terça-feira, setembro 25, 2007

A revisão do Código de Processo Penal


Aparentemente, a nova reforma do CPP não deveria merecer-nos quaisquer comentários, pela falta de calo político e jurídico-legislativo de que sofremos e pela falta de experiência e tacto no que respeita às questões processuais penais.

No entanto, uma observação cuidada do diploma que agora veio alterar o regime processual, traz para o sistema jurídico uma legalização premeditada e propositadamente escondida do debate público dos casamentos entre homossexuais.

Começa a ser comum no nosso país a técnica legislativa da secretaria: há dois anos, o Parlamento preparava-se para aprovar a lei da procriação artificial sem promover um debate público; agora, aprova as prerrogativas do casamento, alargando-as às cópulas homossexuais, no que diz respeito às questões do Processo Penal.

Importa relembrar o que muitas vezes dissemos neste blog: quando um partido político se apresenta a eleições legislativas, apresenta igualmente um programa de governo no qual indica as linhas políticas, económicas, sociais e culturais que visa prosseguir. É certo que não deverá passar todo o mandato a questionar o povo sobre decisões de cariz político, como sejam o Orçamento de Estado, o sistema judicial ou a política internacional. Porém, não se concebe uma maioria democrática que introduza questões culturais de relevo e tangibilidade com a vida concreta do povo sem consultar a sua opinião.

Mais grave ainda é o facto de esta introdução ser feita na secretaria, para que não venha a ser suscitado qualquer debate público.

Artigo 68.º
[...]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) No caso de o ofendido morrer sem ter renunciado
à queixa, o cônjuge sobrevivo não separado judicialmente
de pessoas e bens ou a pessoa,
de outro ou do
mesmo sexo
, que com o ofendido vivesse em condições
análogas às dos cônjuges, os descendentes e adoptados,
ascendentes e adoptantes, ou, na falta deles, irmãos
e seus descendentes, salvo se alguma destas pessoas
houver comparticipado no crime;
[...]
Artigo 134.º
Recusa de depoimento
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) Quem tiver sido cônjuge do arguido ou quem,
sendo de outro ou do mesmo sexo, com ele conviver ou
tiver convivido em condições análogas às dos cônjuges,
relativamente a factos ocorridos durante o casamento
ou a coabitação.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Yolanda - Pablo Milanes




Esto no puede ser no más que una canción;
quisiera fuera una declaración de amor,
romántica, sin reparar en formas tales
que pongan freno a lo que siento ahora a raudales.
Te amo,
te amo,
eternamente, te amo.

Si me faltaras, no voy a morirme;
si he de morir, quiero que sea contigo.
Mi soledad se siente acompañada,
por eso a veces sé que necesito
tu mano,
tu mano,
eternamente, tu mano.

Cuando te vi sabía que era cierto
este temor de hallarme descubierto.
Tú me desnudas con siete razones,
me abres el pecho siempre que me colmas
de amores,
de amores,
eternamente, de amores.

Si alguna vez me siento derrotado,
renuncio a ver el sol cada mañana;
rezando el credo que me has enseñado,
miro tu cara y digo en la ventana:
Yolanda,
Yolanda,
eternamente, Yolanda.

Nada, nem ninguém, pode satisfazer o desejo de infinito que existe em cada homem. Contundo, a consciência desta impotência, faz-nos perceber que não estamos sós. Estamos, como diz a música, acompanhados nesta solidão.

Encontrarmos, no meio da multidão, alguém, tão impotente como nós, mas que olha para a nossa humanidade e a ama tal como ela é, ajuda-nos a levantar de manhã e continuar a procurar aquEle que realmente pode satisfazer o nosso desejo.

Missa em Latim!

O DN de ontem, ao bom estilo jornalístico português, decidiu criar sensação e dizer o Cardeal Patriarca estava contra o Papa na questão da missa em Latim.

Quem leu a notícia, que mesmo com honras de capa só teve direito ao fim da última página do jornal, percebe que o DN só quis mesmo causar sensação, sem se preocupar com aquilo que realmente disse o Senhor Patriarca.

Podem ver aqui a mensagem que o Patriarca de Lisboa enviou aos párocos de Lisboa, na qual nos podemos aperceber da sua profunda comunhão com o Santo Padre e do seu amor a este povo que o Papa confiou à sua autoridade de pastor da Igreja.

Semper Fidelis!

sábado, setembro 15, 2007

Beatificação do Papa João Paulo II

Deixo aqui (passará também a constar da nossa lista de links) o site oficial do processo de beatificação do grande Papa João Paulo II:

http://www.vicariatusurbis.org/Beatificazione/

L'inizio vero, una provacazione alla vita

"«Settembre, andiamo. È tempo di migrare», diceva il poeta Gabriele D’Annunzio, riferendosi ai pastori che lasciavano la loro terra. Tornare a lavorare, rimettere piede a scuola è forse “migrare” da se stessi? Da quel che si desidera? Il cosiddetto senso del dovere che molti invocano per ricominciare dopo le vacanze, il significato di quel che si è chiamati a fare per obbligo o necessità sta forse nel negare se stessi ributtandosi nella prigione delle cose?

Parlando ai responsabili internazionali di Cl, don Carrón ha detto che «l’affermazione dell’io diventa una prigione quando non corrisponde alla vera natura dell’io. Perché, la natura dell’io qual è? È quello che deve fare (e perciò non riesce mai a essere soddisfatto), è quello che è in grado di realizzare o la natura dell’io è rapporto con il Mistero? Noi siamo tante volte incastrati, perché su questo punto la mentalità è quella di tutti».

Dire che ricomincia la scuola significa che ricomincio io dentro la scuola con tutta l’ampiezza della mia umanità: studente e insegnante, e anche genitore. Perché il desiderio dell’io è più grande di ogni riuscita e di ogni delusione e resiste anche sotto una montagna di detriti. Se non ricomincio io, nulla ricomincia veramente, e si percepisce la realtà solo come se fosse un grande marchingegno che prosegue indifferente la sua corsa. E così si finisce per subire le circostanze, prigionieri o annoiati già al primo passo.

Solo quando si ricomincia prendendo sul serio le proprie domande e le urgenze che stanno sotto il desiderio di significato, di vero e di bello che ci costituisce, la realtà quotidiana apre il suo tesoro di occasioni, di incontri, di scoperte. Se così non è, la scuola - come ogni altro luogo dove si vive - diviene un anonimo deserto dove si incontrano apparenze di persone, che esibiscono solo la parte esteriore, spesso più superficiale e perciò violenta, di se stesse. E invece che aule, ore, dialoghi dove si impara a essere liberi, diventa un caravanserraglio di mezzi schiavi. Invece che speranza per il futuro del Paese, emergenza sociale. «Le crisi di insegnamento - scriveva Charles Péguy, nel 1904, in un articolo per la riapertura delle scuole - non sono crisi di insegnamento; sono crisi di vita. Una società che non insegna è una società che non si ama, che non si stima; e questo è precisamente il caso della società moderna» (Lui è qui, Bur, p. 39).

La scuola non vive in un mondo a parte, è anzi radice e fiore di un popolo. Ma nessun sociologo, nessun pedagogista democratico e nessun ministro possono fare in modo che “l’io ricominci” al livello giusto nella scuola, cioè al livello della libertà. Occorre un incontro. L’esperienza della libertà, lo sappiamo dalla vita, si fa quando si incontra qualcosa, qualcuno che soddisfa il desiderio di pienezza che abbiamo. Sono molte le false promesse di libertà che ci vengono propinate, e che però crollano davanti a una sincera domanda di vera liberazione.

Ma allora, a dispetto di tutte le difficoltà e i guai, dove sono questi incontri che fanno ricominciare l’io e che rendono la scuola non esilio da se stessi, ma educazione, ovvero l’avventura di entrare nella realtà, diventando uomini?
In questo numero di Tracce, il perché vale la pena ricominciare nell’esempio di alcuni studenti e insegnanti. «L’inizio vero - disse don Giussani a un raduno di insegnanti a Viterbo, nell’agosto del 1977 - è una provocazione alla nostra vita; ciò che non è provocazione alla vita ci fa perdere tempo, energia e ci impedisce la vera gioia». Buon inizio a tutti."

Editorial Tracce nº 8, Setembro

"Ou protagonista ou nada"

"Vimos e vemos hoje no Evangelho que para Deus não existem periferias. A Terra Santa, no amplo contexto do Império Romano, era periferia; Nazaré era periferia, uma cidade desconhecida. E todavia precisamente aquela realidade era, de facto, o centro que mudou o mundo! E assim também nós devemos formar centros de fé, de esperança, de amor e de solidariedade, de sentido da justiça e da legalidade, de cooperação. Somente assim a sociedade moderna pode sobreviver.

É necessária esta coragem, para criar centros, mesmo se já não parece existir esperança. Devemos opor-nos a este desespero, devemos colaborar com grande solidariedade e fazer o que for possível para que cresça a esperança, para que os homens possam colaborar e viver. Como vemos, o mundo tem que ser mudado, mas é exactamente esta a missão da juventude! Não podemos fazê-lo somente com as nossas forças, mas em comunhão de fé e de caminho. Em comunhão com Maria, com todos os Santos, em comunhão com Cristo podemos fazer algo de essencial e encorajo-vos e convido-vos a ter confiança em Cristo, e ter confiança em Deus. Estar na grande companhia dos Santos e ir adiante com eles pode mudar o mundo, criando centros na periferia, para que realmente se torne visível e se torne realista a esperança de todos e cada um possa dizer: "Eu sou importante na totalidade da história. O Senhor ajudar-nos-á". Obrigado
"

Papa Bento XVI, Ágora dos Jovens italianos, Loreto, Setembro 2007 (Encontro Completo)

Semper Fidelis!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Perseguições!

Continua, de maneira escandalosa, a perseguição à Igreja na China!

Enquanto pelo mundo fora se fala do "milagre económico" chinês bispos, padres e leigos continua a ser presos e mortos!

Que Nossa Senhora, Rainha dos Mártires, mantenha os nossos irmão chineses firmes na fé para que do seu sangue nasça um povo cristão.

Soneto da Fidelidade - Vinicius



E tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meus pensamentos
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

quarta-feira, setembro 12, 2007

Guerra ao Terrorismo

Fez ontem 6 anos sobre os atentados as Torres Gémeas. Muitos gostam de dizer que nesse dia o mundo mudou, esquencendo-se que há séculos que o mundo existe e que muitos foram os acontecimentos que, supostamente, "mudaram" o mundo. Não podemos contundo deixar de reconhecer que estes atentandos foram o catalisador para a guerra contra o terrorismo (guerra esse que era inevitável, mais tarde ou mais cedo) e que acabou por originar a guerra no Afeganistão e, sobretudo, a guerra no Iraque.

Deixo aqui o juízo que o movimento Comunhão e Libertação fez quando começou a guerra no Iraque pois é uma ajuda para ajuizar toda a chamada "guerra ao terrorismo":

"Não, assim como não nos tinha convencido Bush pai, assim não nos convence Bush filho. Não conseguimos perceber porque é que Saddam seja o mais malvado de todos, porque é que é o mais perigoso, porque é que o seu aniquilamento é, por isso, indispensável à luta contra o terrorismo. Ou melhor: em relação a outros regimes, a tirania de Saddam aparece mais "moderada". Veja-se como exemplo, a tolerância pelas Igrejas cristãs, que no Iraque existem; e noutros países não.

Somos contra esta guerra; estamos com o Papa, que a vê desproporcionada como método e como objectivo e está a recorrer a todos os meios lícitos para evitá-la: para evitar que os pobres iraquianos, além da opressão humana e política, sejam também expostos aos bem mais mortais bombardeamentos aéreos. E que, nós todos, sejamos expostos às consequências de um conflito inútil.

Nós estamos com o Papa, não só contra a guerra, mas sobretudo a favor da sua obra de reconstrução da paz. O Papa não desligitima a América; não diz que é a sentina de todos os vícios do rico Ocidente; não desbaptiza, nem excomunga os soldados católicos que partiram para o Iraque; mas convida todos a unirem-se a ele na oração ("Só a intervenção do Alto pode fazer esperar num futuro menos obscuro... convido todos a pegar no Terço para invocar a intercessão da Santíssima Virgem"; Angelus de 9 de Fevereiro de 2003) e na procura do modo mais adequado para combater a violência que está sobre nós.

Deste modo mais adequado nós vemos um aspecto irrenunciável: a salvaguarda da liberdade. A liberdade de acreditar, a liberdade de se exprimir, a liberdade de trabalhar por um futuro melhor; a liberdade da Igreja e a liberdade do Estado; a liberdade das instituições e a liberdade da democracia. A América é um exemplo disto; é de tal modo um exemplo disto que se torna quase como um sonho, sobretudo para os deserdados. Por isso ainda que o governo americano, na situação actual, erre, nós à América não renunciamos, até porque na América se pode ser contra a guerra da América. Em muitos países uma liberdade assim nem sequer é sonhada. Nós não queimamos as bandeiras americanas, não perseguimos a utopia da sociedade de tal modo perfeita que seja inútil ser-se bom. Não nos sentimos bem porque fazemos declarações aprovadas pela maioria.

Nós sentimos responsabilidade, amargura e pena pelas contradições que não se conseguem explicar; pela impotência dos organismos internacionais; pelos condicionamentos que, inevitavelmente, ligam as relações entre os Estados. Sabemos que a nossa liberdade deve ser usada para mudar as coisas com fadiga, determinação e civilidade de escolhas.

O verdadeiro movimento pela paz é um movimento de educação, no qual se afirmem como consciência de povo a escolha que o mal - terrivelmente presente também em cada um de nós e não só num inimigo externo (que muda consoante a fileira em que se está) - não vença sobre o bem. De maneira que cada juízo eacção sejam factores de paz, de justiça e de civilidade."

segunda-feira, setembro 10, 2007

"Ave Maria Stella del Mattino"



"Ave Maria splendore del mattino
puro è il tuo sguardo ed umile il tuo cuore
protegga il nostro popolo in cammino
la tenerezza del tuo vero amore.
Madre non sono degno di guardarti
però fammi sentire la tua voce
fa' che io porti a tutti la tua pace
e possano conoscerti ed amarti.
Madre tu che soccorri i figli tuoi
fa' in modo che nessuno se ne vada
sostieni la sua croce e la sua strada
fa' che cammini sempre in mezzo a noi.
Madre non sono degno di guardarti
però fammi sentire la tua voce
fa' che io porti a tutti la tua pace
e possano conoscerti ed amarti.
Ave Maria splendore del mattino
puro è il tuo sguardo ed umile il tuo cuore
protegga il nostro popolo in cammino
la tenerezza del tuo vero amore."

Claudio Chieffo

Sobre a morte de Cláudio Chieffo, don Julian Carron lembrava como o nosso povo foi educado no seu canto. Hoje na missa, ao escutar este cântico à saida, não pude deixar de me recordar quão verdadeiras são essas palavras.

"O canto é a expressão máxima de um povo"



Luciano Pavarotti
12 de Outubro de 1935 - 6 de Setembro de 2007

"Oh Brave New World"

Há uns anos li o livro "Admirável Mundo Novo". O livro descreve uma sociedade onde o desejo foi totalmente eliminado: os bebés são criados em laboratórios e condicionados desde pequenos para gostarem da ocupação que a sociedade lhes atribui, é incentivada a total exploração da sexualidade, inventaram uma droga que causa uma sensação de bem estar sem ressaca, inventou-se um modo de manter as pessoas saudáveis para ser mortas com uma certa idade, eliminaram-se todas as doenças. Neste "mundo novo" não existe a frustração nem a amargura, todos os instintos são satisfeitos imediatamente.

Para isto eliminou-se a familia, a cultura, a tradição e a religião ou seja, os intrumentos que são concedidos ao homem para não ter que começar a demanda pelo significado da existência do zero.

Porque se é verdade que o grito do coração do Homem, o grito de infinito que existe dentro do Coração de cada homem não pode nunca ser extinto, pode ser cancelado através da alienação da realidade.

Contudo, neste sociedade completamente alienada, dependente de drogas e sexo, existem alguns selvagens, que vivem em reservas, que se mantêm religiosos, que vivem em familias e que lêm. Um destes selvagens é trazido para a cidade e começa por deliciar-se com este mundo. Contudo rapidademente compreende que o preço por esta satisfação imediata dos instintos é a sua própria humanidade. Desesperado diante desta sociedade bestializada o "Selvagem" acaba por se suicidar.

Este livro é essencial, não como uma teoria sobre o Desejo ou como defesa da Familia, da Cultura e da Religião, mas como sério aviso aquilo que nos espera.

Tornam-se cada vez mais visíveis os ataques à familia (o aborto, a eutanásia, as uniões de facto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo), o incentivo à sexualidade desenfreada como mero instinto, a perseguição a religião e a transformação do sentido religioso em mero sentimento relativo, o total desprezo pela tradição e pela cultura. Este admirável mundo novo está cada vez mais perto...

domingo, setembro 09, 2007

Pippin's Song



"Home is behind the world ahead
And there are many paths to tread
Through shadow to the edge of night
Until the stars are all alight.

Mist and shadow
Cloud and shade
All shall fade
All shall fade"

sexta-feira, setembro 07, 2007

É bella la Strada!

Morreu há cerca quinze dias Claudio Chieffo, cantor e escritor da maior parte dos cantos com que fomos educados no movimento. Ficam aqui as palavras de don Julian Carron sobre a sua morte:

"Caros amigos, rezamos por Claudio Chieffo, que agora vê cara a cara o rosto bom do Mistério que faz todas as coisas e que ele desejou e cantou por toda a vida.

A poesia das suas canções exprimiu a paixão pela presença de Cristo como Aquele que revela a cada um de nós o significado do drama da vida, fazendo-se companheiro do caminho para o Destino.

O nosso povo, educado nos seu canto, continua a caminhar na certeza que «é a bela a estrada que leva a casa», onde agora don Giussani e don Ricci acolhem Claudio"

Rimini, 19 de Agosto

Cem por um.

Acabaram-se as férias, o blog está de volta. Foram umas férias grandes e belas. Marcadas pelas férias dos Universitários de Comunhão e Libertação, onde cresci na consciência que Cristo me atrai a si, não através de uma teoria ou de uma moral, mas através das coisas belas que me coloca diante e onde brilha a Sua Luz.

Acabadas as férias começa o ano lectivo com o desejo reforçado que nada se perca, que tudo seja para a minha felicidade: das aulas a eucarístia, do namoro a oração.

Neste primeiro "post" à séria desde que parti de férias, fica o desejo de viver a vida cada vez mais a sério, pois experimentei com clareza nesta férias que Cristo dá realmente cem por um.

I hope you dance - LeAnne Womack

O meu mestre, don Giussani, ensinou-me a valorizar a beleza de cada coisa que encontro no meu caminho. Esta música é daquelas que habitualmente me faz gozar animadamente com os cantores "foleiros". Contudo o desejo que a cantora exprime é o que eu peço para mim: que nunca me deixe de espantar com a realidade, que nunca deixe esmorecer o desejo, que prefira ser protagonista a nada.

I hope you never lose your sense of wonder
You get your fill to eat
But always keep that hunger
May you never take one single breath for granted
God forbid love ever leave you empty handed
I hope you still feel small
When you stand by the ocean
Whenever one door closes, I hope one more opens
Promise me you'll give faith a fighting chance

And when you get the choice to sit it out or dance
I hope you dance
I hope you dance

I hope you never fear those mountains in the distance
Never settle for the path of least resistance
Living might mean taking chances
But they're worth taking
Lovin' might be a mistake
But it's worth making
Don't let some hell bent heart
Leave you bitter
When you come close to selling out
Reconsider
Give the heavens above
More than just a passing glance

And when you get the choice to sit it out or dance
I hope you dance
(Time is a real and constant motion always)
I hope you dance
(Rolling us along)
I hope you dance
(Tell me who)
I hope you dance
(Wants to look back on their youth and wonder)
(Where those years have gone)

I hope you still feel small
When you stand by the ocean
Whenever one door closes, I hope one more opens
Promise me you'll give faith a fighting chance

And when you get the choice to sit it out or dance
Dance
I hope you dance
I hope you dance
(Time is a real and constant motion always)
I hope you dance
(Rolling us along)
I hope you dance
(Tell me who)
(Wants to look back on their youth and wonder)
I hope you dance
(Where those years have gone)

(Tell me who)
I hope you dance
(Wants to look back on their youth and wonder)
(Where those years have gone)

Post do Padre Pedro Quintela sobre Madre Teresa - ESSENCIAL!

Missionária da Caridade
(Nos 10 anos da morte da Madre Teresa)

Uma fotografia junto a um moribundo. Outra mostrando-a a sorrir. Uma frase lapidar ligando o aborto e a paz. Algum episódio que ouvimos acerca da sua vida ou qualquer coisa vista à pressa na televisão, transformaram esta freira que, em nome de Jesus, pretendeu enterrar-se nos confins do mundo, numa figura familiar a todos nós, e que todos, mais ou menos, julgávamos conhecer e compreender. Poucos terão deixado de se impressionar com a sua vida, toda dada aos pobres, vida essa que nos aparecia de um modo óbvio e como que sem segredos.

A publicação recente das suas cartas aos padres que ao longo dos anos a acompanharam em direcção espiritual vem por em causa a leitura linear da sua vida: católica-generosa-freira-orações-dedicada aos pobres-santa…

Eis que por detrás de anos de aparente tranquilidade surge a notícia de uma travessia sofridíssima face ao apelo de Deus para fundar as Missionárias da Caridade, na fidelidade intocável a essa vocação e na depuração total de uma noite começada nos anos 50 e que só terminaria a 5 de Setembro de 1997.

Não poucos cristãos, ligeiros na fé, reduzem esta a um sentimento que certifica a existência de Deus, ficando assim o Senhor refém das emoções de cada um. Mais sentimento, mais Deus. Mais sensação, mais certeza. Mais emoção, mais fé. Portanto, mais eu ‘contente’ mais Deus ‘contido’ em mim (donde, alguma razão teriam os que acusam os cristãos de serem gente que confunde a sua transpiração emocional com uma entidade pessoal a que chamam Deus). Como é óbvio, quem assim pensa e vive não deixará de encontrar motivos de desalento nas dúvidas da Madre Teresa.
Enganam-se os que sentem que Deus salva o mundo com bons sentimentos, borbulhas gasosas e outras sensações agradáveis. No âmbito do amor campeia hoje um vocabulário que não vai muito além do umbigo: ‘estar bem’, ‘realizar-se’, ‘ter direito a ser feliz’. Não que o Evangelho agache a promessa de felicidade: 100 vezes mais a promete o Senhor! Todavia, os termos são outros porque a realidade é Mistério que crucifica a pretensão do homem. Mesmo as suas boas intenções religiosas. Este só se abre ao Senhor na oblação da vontade chamada obediência, no esvaziamento de si em pobreza chamado comunhão, na ambição de uma aliança de amor maior chamada sacrifício.
A fé pode emergir dum sentimento, despertado pela Palavra. E quanto consolo não terá recebido a Madre Teresa quando o Senhor quis que ela o recebesse: alegria, alegria, paz, certeza, esperança! Mas a fé afirma-se na travessia do tempo como decisão, escolha, aventura de confiança: ‘mais Te escondes, mais o meu desejo permanece atento como sentinela’. Ou seja, a fé mede-se na fidelidade!

Deus revela-se, diz e diz-Se, apresenta-se como Pai, dá segurança e lei, vem como irmão e amigo, oferece a Sua presença interior, unção suave de gozo e paz e a partilha a Sua fecundidade. Mas o mesmo Deus vem buscar-nos a casa para nos trazer até à Sua Casa: seguem-se dias ou meses, todo o tempo que Ele providenciar, duma travessia sem dia de chegada marcado! Tempo assaltado por provações e tentações no silêncio escuro das estreitas veredas por onde se é chamado a seguir. Às vezes tempo de uma solidão invencível porque o Único que a podia vencer mais a afirma. Esse mesmo que sabe da nossa sede d’Ele e de quanta água temos guardada para o caminho nessa cisterna a que chamamos coração.

Acresce que surgiram a proclamar vitória e vingança os do costume, fardados com as pompas do ateísmo, confirmando a evidência de que a fé começa por ser um fruto da imaginação para terminar numa obsessão fraudulenta: fantasia-se Deus, Ele não se mostra, continua-se a viver fingindo que Ele existe. Daí que a Madre Teresa não fosse mais do que uma espécie de marxista sublimada, em versão católica.
Para o desmentir, bastaria lembrar que as utopias nascem generosas, afirmam-se na violência e morrem ferozes. Não consta que a Madre Teresa tenha pugnado por tribunais populares. Note-se, também, que a santa de Calcutá não deparou, a páginas tantas, na sua vida com o desmentido dos seus ideais: ‘é tudo falso’. O que se passou e que, pelo visto, muito a admirou na heroicidade do seu sofrimento, foi que nela encarnava e se cumpria o Evangelho todo, e também aquela parte em que Jesus sua sangue…

Outros, ainda, que fazem um percurso vivo e aprofundado da sua fé, não deixaram de encontrar nas dúvidas da Madre Teresa argumentos simétricos que justificam as suas próprias dificuldades existenciais que os fazem suspeitar de Deus, da Eucaristia, da alma, do céu e do resto do credo…
Julgam mal os que julgam reconhecer na Madre Teresa uma crise de fé como as suas: porque uma coisa é a suspeita de Deus que nos faz não embarcar e seguir com Ele. Não querer ir mais longe do que o nosso projecto/sonho de vida; e que o Senhor não venha perturbá-lo… Outra coisa é a aventura de quem se fez ao largo e fundo mar, lá onde fala o Adamastor, mantendo firme a face diante da vaga, das muitas vagas. Porque não é a presença de Deus no mar alto que assusta. É a Sua ausência. É o Seu permitir que sobre os justos rebentem ondas que rebentam tudo. ‘De Deus não farás imagens’ diz o mandamento. E que outra graça trouxeram à Madre Teresa todos os anos de deserto no mar alteroso senão aquela mesma que a fez identificar-se com o rosto do Filho na dom da Cruz.
Distinguem-se, ainda, os acontecimentos interiores no coração da Madre Teresa dos que nos ocorre reparar em nós, pelo facto de, nestes, a sua natureza ser vulgar: quantos ‘interesses’ próprios e privados nos que têm interesse em ter dúvidas de fé. Nada de existencial, no sentido de datado e definido pelo séc. XX, na experiência da irmã de Calcutá. Ela sabia-o: ‘não confiar’, ‘não acreditar’, ser paralisada pelo medo, são experiências correntes num tempo adoecido na lassidão da in-certeza do ‘eu’ contra a necessidade de relação disponível com o ‘Tu'.
Na Madre Teresa a raridade da vocação que a fez sofrer o que agora sabemos tem a origem no mesmo dom de excepção da sua força, da extensão da sua generosidade, da evidência do seu testemunho cristão.

Não nos resta senão bendizer a Deus que a provou, incendiou, e deu aos nossos tempos com o heróica vocação de testemunhar até ao fim um amor único, virginal, total, como 'escrava do Senhor'. Como Missionária da Caridade, portanto!

quinta-feira, agosto 16, 2007

Piel Canela



Que se quede el infinito sin estrellas
o que pierda el ancho mar su inmensidad
pero el negro de tus ojos que no muera
y el canela de tu piel se quede igual.

Si perdiera el arcoiris su belleza
y la flores su perfume y su color,
no sería tan inmensa mi tristeza,
como aquella de quedarme sin tu amor.

Me importas tú, y tú y tú
y nadie más que tú...
me importas tú, y tú y tú
y solamente tú.
Ojos negros piel canela,
que me llegan a desesperar,
me importas tú, y tú y tú
y solamente tú.

Bacio a mezzanotte



Non ti fidar
di un bacio a mezzanotte
se c'è la luna non ti fidar
perché perché
la luna a mezzanotte
riesce sempre a farti innamorar
non ti fidar di stelle galeotte
che invitano a volersi amar
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar

Ma come farò senza più amar
ma come farò senza baciar
ma come farò a non farmi tentar
luna luna tu
non mi guardar
luna luna tu
non curiosar
luna luna tu
non far la sentinella
ogni stella in ciel
parla al mio cuor
ogni stella in ciel
parla d'amor
ogni stella in ciel sarà
la mia stella
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar

Non ti fidar
di un bacio a mezzanotte
se c'è la luna non ti fidar
perché perché
la luna a mezzanotte
riesce sempre a farti innamorar
non ti fidar di stelle galeotte
che invitano a volersi amar
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar


Dedicado ao CLU em geral...

terça-feira, agosto 14, 2007

Aljubarrota.

Neste mesmo dia, há 622 anos, as tropas de El-Rei Dom João I, lideradas pelo Santo Condestável, esmagam as tropas castelhanas no campo de Aljubarrota.
Rogai por nós bem aventurado Nuno,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amnistia?

Mais uma vez o DN está profudamente enganado: não é a AI que desafia o Vaticano, é a Santa Sé que mais uma vez ousa, contra todo o mundo bem pensantes, afirmar as verdades essenciais.
Por isso, em vez de apoiar um instituição que promove o aborto como solução, a Igreja continua o seu trabalho incansável juntos dos que mais precissam em todo o mundo.

domingo, julho 22, 2007

Shape of my heart - Sting



He deals the cards as a meditation
And those he plays never suspect
He doesnt play for the money he wins
He doesnt play for the respect
He deals the cards to find the answer
The sacred geometry of chance
The hidden law of probable outcome
The numbers lead a dance

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart

He may play the jack of diamonds
He may lay the queen of spades
He may conceal a king in his hand
While the memory of it fades

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart
Thats not the shape, the shape of my heart

And if I told you that I loved you
Youd maybe think theres something wrong
Im not a man of too many faces
The mask I wear is one
Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who smile are lost

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart
Thats not the shape of my heart

(da banda sonora de Leon o Assasino)

sábado, julho 14, 2007

Segurança!

Um dos grandes temas da campanha para a Câmara foi a segurança, ou melhor, a insegurança. Contudo, todos os quandrantes analisam a segurança de um prisma ideológico: a extrema direita culpa os imigrantes, a extrema esquerda os ricos que exploram os pobres, o resto culpa a sociedade que discrimina os pobres, os loucos, os imigrantes, enfim, todos os que não se encaixam na sociedade.

Todas estas explicações partem do príncipio que o homem é feito pela sua circunstância, como se o homem não tivesse liberdade para decidir entre o bem e o mal. Contudo a realidade nega este pressuposto, de que o homem é feito pela circunstância. Desde sempre que há homens pobres e perseguidos que se tornaram grandes homens e homens que tiveram tudo e se desgraçaram.

O problema da segurança é, antes de mais, um problema de eduação. Nós hoje somos educados na crença que não há bem nem mal, só há culturas e opiniões diferentes. O mundo moderno afirma que não há uma Verdade, por isso não há coisas erradas.

Uma sociedade que é educada assim, é uma sociedade que simplesmente não é educada. Uma sociedade que diz que tudo é verdade é uma sociedade que afirma que nada é verdade.

Só uma sociedade que afirma a Verdade pode realmente educar. O problema não é a sociedade, mas sim a deseducação da mesma!

Houvesse mais Zé's!?

Toda a campanha eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa não foi propriamente pautada pela educação ou pela seriadade. Contudo houva dois candidatos que superaram tudo o que é admissivél de demagogia e desonestidade: José Sá Fernandes e José Pinto Coelho.

Por uma lado o "Zé" fez toda uma campanha a explicar como era um puro e incorrupetivel. Por todo o lado vimos cartazes que explicavam como haveria menos negociatas e mais ambientes se houvessem mais "Zé's".

Para culmina, o "Zé" apareceu na TV a fazer a enumeração das obras que estavam paradas há anos: o miradouro de São Pedro de Alcântara, o miradouro de Santa Lucia, o elevador da Bica. Todas obras iniciadas este ano. Contudo, o que saiu nos jornais, é que todas estas obras duram há anos!

Por outro lado José Pinto Coelho fez uma campanha toda sobre os imigrante e os maricas. Por muito que eu goste de ver quem combata o lobby gay, as mentiras que José Pinto Coelho disse sobre os imigrantes foram escandolosas e popularuchas: eles roubam os trabalhos, eles roubam, eles tem muitos mais subsidios do que nós!

Enfim, houvesse mais "Zé's" e esta cidade acabava!

sexta-feira, julho 13, 2007

Roma e o Dom do Espírito

O Pe Carrón escreve o artigo "Roma e o Dom do Espírito" publicado, na versão portuguesa, na revista Passos. Este pode ser igualmente lido, na versão italiana (imperdoável não sermos todos assinantes da Passos) na página internacional do movimento Comunhão e Libertação.

La Vacanza e il Destino


Appunti da alcune conversazioni con don Giussani di giessini, universitari e giovani lavoratori negli anni '60 e '70.Li riproponiamo nella loro pur evidente sinteticità. Dalla nostra storia, suggerimenti per vivere bene il presente.

Il tempo della libertà

Non è un dover fare, ma un dover essere. La vacanza è il tempo della libertà, non come liberazione dallo studio, ma perché obbliga alla fatica e alla responsabilità della libertà e della sincerità. È il tempo in cui viene a galla quello che vuoi veramente.C'è in me la presenza di qualche cosa di reale come il mare e le montagne. Io sono sempre io.Il tempo della vacanza è quello della personalità. Salvare la permanenza di un criterio (momento di fedeltà e di continuità). Dopo un po' di tempo anche la novità cessa e provoca la noia. La novità è la vera ricerca del nostro destino. Fare attenzione agli altri.Adattarsi a un ambiente non vuol dire compromettersi con esso.Mali: - considerare il riposo come un dimenticare quello che è accaduto prima- assenza di un programma- accettare di recitare una parte che mi renda più simpatico a quelli che mi circondano- paura di rimanere soli, che nasconde spesso la paura della responsabilità del tempoFissare dei punti nella giornata (sapere ciò a cui si va incontro) di cose serie, di preghiera.Saper riprendere sempre. Scrivere. Raggio estivo. Disporsi a vivere con bontà. Discrezione con l'ambiente.Evitare certe esperienze. Appunti da un Raggio, 9 giugno 1962

Lavoro e riposo

Il lavoro esprime la vita come vita, ingombra la vita tutta quanta. Il lavoro in senso stretto - l'andare in un determinato posto, oppure mettersi a compiere determinate azioni di cui si deve rispondere, a cui è legata una remunerazione che permette di vivere - occupa la vita più che il riposo, più che il dormire. Ecco, il lavoro contende col riposo lo spazio della vita, ed è abbastanza impressionante questo binomio (impressionante nel senso giusto della parola), perché è proprio l'uomo a essere diviso tra una quantità di inerzia e una quantità di energia. Comunque, il lavoro contende col sonno il primato nell'occupare tutte le ore della nostra vita.Noi usiamo la parola "lavoro" anche in senso più largo, proprio come sinonimo di "vita", cioè come espressione di noi. E, infatti, quando andiamo via, per chi riesce a essere fedele, a seguirci fedelmente anche in vacanza, qual è l'impressione rispetto alle vacanze che si facevano prima? Prima erano vuote e ora, invece, si sentono piene. O quando andiamo in gita insieme, facendola secondo il nostro spirito, dove sta la differenza? Quando uno torna a casa la sera non finisce tutto, non è di fronte a una cosa finita. Perché vacanze e gite sono diverse? Perché costituiscono un lavoro. Tanto è vero che tanti si impressionano, tanti si fermano e non ci seguono più per questo, perché se procedessero, se seguissero, alla fine di una giornata (gita) o alla fine di quindici giorni (vacanza) come noi li impostiamo, il tempo sarebbe pieno, chiunque lo sentirebbe pieno, sentirebbe che non ha perso tempo, cioè che ha lavorato. Esercizi Gl, Varigotti, 2 maggio 1964

Coscienza e compagnia

Dalla vita e dal crescere non c'è vacanza. Quindi per il periodo particolare dell'estate sottolineiamo due punti.La nostra è eminentemente una vita, quindi non si tratta di momenti staccati, che possono anche colpirci e impressionarci fortemente, ma che non ci richiamano, non ci introducono, non si risolvono in una vita.Sono due le caratteristiche particolari della vita d'estate: 1) la coscienza. La vacanza è il momento in cui più liberamente e tranquillamente si può prendere coscienza. Ci accorgeremo di vivere la nostra libertà, infatti, se avremo coscienza. Momento di libertà è quando più facilmente si può entrare in noi stessi;2) la compagnia. Essere intransigenti nell'impostare la nostra compagnia. Guardiamo all'espressione chiara e netta per giudicare la compagnia. E per mantenere questo, continuiamo il riferimento con la comunità. Scuola Gs, 6 giugno 1965

In cammino

La sequela è giocare il senso di se stessi. Allora il seguire diventa un lavoro, perché colui che tu segui, ciò che segui, non ti mette davanti il significato di te, perché questo lo farà Cristo venendo alla fine del mondo. Ma colui che segui, giocando, rischiando te stesso, ti mette davanti il senso di te dentro un determinato gesto. Perché il senso di noi stessi lo vedremo con evidenza alla fine; ma prima della fine c'è tutta quanta la trama di gesti che si chiama vita. Per esempio, una vacanza - non come la concepiscono tutti (tutti!) - che diventi un cammino, un passo nel cammino verso una maturità maggiore di sé: una coscienza maggiore dell'istante come rapporto col destino, una coscienza maggiore del nesso tra il proprio io e gli altri (comunione), una coscienza maggiore del nesso fra il gesto effimero, il gesto mio e la presenza delle cose (ordine). Così uno scopre, in quel frangente, un miglioramento di sé, scopre un senso più grande di se stesso. équipe Clu, 2 settembre 1978

quarta-feira, julho 11, 2007

Ainda sobre a Europa...

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O Professor João Luís César das Neves escreve, na sua habitualmente brilhante coluna "Não há almoços grátis", no DN da passada segunda feira, um precioso aritigo sob a epigrafe : "A Constituição que desmente a Europa".
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Este artigo, para além de ser um juizo claro sobre as últimas décadas da política europeia em geral e da evolução do apelidado "processo constitucional europeu" em especial, que por si só, já seria uma boa razão para lê-lo, tem ainda uma outra virtude bem mais valiosa. O Professor demonstra que não existe contradição entre ser-se "Pró-Europa" e discordar com o rumo que a União Europeia tem trilhado nos últimos tempos.
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De facto, tenta-se sempre colocar entre a espada e a parede aqueles que discordam com a idéia de Europa vigente ou com as políticas europeias em concreto.
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Exemplo dessa tendencia é a reposta do Sr. Ministro da Agricultura aos pescadores que colocavam a legítima questão de saber quais os beneficios concretos que a política européia das pescas trouxe a Portugal. A esta pergunta, o Sr Ministro responde que, se os pescadores estão descontentes deverão pedir a saida de Portugal da União. Este exemplo poderá ser pequeno, mas não deixa de confirmar uma tendência preocupante. Tal, apenas contribui para o crescente afastamento da generalidade das pessoas das políticas e instituições europeias
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A Europa, que orgulha-se de ser um espaço de democracia, nega-se ao debate democrático, exactamente na ferida que mais lhe dói: O debate sobre a o próprio projecto europeu. O que é a Europa? O que quer ser a Europa?
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Bernardo Gomes de Castro

quarta-feira, julho 04, 2007

Não à Ditadura do Relativismo, Sim à Europa!

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A CEE nasceu, após a II Guerra Mundial, com um propósito claro: Estabelecer uma "aliança" política estável entre os Estados europeus (principalmente entre Alemanha e França) de forma a recuperar dos traumas causados pelas duas guerras travadas no século XX e evitar futuros conflitos no Continente.

De Gasperi, Schumann e Adenauer foram os pais desta criança (a 6) que teve uma infância feliz. Numa primeira fase alarguou-se a Norte, Sul e Oeste. A pequena Europa (a 12) tinha um futuro risonho pela frente. A Comunidade passar-se-ia a chamar União (UE). A queda do muro de Berlim (1989), tornou possível o alargamento a Leste. O Santo Padre, o Papa João Paulo II, avisara-a da necessidade, para um crescimento saudável, de respirar com os dois pulmões (o ocidental e o oriental). Assim aconteceu e a nossa amiga Europa atingiu a maioridade a 27.

O que terá feito com que esta criança, com um futuro tão prometedor, esteja tão doente, agora, que se tornou adulta?

Os sintomas da sua doença são evidentes: os europeus sentem um afastamento crescente do projecto europeu. A elevada taxa de abstenção nas eleições ao parlamento europeu e o chumbo da "Contituição" do Sr. Giscard Destain na Holanda e em França confirmam-no.

A Europa é vista, pela generalidade das pessoas, como uma Tia velha que mora em Bruxelas e que manda um cheque, duas vezes por ano, no dia de anos e no Natal. Convém não a desagradar em demasia mas também não faríamos, em caso algum, uma viagem tão longa específicamente para a visitar.

Acontece que os sintomas não explicam por completo a doença. Estes limitam-se a descrevê-la. Perguntar pela sua causa e pela terapia adequada continua a ser pertinente.

Quanto à causa dir-se-á que, após uma simples análise ao sangue, se pode concluir que a nossa querida Europa foi infectada por um virus antigo, que já antes a atingira, mas que não criara nela as necessárias imunidades: O virus do totalitarismo. Este pode manifestar-se de diferentes formas.

Desta vez manifestou-se como ditadura do relativismo. Ninguém pode afirmar com segurança o que é bom e o que é mau. Esta forma subtil de ditadura torna impossível a afirmação clara de princípios e valores estruturantes.

Assim, a cultura da vida foi sendo substituida pela promoção (para usar um eufemismo) do aborto e da eutanásia. A defesa da família estável baseada no amor entre o Homem e a Mulher pela promoção de todos os tipos "(in)imagináveis" de família como igualmente desejáveis. O princípio da liberdade religiosa pelo laicismo deturpado. O princípio da subsidariedade por uma ingerência desadequada na autonomia das pessoas, das pessoas colectivas e dos estados.

A Europa perde, desta forma, uma das suas principais riquezas: a unidade na diversidade.

A nossa Tia Europa, não bastava estar velha e chata, como está metediça e autoritária. Esse é o seu principal problema. Ser velha e chata ainda se compreendia. Mas autoritária?

Acontece que este virus, que tantos danos causou internamente, começa a tornar-se perigosamente contagioso. Sinal alarmante desse contágio são as recentes pressões oficiais da União ao Estado do Nicarágua. Imagine-se! A União tem pressionado o Estado do Nicarágua para que recue num projecto de lei, em debate naquele país, por considerá-lo pró vida. Esta situação descreve bem o estado da doença. Ao mesmo tempo, silencia-se o grave problema da perseguição religiosa na China.

Mas haverá alguma terapia que elimine o virus e cure a Europa?

Parece que a terapia adequada apenas pode ser uma. O regresso às origens do projecto europeu. É necessária a afirmação clara dos valores e princípios fundadores da união. Os princípios de De Gasperi, Schumann e Adenauer. Só isso permitirá que a Europa cresça saudável e impedirá que continue a ser vista como a velha Tia autoritária.

Bernardo Gomes de Castro

Que sera, sera



When I was just a little girl
I asked my mother, what will I be
Will I be pretty, will I be rich
Here's what she said to me.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

When I was young, I fell in love
I asked my sweetheart what lies ahead
Will we have rainbows, day after day
Here's what my sweetheart said.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

Now I have children of my own
They ask their mother, what will I be
Will I be handsome, will I be rich
I tell them tenderly.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

Doris Gray


Um disparate é sempre um disparate. Que dele nasça algo de grande é Graça de Nosso Senhor.

P.S.: Post com dedicatória

terça-feira, julho 03, 2007

"Nós amamos mais a morte que vocês a vida"

Lembr-me que aquando dos atentados de 11 de Março em Madrid, os terroritas que realizaram o atentado diziam esta frase na mensagem que enviaram aos media.

Agora que o terrorismo na Europa voltou as primeiras páginas dos jornais não podemos deixar de nos perguntar, nós o que temos para opor aos terroristas? Eles acreditam lutar por algo pelo qual vale a pena dar a sua vida e a dos outros. E a Europa o que propõe? Porque razão vale a pena opor-nos ao terrorismo?

A Europa hoje não tem nada a propor. Cada vez mais se fala numa unida europeia, mas o que nos une? Um relativismo cultural, onde não se defende nem se acredita em nada, é isto que a Europa oferece. Uma cultura de morte onde o aborto, a homosexualidade e o divórcio são bandeiras. Uma cultura onde a fé, o casamento e a família são atacados constantemente.

A verdade é contra a cultura de morte do Islão a Europa só têm a propor uma outra cultura de morte. Mais lenta, mais gradual, mas igualmente mortífera.

segunda-feira, julho 02, 2007

Everybody Hurts - R.E.M.



When the day is long and the night, the night is yours alone,
When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts sometimes

Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on

'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone

If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on

Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone

sábado, junho 30, 2007

Pedro e Paulo



Ontem a Igreja celebrou a solenidade de São Pedro e São Paulo. Não deixa de ser impressionante que Deus, no seu misterioso designio, tenha concedido a graça do martírio a Pedro e Paulo no mesmo dia.

Hoje, tal como sempre suponho, o facto de celebrarmos estes dois santos no mesmo dia faz todo o sentido. Por um lado São Pedro representa os apóstolos, os díscipulos que tinham visto Jesus na Sua vida pública. Aqueles que eram institucionalmente a Igreja.

Por outro lado Paulo é um outsider. Tinha ajudado no martírio de Estevão e tinha seguido para Damasco para lá prender os cristãos. Mas a meio caminho encontrou Cristo e converteu-se. Então começou a pregar cheio de força, escapando dos esquemas que até então era os habituais na Igreja. Mas fê-lo sempre em unidade com os apóstolos.

Pedro e Paulo são representantes da realidade de sempre da Igreja: ao lado da hierárquia o Espírito Santo foi fazendo surgir na Igreja carismas que a reanimam. Mas a dimensão institucional e carismática da Igreja nao são realidades opostas, pois como referiu o Papa quando nos falou em Roma: "na Igreja, não há contraste ou contraposição entre a dimensão institucional e a dimensão carismática, das quais os Movimentos são uma expressão significativa, porque ambas são co-essenciais para a constituição divina do Povo de Deus. Na Igreja também as instituições essenciais são carismáticas e por outro lado os carismas devem de uma forma ou de outra institucionalizar-se para ter coerência e continuidade. Assim as duas dimensões, originadas pelo Espírito Santo para o mesmo Corpo de Cristo, concorrem juntas para tornar presente o mistério e a obra salvífica de Cristo no mundo."

Por isso, ao festejar a festa dos Apóstolos Pedro e Paulo, festejamos esta unidade da Igreja, entre a dimensão institucional e carismática, que a tornam presença de Cristo na terra.

Rogai por nós bem aventurados Pedro e Paulo,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

sexta-feira, junho 29, 2007

Férias: o tempo da liberdade

Tomei a liberdade de traduzir o texto de Giussani que o ZMD propôs para as férias, para que seja mais útil para todos.
Catas


Não é uma questão de dever fazer, mas de dever ser. As férias são o tempo da liberdade: não como libertação do estudo, mas porque obriga ao cansaço e à responsabilidade da liberdade e da sinceridade. É o tempo em que vem à tona o que tu queres verdadeiramente.

Está presente em mim qualquer coisa real, como o mar e as montanhas. Eu sou sempre eu.

O tempo das férias é um tempo de personalidade. Salvar a permanência de um critério (momento de fidelidade e de continuidade).
Depois de algum tempo a novidade também acaba e começa o aborrecimento. A novidade é a verdadeira procura do nosso destino. Tomar atenção aos outros.
Adaptar-se a um ambiente não quer dizer comprometer-se com ele:
Males:

- considerar o repouso como um esquecimento do que aconteceu antes:
- ausência de um programa
- aceitar ceder numa parte para me tornar mais simpático para os que me circundam
- medo de estar sozinhos, que esconde muitas vezes o medo da responsabilidade do tempo

Fixar pontos no dia (saber ao que é de se vai) de coisas sérias, de oração.

Saber retomar sempre. Escrever. Raggio* de Verão. Dispor-se a viver com bondade.

Discrição com o ambiente.

Evitar certas experiências.

Apontamentos de um Raggio*, 9 de Junho 1962

* nt: raggio mantém-se no original italiano, querendo dizer raio, indica os encontros que D. Giussani fazia com os seus estudantes sobre vários temas

quinta-feira, junho 28, 2007

Ave Maria - Schubert




Ave Maria, gratia plena,
Dominus tecum,
benedicta tu in mulieribus
et benedictus fructus ventris tui, Jesus.
Sancta Maria, mater Dei,
ora pro nobis peccatoribus
nunc et in hora mortis nostrae. Amen.

Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Ámen.

Ave Verum - Mozart



Ave Vérum Córpus nátum de Mária Vírgine.
Vere pássum, immolátum in crúce pro hómine;
cújus látus perforátum flúxit áqua et sánguine.
Esto nóbis praegustátum mórtis in exámine.
O Jésu dúlcis! O Jésu píe! O Jésu fíli Maríae!

Avé, verdadeiro corpo, da Virgem Maria nascido, que pelo homem padeceu e foi imolado na cruz. De seu lado trespassado manou água e sangue. Oxalá nós o bebamos na hora da nossa morte. Ó doce Jesus! Ó piedoso Jesus! Ó Jesus, Filho de Maria!

Foi Deus - Amália Rodrigues



Não sei, não sabe ninguém
Por que canto o Fado
Neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento
Todo o sofrimento
Eu sinto que a alma
Cá dentro se acalma
Nos versos que canto

Foi Deus
Que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas
Deu oiro ao sol
E prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu o luto às andorinhas
Ai, e deu-me esta voz a mim

Se canto
Não sei o que canto
Misto de ventura
Saudade ternura
E talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando
Se tem um desgosto
E o pranto no rosto
Nos deixa melhor

Foi Deus
Que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim.

Alberto Janes

quarta-feira, junho 27, 2007

Il tempo della libertà




Este é um texto de don Giussani que o site do movimento propõe sobre as férias:

Non è un dover fare, ma un dover essere. La vacanza è il tempo della libertà, non come liberazione dallo studio, ma perché obbliga alla fatica e alla responsabilità della libertà e della sincerità. È il tempo in cui viene a galla quello che vuoi veramente.

C'è in me la presenza di qualche cosa di reale come il mare e le montagne. Io sono sempre io.

Il tempo della vacanza è quello della personalità. Salvare la permanenza di un criterio (momento di fedeltà e di continuità).
Dopo un po' di tempo anche la novità cessa e provoca la noia. La novità è la vera ricerca del nostro destino. Fare attenzione agli altri.
Adattarsi a un ambiente non vuol dire compromettersi con esso.
Mali:

- considerare il riposo come un dimenticare quello che è accaduto prima
- assenza di un programma
- accettare di recitare una parte che mi renda più simpatico a quelli che mi circondano
- paura di rimanere soli, che nasconde spesso la paura della responsabilità del tempo

Fissare dei punti nella giornata (sapere ciò a cui si va incontro) di cose serie, di preghiera.

Saper riprendere sempre. Scrivere. Raggio estivo. Disporsi a vivere con bontà.

Discrezione con l'ambiente.

Evitare certe esperienze.

Appunti da un Raggio, 9 giugno 1962

"Vós sois o sal da terra..."

Vai ser erigida no México uma estátua de João Paulo II. Isto não seria espantoso, se não fosse mandada construir pelas autoridades civis.
No principio do século passado foi movida aos cristão uma perseguição cerrada no México. Muitos foram os que morreram mártires. Da primeira vez que o Papa João Paulo II foi ao México o presidente do México teve que pagar uma multa, porque o Papa ia de batina.

Mas do sangue dos mártires brotou um povo cristão e hoje o México é um país profudamente cristão. Mais uma vez, tal como na cruz, a morte trouxe a vida.

terça-feira, junho 26, 2007

São Josemaria Escrivá




Hoje é o dia de São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei.

Num mundo onde cada vez mais os cristão se escondem, fazendo da sua algo de privado, o seu desafio ao testemunho quotidiano da fé é cada vez mais actual.

Alvo de cada vez mais ataques, a Opus Dei continua hoje o trabalho de apostolado do seu fundador e é sem dúvida um sinal de testemunho da adesão a Cristo no mundo: na política, na economia, na educação, na acção social...

Numa altura em que cada vez é mais necessário testemunhos de santidade, invocamos São Josemaria, para que nos ajude a ser sempre "sal da terra e luz do mundo".

São Josemaria
Rogai por nós.

Parabéns no dia de São Josemaria.

Hoje estão de Parabéns, pelo seu aniversário natalício, a Catas e o Marcos. Os dois juntos fazem 50% daqueles que escrevem neste blog. Pelo que os restantes 50% (o Zé Maria e eu) não querem deixar de passar a data sem um agradecimento aos dois pela sua amizade e pelas suas brilhantes intervenções neste espaço.

Hoje celebra-se a festa de São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei e grande Santo do século XX. Por esse motivo também o nosso amigo, e administrador do blog, Zé Maria está de Parabéns.

Não nos esqueçamos, ao menos hoje, de lhes dar os parabéns e de rezar por eles.

São Josemaria,
Rogai por nós.

segunda-feira, junho 25, 2007

São Tomás Moro



A Igreja celebrou no dia 22 a festa de São Tomás Moro, padroeiro dos estadistas.

São Tomás foi um homem profudamente culto, cujo o pensamento marcou o Renascimento. Para além disso foi Juiz e Chanceler, no tempo de Henrique VIII.

Quando o rei decidiu, para poder-se divorciar-se de Catarina de Aragão e casar-se com Ana Bolena, declarar-se como Chefe da Igreja de Inglaterra, São Tomás demitiu-se do cargo. Mais tarde foi morto por se recusar a fazer um juramento onde reconhecia a desdência do Rei com Ana Bolena como legítima.

Tendo-se sempre mantido fiel ao Papa, São Tomás morreu para não negar a Verdade. Como ele disse: "morro fiel subdito do Rei, mas primeiro Deus"

Rogai por nós bem-aventurado Tomás
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

"A man's got to do what a man 's got to do!"


Coward of the country

Everyone considered him the coward of the county
He'd never stood one single time to prove the county wrong
His mama named him Tommy, but folks just called him yellow
Something always told me they were reading Tommy wrong

He was only ten years old when his daddy died in prison
I looked after Tommy, 'cause he was my brother's son
I still recall the final words my brother said to Tommy
Son my life is over, but yours has just begun

Promise me, son, not to do the things I've done
Walk away from trouble if you can
It won't mean you're weak if you turn the other cheek
I hope you're old enough to understand
Son, you don't have to fight to be a man

There's someone for everyone, and Tommy's love was Becky
In her arms he didn't have to prove he was a man
One day while he was working, the Gatlin boys came calling
They took turns at Becky, n'there was three of them

Tommy opened up the door, and saw his Becky crying
The torn dress, the shattered look was more than he could stand
He reached above the fireplace, and took down his daddy's picture
As his tears fell on his daddy's face, he heard these words again

Promise me, son, not to do the things I've done
Walk away from trouble if you can
Now it won't mean you're weak if you turn the other cheek
I hope you're old enough to understand
Son, you don't have to fight to be a man

The Gatlin boys just laughed at him when he walked into the bar room
One of them got up and met him half way cross the floor
When Tommy turned around they said,
Hey look! old yeller's leaving

But you could've heard a pin drop when Tommy stopped and locked the door
Twenty years of crawling were bottled up inside him
He wasn't holding nothing back, he let 'em have it all
When Tommy left the bar room, not a Gatlin boy was standing
He said, This one's for Becky, as he watched the last one fall
(n’ I heard him say)

I promised you, Dad, not to do the things you've done
I walk away from trouble when I can
Now please don't think I'm weak, I didn't turn the other cheek
And papa, I should hope you understand
Sometimes you gotta fight when you're a man
Everyone considered him the coward of the county

Kenny Rodgers



Via Hay Monas...

domingo, junho 24, 2007

São João Baptista


Quando São João Baptista nasceu, há coisa de 2013 anos (mais erro, menos erro do calendário), seu pai, que estava mudo desde que lhe aparecera o anjo, disse:

"Bendito o Senhor Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo, e nos deu um Salvador poderoso, da casa de David, seu servo; conforme prometeu pela boca dos seus santos, os profetas dos tempos antigos; para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos daqueles que nos odeiam; para usar de misericórdia a favor dos nossos pais, recordando a Sua Sagrada Aliança e o juramento que fizera a Abrão, nosso pai, que nos havia de conceder esta graça, de O servirmos um dia sem temor, livres das mão dos nossos inimigos; em santidade e justiça na Sua Presença, todos os dias da nossa vida.

E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos; para dar a conhecer ao seu povo a salvação, pela remissão dos seus pecados; graças ao coração misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos vista como sol nascente para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos passos no caminho da paz."
Lc; 1, 69:79

Parada dos alegres!

Ao passar pelo hoje pelo Príncipe Real vi umas quantas pessoas aglomeradas à volta de umas bandeiras coloridas. Deduzi (quer pelas bandeiras, quer pelo artigo que tinha lido no dia antes no Metro) que se tratava da Gay Parade deste ano.

Confesso que estava a espera de uma coisa maior e mais alegre. Mas talvez porque a malta ande pouco gay ou porque o malta gay se sinta pouco orgulhosa, não passavam dos quinhentos e um pouco surumbáticos.

Uma coisa que eu nunca percebi é porque é que se organiza uma "parada" para não se ser discriminada e depois se chama do "orgulho". Lembra um pouco as marchas facistas e nazis pelas pureza da raça e pelo orgulho nacional.

Por outro lado, se alguém se lembrasse de organizar uma "parada do orgulho macho", tinhamos logo a I.L.G.A, a Green Peace, a Amnistia Internacional e a Fernanda Câncio a gritar "aqui del- Presidente (que isto é tudo malta républica e laica) que tão aqui uns fascistas homófobicos". Mas como a marcha é dos pobrezinhos-dos-gays-que-não-podem-ser-descriminados veremos vários artigos nos próximos dias a explicar como Portugal é um país fechado poque a parada dos alegres (tradução literal) foi um fiasco.

Esta questão faz-me lembrar uma frase que ouvi do meu avô, embora não me lembre de quem era: "quando era pequenino era um coisa que se escondia, agora é moda, não quero cá estar quando for obrigatório ser maricas..."



P.S.: Depois de escrever um post vi a noticia no DN sobre a parada. Para além do abuso escandoloso dos noivos que se casaram na Encarnação, cujo o prior tem uma opinião bastante forte sobre este assunto, "esquecem-se" de referir que eram apenas quinhento participantes. Viva o jornalismo de referência.

A morte vende-se barata...

O jornal SOL é uma mina de informações. Para além do assunto que já referi no post abaixo, fiquei também a saber que na Maternidade Alfredo da Costa já se fazem abortos há dois meses. Para começar sugeria uma mudança de nome: o lugar que é o primeiro a praticar o aborto livrem em Portugal não se pode chamar Maternidade. Quanto muito Infaticidario... (resta a consolação de saber que 90% dos médicos da M.A.C. são objectores de consciência).

Fiquei também a saber, por esse mesmo artigo, que cada aborto custa 830€ e 1070€ ao Estado, ainda por cima, livres de Taxa Moderadora, que Deus livre o PS de pôr entraves ao direito ao aborto...

Na mesma semana que ficamos a saber que o Ministro Correia de Campos considerada que existe muitas pessoas isentas de taxas moderadoras, porque põem em risco a sustentabilidade da Sistema Nacional de Saúde, ficamos também a saber que o senhor ministro está disposto a gastar entre 166 e 240 contos para que uma mulher possa livremente matar um filho...

A.R.L.

Hoje vi uma notícia no jornal SOL sobre a Associação Républica e Laicidade. Nesta reportagem os senhores da A.R.L. apereciam como campeões da liberdade e do Estado de Direito. Bradam contra as cruzes nas Câmara Municipais e nas Escolas Pública e promovem abaixos assinados contras as capelanias dos hospitais. Tudo porque para contestar a "posição priveligiada" que a Igreja Católica tem na sociedade portuguesa.

O que estes senhores queriam mesmo a séria, era uma lei da separacão, ao bom velho estilo da 1ª Républica (já vi um dos dirigentes desta associação dizer que a Igreja não foi perseguida na 1ª Républica) com a Igreja confinada a esfera privada e devidamente controlada pelo Estadõ.

O que estes senhores não percebem é que a história de Portugal confunde-se com história da Igreja. Sem Igreja não existia Portugal. Toda a nossa cultura é essencialmente cristã. Negar à Igreja uma presença na sociedade, ou mesmo querer que a presença da Igreja na sociedade seja igual a das outras confissões religiosas, é apagar mil anos de história.

Para além disso, não se pode esquecer o papel essencial que a caridade da Igreja desempenha hoje em Portugal. A esmagadora maioria das instituições e dos voluntários que apoiam as pessoas em risco são católicos (basta consultar o artigo que Álvaro Barreto publicou há duas semanas no jornal Público).

Por isso a Igreja não têm uma posição privilegiada em Portugal. Têm é uma presença real, de mil anos, que se traduz na nossa cultura e no serviço ao próximo que a Igreja presta.

Feira Erótica.

Em economia há uma paradoxo, de resto bastante aplicável ao resto da vida, chamado paradoxo do valor. Segundo esse pardoxo, um bem terá mais valor quando mais raro for.

Nos últimos dias tem aparecido em todos os jornais e telejornais peças sobre uma Feira Erótica que se realizou em Lisboa. Hoje a SIC dedicou alguns minutos do telejornal a explicar os detalhes da feira. A conclusão que habitualmente se tira desta coisas é de que o sexo hoje em dia é mais valorizado do quando a virgindade e a pureza eram consideradas virtudes. Contudo isso é claramente mentira. Hojem em dia o sexo é algo tão banal que não tem valor nenhum. É uma mera satisfação de um instinto, tal como comer ou ir a casa de banho.

Quando qualquer jovem católico afirma que prefere esperar pelo casamento, ouve habitualmente como resposta um "Tu não sabes é o que é bom". Mas é ao contrário, exactamente por sabermo o que é bom preferimos esperar, para que seja realmente uma coisa grande e importante e não mais um acto de rotina, como lavar os dentes ou tomar o pequeno almoço. Nós queremos que o sexo seja uma experiência fantástica, sinal de amor e de união e não uma mera satisfação hormonal.

Nós recusamo-nos a ser animais que agimos sem controle, só procurando uma satisfação imediata. Recusamo-nos a tratar o corpo como mero objecto (o nosso e o dos outros). Por isso os católicos tentam viver em virgindade e pureza, não por desprezo pelo corpo e pelo sexo, mas exactamente pela importância que o corpo e o sexo têm na nossa vida.

sábado, junho 23, 2007

Carta do Nicola

O Nicola é uma amigo nosso italiano a quem foi diagnosticado uma leucemia há dez dias. Deixo aqui a carta que ele escreveu ao CLU de Portugal:

"Queridos amigos portugueses,

Quero escrever-vos só algumas linhas, que são a síntese daquilo que estou a viver nestes dias. Sinto-me contente e sereno como uma criança, surpreende-me a atenção com a qual olho até ao fundo o que existe, «Tudo nele consiste», quem mo está a dar, e portanto ao reconhecimento da presença de Cristo aqui no hospital.

Ajudam-me imenso as laudes de manhã: cada dia marco a frase que me surpreende quando recito no meu quarto, é um instrumento que penso que nunca compreendi até ao fundo como nestes dias: tenho mesmo a necessidade de captar pelo menos uma mensagem, e são verdadeiramente um sustentamento no dia que, em si próprio, como circunstancias, é apagado e não há «factos excepcionais» que te relançam e te fazem retomar, é só surpreender-se na vida quotidiana dum hospital. E este era o ponto no qual estava ainda a resistir: surpreender-me no quotidiano era um desafio aberto, e Jesus, como verdadeiro amigo, relançou-me.

Aqui, mas não só aqui, em toda a parte, há duas grandes possibilidades: deixar-se levar pela rotina quotidiana e deixar que o dia se escape, ou então abrir os olhos e deixar-se surpreender: «Nada é impossível a Deus» na realidade. Na realidade! No quotidiano, porque ai está a urgência maior.

Estou a pedir isto, que Jesus se revele, que se faça reconhecer. Sei que isto é um dom, mas sei também que se deve mendigar, esperando, como diz a escola de comunidade, uma nova palavra e um novo gesto que são a expressão do modo como o homem vê, sente, afronta e se empenha com a realidade.

Ao ler «Um café em companhia» nestes dias, surpreendeu-me uma frase de don Gius que diz assim: «nós temos uma tarefa na vida que é ser cada um testemunhas de Cristo usando os utensílios da própria profissão. Até se for doentes de cama», e eu acrescento estar na Católica de Milão. Não muda nada!

Agora estou sozinho no meu quarto, desde hoje estou isolado no meu quarto, e será assim pelo menos durante 10 dias, pode só entrar com máscara e bata e por poucas horas por dia a minha mãe ou os meus irmãos. De vez em quando passa alguma enfermeira, mas é lindíssimo, estou a ouvir música lindíssima (também aquela portuguesa que me fez ouvir o Pe. Luis Miguel, os Madredeus) e estou a escrever o que a vida está a dar-me e eu não posso tirar-me para trás porque temos uma tarefa no mundo.

Que graça! Que lindo abrir os olhos de manhã e ter na mente Cristo, isto é um dom, ter na mente o meu pai. «A nossa vida não está feita para nos tornar alguém, mas de Alguém», como me dizia o Pe. Virgílio, um meu amigo padre missionário no Brasil que já morreu.

Agradeço-vos as vossas orações e lembro-vos sempre, consciente de que não estou sozinho a levar esta cruz, estamos juntos, da maneira mais simples e mais bela que existe, e portanto testemunhando Aquele que tomou a nossa vida e no-la faz gostar, «Cristo me atrai, tão belo».
Até breve. Um abraço a todos e obrigado por estar ao meu lado."


Agradeço a Deus a graça que é ter um testemunho assim na minha vida.

quinta-feira, junho 21, 2007

Festa brava


Ontem ao fazer zapping, passei por um debate na SIC Mulher sobre toiradas. De um lado estava um rapaz da A.N.I.M.A.L., com um ar bastante moderno e uma liguagem bastante polida. Doutro, um rapaz chamado Diogo Palha, com um ar de forcado (que realmente era) e que falava de um modo menos bruto do que eu esperava.

A certo ponto, o rapaz da A.N.I.M.A.L., de seu nome Miguel, começou a explicar como os animais eram discriminados só por serem de outra espécie. Explicou que as corridas de toiros era uma espécie de descriminação. Dizia ele que, assim como há o racismo que descrimina pela raça e a xenofobia que descrimina pelo povo, tambem os toiros eram descriminados por serem de outra espécie. Seria cómico, se não fosse realmente perigosa e insultuosa a comparação. Só faltou comparar a Monumental de Madrid a Aushwitz para o quadro ficar completo.

Depois desde pequeno delírio o intérpido defensor dos animais explicou que os toreiros (para ele cavaleiros, matadores, forcados, ganadeiros, aficcionados eram uma só espécie) não percebiam nada de toiros. Chegou a dizer que eram como os donos dos escravos (juro que não estou a inventar, estou a citar bastante literalmente).

Depois lançou-se numa digressão de como era vergonhoso para o toiro que os homens se divertissem a dominá-lo. Eu pessoalmente acho que é a ordem natural das coisas: os animais racionais, através da inteligência dominam os animais irracionais que só usam a força bruta. Confesso que foi exactamente isto que me impressionou quando este ano tive o privilégio de ver torear Henrique Ponce no Campo Pequeno: o modo calmo e frio como ele dominava um animal que tinha força suficiente para o matar.

Por fim, o amante dos animais ainda explicou que os forcados eram uns cobardes, porque eram oito contra um. Para começar é preciso explicar a este rapaz que o forcado que vai a cara avança sózinho para o toiro, facto que leva a que muitas vezes estes "medricas" levem sovas de animais que tem o quintúplo do seu peso. Para além disso, muitas vezes oito homens são insuficientes para deter um toiro.

Eu, que não sendo um entendido da matéria, gosto muito de ver corridas de toiros, tenho a declarar o seguinte aos senhores da A.N.I.M.A.L.:

- os animais são inferiores aos homens e não possuem direitos;

- não quer isto contudo dizer que devam ser mal tratados: o homem, por ser um animal racional, têm o dever de tratar bem os animais;

- as corridas de toiros são uma tradição portuguesa que demonstra a coragem e a inteligência do homem contra a força bruta do toiro;

- compreendo que não se goste de corridas de toiros, pois é um espetáculo violento. Eu pessoalmente também não gosto de ver boxe. Contudo é um espectaculo de grande beleza e arte que não poderá ser extinta pelos extremismo de uns ou pela sensibilidade de outros.

Cultura de morte

Já está regulamentada a lei que permite o aborto livre até as 10 semanas. A partir de hoje o aborto é um direito em Portugal. Um mulher que, até as 10 semanas de gravidez, entrar num Hospital e dizer "Eu quero fazer um aborto" terá direito ao seu aborto dê por onde der.

Caso os médicos tenham os desplante de ser objectores de consciência (para tal têm que assinar um papel que entregarão aos seus superiores) o Hospital é obrigado a arranjar um local para a mulher abortar.

Em Portugal, tal como na Europa, a cultura da morte começa a reinar. A esquerda brada feliz porque nos estamos finalmente a livrar da herança cristã. Infelizmente tem razão.

No dia em que a esquerda poder bradar a sua vitória completa na Europa (porque a Europa ao contrário da Igreja, não tem promessas de vida eterna) então restará um continente de velhos e homosexuais. Ai veremos o que Islão têm a dizer sobre o aborto e a homosexualidade...

terça-feira, junho 19, 2007

Mi sei scoppiato dentro il cuore - Mina





Era
solamente ieri sera
io parlavo con gli amici
scherzavamo tra di noi
e tu e tu e tu
tu sei arrivato
m'hai guardato e allora
tutto e' cambiato per me
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te
Ora
io non ho capito ancora
non so come può finire
quello che succederà
ma tu, ma tu, ma tu
tu l'hai capito
l'hai capito ho visto
eri cambiato anche tu
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te


Dedicado a minha amiga Catas, que me "obrigou" a gostar desta música.

Homofobia!?

O ridiculo tem limites! O Parlamento Europeu aprovou uma resolução sobre a homofobia.

Primeiro começa por explicar que a homofobia é o "receio irracional e uma aversão relativamente à homossexualidade e as pessoas do grupo LGBT". Se por pessoas do grupo LGBT falamos daquela que gostam de exibir a sua homosexualidade, que querem provar ao mundo que são homosexuais, então confesso que sou homofobico. E, ao contrário do que o PE, a homofobia, tal como a vendem, não é comparável a xenofobia ou ao racismo. A xenofobia e o racismo são formas de discriminação por uma simples diferença de nacionalidade ou raça, a homofobia (sem bem que chamar-lhe fobia é patético) é uma simples aversão a inversão dos valores morais de uma sociedade.

Depois fala de incitamento ao ódio por líderes religiosos. Esta parte é uma referência clara as declarações que o presidente da Conferência Episcopal Italiana fez sobre as uniões de facto gays, onde se limitou a relembra a doutrina da Igreja. Pelos visto dizer que a homosexualidade é pecado é uma forma de incitamento ao ódio (todos sabemos que a Igreja incita a que se espanque os pecadores...).

Já no ponto E (como depois se verá no ponto 2 das recomendações) a coisa começa a aquecer. A referência é clara e inequívoca: é uma recomendação para que se reconheça aos casais de homosexuais o mesmo direito que aos casais heterosexuais: casamentos, adopção, fertilização in-vitro (em caso de lésbicas).

O ponto 11 das recomendações quer que os parceiros homosexuais gozem dos mesmo direitos de propriedade e sucessão que os casais.

Por fim, a cereja no topo do bolo, temos esta pérola: "Convida os Estados-Membros envolvidos a reconhecerem finalmente que os homossexuais foram alvo e vítimas do regime nazi". Mas é preciso um reconhecimento formal? Então já agora devia convidar a reconhecer o reconhecimento formal dos católicos, dos ciganos, dos deficientes e dos eslavos as mãos dos nazis. E já que vamos por esse caminho reconhecer que houve perseguições à Igreja nos países da União que estiveram do lado de lá da cortina de ferro.

Esta resolução é mais uma prova de que a Europa está a perder a sua identidade cristã. Mas no dia em que a Europa se tornar completamente laica veremos então o islão a entrar pelo nosso continente a dentro. Para se lhe opor restarão velhos pares homosexuais que o PE tanto protegeu...

Roma


Conta a lenda que, em 753 a.C. foi criada junto ao Tibre uma pequena cidade, de seu nome Roma. Segundo a mesma lenda, foi fundada pelos irmão Rómulo e Rémulo, que foram alimentados por uma loba.

A pequena cidade estado foi crescendo e, a pouco e pouco, foi derrotando todos os outros povos da penísula italiana, até se tornar senhora de toda a Itália. Pelo caminho ficaram os etruscos, os marsos, os samitas, os picentinos, entre outros.

Em 264 a.C., acedendo ao pedido de ajuda do rei de Siracusa, Roma começou a primeira Guerra Púnica, contra o general Cartiginês Amilcar Barca. Saiu desta guerra com as suas primeiras provincias: Sicilia, Corsega e Sardenha.

Em 218 a.C. Anibal Barca, filho de Amílcar desencadeia a segunda Guerra Púnica. Atravessa os Alpes durante o Inverno, impõe três derrotas aos Romanos, mas demonstra-se incapaz de tomar Roma. Entretanto Público Cornélio Cipião, o Africano, toma Cartago de assalto, obrigando Anibal a retirar para África. Ao fim de 16 anos em Itália, Aníbal é derrotado nas planícies de Zagma e Roma ganha mais duas provincias: Hipânia e Africa.

Entre 218 e 67 a.C. Roma conquista a Ilíria, a Grécia, a Macedónia, a Gália Narbosense (norte de Itália e sul de França) e herda o Pérgamo, Frígia e a Bítinia.

Em 67 a.C. dá-se um acontecimento que se virá a revelar essencial para a história: Pompeu Magno consegue o comando para "limpar" o Mediterrânio dos piratas. Cumpre esta missão em 6 meses. Depois, apoiando-se na sua vitória contra os piratas, consegue o comando da guerra contra o rei Mitriade e conquista a Síria, o Ponto, a Arménia e a Judeia.

Em 58 a.C. Júlio César começa a conquista da Gália.

Em 31 a.C., após a derrota de Marco António e Cleóptra em Actium, o Egipto passa a pertence ao Egipto e o Mediterrânio passa a ser definitivamente o Mare Nostrum.

Todos estes factos serão essenciais para a expansão do Cristianismo. Foram as estradas construidas pelos romanos, a paz e a segurança garantida pelas legiões e o dominio de Roma sobre o Mediterânio que permitiu que os díscipulos pudessem envegilizar toda a Europa. Deus usa a obra humana para os seus desígnios: o Império que o homem construiu foi a base para a Igreja do Senhor.

Imposturas anticristãs - Professor César das Neves - DN, 18/06/07

O combate contra o cristianismo é um dos mais vastos, sistemáticos e duradouros de sempre. Desde a crucificação segue múltiplos propósitos, formas, atitudes e um só objectivo. Hoje a campanha adquiriu tons específicos, especial agressividade e profundo embuste. Acaba de sair o livro de uma das maiores autoridades no tema, o sacerdote francês Joseph-Marie Verlinde: Imposturas Anticristãs. Dos Evangelhos Gnósticos ao Código da Vinci (Editorial Verbo, 2007). Cientista nuclear, foi expoente do esoterismo antes de, convertido, se tornar campeão da fé em pregação, livros e no site www.final-age.net.

O recente "anticristianismo (...) surge da controvérsia entre as duas correntes: de um lado o racionalismo das Luzes, que reinvindica a autonomia absoluta da razão; do outro o 'sentimentalismo' do romantismo que, rejeitando completamente o Deus transcendente, procura o divino nos bastidores dos mundos ocultos, percebidos 'intuitivamente'. Estas duas correntes, longe de se antagonizarem, vão desenvolver-se em simultâneo" (p. 75-76). No fim do século XIX juntaram-se nas relações do positivismo de Comte com o espiritismo, de Kardec. Agora florescem na New Age.

Por cá, a república, cujo centenário se aproxima, decretou uma sistemática perseguição religiosa na linha do ateísmo oitocentista. Hoje a hostilidade é surda e subtil, mas não menos activa. Olhando a cultura oficial, ninguém diria que vivemos num país cristão. Os autores católicos são menorizados por o serem. A expressão religiosa é possível, mas deve ser privada, e as manifestações da civilização cristã são silenciadas ou distorcidas. Entretanto, visões ateias, exóticas ou anticristãs são subsidiadas, divulgadas, celebradas. A cultura oficial é hedonista, relativista, libertária.

Desde que a Europa abandonou a Igreja, já falharam os sonhos totalitários nazi e marxista, o ateísmo puro não convenceu e o cientifismo triunfante azedou. Vivemos a apoteose da ideologia ocultista, panteísta e esotérica. Verlinde mostra com clareza a sua origem e contornos. "O renascer contemporâneo do pensamento gnóstico desenvolveu-se no Ocidente como consequência 'espontânea' do movimento da secularização, o qual, agora à distância, se percebe que apenas visava a religião 'dominante', a saber, o cristianismo" (p.18). Após séculos a atacar a Igreja, caiu-se no delírio.

O autor lembra que Mircea Eliade avisara: "A grande maioria dos 'sem religião' está atulhada numa miscelânea mágico-religiosa, mas degradada até ao ridículo, e por isso dificilmente reconhecível" (p. 179). A cultura actual explicitou-a num chorrilho de disparates que envergonharia os nossos antepassados iluministas, deístas e positivistas. Uma incrível série de generalizações boçais, paralelos abusivos e truques linguísticos dizem "demonstrar cientificamente" o que a ciência e a História negam peremptoriamente. Daí a popularidade da literatura e movimentos gnósticos, esotéricos e mágicos, o sucesso de Dan Brown, Harry Potter e seus clones, que o autor desmascara com rigor.

Naturalmente, num tempo obcecado com o erotismo, a magia sexualis está no centro. Também isso é um embuste, pois o antigo gnosticismo era misógino, machista e diabolizava o sexo, mas hoje usam-se essas teorias como pretexto para "novas formas de prazer sob a capa de 'demanda mística' " (p. 191).

Entretanto, a Igreja é vista "como organismo tentacular e parasitário" (p. 264), em linguagem paralela à dos nazis contra os judeus. Se as instituições hoje favorecem o sincretismo, porquê perseguir a fé cristã? Trata-se de uma forma de calar a consciência. Quem se afunda no deboche e sofre as suas dramáticas consequências sente a necessidade de descarregar os remorsos. Mas há uma razão mais profunda: "Por detrás da recusa em acolher a interpretação do crente da pessoa de Jesus Cristo (...) esconde-se a recusa de depender de Outro para aceder à verdade última e à vida eterna" (p. 32). Estas seitas repetem a suprema tentação soberba da serpente do Éden: "Sereis como deuses" (Gn 3, 5).

segunda-feira, junho 18, 2007

Rezar.

A oração é uma questão de simples humanidade. "Reza quem é mais realista, que considera mais seriemante a sua experiênca humana" ensina-nos don Giussani. Toda a quesao da oração se resume nisto: acreditamos ou não que somos plenamente dependentes de Deus? É que se acreditamos realmente nisto, então pedir e esperar que o nosso pedido se realisse, é uma mera questão de racionalidade.

Mas eu tenho muitas vezes a tendência de complicar, ou de ser céptico. Embora reze, rezo achando que o que peço é de tal maneira impossível que Deus não o realizará. Faça-o mais por descargo de consciência do que por fé.

Mas hoje, perante a simpicidade de uma amiga minha que propunha rezar a Saõ Ricardo de Pampuria pelo pai de uma amiga nossa, ganhei consciência daquilo que realmente é a oração: o simples pedido homem Aquele que Tudo Pode.

E história está cheia de testemunhos dos milagres que Deus realiza, simplesmente porque alguém teve a humildade de Lhe pedir.

Por isso peço a todos que rezem pelo pai da minha amiga Madalena e pelo meu amigo Júnior.

São Ricardo Pampuria,
Rogai por nós