quinta-feira, outubro 18, 2007

Liberdade de Educação

Esta semana o governo sueco decidiu intervir directamente nas escola privadas religiosas. Embore, diz-nos o artigo com ar de quem é uma grande sorte, continue a permitir aulas de religião e que se reze antes do começo das aulas, o governo sueco decidiu que os professores não poderima ensinar o criacionismo nem a teoria do "designio inteligente" nas aulas.

Esta noticia surge pouco tempo depois de outra, que nos dava conta de que o Conselhor Europeu tinha aprovado um resolução a rejeita a possibilidade de se ensinar o criacionismo nas escolas.

Eu sou da opinião que não deve ensinar uma teoria religiosa como cientifica. O mais longe que a ciência pode chegar é a uma teoria que aponta várias coicidências extraórdinárias. Que esta coicidências são nada mais do que Desginio de Nosso Senhor, já não cabe a ciência explicar, mas sim à Fé.

Mas este não é o problema. O drama é que um Estado imponha às escolas privadas como devem ensinar. Os pais, que já tem dificuldade em porem os filhos em escolas privadas por causa dos preços, devem poder escolher como querem educar os filhos. É para isso que os põem nessas escolas. Não pode ser o Estado a decidir por eles.

Já basta a escola pública, onde os programas são verdadeiros programas doutrinários do regime, que ensina que Estaline foi um "paladino da luta anti-nazi" e que nos obriga a ler Saramago. Não é preciso que também as escolas privadas estejam sujeitas à vontade doutrinária do Estado.

Os pais têm que ter liberdade para ensinar os seus filhos. Nós temos que ter a liberdade para aprendermos!

Deontologia? Mas o que é isso?

Conta-nos o DN de hoje que o Ministro da Saúde quer obrigar a Ordem dos Médicos a mudar o seu Código Deontológico, pois este diz "O médico deve guardar respeito pela vida humana desde o seu início" e "constitui falta deontológica grave a prática de aborto".

Argumenta o MS, através do conselho consultivo da Procuradoria Geral da Républica, que o estas disposições do Código Deontológico da OM viola a harmonia do sistema jurídico, devendo por isso ser alterado, de modo a declarar que não é deontológicamente errado um médico por fim a uma vida dentro da barriga da mãe.

Suponho que o MS vá conseguir levar a sua avante, tem o poder e a justiça do seu lado. Mas o Direito não se esgota nas leis, muito menos ainda a ética profissional.

O Direito, citando o Professor Eduardo Vera Cruz, é o método para alcançar a justiça. Não é um mero conjunto de leis feitas por quem está no poder. Por isso, por muitas leis que se aprovem, o aborto continuará a ser uma violação gravissima da justiça.

Já a ética, segundo São Tomás de Aquino, é agir de acordo com a razão, que nos permite captar intuitivamente a ordem moral. Por iss não se esgota num código de uma ordem profissional. O MS poderá alterar as vezes que quiser o Código da OM, mas fazer um médico praticar um aborto será sempre uma afronta gravissima a deontologia médica.

O que me assusta é que um governo, porque se encontra baseado numa maioria, pense que pode dominar a consciência de toda uma ordem profissional.

terça-feira, outubro 16, 2007

Guerra!

Está em curso uma guerra sem quartel à Igreja. É verdade que é uma guerra discreta, mas é travada em todas as frentes: na cultura, nos media, na educação, na política.

Esta guerra já não é uma guerra aberta, de perseguições e martíres. Essas foram travadas no século passado e a maçonaria perdeu-as. As perseguições em Espanha, no México e mesmo em Portugal fizeram renascer a fé destes povos.

Tendo percebido que o sangues dos mártires fazia florescer o povo cristão a maçonaria adoptou uma nova táctica. Em vez de matarem os cristãos, matam a sua presença na sociedade, dominando os media, o poder político e os meios culturais.

Vejamos: os programas escolares são cada vez mais anti-clericais. Em história aprende-se que a Idade Média foi a Idade das Trevas e que o maior entrave ao desenvolvimeto da Ciência foi a influência da Igreja. Em português lê-se todos os escritores liberais e anti-clericais (desde Almeida Garrett a José Saramago) e os poucos cristãos que se lêm, são apresentado como críticos da Igreja. Em Filosfia ignora-se São Paulo, Santo Agostinho e São Tomás para se ler Descarte, Kant e Nietche.

Por outro lado os media são totalmente dominados pela chamada "esquerda moderna", culturalmente anti-clerical. Mesmo os meios de comunicação católicos são agora perseguidos, através de novas leis, como a lei da Rádio, que não permite que nenhum grupo possa ter mais de 5 rádios(ou seja, acabam-se as rádios católicas locais).

O Governo, depois de mandar retirar de maneira despótica, sem qualquer respeito pela autonomia das escolas, as cruzes dos estabelecimentos de ensino, decidiu agora reduzir o papel dos capelões nos hospitais e prisões.

Por outro, generaliza-se um cultura de morte, contra a familia e de exploração desenfreada da sexualidade. Favorecem-se as familías com pais separados ou em união de facto em relação aos casados. Liberaliza-se o aborto, promove-se a homosexualidade e da-se por adquirido que os jovens não podem viver sem sexo, ridicularizando a ideia da pureza e da virgindade.

No campo da cultura, grassam os livros que atacam a Igreja e promovem a confusão sobre a vida de Cristo. Os autores cristãos (como Chesterton ou Lewis) são relegados para segundo plano, não ousando ninguém publicá-los em português. Autores como Claudel são simplesmente esquecidos.

Não duvidem, a guerra chegou e estamos a perdê-la a olhos vistos, simplesmente porque achamos que ela não existe. Como disse o Cardeal Bertone em Fátima, é preciso que cada um de nós lute e se rebele contra os senhore deste tempo.

A luta é desigual, porque o inimigo é o poder do mundo. Mas não temos que ter medo, porque Cristo venceu mundo!

"Não tenhais medo de abrir, não, de escancarar as portas do vosso coração a Cristo"

Faz hoje 29 anos que o Cardeal Karol Woitila foi eleito para Pastor da Igreja. Agradecemos a Deus o dom da sua pessoa e a graça do seu magistério.

Semper Fidelis!

Sede de Infinito

Foi acrescentado na coluna do lado o link para o Blog Sede de Infinito, de um amigo nosso brasileiro. Recomendo a todos que o visitem.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Palavra do Papa aos peregrinos de Fátima


"Esta minha Bênção para quantos rezam comigo a oração do Angelus – fisicamente presentes ou unidos pelos meios de comunicação social – de bom grado a estendo aos peregrinos congregados no Santuário de Fátima, em Portugal. Lá, desde há noventa anos, continuam a ecoar os apelos da Virgem Mãe que chama os seus filhos a viverem a própria consagração baptismal em todos os momentos da existência. Tudo se torna possível e mais fácil, vivendo aquela entrega a Maria feita pelo próprio Jesus na cruz, quando disse: «Mulher, eis o teu filho!». Ela é o refúgio e o caminho que conduz a Deus. Sinal palpável desta entrega é a reza diária do terço. Enquanto saúdo o Senhor Cardeal Legado Tarcisio Bertone, o Senhor Bispo de Leiria-Fátima e todo o Episcopado Português, bem como os demais Bispos presentes e cada um dos peregrinos de Fátima, a todos exorto a renovarem pessoalmente a própria consagração ao Imaculado Coração de Maria e a viverem este acto de culto com uma vida cada vez mais conforme à Vontade divina e em espírito de serviço filial e devota imitação da sua celeste Rainha. Nunca esqueçais o Papa!"

SEMPER FIDELIS!

Uma grande paternidade!


Faz hoje 85 anos que nasceu em Desio, uma aldeia ao vizinha Milão, Luigi Giussani. Quis Deus que o Espiríto Santo suscitasse nele um carisma que hoje move milhares de pessoas em todo o mundo.

Aprouve também ao bom Deus que eu, assim como todos os que aqui escrevem, fossemos tocados por essa carisma e através conhecemos a alegria do cristianismo. Don Giussani começou uma história de testemunho que me permitiu a mim encontrar Cristo e que me permite anuncia-Lo presente, hoje, aqui!

Pedimos a don Luigi Giussani que interceda por nós juntos do Senhor, para que nos mantenhamos sempre juntos nesta estrada.

Grazie don Giuss!

Antevisão da Tracce de Outubro - Política

Se il desiderio entra in Parlamento
Da una parte, uno statalismo che soffoca anche i segnali di ripresa. Dall’altra, l’individualismo di chi sposa solo il suo “particulare”. E, sullo sfondo, la crescita dell’anti-politica.
Su cosa si può far leva per risollevare un Paese avvitato su se stesso? Sul senso religioso.
Su uno Stato davvero laico. E su cinque proposte da mettere in pratica subito

di Giorgio Vittadini*


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Per esaminare la situazione attuale del nostro Paese, è utile partire dal Rapporto 2007 di Unioncamere, dove si legge: «L’economia italiana sta attraversando un lungo periodo di trasformazione. I principali indicatori economici del 2006 hanno fornito segnali di crescita incoraggianti e le stime previsionali per il 2007 sono altrettanto buone (…). Gli imprenditori, nel complesso, hanno la consapevolezza di potercela fare e sono tornati ad investire».
Tutto suggerirebbe che, per favorire un nuovo sviluppo e una nuova equità, occorrerebbe aiutare questa crescita dal basso dell’imprenditoria, delle opere sociali, e di un sistema dell’istruzione caratterizzato dalla libertà di educazione. Dice ancora il Rapporto di Unioncamere: «La domanda principale ora riguarda la capacità del Sistema Paese di consolidare la ripresa nel medio periodo, sciogliendo quei nodi strutturali che frenano la competitività delle imprese (…). Ora però una quota significativa di imprese (…) è impegnata soprattutto a migliorare l’efficienza produttiva e ha bisogno di contare su un Sistema Paese competitivo».

L’“uomo nuovo”
Al contrario, la realtà dei fatti ci pone di fronte a un soffocante statalismo dove la piccola e media impresa è considerata un ammortizzatore sociale, fonte di evasione fiscale e inefficienza e, mentre si cerca di perseguire l’equità mediante il rilancio di un welfare state clientelare, si difende il monopolio statale dell’istruzione e si permette un potere di veto pressoché totale ai sindacati in numerosi settori. In sintesi, sembra che non interessino i tentativi di chi si muove con intelligenza e pare che valgano solo schemi da applicare alla realtà. C’è da sperare che i dati sull’economia dell’ultimo periodo, più negativi del previsto, non siano il segno di una stanchezza di fronte a una politica che comprime lo sviluppo e quindi anche il benessere.
Purtroppo questa situazione non è né contingente, né episodica, ma può essere interpretata come il primo avverarsi della “profezia” formulata qualche decennio fa da Augusto Del Noce e che riguardava l’involuzione convergente cui sarebbero andati incontro un certo socialismo e un certo cattolicesimo in Italia: quel socialismo e quel cattolicesimo che oggi si saldano nell’inedita miscela culturale soggiacente all’attuale coalizione di governo, mortificando qualsiasi istanza autenticamente riformatrice, pur presente in molti esponenti della coalizione. Si tratta di un socialismo che, staccandosi via via dalle sue radici popolari (pur ancora fortemente presenti nella società italiana), ha sposato un’idea di uomo figlia dell’Illuminismo radicale e dei suoi esiti relativisti e nichilisti. L’“uomo nuovo”, svincolato da ogni concreta appartenenza, non può rifarsi ad alcun valore oggettivo e impone alla realtà ciò che gli pare e piace. Questo essere senza legami e senza leggi fonda una nuova moralità, fatta di individualismo; ricerca del proprio “particulare” corporativo in economia; diritto a disporre della vita, della integrità della persona umana, dei legami familiari; tolleranza verso violenze conformi ai propri ideali di potere; indifferenza verso la confusione e il degrado giovanile.
Questa logica individualistica si coniuga paradossalmente, sul piano politico, con una logica ostinatamente statalista. Infatti, in uno scenario in cui ciascuno cerca di strappare per sé il massimo di benessere possibile, solo lo Stato può presentarsi, hobbesianamente, come la suprema entità, l’istanza abilitata a legittimare o a delegittimare dall’alto i comportamenti sociali e a erogare servizi capaci di equità in ogni campo, da quello dell’istruzione a quello dell’assistenza sanitaria.
È inevitabile il matrimonio di questa concezione con quel “cattolicesimo adulto” che, dominato da una coscienza individuale dualista, priva di contenuto e di riferimento oggettivi nella vita sociale, vede nello svincolarsi da legami oggettivi il progresso umano e si limita quindi a giustificare moralmente i contenuti posti da un nuovo radical-marxismo. Come sintetizzava don Giussani ad Assago nel 1987 al Congresso della Dc lombarda, ne deriva «un volontarismo senza respiro e senza orizzonte, senza genialità e senza spazio. Un moralismo d’appoggio allo Stato, inteso come ultima fonte di consistenza per il flusso umano» (L’io, il potere e le opere, Marietti).
Il mondo post-girotondino dell’apparente anti-politica è in realtà portatore della stessa cultura in cui si mescolano radicalismo giustizialista e statalismo veteromarxista, ed è quindi in polemica con l’apparato di governo solo perché vorrebbe accelerare tutto il processo. Anche l’anti-politica snob degli ultraliberisti, in polemica con il governo di sinistra nella lotta per il potere, è fatto in realtà della stessa pasta: partendo dalla giusta accusa a clientelismo e rendita, vede il capitalismo finanziario delle multinazionali come il soggetto di un progresso reale, a dispetto dei limiti strutturali che ha mostrato nei recenti scandali internazionali (Enron, Parmalat, Hedge Funds). E perché questo avvenga occorre eliminare l’anomalia cattolica fatta di ideali oggettivi e di appartenenze a realtà sociali. Lo Stato deve perciò allearsi a questo grande capitale finanziario internazionale, legittimandolo e comprimendo ogni tentativo della società e del diffuso mondo imprenditoriale di cercare la sua strada verso lo sviluppo.
Si può quindi parlare a proposito di queste posizioni come di una prepotenza imposta alla realtà innanzitutto umana, «perseguita con la riduzione sistematica dei desideri, delle esigenze e dei valori», riprendendo l’espressione usata da don Giussani ad Assago.

Cultura della responsabilità
Se l’attacco in corso riguarda la stessa concezione della persona, la risposta non può che essere a quel livello e partire, anche sul piano politico ed economico (come disse ancora don Giussani) dal rilancio dell’«irriducibilità della coscienza alle istituzioni», da quella «cultura della responsabilità» che «deve mantenere viva quella posizione originale dell’uomo da cui scaturiscono desideri e valori» e che perciò non può non partire dal senso religioso, «questo elemento dinamico, questo fattore fondamentale che si esprime nell’uomo attraverso domande, istanze, sollecitazioni personali e sociali». Da qui può nascere una base solida della società perché il senso religioso è «la radice da cui scaturiscono i valori. Un valore, ultimamente, consiste nella prospettiva del rapporto tra un contingente e la totalità, l’assoluto» e permette di guardare la realtà in modo adeguato affrontando i bisogni in cui si incarnano i desideri; immaginando e creando strutture operative capillari e tempestive che chiamiamo «opere» («forme di vita nuova per l’uomo», come disse Giovanni Paolo II al Meeting di Rimini nel 1982) in cui si ha presente che il fine di ogni realtà sociale, persino di un’impresa, è la felicità di chi ci lavora e il benessere collettivo di tutta la società.

Il partito del “divo”
Per questo la risposta all’attuale situazione non può essere un semplice ribaltamento degli equilibri di potere: purtroppo oggi l’attuale centro-destra, che pure non ha nelle sue radici un’ideologia anti-umana, non rappresenta un’alternativa credibile alle componenti radicali, giacobine e giustizialiste del centro-sinistra. Anche la maggioranza dei suoi esponenti, infatti, come e più della vecchia Dc, non fonda la sua azione sulla valorizzazione del senso religioso come capacità di apertura e affronto della realtà. Piuttosto, in un superficiale edonismo gaio senza riferimenti a esperienze popolari mosse da valori ideali, finisce per ritenere che la politica, il partito e nel partito l’uomo forte, il “divo”, debbano e possano risolvere i problemi. Per questo, nel suo complesso, grazie al risultato elettorale, il centro-destra svolge la pur importante funzione di freno al radicalismo marxista su certi temi cruciali (vedi lavoro, famiglia, vita, statalismo economico), ma non ha forza propulsiva, al punto tale che quando diventa forza di governo le personalità e le idee che lo animano sono oscurate e non c’è di fatto una proposta di aiuto alle spinte dal basso.
Non fa eccezione la parte culturalmente più nobile del centro-destra, quella che fa capo in diverso modo al pensiero neo-con. Prescindendo dal riferimento al senso religioso, gli esponenti di questa corrente finiscono per riproporre alcuni giusti valori, ma basandosi su una tradizione non verificata in modo critico dall’esperienza intesa nel suo significato integrale. Così, questo mondo finisce per sposare anche posizioni politiche che hanno mostrato i loro limiti, come l’esportazione forzata della democrazia occidentale e la guerra dell’attuale amministrazione americana in polemica con la Santa Sede e la mancanza di attenzione alla sussidiarietà sotto il profilo teorico e pratico, finendo per credere che il cambiamento possa venire dal “divo” in politica.
In definitiva perciò vale oggi per tutta la politica e anche per l’anti-politica italiana un altro concetto espresso da don Giussani ad Assago 1987: «Un partito che soffocasse, che non favorisse o che non difendesse questa ricca creatività sociale, contribuirebbe a creare, o a mantenere, uno Stato prepotente sulla società. Tale Stato si ridurrebbe a essere funzionale solo ai programmi di chi fosse al potere».
Come fare ora se la risposta non sta nei vecchi partiti, né nei nuovi ipotizzati anche da una parte di certo mondo cattolico dopo il successo di giuste battaglie a favore di diritti irrinunciabili?

Tornaconto e libertà
Non c’è altra strada che quella lunga, quotidiana, personale educazione al senso religioso che, unica, può fondare un soggetto capace di agire senza ridurre il suo desiderio. «Se ci fosse un’educazione del popolo», come ebbe a dire sempre don Giussani dopo la strage di Nassirya. Ed è per questo che la prima emergenza è l’educazione, come ha sottolineato un appello sottoscritto nel 2005 da numerosi esponenti della vita pubblica italiana e confermato dalle risposte degli intervistati in una indagine condotta dalla Fondazione per la Sussidiarietà nel 2006.
Stanno venendo meno quei movimenti, quelle realtà di base, quei corpi sociali, alla radice del nostro patto costituzionale (Art. 2), dove l’aggregazione non avviene, come diceva Giussani, «nella provvisorietà di un tornaconto, ma sostanzialmente (…) secondo una interezza e una libertà sorprendenti». In queste realtà il desiderio viene educato, difeso contro le riduzioni del potere e possono nascere opere nel senso detto che, senza la pretesa di risolvere tutti i problemi «puntellando l’impero» (come ha suggerito alcuni anni fa il filosofo Alasdair MacIntyre), possono essere degli esempi da cui può ripartire una società più vera, esattamente come furono i monasteri nel Medioevo.
Di questa possibilità ha parlato don Julián Carrón nell’ultima Assemblea internazionale dei responsabili di Cl a La Thuile, riprendendo il tema dell’educazione al senso religioso. La ricostruzione dell’umano e della società avviene quando si incontra «un io che, facendo l’opera, non riduca il bisogno, non riduca la risposta al bisogno. Nella modalità con cui noi rispondiamo al bisogno, nella modalità con cui noi generiamo un’opera, si vede qual è la percezione del Mistero». Ma «perché io non riduca il bisogno, perché quando guardo un altro io non lo riduca, occorre che io non sia ridotto, occorre che il mio io non sia ridotto. Se io mi rendo conto di qual è il mio bisogno, non sarò così ingenuo da pensare che, rispondendo soltanto parzialmente al bisogno dell’altro, io risponda all’altro. Occorre muoversi imitando quanto fece Gesù: che non ha cercato soltanto di rispondere alla fame, ma ha cercato di rispondere a un’altra fame, perché “non di solo pane vive l’uomo”».
Quando questo avviene, senza soccombere al ricatto di volere risolvere tutto e senza perdere la propria originalità (che consiste nel porsi come io), cominciano a esistere esempi dove accade che «si comunichi l’esistenza di una risposta alla totalità del bisogno e perciò si ridesti la speranza intorno». Questo il cammino, non breve e non semplice, ma inevitabile che si apre davanti a noi. Solo così potrà ridestarsi un io in grado di dare un contributo al bene di tutti.
In questo contesto, che ruolo deve avere la politica per favorire l’educazione e la valorizzazione di ciò che è di più positivo e innovativo? Dice ancora don Giussani ad Assago: «La politica deve decidere se favorire la società esclusivamente come strumento di manipolazione dello Stato, come oggetto del suo potere. Ovvero favorire uno Stato che sia veramente laico, cioè al servizio della vita sociale secondo il concetto tomistico di “bene comune” ripreso vigorosamente dal grande e dimenticato magistero di Leone XIII». Sono parole del tutto attuali che indicano una strada possibile anche per i sinceri riformisti presenti in entrambi gli schieramenti, oggi mortificati nei loro tentativi di rinnovamento.

*Presidente Fondazione
per la Sussidiarietà

sábado, outubro 13, 2007

«No mundo tereis aflições, mas tende confiança. Eu venci o mundo.»





90 ANOS DA ÚLTIMA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA
(13 de Outubro de 2007)

Texto integral da Homilia do cardeal Tarcisio Bertone, Enviado papal

"Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Amados Irmãos e Irmãs no Senhor!

Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio advertindo-a da chegada do Emanuel esperado; então, cheia do Espírito Santo, ela exclama: «Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43). A mesma exclamação se eleva hoje desta assembleia à vista dos sinais de misericórdia que Deus Se dignou conceder a indivíduos, povos e nações, ao longo dos últimos 90 [noventa] anos, pela mediação da Mãe da Misericórdia aqui manifestada como Nossa Senhora do Rosário.

Conta-se que, em Fevereiro de 1918 [mil novecentos e dezoito], se encontraram na Câmara Eclesiástica do Patriarcado de Lisboa alguns sacerdotes e um jornalista católico, o qual criticara a exposição ali feita por um dos sacerdotes sobre o chamado «milagre do sol» no céu de Fátima quatro meses antes. Nisto apareceu uma veneranda figura sacerdotal do tempo, o Padre Cruz, a quem o jornalista, depois de lhe beijar a mão, perguntou em tom irónico: «Também viu bailar o sol no dia 13 [treze] de Outubro?». «Não – respondeu o Servo de Deus –, não vi o sol bailar em Fátima; não estava lá. Mas digo-lhe: Tenho enxugado tantas lágrimas a bailarem nos olhos (que é como quem diz no sol) de tantas dezenas de pecadores arrependidos sob o impulso do milagre de Fátima, que não me custa acreditar que o sol tenha bailado. Pois, à semelhança do que Nosso Senhor ensinou quando disse ser mais fácil um camelo entrar pelo fundo duma agulha do que um rico converter-se, também afirmarei que é mais fácil o sol ter bailado do que tantos e tantos pecadores se haverem convertido sem uma causa sobrenatural que os movesse».

Pois bem, estes sinais de Deus – reconhecidos e interpretados por quem de direito – não cessaram de multiplicar-se ao longo destas 9 [nove] dezenas de anos; não último deles, a partida para a Glória do Servo de Deus João Paulo II [segundo] rodeado duma multidão incalculável e com todos no coração enquanto repete para a Mãe de Misericórdia: «Totus tuus… Eu sou todo vosso, ó minha Rainha e minha Mãe, e tudo quanto tenho vos pertence». Hoje, tomados pela maravilha de quantos os viveram e sustentados pela esperança acesa nos corações simples e humildes de quem, à sua vista, acreditara, não podemos deixar de exclamar, num misto de gratidão e confusão: «Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»
E, se veio ter comigo, manda a boa educação perguntar-lhe: «Que é que Vossemecê me quer? – “É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados” e Ela, tomando um aspecto mais triste, acrescenta: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”» (aparição de 13 de Outubro de 1917).

Isto é Fátima, amados irmãos e irmãs: conversão, emenda de vida, deixar de pecar, reparar a Deus ofendido no irmão. Isto é Fátima; não os sinais, ou pelo menos são secundários: passam para deixar lugar ao que significam, isto é, à vida nova de ressuscitados. Por isso, seria insensato continuar indefinidamente a pedir sinais, sem os discernir nem lhes dar crédito; sobre nós, penderia a censura do divino Mestre: «Esta geração perversa e infiel pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra» (Mt 12, 39-40). O sinal de Deus é a ressurreição de Cristo e nossa: de facto, como ouvimos há pouco na segunda leitura, «a nós, que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, [Deus] restituiu-nos à vida com Cristo (…) e com Ele nos ressuscitou» (Ef 2, 5-6). Por isso, «eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor: (…) Deixai-vos renovar no mais íntimo do vosso espírito, adquirindo os hábitos do homem novo criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras» (Ef 4, 17.23-24). Como o Beato Francisco, como a Beata Jacinta… como tantas e tantos outros que se entregaram ao Imaculado Coração de Maria, refúgio e caminho que conduz até Deus.

Com efeito, aqui Nossa Senhora não pediu para ser admirada, invocada, venerada… Quis gente «entregue»; pediu que os corações dos indivíduos, das nações e da humanidade inteira Lhe fossem «consagrados». Aqui desfraldou a sua bandeira que é um símbolo e um programa: o seu Coração Imaculado. Aqui se manifestou o Coração da mais doce das mães, pedindo a todos que unam o seu coração ao d'Ela, para darem ao mundo Jesus Cristo Salvador. E, acolhendo o seu convite, por toda a parte se formaram grupos e comunidades que despertaram da apatia de ontem e se esforçam por mostrar agora, ao mundo, o verdadeiro rosto do cristianismo. No Oriente e no Ocidente, o amor do Coração de Maria conquistou um lugar no coração dos povos e dá-lhes esperança e consolação.

Irmãos e irmãs, vós sois as primícias dessa grande seara aqui hoje consagrada no altar. Quando estendo o meu olhar por esta imensa assembleia à procura dos seus confins, parece-me vislumbrá-los naquela nuvenzinha de Elias (cf. 1 Re 18, 44) que se realizou cabalmente na humilde Jovem de Nazaré, Maria, cheia de graça, cheia de Deus. Foi por obra e graça do Espírito Santo que Ela gerou o Filho do Pai eterno e, por missão recebida na Cruz, Se tornou mãe de todos os redimidos; estes lembram incontáveis gotinhas de água que – atravessadas pela Luz de Cristo e, por Ele, atraídas e agregadas –, formam hoje a coluna de nuvem luminosa de Deus à cabeça da humanidade na sua travessia da história (cf. Ex 40, 38). Povo da Páscoa pelas sendas do mundo, confessamos com Maria que «a misericórdia [de Deus] se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem» (Lc 2, 50), multiplicando os semeadores da esperança e os construtores do Reino de Deus.

E tais sois vós, sacerdotes, cuja ordenação vos concede o poder de dispensar os dons da salvação; vós, consagrados, cujos votos fazem de vós testemunhas privilegiadas do único necessário; vós, fiéis leigos, de cujo seio jorram rios de água viva santificando o mundo nos vossos lares, no vosso trabalho e na sociedade inteira. Queridos peregrinos de Fátima, com grande alegria vos transmito a saudação que Sua Santidade Bento XVI [dezasseis] me confiou para todos vós, a começar pelo Bispo desta amada diocese de Leiria-Fátima, o Senhor Dom Antonio Marto, e terminar nos irmãos e irmãs doentes, que se encontram aqui ou estão unidos connosco pela rádio e a televisão, e cujas intenções são objecto particular das preces diárias do Santo Padre: Como sabem, Deus salvou o mundo numa cruz. O repouso, que não encontrou nos braços desta, deram-lho os braços de sua Mãe. E, no coração da Mãe, brilharam os primeiros alvores da Páscoa. Jesus ressuscitado sai ao encontro dos desanimados e diz: «Assim está escrito que deve ser. Toma a tua cruz e segue-Me!»
Numa carta datada de 4 [quatro] de Maio de 1943 [mil novecentos e quarenta e três], a Irmã Lúcia escreve este «recadito de Nosso Senhor»: Ele «deseja que se faça compreender às [pessoas] que a verdadeira penitência, que Ele agora quer e exige, consiste antes de tudo no sacrifício que cada um tem de se impor para cumprir com os próprios deveres religiosos e materiais» (Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, edição do P. António Maria Martins SJ, Porto 1973, pp. 447). Ora, já no Verão de 1916 [mil novecentos e dezasseis], o Anjo ensinara aos pastorinhos: «De tudo o que puderdes, oferecei um sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que [o Altíssimo] é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. (…) Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar». Queridos peregrinos, sem negar o valor dos sacrifícios e penitências voluntárias, sabei que a penitência de Fátima é a aceitação submissa da vontade de Deus a nosso respeito, que se traduz nos nossos deveres de estado. Alguém poderia observar: Mas, a fidelidade aos nossos deveres de estado não é o mínimo que se nos pode exigir? Será possível que uma obrigação tão elementar seja proposta como penitência suficiente, uma penitência salvadora, capaz de afastar os males que incumbem sobre a humanidade?

É possível, porque esta mobilização dos deveres de estado diz respeito a toda a gente. E o Evangelho no-lo mostra: ainda que nós fôssemos o servo com um único talento, isso não poderia servir de desculpa para a inactividade (Mt 25, 24-30). Infelizmente, um grande número de pessoas imagina que a vitória depende essencialmente do talento, da habilidade, do valor dos que escrevem nos jornais, dos que falam nas reuniões, dos que têm um papel mais visível e que seria suficiente animar e aplaudir estes chefes como se anima e aplaude os jogadores no estádio. Não existe erro mais temível e desastroso! Se os soldados algum dia chegassem a pensar que a vitória já não dependia deles mas somente do Estado Maior (com a desculpa de que se compõe de hábeis generais), esse exército marcharia de desastre em desastre, por muito maravilhosos que tivessem sido os planos de combate elaborados pelos seus chefes. Para evitar tal desastre no que se refere ao renascimento do homem para uma sociedade nova, o Céu exige o esforço, até o mais insignificante, dos servos mais humildes, dos servos com um só talento.

Assim, face aos pretensos senhores destes tempos (acham-se no mundo da cultura e da arte, da economia e da política, da ciência e da informação) que exigem e estão prontos a comprar, se não mesmo a impor, o silêncio dos cristãos invocando imperativos de uma sociedade aberta, quando na verdade lhe fecham todas as entradas e saídas para o Transcendente; e que, em nome de uma sociedade tolerante e respeitosa, impõem como único valor comum a negação de todo e qualquer valor real e permanente válido… Face a tais pretensões, o mínimo que podemos fazer é rebelar-nos com a mesma audácia dos Apóstolos perante idêntica pretensão dos senhores daquele tempo: «Não podemos calar o que vimos e ouvimos» (Act 4, 20)! E, se vos lançam à cara erros passados ou presentes de alguns filhos da Igreja, peço-vos: fazei penitência e reparai. Se vos acusam falsamente não poupando ofensas nem escárnios, peço-vos: rezai pelos vossos perseguidores e perdoai. Profundamente convictos da solidariedade da família humana, a tal ponto que dez justos na cidade de Sodoma tê-la-iam salvo (cf. Gn 18, 32), conservai no pensamento e no coração uma inquebrantável fé no amor misericordioso de Deus. O seu olhar pouse benévolo e propício sobre as vossas vidas, confiadas à Virgem Mãe para maior glória da Santíssima Trindade. Amen. "

Semper Fidelis!

quinta-feira, outubro 11, 2007

É preciso ter muita lata!

Ontem foi dia Europeu Contra a Pena de Morte. Coisa com que eu aliás concordo. Embore não seja em absoluto contra a pena de morte, não me parece que se justifique neste momento mantê-la em nenhum Estado europeu. Tal como não me parece que se justifique manter tal pena em nenhum Estado nos nossos dias.

Contudo não me deixa de causar estranheza que o grande impulsionador desta ideia, o nosso Primeiro Ministro, venha agora dizer que a pena de morte é "violação séria dos direitos humanos, especialmente do direito à vida". Parece um pouco desplante que um homem que promoveu uma lei que permite a liberalização do aborto até as dez semanas (que na prática podem chegar até as 13) venha agora falar do "direito à vida".

A posição da Polónia sobre este tema, que com o seu voto contra impossibilitou que este dia fosse promovido pela UE, parece-me justa. Como é que um organismo como a UE, que tem vindo a recomendar o respeito pelo direito ao aborto, se atravessa agora para defender a vida?

Ainda por cima, a pena de morte não é hoje aplicada em nenhum Estado da UE. Já o aborto se pdoe praticar em todos excepto na Polónia e na Irlanda.

Eu sei que não é a coerência que nos salva, mas tanta lata irrita!

Ingénua galhardia!

A classe pseudo-intelectual em Portugal tem duas frases com que arruma todas as discussões: "Toda a gente sabe" e "Está cientificamente provado". Regra geral a estas duas supremas afirmações seguem-se pérolas do género: "que o Papa Pio XII apoiou Hitler" ou então coisas como "que morrem milhares de mulheres vitimas de aborto clandestino em Portugal". Claro que por vezes, por entre alguns pseudo-intelectuais mais gorosseiros, que só sabem o que leram em revistas estrangeiras, aparecem uns que até tem uns neurónios e leram uns livros. Esses costumam recorrer menos vezes a estas duas belas expressões, mas produzem habitualmente senteças como (com um ar dogmático de quem não se confunde com o resto da maralha) que a fé e a razão não se tocam.

No meio destes senhores nada é melhor alvo de escárnio do que um colunista católico. Para este senhor os católicos que dão opiniões só podem, ou não falar de religião ou dizerem heresias. Tudo o resto é para estes senhores, cujo mundo começa nos seus bloggs e acaba na crónica semanal do amigo no Meia Hora, beatices que não são dignas das suas atenções. Por isso tem tedência a ridicularizar todos os católicos que se atrevem a publicar as suas opiniões ou a dar testemunho da sua fé nos media.

Este facto faz com que muitos católicos, mesmo os poucos que têm acesso aos media, evitem falar da fé em público. Contudo subsiste num dos nossos jornais um colunista que se recusa a ceder a esta ditadura pseudo-intelectual, sendo por isso alvo habitual do desprezo pseudo-intelectual de pessoas que não tem classe suficiente para contestar uma opinião dele, quando mais para se arvorarem em juízes dos seus artigos.

Falo, obviamente, do Professor João César das Neves, que indiferentemente a todas as críticas continua a publicar placidamente a sua coluna no Diário de Noticias. E os artigos do Senhor Professor são para nós, católicos, autênticos balsâmos. Ver que num meio onde impera o ataque à Igreja e sobretudo à cultura cristã, um homem que testemunha com clareza e inteligência a sua fé é para nós como uma luz no meio da escuridão.

O Professor César das Neves possui aquilo a que se pode chamar "ingénua galhardia", pois, sem qualquer cálculo de poder ou de conveniência social, limita-se a testemunhar aquilo que vive. Utilizando a sua enorme inteligência o Professor todas as Segundas-Feiras nos brinda com artigos que lançam um olhar cristão, um olhar verdadeiramente humano, sobre o que se passa nos nossos dias.

Peço para mim, assim como para todos aqueles que escrevem neste blog, esta coragem e simplicidade do Professor César das Neves: testemunhar sempre o que nos aconteceu, sem cálculos ou medos dos resultados!

quarta-feira, outubro 10, 2007

ASAE em Fátima!

Tenho um pedido a fazer aos senhores da ASAE, que hoje andaram a fiscalizar o florescente comércio de Fátima (já que Nosso Senhor não quis vir cá abaixo fazer a perninha, desta vez veio a Autoridade para Segurança Alimentar e Económica acabar com os vendilhões).

Embore, tenha que confessar, tenha gozado variadas vezes com tão importante organismo, que garante a qualidade da comida que eu ingiro e a higiene dos restaurante (poucos e carenciados de higiene, que o dinheiro não abunda) que frequento. Embora tenha ridiculirizado tantas vezes esses bravos guerreiros que garantem que os direitos de autor não são vilipendiados por um qualquer vendedor ambulante de DVD's piratas e que os ciganos da feira de Carcavelo não vendem roupas de marcas falsificadas, mesmo assim ouso fazer-lhes um pedido.

Fechem o Hotel Fátima com os seus pequenos almoços fantásticos, apreendam os santinhos de plástico da loja Pastorinhos MMM, confiscam as velas ordinárias que os vendedores ambulantes nos impijem, persigam todos os comerciantes de Fátima e arredores, mas por favor, suplico-lhes, não encerrem a Milano!

sexta-feira, outubro 05, 2007

Uma questão de educação



Não discuto a importância do Dr. Pedro Santana Lopes, nem a do mister José Mourinho, de quem sou grande fã. Mas interromper a entrevista a um ex-primeiro ministro para mostrar um treinado de futebol a chegar ao aeroporto é realmente de "loucos".

Para além disso, gostava de sublinhar, a educação do Dr. Santana Lopes que, em vez de se limitar a ir embora, explica educamente à menina que o entrevista porque razão não continua a sua análise.

5/10

Hoje o regime celebra a instauração da républica. Não sei, neste dia faço questão de acordar e não ver muitas notícias, mas suponho que tenhamos tido parada e que o PR tenha botado discurso e falado "da ética républicana".

Aproveito este belo dia para falar de um livro que acabei de ler à pouco tempo, de seu nome "A morte do Rei" da Margarida Palma. Recomendo vivamente a leitura deste livro, para que se compreenda como foi instaurada a républica: através do assasínio, da intriga, da traição. Ao ler o livro podemos compreender com clareza que a monarquia ruiu por dentro, de podre, pois os herdeiros do liberalismo eram tão maus comos os républicanos. Portuga, com a derrota do Rei Dom Miguel, foi-se tornando neste país de caciques e de políticos interesseiros que ainda hoje. De tal maneira que quando a carbonária matou o Rei, ninguém fez nada.

A primeira républica foi apenas a evolução natural daquilo que Dom Pedro IV tinha começado. Foi um tempo de terrorismo, de perseguição à Igreja e, acima de tudo, a tomada de poder pelos senhores do aventalinho.

Hoje, no mesmo dia em que se celebra o tratado que reconheceu a idependência do Condado Portucalensa, celebramos também a morte daquilo que foi Portugal. Resta-nos como consolação a promessa que nos fez a Senhora de Fátima, de que o dogma da fé prevaleceria para sempre em Portugal.

Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Ricardo Reis


P.S.: Dedicado à Teresa, in memoriam

Ao ataque

A noticia já não é própriamente nova, contudo, como só agora disponho de ligação a internet, só agora a comento.
Parece que o Governo tenciona "regular" a assistência religiosa nos hospitais. Se este regulamentos entrarem em vigor então, tanto quanto nos é dado saber, os "assistentes religiosos" só poderão passar a ter contacto com os doentes durante o horário de visitas e se estes o pedirem por escrito.
Sobre este tema poderia ser dito muita coisa: podiamos falar do papel importantissimo dos capelães junto dos doentes que ninguém visita; do consolo que é para um doente católico, que chega ao hospital sem conseguir escrever ou expressar-se bem receber a Eucaristia; do apoio espiritual que os capelão porpocionam aqueles que chegam ao hospital completamente desesperados.
Podia falar disso, mas não falo. Não falo porque é tão evidente que nem é preciso acrescentar nada. Aquilo de que falo é de mais um ataque do Governo à Igreja. Porque excusamos de ter dúvidas, a única razão destes regulamentos é atacar a Igreja. Por isso temos que estar atentos, porque depois do ataque subtil aos media católicos, o Governo passou a atacar a presença da cristã nos hospitais. Qual será o próximo passo?

terça-feira, setembro 25, 2007

A revisão do Código de Processo Penal


Aparentemente, a nova reforma do CPP não deveria merecer-nos quaisquer comentários, pela falta de calo político e jurídico-legislativo de que sofremos e pela falta de experiência e tacto no que respeita às questões processuais penais.

No entanto, uma observação cuidada do diploma que agora veio alterar o regime processual, traz para o sistema jurídico uma legalização premeditada e propositadamente escondida do debate público dos casamentos entre homossexuais.

Começa a ser comum no nosso país a técnica legislativa da secretaria: há dois anos, o Parlamento preparava-se para aprovar a lei da procriação artificial sem promover um debate público; agora, aprova as prerrogativas do casamento, alargando-as às cópulas homossexuais, no que diz respeito às questões do Processo Penal.

Importa relembrar o que muitas vezes dissemos neste blog: quando um partido político se apresenta a eleições legislativas, apresenta igualmente um programa de governo no qual indica as linhas políticas, económicas, sociais e culturais que visa prosseguir. É certo que não deverá passar todo o mandato a questionar o povo sobre decisões de cariz político, como sejam o Orçamento de Estado, o sistema judicial ou a política internacional. Porém, não se concebe uma maioria democrática que introduza questões culturais de relevo e tangibilidade com a vida concreta do povo sem consultar a sua opinião.

Mais grave ainda é o facto de esta introdução ser feita na secretaria, para que não venha a ser suscitado qualquer debate público.

Artigo 68.º
[...]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) No caso de o ofendido morrer sem ter renunciado
à queixa, o cônjuge sobrevivo não separado judicialmente
de pessoas e bens ou a pessoa,
de outro ou do
mesmo sexo
, que com o ofendido vivesse em condições
análogas às dos cônjuges, os descendentes e adoptados,
ascendentes e adoptantes, ou, na falta deles, irmãos
e seus descendentes, salvo se alguma destas pessoas
houver comparticipado no crime;
[...]
Artigo 134.º
Recusa de depoimento
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) Quem tiver sido cônjuge do arguido ou quem,
sendo de outro ou do mesmo sexo, com ele conviver ou
tiver convivido em condições análogas às dos cônjuges,
relativamente a factos ocorridos durante o casamento
ou a coabitação.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Yolanda - Pablo Milanes




Esto no puede ser no más que una canción;
quisiera fuera una declaración de amor,
romántica, sin reparar en formas tales
que pongan freno a lo que siento ahora a raudales.
Te amo,
te amo,
eternamente, te amo.

Si me faltaras, no voy a morirme;
si he de morir, quiero que sea contigo.
Mi soledad se siente acompañada,
por eso a veces sé que necesito
tu mano,
tu mano,
eternamente, tu mano.

Cuando te vi sabía que era cierto
este temor de hallarme descubierto.
Tú me desnudas con siete razones,
me abres el pecho siempre que me colmas
de amores,
de amores,
eternamente, de amores.

Si alguna vez me siento derrotado,
renuncio a ver el sol cada mañana;
rezando el credo que me has enseñado,
miro tu cara y digo en la ventana:
Yolanda,
Yolanda,
eternamente, Yolanda.

Nada, nem ninguém, pode satisfazer o desejo de infinito que existe em cada homem. Contundo, a consciência desta impotência, faz-nos perceber que não estamos sós. Estamos, como diz a música, acompanhados nesta solidão.

Encontrarmos, no meio da multidão, alguém, tão impotente como nós, mas que olha para a nossa humanidade e a ama tal como ela é, ajuda-nos a levantar de manhã e continuar a procurar aquEle que realmente pode satisfazer o nosso desejo.

Missa em Latim!

O DN de ontem, ao bom estilo jornalístico português, decidiu criar sensação e dizer o Cardeal Patriarca estava contra o Papa na questão da missa em Latim.

Quem leu a notícia, que mesmo com honras de capa só teve direito ao fim da última página do jornal, percebe que o DN só quis mesmo causar sensação, sem se preocupar com aquilo que realmente disse o Senhor Patriarca.

Podem ver aqui a mensagem que o Patriarca de Lisboa enviou aos párocos de Lisboa, na qual nos podemos aperceber da sua profunda comunhão com o Santo Padre e do seu amor a este povo que o Papa confiou à sua autoridade de pastor da Igreja.

Semper Fidelis!

sábado, setembro 15, 2007

Beatificação do Papa João Paulo II

Deixo aqui (passará também a constar da nossa lista de links) o site oficial do processo de beatificação do grande Papa João Paulo II:

http://www.vicariatusurbis.org/Beatificazione/

L'inizio vero, una provacazione alla vita

"«Settembre, andiamo. È tempo di migrare», diceva il poeta Gabriele D’Annunzio, riferendosi ai pastori che lasciavano la loro terra. Tornare a lavorare, rimettere piede a scuola è forse “migrare” da se stessi? Da quel che si desidera? Il cosiddetto senso del dovere che molti invocano per ricominciare dopo le vacanze, il significato di quel che si è chiamati a fare per obbligo o necessità sta forse nel negare se stessi ributtandosi nella prigione delle cose?

Parlando ai responsabili internazionali di Cl, don Carrón ha detto che «l’affermazione dell’io diventa una prigione quando non corrisponde alla vera natura dell’io. Perché, la natura dell’io qual è? È quello che deve fare (e perciò non riesce mai a essere soddisfatto), è quello che è in grado di realizzare o la natura dell’io è rapporto con il Mistero? Noi siamo tante volte incastrati, perché su questo punto la mentalità è quella di tutti».

Dire che ricomincia la scuola significa che ricomincio io dentro la scuola con tutta l’ampiezza della mia umanità: studente e insegnante, e anche genitore. Perché il desiderio dell’io è più grande di ogni riuscita e di ogni delusione e resiste anche sotto una montagna di detriti. Se non ricomincio io, nulla ricomincia veramente, e si percepisce la realtà solo come se fosse un grande marchingegno che prosegue indifferente la sua corsa. E così si finisce per subire le circostanze, prigionieri o annoiati già al primo passo.

Solo quando si ricomincia prendendo sul serio le proprie domande e le urgenze che stanno sotto il desiderio di significato, di vero e di bello che ci costituisce, la realtà quotidiana apre il suo tesoro di occasioni, di incontri, di scoperte. Se così non è, la scuola - come ogni altro luogo dove si vive - diviene un anonimo deserto dove si incontrano apparenze di persone, che esibiscono solo la parte esteriore, spesso più superficiale e perciò violenta, di se stesse. E invece che aule, ore, dialoghi dove si impara a essere liberi, diventa un caravanserraglio di mezzi schiavi. Invece che speranza per il futuro del Paese, emergenza sociale. «Le crisi di insegnamento - scriveva Charles Péguy, nel 1904, in un articolo per la riapertura delle scuole - non sono crisi di insegnamento; sono crisi di vita. Una società che non insegna è una società che non si ama, che non si stima; e questo è precisamente il caso della società moderna» (Lui è qui, Bur, p. 39).

La scuola non vive in un mondo a parte, è anzi radice e fiore di un popolo. Ma nessun sociologo, nessun pedagogista democratico e nessun ministro possono fare in modo che “l’io ricominci” al livello giusto nella scuola, cioè al livello della libertà. Occorre un incontro. L’esperienza della libertà, lo sappiamo dalla vita, si fa quando si incontra qualcosa, qualcuno che soddisfa il desiderio di pienezza che abbiamo. Sono molte le false promesse di libertà che ci vengono propinate, e che però crollano davanti a una sincera domanda di vera liberazione.

Ma allora, a dispetto di tutte le difficoltà e i guai, dove sono questi incontri che fanno ricominciare l’io e che rendono la scuola non esilio da se stessi, ma educazione, ovvero l’avventura di entrare nella realtà, diventando uomini?
In questo numero di Tracce, il perché vale la pena ricominciare nell’esempio di alcuni studenti e insegnanti. «L’inizio vero - disse don Giussani a un raduno di insegnanti a Viterbo, nell’agosto del 1977 - è una provocazione alla nostra vita; ciò che non è provocazione alla vita ci fa perdere tempo, energia e ci impedisce la vera gioia». Buon inizio a tutti."

Editorial Tracce nº 8, Setembro

"Ou protagonista ou nada"

"Vimos e vemos hoje no Evangelho que para Deus não existem periferias. A Terra Santa, no amplo contexto do Império Romano, era periferia; Nazaré era periferia, uma cidade desconhecida. E todavia precisamente aquela realidade era, de facto, o centro que mudou o mundo! E assim também nós devemos formar centros de fé, de esperança, de amor e de solidariedade, de sentido da justiça e da legalidade, de cooperação. Somente assim a sociedade moderna pode sobreviver.

É necessária esta coragem, para criar centros, mesmo se já não parece existir esperança. Devemos opor-nos a este desespero, devemos colaborar com grande solidariedade e fazer o que for possível para que cresça a esperança, para que os homens possam colaborar e viver. Como vemos, o mundo tem que ser mudado, mas é exactamente esta a missão da juventude! Não podemos fazê-lo somente com as nossas forças, mas em comunhão de fé e de caminho. Em comunhão com Maria, com todos os Santos, em comunhão com Cristo podemos fazer algo de essencial e encorajo-vos e convido-vos a ter confiança em Cristo, e ter confiança em Deus. Estar na grande companhia dos Santos e ir adiante com eles pode mudar o mundo, criando centros na periferia, para que realmente se torne visível e se torne realista a esperança de todos e cada um possa dizer: "Eu sou importante na totalidade da história. O Senhor ajudar-nos-á". Obrigado
"

Papa Bento XVI, Ágora dos Jovens italianos, Loreto, Setembro 2007 (Encontro Completo)

Semper Fidelis!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Perseguições!

Continua, de maneira escandalosa, a perseguição à Igreja na China!

Enquanto pelo mundo fora se fala do "milagre económico" chinês bispos, padres e leigos continua a ser presos e mortos!

Que Nossa Senhora, Rainha dos Mártires, mantenha os nossos irmão chineses firmes na fé para que do seu sangue nasça um povo cristão.

Soneto da Fidelidade - Vinicius



E tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meus pensamentos
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

quarta-feira, setembro 12, 2007

Guerra ao Terrorismo

Fez ontem 6 anos sobre os atentados as Torres Gémeas. Muitos gostam de dizer que nesse dia o mundo mudou, esquencendo-se que há séculos que o mundo existe e que muitos foram os acontecimentos que, supostamente, "mudaram" o mundo. Não podemos contundo deixar de reconhecer que estes atentandos foram o catalisador para a guerra contra o terrorismo (guerra esse que era inevitável, mais tarde ou mais cedo) e que acabou por originar a guerra no Afeganistão e, sobretudo, a guerra no Iraque.

Deixo aqui o juízo que o movimento Comunhão e Libertação fez quando começou a guerra no Iraque pois é uma ajuda para ajuizar toda a chamada "guerra ao terrorismo":

"Não, assim como não nos tinha convencido Bush pai, assim não nos convence Bush filho. Não conseguimos perceber porque é que Saddam seja o mais malvado de todos, porque é que é o mais perigoso, porque é que o seu aniquilamento é, por isso, indispensável à luta contra o terrorismo. Ou melhor: em relação a outros regimes, a tirania de Saddam aparece mais "moderada". Veja-se como exemplo, a tolerância pelas Igrejas cristãs, que no Iraque existem; e noutros países não.

Somos contra esta guerra; estamos com o Papa, que a vê desproporcionada como método e como objectivo e está a recorrer a todos os meios lícitos para evitá-la: para evitar que os pobres iraquianos, além da opressão humana e política, sejam também expostos aos bem mais mortais bombardeamentos aéreos. E que, nós todos, sejamos expostos às consequências de um conflito inútil.

Nós estamos com o Papa, não só contra a guerra, mas sobretudo a favor da sua obra de reconstrução da paz. O Papa não desligitima a América; não diz que é a sentina de todos os vícios do rico Ocidente; não desbaptiza, nem excomunga os soldados católicos que partiram para o Iraque; mas convida todos a unirem-se a ele na oração ("Só a intervenção do Alto pode fazer esperar num futuro menos obscuro... convido todos a pegar no Terço para invocar a intercessão da Santíssima Virgem"; Angelus de 9 de Fevereiro de 2003) e na procura do modo mais adequado para combater a violência que está sobre nós.

Deste modo mais adequado nós vemos um aspecto irrenunciável: a salvaguarda da liberdade. A liberdade de acreditar, a liberdade de se exprimir, a liberdade de trabalhar por um futuro melhor; a liberdade da Igreja e a liberdade do Estado; a liberdade das instituições e a liberdade da democracia. A América é um exemplo disto; é de tal modo um exemplo disto que se torna quase como um sonho, sobretudo para os deserdados. Por isso ainda que o governo americano, na situação actual, erre, nós à América não renunciamos, até porque na América se pode ser contra a guerra da América. Em muitos países uma liberdade assim nem sequer é sonhada. Nós não queimamos as bandeiras americanas, não perseguimos a utopia da sociedade de tal modo perfeita que seja inútil ser-se bom. Não nos sentimos bem porque fazemos declarações aprovadas pela maioria.

Nós sentimos responsabilidade, amargura e pena pelas contradições que não se conseguem explicar; pela impotência dos organismos internacionais; pelos condicionamentos que, inevitavelmente, ligam as relações entre os Estados. Sabemos que a nossa liberdade deve ser usada para mudar as coisas com fadiga, determinação e civilidade de escolhas.

O verdadeiro movimento pela paz é um movimento de educação, no qual se afirmem como consciência de povo a escolha que o mal - terrivelmente presente também em cada um de nós e não só num inimigo externo (que muda consoante a fileira em que se está) - não vença sobre o bem. De maneira que cada juízo eacção sejam factores de paz, de justiça e de civilidade."

segunda-feira, setembro 10, 2007

"Ave Maria Stella del Mattino"



"Ave Maria splendore del mattino
puro è il tuo sguardo ed umile il tuo cuore
protegga il nostro popolo in cammino
la tenerezza del tuo vero amore.
Madre non sono degno di guardarti
però fammi sentire la tua voce
fa' che io porti a tutti la tua pace
e possano conoscerti ed amarti.
Madre tu che soccorri i figli tuoi
fa' in modo che nessuno se ne vada
sostieni la sua croce e la sua strada
fa' che cammini sempre in mezzo a noi.
Madre non sono degno di guardarti
però fammi sentire la tua voce
fa' che io porti a tutti la tua pace
e possano conoscerti ed amarti.
Ave Maria splendore del mattino
puro è il tuo sguardo ed umile il tuo cuore
protegga il nostro popolo in cammino
la tenerezza del tuo vero amore."

Claudio Chieffo

Sobre a morte de Cláudio Chieffo, don Julian Carron lembrava como o nosso povo foi educado no seu canto. Hoje na missa, ao escutar este cântico à saida, não pude deixar de me recordar quão verdadeiras são essas palavras.

"O canto é a expressão máxima de um povo"



Luciano Pavarotti
12 de Outubro de 1935 - 6 de Setembro de 2007

"Oh Brave New World"

Há uns anos li o livro "Admirável Mundo Novo". O livro descreve uma sociedade onde o desejo foi totalmente eliminado: os bebés são criados em laboratórios e condicionados desde pequenos para gostarem da ocupação que a sociedade lhes atribui, é incentivada a total exploração da sexualidade, inventaram uma droga que causa uma sensação de bem estar sem ressaca, inventou-se um modo de manter as pessoas saudáveis para ser mortas com uma certa idade, eliminaram-se todas as doenças. Neste "mundo novo" não existe a frustração nem a amargura, todos os instintos são satisfeitos imediatamente.

Para isto eliminou-se a familia, a cultura, a tradição e a religião ou seja, os intrumentos que são concedidos ao homem para não ter que começar a demanda pelo significado da existência do zero.

Porque se é verdade que o grito do coração do Homem, o grito de infinito que existe dentro do Coração de cada homem não pode nunca ser extinto, pode ser cancelado através da alienação da realidade.

Contudo, neste sociedade completamente alienada, dependente de drogas e sexo, existem alguns selvagens, que vivem em reservas, que se mantêm religiosos, que vivem em familias e que lêm. Um destes selvagens é trazido para a cidade e começa por deliciar-se com este mundo. Contudo rapidademente compreende que o preço por esta satisfação imediata dos instintos é a sua própria humanidade. Desesperado diante desta sociedade bestializada o "Selvagem" acaba por se suicidar.

Este livro é essencial, não como uma teoria sobre o Desejo ou como defesa da Familia, da Cultura e da Religião, mas como sério aviso aquilo que nos espera.

Tornam-se cada vez mais visíveis os ataques à familia (o aborto, a eutanásia, as uniões de facto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo), o incentivo à sexualidade desenfreada como mero instinto, a perseguição a religião e a transformação do sentido religioso em mero sentimento relativo, o total desprezo pela tradição e pela cultura. Este admirável mundo novo está cada vez mais perto...

domingo, setembro 09, 2007

Pippin's Song



"Home is behind the world ahead
And there are many paths to tread
Through shadow to the edge of night
Until the stars are all alight.

Mist and shadow
Cloud and shade
All shall fade
All shall fade"

sexta-feira, setembro 07, 2007

É bella la Strada!

Morreu há cerca quinze dias Claudio Chieffo, cantor e escritor da maior parte dos cantos com que fomos educados no movimento. Ficam aqui as palavras de don Julian Carron sobre a sua morte:

"Caros amigos, rezamos por Claudio Chieffo, que agora vê cara a cara o rosto bom do Mistério que faz todas as coisas e que ele desejou e cantou por toda a vida.

A poesia das suas canções exprimiu a paixão pela presença de Cristo como Aquele que revela a cada um de nós o significado do drama da vida, fazendo-se companheiro do caminho para o Destino.

O nosso povo, educado nos seu canto, continua a caminhar na certeza que «é a bela a estrada que leva a casa», onde agora don Giussani e don Ricci acolhem Claudio"

Rimini, 19 de Agosto

Cem por um.

Acabaram-se as férias, o blog está de volta. Foram umas férias grandes e belas. Marcadas pelas férias dos Universitários de Comunhão e Libertação, onde cresci na consciência que Cristo me atrai a si, não através de uma teoria ou de uma moral, mas através das coisas belas que me coloca diante e onde brilha a Sua Luz.

Acabadas as férias começa o ano lectivo com o desejo reforçado que nada se perca, que tudo seja para a minha felicidade: das aulas a eucarístia, do namoro a oração.

Neste primeiro "post" à séria desde que parti de férias, fica o desejo de viver a vida cada vez mais a sério, pois experimentei com clareza nesta férias que Cristo dá realmente cem por um.

I hope you dance - LeAnne Womack

O meu mestre, don Giussani, ensinou-me a valorizar a beleza de cada coisa que encontro no meu caminho. Esta música é daquelas que habitualmente me faz gozar animadamente com os cantores "foleiros". Contudo o desejo que a cantora exprime é o que eu peço para mim: que nunca me deixe de espantar com a realidade, que nunca deixe esmorecer o desejo, que prefira ser protagonista a nada.

I hope you never lose your sense of wonder
You get your fill to eat
But always keep that hunger
May you never take one single breath for granted
God forbid love ever leave you empty handed
I hope you still feel small
When you stand by the ocean
Whenever one door closes, I hope one more opens
Promise me you'll give faith a fighting chance

And when you get the choice to sit it out or dance
I hope you dance
I hope you dance

I hope you never fear those mountains in the distance
Never settle for the path of least resistance
Living might mean taking chances
But they're worth taking
Lovin' might be a mistake
But it's worth making
Don't let some hell bent heart
Leave you bitter
When you come close to selling out
Reconsider
Give the heavens above
More than just a passing glance

And when you get the choice to sit it out or dance
I hope you dance
(Time is a real and constant motion always)
I hope you dance
(Rolling us along)
I hope you dance
(Tell me who)
I hope you dance
(Wants to look back on their youth and wonder)
(Where those years have gone)

I hope you still feel small
When you stand by the ocean
Whenever one door closes, I hope one more opens
Promise me you'll give faith a fighting chance

And when you get the choice to sit it out or dance
Dance
I hope you dance
I hope you dance
(Time is a real and constant motion always)
I hope you dance
(Rolling us along)
I hope you dance
(Tell me who)
(Wants to look back on their youth and wonder)
I hope you dance
(Where those years have gone)

(Tell me who)
I hope you dance
(Wants to look back on their youth and wonder)
(Where those years have gone)

Post do Padre Pedro Quintela sobre Madre Teresa - ESSENCIAL!

Missionária da Caridade
(Nos 10 anos da morte da Madre Teresa)

Uma fotografia junto a um moribundo. Outra mostrando-a a sorrir. Uma frase lapidar ligando o aborto e a paz. Algum episódio que ouvimos acerca da sua vida ou qualquer coisa vista à pressa na televisão, transformaram esta freira que, em nome de Jesus, pretendeu enterrar-se nos confins do mundo, numa figura familiar a todos nós, e que todos, mais ou menos, julgávamos conhecer e compreender. Poucos terão deixado de se impressionar com a sua vida, toda dada aos pobres, vida essa que nos aparecia de um modo óbvio e como que sem segredos.

A publicação recente das suas cartas aos padres que ao longo dos anos a acompanharam em direcção espiritual vem por em causa a leitura linear da sua vida: católica-generosa-freira-orações-dedicada aos pobres-santa…

Eis que por detrás de anos de aparente tranquilidade surge a notícia de uma travessia sofridíssima face ao apelo de Deus para fundar as Missionárias da Caridade, na fidelidade intocável a essa vocação e na depuração total de uma noite começada nos anos 50 e que só terminaria a 5 de Setembro de 1997.

Não poucos cristãos, ligeiros na fé, reduzem esta a um sentimento que certifica a existência de Deus, ficando assim o Senhor refém das emoções de cada um. Mais sentimento, mais Deus. Mais sensação, mais certeza. Mais emoção, mais fé. Portanto, mais eu ‘contente’ mais Deus ‘contido’ em mim (donde, alguma razão teriam os que acusam os cristãos de serem gente que confunde a sua transpiração emocional com uma entidade pessoal a que chamam Deus). Como é óbvio, quem assim pensa e vive não deixará de encontrar motivos de desalento nas dúvidas da Madre Teresa.
Enganam-se os que sentem que Deus salva o mundo com bons sentimentos, borbulhas gasosas e outras sensações agradáveis. No âmbito do amor campeia hoje um vocabulário que não vai muito além do umbigo: ‘estar bem’, ‘realizar-se’, ‘ter direito a ser feliz’. Não que o Evangelho agache a promessa de felicidade: 100 vezes mais a promete o Senhor! Todavia, os termos são outros porque a realidade é Mistério que crucifica a pretensão do homem. Mesmo as suas boas intenções religiosas. Este só se abre ao Senhor na oblação da vontade chamada obediência, no esvaziamento de si em pobreza chamado comunhão, na ambição de uma aliança de amor maior chamada sacrifício.
A fé pode emergir dum sentimento, despertado pela Palavra. E quanto consolo não terá recebido a Madre Teresa quando o Senhor quis que ela o recebesse: alegria, alegria, paz, certeza, esperança! Mas a fé afirma-se na travessia do tempo como decisão, escolha, aventura de confiança: ‘mais Te escondes, mais o meu desejo permanece atento como sentinela’. Ou seja, a fé mede-se na fidelidade!

Deus revela-se, diz e diz-Se, apresenta-se como Pai, dá segurança e lei, vem como irmão e amigo, oferece a Sua presença interior, unção suave de gozo e paz e a partilha a Sua fecundidade. Mas o mesmo Deus vem buscar-nos a casa para nos trazer até à Sua Casa: seguem-se dias ou meses, todo o tempo que Ele providenciar, duma travessia sem dia de chegada marcado! Tempo assaltado por provações e tentações no silêncio escuro das estreitas veredas por onde se é chamado a seguir. Às vezes tempo de uma solidão invencível porque o Único que a podia vencer mais a afirma. Esse mesmo que sabe da nossa sede d’Ele e de quanta água temos guardada para o caminho nessa cisterna a que chamamos coração.

Acresce que surgiram a proclamar vitória e vingança os do costume, fardados com as pompas do ateísmo, confirmando a evidência de que a fé começa por ser um fruto da imaginação para terminar numa obsessão fraudulenta: fantasia-se Deus, Ele não se mostra, continua-se a viver fingindo que Ele existe. Daí que a Madre Teresa não fosse mais do que uma espécie de marxista sublimada, em versão católica.
Para o desmentir, bastaria lembrar que as utopias nascem generosas, afirmam-se na violência e morrem ferozes. Não consta que a Madre Teresa tenha pugnado por tribunais populares. Note-se, também, que a santa de Calcutá não deparou, a páginas tantas, na sua vida com o desmentido dos seus ideais: ‘é tudo falso’. O que se passou e que, pelo visto, muito a admirou na heroicidade do seu sofrimento, foi que nela encarnava e se cumpria o Evangelho todo, e também aquela parte em que Jesus sua sangue…

Outros, ainda, que fazem um percurso vivo e aprofundado da sua fé, não deixaram de encontrar nas dúvidas da Madre Teresa argumentos simétricos que justificam as suas próprias dificuldades existenciais que os fazem suspeitar de Deus, da Eucaristia, da alma, do céu e do resto do credo…
Julgam mal os que julgam reconhecer na Madre Teresa uma crise de fé como as suas: porque uma coisa é a suspeita de Deus que nos faz não embarcar e seguir com Ele. Não querer ir mais longe do que o nosso projecto/sonho de vida; e que o Senhor não venha perturbá-lo… Outra coisa é a aventura de quem se fez ao largo e fundo mar, lá onde fala o Adamastor, mantendo firme a face diante da vaga, das muitas vagas. Porque não é a presença de Deus no mar alto que assusta. É a Sua ausência. É o Seu permitir que sobre os justos rebentem ondas que rebentam tudo. ‘De Deus não farás imagens’ diz o mandamento. E que outra graça trouxeram à Madre Teresa todos os anos de deserto no mar alteroso senão aquela mesma que a fez identificar-se com o rosto do Filho na dom da Cruz.
Distinguem-se, ainda, os acontecimentos interiores no coração da Madre Teresa dos que nos ocorre reparar em nós, pelo facto de, nestes, a sua natureza ser vulgar: quantos ‘interesses’ próprios e privados nos que têm interesse em ter dúvidas de fé. Nada de existencial, no sentido de datado e definido pelo séc. XX, na experiência da irmã de Calcutá. Ela sabia-o: ‘não confiar’, ‘não acreditar’, ser paralisada pelo medo, são experiências correntes num tempo adoecido na lassidão da in-certeza do ‘eu’ contra a necessidade de relação disponível com o ‘Tu'.
Na Madre Teresa a raridade da vocação que a fez sofrer o que agora sabemos tem a origem no mesmo dom de excepção da sua força, da extensão da sua generosidade, da evidência do seu testemunho cristão.

Não nos resta senão bendizer a Deus que a provou, incendiou, e deu aos nossos tempos com o heróica vocação de testemunhar até ao fim um amor único, virginal, total, como 'escrava do Senhor'. Como Missionária da Caridade, portanto!

quinta-feira, agosto 16, 2007

Piel Canela



Que se quede el infinito sin estrellas
o que pierda el ancho mar su inmensidad
pero el negro de tus ojos que no muera
y el canela de tu piel se quede igual.

Si perdiera el arcoiris su belleza
y la flores su perfume y su color,
no sería tan inmensa mi tristeza,
como aquella de quedarme sin tu amor.

Me importas tú, y tú y tú
y nadie más que tú...
me importas tú, y tú y tú
y solamente tú.
Ojos negros piel canela,
que me llegan a desesperar,
me importas tú, y tú y tú
y solamente tú.

Bacio a mezzanotte



Non ti fidar
di un bacio a mezzanotte
se c'è la luna non ti fidar
perché perché
la luna a mezzanotte
riesce sempre a farti innamorar
non ti fidar di stelle galeotte
che invitano a volersi amar
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar

Ma come farò senza più amar
ma come farò senza baciar
ma come farò a non farmi tentar
luna luna tu
non mi guardar
luna luna tu
non curiosar
luna luna tu
non far la sentinella
ogni stella in ciel
parla al mio cuor
ogni stella in ciel
parla d'amor
ogni stella in ciel sarà
la mia stella
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar

Non ti fidar
di un bacio a mezzanotte
se c'è la luna non ti fidar
perché perché
la luna a mezzanotte
riesce sempre a farti innamorar
non ti fidar di stelle galeotte
che invitano a volersi amar
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar


Dedicado ao CLU em geral...

terça-feira, agosto 14, 2007

Aljubarrota.

Neste mesmo dia, há 622 anos, as tropas de El-Rei Dom João I, lideradas pelo Santo Condestável, esmagam as tropas castelhanas no campo de Aljubarrota.
Rogai por nós bem aventurado Nuno,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amnistia?

Mais uma vez o DN está profudamente enganado: não é a AI que desafia o Vaticano, é a Santa Sé que mais uma vez ousa, contra todo o mundo bem pensantes, afirmar as verdades essenciais.
Por isso, em vez de apoiar um instituição que promove o aborto como solução, a Igreja continua o seu trabalho incansável juntos dos que mais precissam em todo o mundo.

domingo, julho 22, 2007

Shape of my heart - Sting



He deals the cards as a meditation
And those he plays never suspect
He doesnt play for the money he wins
He doesnt play for the respect
He deals the cards to find the answer
The sacred geometry of chance
The hidden law of probable outcome
The numbers lead a dance

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart

He may play the jack of diamonds
He may lay the queen of spades
He may conceal a king in his hand
While the memory of it fades

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart
Thats not the shape, the shape of my heart

And if I told you that I loved you
Youd maybe think theres something wrong
Im not a man of too many faces
The mask I wear is one
Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who smile are lost

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart
Thats not the shape of my heart

(da banda sonora de Leon o Assasino)

sábado, julho 14, 2007

Segurança!

Um dos grandes temas da campanha para a Câmara foi a segurança, ou melhor, a insegurança. Contudo, todos os quandrantes analisam a segurança de um prisma ideológico: a extrema direita culpa os imigrantes, a extrema esquerda os ricos que exploram os pobres, o resto culpa a sociedade que discrimina os pobres, os loucos, os imigrantes, enfim, todos os que não se encaixam na sociedade.

Todas estas explicações partem do príncipio que o homem é feito pela sua circunstância, como se o homem não tivesse liberdade para decidir entre o bem e o mal. Contudo a realidade nega este pressuposto, de que o homem é feito pela circunstância. Desde sempre que há homens pobres e perseguidos que se tornaram grandes homens e homens que tiveram tudo e se desgraçaram.

O problema da segurança é, antes de mais, um problema de eduação. Nós hoje somos educados na crença que não há bem nem mal, só há culturas e opiniões diferentes. O mundo moderno afirma que não há uma Verdade, por isso não há coisas erradas.

Uma sociedade que é educada assim, é uma sociedade que simplesmente não é educada. Uma sociedade que diz que tudo é verdade é uma sociedade que afirma que nada é verdade.

Só uma sociedade que afirma a Verdade pode realmente educar. O problema não é a sociedade, mas sim a deseducação da mesma!

Houvesse mais Zé's!?

Toda a campanha eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa não foi propriamente pautada pela educação ou pela seriadade. Contudo houva dois candidatos que superaram tudo o que é admissivél de demagogia e desonestidade: José Sá Fernandes e José Pinto Coelho.

Por uma lado o "Zé" fez toda uma campanha a explicar como era um puro e incorrupetivel. Por todo o lado vimos cartazes que explicavam como haveria menos negociatas e mais ambientes se houvessem mais "Zé's".

Para culmina, o "Zé" apareceu na TV a fazer a enumeração das obras que estavam paradas há anos: o miradouro de São Pedro de Alcântara, o miradouro de Santa Lucia, o elevador da Bica. Todas obras iniciadas este ano. Contudo, o que saiu nos jornais, é que todas estas obras duram há anos!

Por outro lado José Pinto Coelho fez uma campanha toda sobre os imigrante e os maricas. Por muito que eu goste de ver quem combata o lobby gay, as mentiras que José Pinto Coelho disse sobre os imigrantes foram escandolosas e popularuchas: eles roubam os trabalhos, eles roubam, eles tem muitos mais subsidios do que nós!

Enfim, houvesse mais "Zé's" e esta cidade acabava!

sexta-feira, julho 13, 2007

Roma e o Dom do Espírito

O Pe Carrón escreve o artigo "Roma e o Dom do Espírito" publicado, na versão portuguesa, na revista Passos. Este pode ser igualmente lido, na versão italiana (imperdoável não sermos todos assinantes da Passos) na página internacional do movimento Comunhão e Libertação.

La Vacanza e il Destino


Appunti da alcune conversazioni con don Giussani di giessini, universitari e giovani lavoratori negli anni '60 e '70.Li riproponiamo nella loro pur evidente sinteticità. Dalla nostra storia, suggerimenti per vivere bene il presente.

Il tempo della libertà

Non è un dover fare, ma un dover essere. La vacanza è il tempo della libertà, non come liberazione dallo studio, ma perché obbliga alla fatica e alla responsabilità della libertà e della sincerità. È il tempo in cui viene a galla quello che vuoi veramente.C'è in me la presenza di qualche cosa di reale come il mare e le montagne. Io sono sempre io.Il tempo della vacanza è quello della personalità. Salvare la permanenza di un criterio (momento di fedeltà e di continuità). Dopo un po' di tempo anche la novità cessa e provoca la noia. La novità è la vera ricerca del nostro destino. Fare attenzione agli altri.Adattarsi a un ambiente non vuol dire compromettersi con esso.Mali: - considerare il riposo come un dimenticare quello che è accaduto prima- assenza di un programma- accettare di recitare una parte che mi renda più simpatico a quelli che mi circondano- paura di rimanere soli, che nasconde spesso la paura della responsabilità del tempoFissare dei punti nella giornata (sapere ciò a cui si va incontro) di cose serie, di preghiera.Saper riprendere sempre. Scrivere. Raggio estivo. Disporsi a vivere con bontà. Discrezione con l'ambiente.Evitare certe esperienze. Appunti da un Raggio, 9 giugno 1962

Lavoro e riposo

Il lavoro esprime la vita come vita, ingombra la vita tutta quanta. Il lavoro in senso stretto - l'andare in un determinato posto, oppure mettersi a compiere determinate azioni di cui si deve rispondere, a cui è legata una remunerazione che permette di vivere - occupa la vita più che il riposo, più che il dormire. Ecco, il lavoro contende col riposo lo spazio della vita, ed è abbastanza impressionante questo binomio (impressionante nel senso giusto della parola), perché è proprio l'uomo a essere diviso tra una quantità di inerzia e una quantità di energia. Comunque, il lavoro contende col sonno il primato nell'occupare tutte le ore della nostra vita.Noi usiamo la parola "lavoro" anche in senso più largo, proprio come sinonimo di "vita", cioè come espressione di noi. E, infatti, quando andiamo via, per chi riesce a essere fedele, a seguirci fedelmente anche in vacanza, qual è l'impressione rispetto alle vacanze che si facevano prima? Prima erano vuote e ora, invece, si sentono piene. O quando andiamo in gita insieme, facendola secondo il nostro spirito, dove sta la differenza? Quando uno torna a casa la sera non finisce tutto, non è di fronte a una cosa finita. Perché vacanze e gite sono diverse? Perché costituiscono un lavoro. Tanto è vero che tanti si impressionano, tanti si fermano e non ci seguono più per questo, perché se procedessero, se seguissero, alla fine di una giornata (gita) o alla fine di quindici giorni (vacanza) come noi li impostiamo, il tempo sarebbe pieno, chiunque lo sentirebbe pieno, sentirebbe che non ha perso tempo, cioè che ha lavorato. Esercizi Gl, Varigotti, 2 maggio 1964

Coscienza e compagnia

Dalla vita e dal crescere non c'è vacanza. Quindi per il periodo particolare dell'estate sottolineiamo due punti.La nostra è eminentemente una vita, quindi non si tratta di momenti staccati, che possono anche colpirci e impressionarci fortemente, ma che non ci richiamano, non ci introducono, non si risolvono in una vita.Sono due le caratteristiche particolari della vita d'estate: 1) la coscienza. La vacanza è il momento in cui più liberamente e tranquillamente si può prendere coscienza. Ci accorgeremo di vivere la nostra libertà, infatti, se avremo coscienza. Momento di libertà è quando più facilmente si può entrare in noi stessi;2) la compagnia. Essere intransigenti nell'impostare la nostra compagnia. Guardiamo all'espressione chiara e netta per giudicare la compagnia. E per mantenere questo, continuiamo il riferimento con la comunità. Scuola Gs, 6 giugno 1965

In cammino

La sequela è giocare il senso di se stessi. Allora il seguire diventa un lavoro, perché colui che tu segui, ciò che segui, non ti mette davanti il significato di te, perché questo lo farà Cristo venendo alla fine del mondo. Ma colui che segui, giocando, rischiando te stesso, ti mette davanti il senso di te dentro un determinato gesto. Perché il senso di noi stessi lo vedremo con evidenza alla fine; ma prima della fine c'è tutta quanta la trama di gesti che si chiama vita. Per esempio, una vacanza - non come la concepiscono tutti (tutti!) - che diventi un cammino, un passo nel cammino verso una maturità maggiore di sé: una coscienza maggiore dell'istante come rapporto col destino, una coscienza maggiore del nesso tra il proprio io e gli altri (comunione), una coscienza maggiore del nesso fra il gesto effimero, il gesto mio e la presenza delle cose (ordine). Così uno scopre, in quel frangente, un miglioramento di sé, scopre un senso più grande di se stesso. équipe Clu, 2 settembre 1978

quarta-feira, julho 11, 2007

Ainda sobre a Europa...

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O Professor João Luís César das Neves escreve, na sua habitualmente brilhante coluna "Não há almoços grátis", no DN da passada segunda feira, um precioso aritigo sob a epigrafe : "A Constituição que desmente a Europa".
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Este artigo, para além de ser um juizo claro sobre as últimas décadas da política europeia em geral e da evolução do apelidado "processo constitucional europeu" em especial, que por si só, já seria uma boa razão para lê-lo, tem ainda uma outra virtude bem mais valiosa. O Professor demonstra que não existe contradição entre ser-se "Pró-Europa" e discordar com o rumo que a União Europeia tem trilhado nos últimos tempos.
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De facto, tenta-se sempre colocar entre a espada e a parede aqueles que discordam com a idéia de Europa vigente ou com as políticas europeias em concreto.
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Exemplo dessa tendencia é a reposta do Sr. Ministro da Agricultura aos pescadores que colocavam a legítima questão de saber quais os beneficios concretos que a política européia das pescas trouxe a Portugal. A esta pergunta, o Sr Ministro responde que, se os pescadores estão descontentes deverão pedir a saida de Portugal da União. Este exemplo poderá ser pequeno, mas não deixa de confirmar uma tendência preocupante. Tal, apenas contribui para o crescente afastamento da generalidade das pessoas das políticas e instituições europeias
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A Europa, que orgulha-se de ser um espaço de democracia, nega-se ao debate democrático, exactamente na ferida que mais lhe dói: O debate sobre a o próprio projecto europeu. O que é a Europa? O que quer ser a Europa?
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Bernardo Gomes de Castro

quarta-feira, julho 04, 2007

Não à Ditadura do Relativismo, Sim à Europa!

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A CEE nasceu, após a II Guerra Mundial, com um propósito claro: Estabelecer uma "aliança" política estável entre os Estados europeus (principalmente entre Alemanha e França) de forma a recuperar dos traumas causados pelas duas guerras travadas no século XX e evitar futuros conflitos no Continente.

De Gasperi, Schumann e Adenauer foram os pais desta criança (a 6) que teve uma infância feliz. Numa primeira fase alarguou-se a Norte, Sul e Oeste. A pequena Europa (a 12) tinha um futuro risonho pela frente. A Comunidade passar-se-ia a chamar União (UE). A queda do muro de Berlim (1989), tornou possível o alargamento a Leste. O Santo Padre, o Papa João Paulo II, avisara-a da necessidade, para um crescimento saudável, de respirar com os dois pulmões (o ocidental e o oriental). Assim aconteceu e a nossa amiga Europa atingiu a maioridade a 27.

O que terá feito com que esta criança, com um futuro tão prometedor, esteja tão doente, agora, que se tornou adulta?

Os sintomas da sua doença são evidentes: os europeus sentem um afastamento crescente do projecto europeu. A elevada taxa de abstenção nas eleições ao parlamento europeu e o chumbo da "Contituição" do Sr. Giscard Destain na Holanda e em França confirmam-no.

A Europa é vista, pela generalidade das pessoas, como uma Tia velha que mora em Bruxelas e que manda um cheque, duas vezes por ano, no dia de anos e no Natal. Convém não a desagradar em demasia mas também não faríamos, em caso algum, uma viagem tão longa específicamente para a visitar.

Acontece que os sintomas não explicam por completo a doença. Estes limitam-se a descrevê-la. Perguntar pela sua causa e pela terapia adequada continua a ser pertinente.

Quanto à causa dir-se-á que, após uma simples análise ao sangue, se pode concluir que a nossa querida Europa foi infectada por um virus antigo, que já antes a atingira, mas que não criara nela as necessárias imunidades: O virus do totalitarismo. Este pode manifestar-se de diferentes formas.

Desta vez manifestou-se como ditadura do relativismo. Ninguém pode afirmar com segurança o que é bom e o que é mau. Esta forma subtil de ditadura torna impossível a afirmação clara de princípios e valores estruturantes.

Assim, a cultura da vida foi sendo substituida pela promoção (para usar um eufemismo) do aborto e da eutanásia. A defesa da família estável baseada no amor entre o Homem e a Mulher pela promoção de todos os tipos "(in)imagináveis" de família como igualmente desejáveis. O princípio da liberdade religiosa pelo laicismo deturpado. O princípio da subsidariedade por uma ingerência desadequada na autonomia das pessoas, das pessoas colectivas e dos estados.

A Europa perde, desta forma, uma das suas principais riquezas: a unidade na diversidade.

A nossa Tia Europa, não bastava estar velha e chata, como está metediça e autoritária. Esse é o seu principal problema. Ser velha e chata ainda se compreendia. Mas autoritária?

Acontece que este virus, que tantos danos causou internamente, começa a tornar-se perigosamente contagioso. Sinal alarmante desse contágio são as recentes pressões oficiais da União ao Estado do Nicarágua. Imagine-se! A União tem pressionado o Estado do Nicarágua para que recue num projecto de lei, em debate naquele país, por considerá-lo pró vida. Esta situação descreve bem o estado da doença. Ao mesmo tempo, silencia-se o grave problema da perseguição religiosa na China.

Mas haverá alguma terapia que elimine o virus e cure a Europa?

Parece que a terapia adequada apenas pode ser uma. O regresso às origens do projecto europeu. É necessária a afirmação clara dos valores e princípios fundadores da união. Os princípios de De Gasperi, Schumann e Adenauer. Só isso permitirá que a Europa cresça saudável e impedirá que continue a ser vista como a velha Tia autoritária.

Bernardo Gomes de Castro

Que sera, sera



When I was just a little girl
I asked my mother, what will I be
Will I be pretty, will I be rich
Here's what she said to me.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

When I was young, I fell in love
I asked my sweetheart what lies ahead
Will we have rainbows, day after day
Here's what my sweetheart said.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

Now I have children of my own
They ask their mother, what will I be
Will I be handsome, will I be rich
I tell them tenderly.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

Doris Gray


Um disparate é sempre um disparate. Que dele nasça algo de grande é Graça de Nosso Senhor.

P.S.: Post com dedicatória

terça-feira, julho 03, 2007

"Nós amamos mais a morte que vocês a vida"

Lembr-me que aquando dos atentados de 11 de Março em Madrid, os terroritas que realizaram o atentado diziam esta frase na mensagem que enviaram aos media.

Agora que o terrorismo na Europa voltou as primeiras páginas dos jornais não podemos deixar de nos perguntar, nós o que temos para opor aos terroristas? Eles acreditam lutar por algo pelo qual vale a pena dar a sua vida e a dos outros. E a Europa o que propõe? Porque razão vale a pena opor-nos ao terrorismo?

A Europa hoje não tem nada a propor. Cada vez mais se fala numa unida europeia, mas o que nos une? Um relativismo cultural, onde não se defende nem se acredita em nada, é isto que a Europa oferece. Uma cultura de morte onde o aborto, a homosexualidade e o divórcio são bandeiras. Uma cultura onde a fé, o casamento e a família são atacados constantemente.

A verdade é contra a cultura de morte do Islão a Europa só têm a propor uma outra cultura de morte. Mais lenta, mais gradual, mas igualmente mortífera.

segunda-feira, julho 02, 2007

Everybody Hurts - R.E.M.



When the day is long and the night, the night is yours alone,
When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts sometimes

Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on

'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone

If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on

Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone