merecem muito respeito e consideração. Por isso fiz os post's anteriores, de grandes escritores que mais tarde ou mais cedo (Tolkien desde o berço, Oscar Wilde no leito da morte) se converteram ao Cristianismo e que por isso foram ostracizados (como Chesterton) ou reduzidos até ecaixarem em classes ideológicas (os grupos de maricas tomaram para si Oscar Wilde).

Já este post é de uma mulher que sempre se afirmou cristã e, sendo provavelmente dos maiores íncones da cultura portuguesa, nunca foi de esquerda, contrariando o cliché habitual do artista esquerdófilo.

Oscar Wilde

“E aqui eu viro a minha cara para casa
Pois toda a minha peregrinação está feita
Ainda que, eu acho, ainda ali o sol vermelho
Indica o caminho para Roma sagrada”

“O doente não pergunta se a mão que arranja a almofada é pura, nem o moribundo se importa que os lábios que tocam a sua testa conheceram o pecado (...). E tu pensas que eu passo demasiado tempo a ir à Igreja e nos deveres da Igreja. Mas para onde mais posso eu ir? A casa de Deus é a uncia casa onde os pecadores são bem vindos”

A Woman of No Importance

Tolkien

“Folha ramo, água e pedra: têm tonalidade e beleza de todas essas coisas no crepúsculo de Lórien, que tanto amamos, pois pomos o pensamento de tudo quanto amamos em tudo quanto fazemos”

O Senhor dos Anéis, a Irmandade do Anel


“Por isso, quis que os corações dos Homens procurassem para além do mundo e não econtrassem nele nenhum repouso”

Silmarillion



“Mas creio que nada poderia justificar o casamento com base numa paixoneta de rapaz; e, provavelmente, nada mais teria fortalecido a vontade a ponto de conferir perpetuidade a tal romance (apesar de se tratrar de um caso genuíno de verdadeiro amor).”

Cartas


Chesterton

“Você diz desdenhosamente que quando se deixa Sloane Square se tem que chegar a Victória. Digo-lhe que se poderiam fazer mil coisas diferentes, e ao chegar tenho a sensação de ter escapado por pouco. Quando oiço o revisor gritar Victória dou à palavra o seu sentido”.

O Homem que era Quinta-Feira



“No entanto, você neste momento vê a árvore porque o candeeiro a ilumina. Admirar-me-ia muito se conseguisse ver o candeeiro à luz da árvore”

A Inocência do Padre Brown

“O louco não é o homem que perdeu a razão, mas o homem que perdeu tudo menos a razão”

Ortodoxia


“Uma vara pode adaptar-se a um orifício, ou uma pedra a um buraco, por mero acaso. Mas uma chave e uma fechadura são coisas complexas e se a chave se ajusta à fechadura é porque a chave é a própria”

Ortodoxia

T.S. Eliot

Há quase dois anos fizemos um grande exposição na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa sobre os Gigantes Modernos da Literatura Inglesa. Relembro agora algumas das melhores partes.


“Então pareceu que os homens deviam caminhar da luz para a luz, na luz do Verbo, Através da Paixão e do Sacrifício salvos, apesar do seu ser negativo;
Bestiais como sempre, carnais, centrados em si como sempre, egoístas e obtusos como sempre tinham sido,
Contudo sempre em luta, sempre a reafirmarem, sempre a retomarem a sua marcha no caminho iluminado pela luz;
Parando frequentemente, perdendo tempo, desviando-se, atrasando-se, voltando, mas jamais seguindo outro caminho."

Choruses from “The Rock”



“Eles tentam constantemente fugir
Da escuridão para fora e para dentro
Sonhando com sistemas tão perfeitos que ninguém precise de ser bom.
Mas o homem que é encobrirá
O homem que quer ser. “

Choruses from “The Rock”


“Não nos podemos dar ao luxo de ignorar as crenças filosóficas e teológicas de Dante [...] por outro lado, não somos obrigados a acreditar nelas.”

Ensaios

Já passou um ano...

Passou esta segunda-feira um ano sobre o referendo do aborto. Sobre ele se poderá fazer muitos balanços, com números e estátisticas; com facto e opiniões; com políticas e campanhas. A mim isso não me interessa.

A única coisa que me interessa realmente neste assunto é que, de há um ano para cá, milhares de crianças foram mortas por vontade de quem os devia proteger e pelas mãos de quem os devia salvar. Tudo isto com a aprovação do Estado.

De há um ano para cá, milhares de mulheres, que viram as maternidades e as urgências encerradas, tiverem como única "apoio" à criança que traziam dentro de si uma sala de operações esterilizada.

Isto não é uma questão de política, de religião, de ideologia: é uma realidade bruta e grotesca, onde a vida tem pouco valor. Vale a pena lembrar as palavras de Jesus as mulheres de Jerusalém: "Não chorais por mim, mas por vós mesmas, porque se tratam assim o lenho verde o que farão ao lenho seco?"

"Mais importante que sobreviver é viver como Homens"

A frase que dá título ao post é tirada, de memória confesso, do filme "1984" inspirado no livro de George Orwell. Vi-o no dia de Carnaval e esta frase ficou-me gravada na cabeça. Sobretudo no dia seguinte, dia de jejum e abstinência.

Porque de facto o que nós fazemos hoje em dia é sobreviver: aguentamos as chatices da vida empanturrando-nos depois em momentos de desonctracção. A vida é aborrecida, mas depois vamos beber um copo com os amigos, ou ver um filme com a namorada, ou jogar um jogo no computador.

Mas aquilo que é verdadeiramente humano não é obedecer cegamente ao instinto. O que nos caracteriza como Homens é a capacidade de ajuizar as coisas e o desejo insaciável de Beleza, de Amor, de Justiça.

Por isso é que, ao contrário do que o mundo ensina, é mais humanos fazer sacrificios do que viver para o prazer. O jejum da Quarta-Feira de Cinzas, assim como a penitência, a esmola e os sacrificios da Quaresma, são uma ajuda para nos despojarmo-nos da nossa dependência das coisas e dependemos mais daquele que realmente é resposta a nossa humanidade: Cristo, tudo em todos.

«Cristo fez-Se pobre por vós» (cf. 2 Cor 8, 9)

Já começou a Quaresma. Este é o tempo que nos é dado para, através da penitência, da oração e da confissão nos preparamos devidamente para a morte e ressurreição de Cristo.

Uma das propostas da Igreja que melhor nos ajuda a viver este tempo é a Via-Sacra. Convido-vos a todos a participar na Via-Sacra pelas ruas da Baixa e do Chiado, que se realiza de há uns anos para cá. É todas as Sextas-Feiras da Quaresma, partindo as 21h30 da Igreja da Madalena e acabando na Igreja do Sacramento.

Outra dos "instrumentos" essenciais para a Quaresma é ler a mensagem do Papa, disponível aqui.

sábado, fevereiro 02, 2008

Regicidio


Passaram ontem cem anos sobre o regicídio. Foi no dia 1 de Fevereiro de 1908 que o Rei Dom Carlos desembarcou no Terreiro do Paço com a sua família, regressada de Vila Viçosa. Contrariando a prudência (apenas três dias tinham passado sobre a última tentativa de revolução) decidiu seguir numa carruagem aberta. Decidiu seguir junto do seu povo, daqueles a quem servia. Esta coragem contrasta com a cobardia daqueles que, através de dois fantoches despostos a sacrificarem-se, decidiram vilmente que o rei devia morrer.

Foi na esquina do Terreiro do Paço com a Rua do Arsenal que o Rei e o príncipe herdeiro foram abatidos a tiro. Dois atiradores (consta que haveriam mais) abateram o rei, como se fosse um toiro no matadoiro. Mataram-no sem aviso, sem hipótese de defesa, mataram-no com toda a cobardia típica dos terroristas.

Mas não chegava a morte do suserano, mataram também o príncipe Luís Filipe, que tão galhardamente defendera seu pai. Alia jazia o passado, o presente e o futuro da monarquia. O que sobrava era uma criança assustada, ferida no ombro, que num instante tinha perdido o pai e o irmão.

O regícido não foi o começo do fim da monarquia, esse já tinha começado 80 anos com a vitória do usurpador brasileiro, mas seguramente acelarou o seu fim. Assim, através do sangue de dois inocentes, se construiu uma républica ainda mais sangrenta. Da morte do rei nasceram 16 anos de ditadura, de mortes, de perseguição religiosa, enfim, de ética républicana.

O dia 1 de Fevereiro não devia ser celebrado apenas pelos monárquicos. Os verdadeiros republicanos deviam celebra-lo como o dia da sua vergonha, o dia em que a sua causa ficou para sempre manchada com sangue do rei e de seu filho.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Canção de Embalar - Zeca Afonso



Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer


Como diria o pai de uma amiga minha, o tipo era um "ganda" comunista, mas era mais muito mais bom cantor do que era comunista...

Novo Bispo em Lisboa

"Bento XVI nomeou Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa D. Joaquim Augusto da Silva Mendes, de 59 anos, até agora Director da Escola Salesiana de Manique."
Agência Ecclesia


Rezemos pelo nosso novo pastor a Deus Nosso Senhor, para que Ele lhe conceda forças na sua nova missão e seja para todos nós testemunho real da presença de Cristo.

Semper Fidelis!

O Rei morreu, viva os assasinos!

Diz o DN de hoje que o Ministro da Defesa proibiu a participação das Forças Armadas nas celebrações do centenário do regícidio. Justifica o ministro esta decisão pelo facto de as celebrações revestirem um cariz político particular.

Este é mais um acto de cobardia do governo e de demonstração de falta de maturidae politica do Estado Republicano. Parece que, para se ser republicano, não se pode condenar o regicidio ou o 5 de Outubro.

Mas a verdade é que o regícidio foi um acto de terrorismo político, levado a cabo por organizações secretas (Carbonária e Maçonaria) contra o legítimo Chefe de Estado de Portugal e a sua família. Foi uma acto de cobardia e de vergonha: homem armados, aramados e preparados por organizações terroristas, abateram o Rei Dom Carlos e o seu filho mais velho, equanto eles seguiam com a restante familia numa carruagem descoberta.

A incapacidade do Estado Republicano em condenar esta acontecimento, é a prova de que, mesmo passado cem anos, ainda não conseguem separar diferenças ideológicas dos meios usados para afirmar a républica.

Um assasínio raramente é legitimo. O assasínio de um chefe de estado só é compreensível se ele for um tirano sanguinário que oprime e persegue o povo. Não era o caso. Por isso, mesmo numa républica, o assasinio de um rei legítimo deve ser condenado pelo Estado.

Quem tácitamente aprova actos de terrorismo, especialmente actos de terrorismo apadrinhados por organizações que ainda hoje existem, está a habilitar-se a que lhe aconteça o mesmo...