quarta-feira, julho 11, 2007
Ainda sobre a Europa...
quarta-feira, julho 04, 2007
Não à Ditadura do Relativismo, Sim à Europa!

A CEE nasceu, após a II Guerra Mundial, com um propósito claro: Estabelecer uma "aliança" política estável entre os Estados europeus (principalmente entre Alemanha e França) de forma a recuperar dos traumas causados pelas duas guerras travadas no século XX e evitar futuros conflitos no Continente.
De Gasperi, Schumann e Adenauer foram os pais desta criança (a 6) que teve uma infância feliz. Numa primeira fase alarguou-se a Norte, Sul e Oeste. A pequena Europa (a 12) tinha um futuro risonho pela frente. A Comunidade passar-se-ia a chamar União (UE). A queda do muro de Berlim (1989), tornou possível o alargamento a Leste. O Santo Padre, o Papa João Paulo II, avisara-a da necessidade, para um crescimento saudável, de respirar com os dois pulmões (o ocidental e o oriental). Assim aconteceu e a nossa amiga Europa atingiu a maioridade a 27.
O que terá feito com que esta criança, com um futuro tão prometedor, esteja tão doente, agora, que se tornou adulta?
Os sintomas da sua doença são evidentes: os europeus sentem um afastamento crescente do projecto europeu. A elevada taxa de abstenção nas eleições ao parlamento europeu e o chumbo da "Contituição" do Sr. Giscard Destain na Holanda e em França confirmam-no.
A Europa é vista, pela generalidade das pessoas, como uma Tia velha que mora em Bruxelas e que manda um cheque, duas vezes por ano, no dia de anos e no Natal. Convém não a desagradar em demasia mas também não faríamos, em caso algum, uma viagem tão longa específicamente para a visitar.
Acontece que os sintomas não explicam por completo a doença. Estes limitam-se a descrevê-la. Perguntar pela sua causa e pela terapia adequada continua a ser pertinente.
Quanto à causa dir-se-á que, após uma simples análise ao sangue, se pode concluir que a nossa querida Europa foi infectada por um virus antigo, que já antes a atingira, mas que não criara nela as necessárias imunidades: O virus do totalitarismo. Este pode manifestar-se de diferentes formas.
Desta vez manifestou-se como ditadura do relativismo. Ninguém pode afirmar com segurança o que é bom e o que é mau. Esta forma subtil de ditadura torna impossível a afirmação clara de princípios e valores estruturantes.
Assim, a cultura da vida foi sendo substituida pela promoção (para usar um eufemismo) do aborto e da eutanásia. A defesa da família estável baseada no amor entre o Homem e a Mulher pela promoção de todos os tipos "(in)imagináveis" de família como igualmente desejáveis. O princípio da liberdade religiosa pelo laicismo deturpado. O princípio da subsidariedade por uma ingerência desadequada na autonomia das pessoas, das pessoas colectivas e dos estados.
A Europa perde, desta forma, uma das suas principais riquezas: a unidade na diversidade.
A nossa Tia Europa, não bastava estar velha e chata, como está metediça e autoritária. Esse é o seu principal problema. Ser velha e chata ainda se compreendia. Mas autoritária?
Acontece que este virus, que tantos danos causou internamente, começa a tornar-se perigosamente contagioso. Sinal alarmante desse contágio são as recentes pressões oficiais da União ao Estado do Nicarágua. Imagine-se! A União tem pressionado o Estado do Nicarágua para que recue num projecto de lei, em debate naquele país, por considerá-lo pró vida. Esta situação descreve bem o estado da doença. Ao mesmo tempo, silencia-se o grave problema da perseguição religiosa na China.
Mas haverá alguma terapia que elimine o virus e cure a Europa?
Parece que a terapia adequada apenas pode ser uma. O regresso às origens do projecto europeu. É necessária a afirmação clara dos valores e princípios fundadores da união. Os princípios de De Gasperi, Schumann e Adenauer. Só isso permitirá que a Europa cresça saudável e impedirá que continue a ser vista como a velha Tia autoritária.
Bernardo Gomes de Castro
Que sera, sera
When I was just a little girl
I asked my mother, what will I be
Will I be pretty, will I be rich
Here's what she said to me.
Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.
When I was young, I fell in love
I asked my sweetheart what lies ahead
Will we have rainbows, day after day
Here's what my sweetheart said.
Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.
Now I have children of my own
They ask their mother, what will I be
Will I be handsome, will I be rich
I tell them tenderly.
Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.
Doris Gray
Um disparate é sempre um disparate. Que dele nasça algo de grande é Graça de Nosso Senhor.
P.S.: Post com dedicatória
terça-feira, julho 03, 2007
"Nós amamos mais a morte que vocês a vida"
Agora que o terrorismo na Europa voltou as primeiras páginas dos jornais não podemos deixar de nos perguntar, nós o que temos para opor aos terroristas? Eles acreditam lutar por algo pelo qual vale a pena dar a sua vida e a dos outros. E a Europa o que propõe? Porque razão vale a pena opor-nos ao terrorismo?
A Europa hoje não tem nada a propor. Cada vez mais se fala numa unida europeia, mas o que nos une? Um relativismo cultural, onde não se defende nem se acredita em nada, é isto que a Europa oferece. Uma cultura de morte onde o aborto, a homosexualidade e o divórcio são bandeiras. Uma cultura onde a fé, o casamento e a família são atacados constantemente.
A verdade é contra a cultura de morte do Islão a Europa só têm a propor uma outra cultura de morte. Mais lenta, mais gradual, mas igualmente mortífera.
segunda-feira, julho 02, 2007
Everybody Hurts - R.E.M.
When the day is long and the night, the night is yours alone,
When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts sometimes
Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on
'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone
If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on
Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone
sábado, junho 30, 2007
Pedro e Paulo

Hoje, tal como sempre suponho, o facto de celebrarmos estes dois santos no mesmo dia faz todo o sentido. Por um lado São Pedro representa os apóstolos, os díscipulos que tinham visto Jesus na Sua vida pública. Aqueles que eram institucionalmente a Igreja.
Por outro lado Paulo é um outsider. Tinha ajudado no martírio de Estevão e tinha seguido para Damasco para lá prender os cristãos. Mas a meio caminho encontrou Cristo e converteu-se. Então começou a pregar cheio de força, escapando dos esquemas que até então era os habituais na Igreja. Mas fê-lo sempre em unidade com os apóstolos.
Pedro e Paulo são representantes da realidade de sempre da Igreja: ao lado da hierárquia o Espírito Santo foi fazendo surgir na Igreja carismas que a reanimam. Mas a dimensão institucional e carismática da Igreja nao são realidades opostas, pois como referiu o Papa quando nos falou em Roma: "na Igreja, não há contraste ou contraposição entre a dimensão institucional e a dimensão carismática, das quais os Movimentos são uma expressão significativa, porque ambas são co-essenciais para a constituição divina do Povo de Deus. Na Igreja também as instituições essenciais são carismáticas e por outro lado os carismas devem de uma forma ou de outra institucionalizar-se para ter coerência e continuidade. Assim as duas dimensões, originadas pelo Espírito Santo para o mesmo Corpo de Cristo, concorrem juntas para tornar presente o mistério e a obra salvífica de Cristo no mundo."
sexta-feira, junho 29, 2007
Férias: o tempo da liberdade
Não é uma questão de dever fazer, mas de dever ser. As férias são o tempo da liberdade: não como libertação do estudo, mas porque obriga ao cansaço e à responsabilidade da liberdade e da sinceridade. É o tempo em que vem à tona o que tu queres verdadeiramente.
Está presente em mim qualquer coisa real, como o mar e as montanhas. Eu sou sempre eu.
O tempo das férias é um tempo de personalidade. Salvar a permanência de um critério (momento de fidelidade e de continuidade).
Depois de algum tempo a novidade também acaba e começa o aborrecimento. A novidade é a verdadeira procura do nosso destino. Tomar atenção aos outros.
Adaptar-se a um ambiente não quer dizer comprometer-se com ele:
Males:
- considerar o repouso como um esquecimento do que aconteceu antes:
- ausência de um programa
- aceitar ceder numa parte para me tornar mais simpático para os que me circundam
- medo de estar sozinhos, que esconde muitas vezes o medo da responsabilidade do tempo
Fixar pontos no dia (saber ao que é de se vai) de coisas sérias, de oração.
Saber retomar sempre. Escrever. Raggio* de Verão. Dispor-se a viver com bondade.
Discrição com o ambiente.
Evitar certas experiências.
Apontamentos de um Raggio*, 9 de Junho 1962
* nt: raggio mantém-se no original italiano, querendo dizer raio, indica os encontros que D. Giussani fazia com os seus estudantes sobre vários temas
quinta-feira, junho 28, 2007
Ave Maria - Schubert
Ave Maria, gratia plena,
Dominus tecum,
benedicta tu in mulieribus
et benedictus fructus ventris tui, Jesus.
Sancta Maria, mater Dei,
ora pro nobis peccatoribus
nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Ámen.
Ave Verum - Mozart
Ave Vérum Córpus nátum de Mária Vírgine.
Vere pássum, immolátum in crúce pro hómine;
cújus látus perforátum flúxit áqua et sánguine.
Esto nóbis praegustátum mórtis in exámine.
O Jésu dúlcis! O Jésu píe! O Jésu fíli Maríae!
Avé, verdadeiro corpo, da Virgem Maria nascido, que pelo homem padeceu e foi imolado na cruz. De seu lado trespassado manou água e sangue. Oxalá nós o bebamos na hora da nossa morte. Ó doce Jesus! Ó piedoso Jesus! Ó Jesus, Filho de Maria!
Foi Deus - Amália Rodrigues
Não sei, não sabe ninguém
Por que canto o Fado
Neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento
Todo o sofrimento
Eu sinto que a alma
Cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus
Que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas
Deu oiro ao sol
E prata ao luar
Foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu o luto às andorinhas
Ai, e deu-me esta voz a mim
Se canto
Não sei o que canto
Misto de ventura
Saudade ternura
E talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando
Se tem um desgosto
E o pranto no rosto
Nos deixa melhor
Foi Deus
Que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar
Foi Deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai, e deu-me esta voz a mim.
Alberto Janes
quarta-feira, junho 27, 2007
Il tempo della libertà

Non è un dover fare, ma un dover essere. La vacanza è il tempo della libertà, non come liberazione dallo studio, ma perché obbliga alla fatica e alla responsabilità della libertà e della sincerità. È il tempo in cui viene a galla quello che vuoi veramente.
C'è in me la presenza di qualche cosa di reale come il mare e le montagne. Io sono sempre io.
Il tempo della vacanza è quello della personalità. Salvare la permanenza di un criterio (momento di fedeltà e di continuità).
Dopo un po' di tempo anche la novità cessa e provoca la noia. La novità è la vera ricerca del nostro destino. Fare attenzione agli altri.
Adattarsi a un ambiente non vuol dire compromettersi con esso.
Mali:
- considerare il riposo come un dimenticare quello che è accaduto prima
- assenza di un programma
- accettare di recitare una parte che mi renda più simpatico a quelli che mi circondano
- paura di rimanere soli, che nasconde spesso la paura della responsabilità del tempo
Fissare dei punti nella giornata (sapere ciò a cui si va incontro) di cose serie, di preghiera.
Saper riprendere sempre. Scrivere. Raggio estivo. Disporsi a vivere con bontà.
Discrezione con l'ambiente.
Evitare certe esperienze.
Appunti da un Raggio, 9 giugno 1962
"Vós sois o sal da terra..."
terça-feira, junho 26, 2007
São Josemaria Escrivá

Num mundo onde cada vez mais os cristão se escondem, fazendo da sua algo de privado, o seu desafio ao testemunho quotidiano da fé é cada vez mais actual.
Alvo de cada vez mais ataques, a Opus Dei continua hoje o trabalho de apostolado do seu fundador e é sem dúvida um sinal de testemunho da adesão a Cristo no mundo: na política, na economia, na educação, na acção social...
Numa altura em que cada vez é mais necessário testemunhos de santidade, invocamos São Josemaria, para que nos ajude a ser sempre "sal da terra e luz do mundo".
São Josemaria
Rogai por nós.
Parabéns no dia de São Josemaria.
Hoje celebra-se a festa de São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei e grande Santo do século XX. Por esse motivo também o nosso amigo, e administrador do blog, Zé Maria está de Parabéns.
Não nos esqueçamos, ao menos hoje, de lhes dar os parabéns e de rezar por eles.
São Josemaria,
Rogai por nós.
segunda-feira, junho 25, 2007
São Tomás Moro

"A man's got to do what a man 's got to do!"
Coward of the country
Everyone considered him the coward of the county
He'd never stood one single time to prove the county wrong
His mama named him Tommy, but folks just called him yellow
Something always told me they were reading Tommy wrong
He was only ten years old when his daddy died in prison
I looked after Tommy, 'cause he was my brother's son
I still recall the final words my brother said to Tommy
Son my life is over, but yours has just begun
Promise me, son, not to do the things I've done
Walk away from trouble if you can
It won't mean you're weak if you turn the other cheek
I hope you're old enough to understand
Son, you don't have to fight to be a man
There's someone for everyone, and Tommy's love was Becky
In her arms he didn't have to prove he was a man
One day while he was working, the Gatlin boys came calling
They took turns at Becky, n'there was three of them
Tommy opened up the door, and saw his Becky crying
The torn dress, the shattered look was more than he could stand
He reached above the fireplace, and took down his daddy's picture
As his tears fell on his daddy's face, he heard these words again
Promise me, son, not to do the things I've done
Walk away from trouble if you can
Now it won't mean you're weak if you turn the other cheek
I hope you're old enough to understand
Son, you don't have to fight to be a man
The Gatlin boys just laughed at him when he walked into the bar room
One of them got up and met him half way cross the floor
When Tommy turned around they said,
Hey look! old yeller's leaving
But you could've heard a pin drop when Tommy stopped and locked the door
Twenty years of crawling were bottled up inside him
He wasn't holding nothing back, he let 'em have it all
When Tommy left the bar room, not a Gatlin boy was standing
He said, This one's for Becky, as he watched the last one fall
(n’ I heard him say)
I promised you, Dad, not to do the things you've done
I walk away from trouble when I can
Now please don't think I'm weak, I didn't turn the other cheek
And papa, I should hope you understand
Sometimes you gotta fight when you're a man
Everyone considered him the coward of the county
Kenny Rodgers
Via Hay Monas...
domingo, junho 24, 2007
São João Baptista

E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos; para dar a conhecer ao seu povo a salvação, pela remissão dos seus pecados; graças ao coração misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos vista como sol nascente para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos passos no caminho da paz."
Parada dos alegres!
Confesso que estava a espera de uma coisa maior e mais alegre. Mas talvez porque a malta ande pouco gay ou porque o malta gay se sinta pouco orgulhosa, não passavam dos quinhentos e um pouco surumbáticos.
Uma coisa que eu nunca percebi é porque é que se organiza uma "parada" para não se ser discriminada e depois se chama do "orgulho". Lembra um pouco as marchas facistas e nazis pelas pureza da raça e pelo orgulho nacional.
Por outro lado, se alguém se lembrasse de organizar uma "parada do orgulho macho", tinhamos logo a I.L.G.A, a Green Peace, a Amnistia Internacional e a Fernanda Câncio a gritar "aqui del- Presidente (que isto é tudo malta républica e laica) que tão aqui uns fascistas homófobicos". Mas como a marcha é dos pobrezinhos-dos-gays-que-não-podem-ser-descriminados veremos vários artigos nos próximos dias a explicar como Portugal é um país fechado poque a parada dos alegres (tradução literal) foi um fiasco.
Esta questão faz-me lembrar uma frase que ouvi do meu avô, embora não me lembre de quem era: "quando era pequenino era um coisa que se escondia, agora é moda, não quero cá estar quando for obrigatório ser maricas..."
P.S.: Depois de escrever um post vi a noticia no DN sobre a parada. Para além do abuso escandoloso dos noivos que se casaram na Encarnação, cujo o prior tem uma opinião bastante forte sobre este assunto, "esquecem-se" de referir que eram apenas quinhento participantes. Viva o jornalismo de referência.
A morte vende-se barata...
A.R.L.
O que estes senhores queriam mesmo a séria, era uma lei da separacão, ao bom velho estilo da 1ª Républica (já vi um dos dirigentes desta associação dizer que a Igreja não foi perseguida na 1ª Républica) com a Igreja confinada a esfera privada e devidamente controlada pelo Estadõ.
O que estes senhores não percebem é que a história de Portugal confunde-se com história da Igreja. Sem Igreja não existia Portugal. Toda a nossa cultura é essencialmente cristã. Negar à Igreja uma presença na sociedade, ou mesmo querer que a presença da Igreja na sociedade seja igual a das outras confissões religiosas, é apagar mil anos de história.
Para além disso, não se pode esquecer o papel essencial que a caridade da Igreja desempenha hoje em Portugal. A esmagadora maioria das instituições e dos voluntários que apoiam as pessoas em risco são católicos (basta consultar o artigo que Álvaro Barreto publicou há duas semanas no jornal Público).
Por isso a Igreja não têm uma posição privilegiada em Portugal. Têm é uma presença real, de mil anos, que se traduz na nossa cultura e no serviço ao próximo que a Igreja presta.
Feira Erótica.
Nos últimos dias tem aparecido em todos os jornais e telejornais peças sobre uma Feira Erótica que se realizou em Lisboa. Hoje a SIC dedicou alguns minutos do telejornal a explicar os detalhes da feira. A conclusão que habitualmente se tira desta coisas é de que o sexo hoje em dia é mais valorizado do quando a virgindade e a pureza eram consideradas virtudes. Contudo isso é claramente mentira. Hojem em dia o sexo é algo tão banal que não tem valor nenhum. É uma mera satisfação de um instinto, tal como comer ou ir a casa de banho.
Quando qualquer jovem católico afirma que prefere esperar pelo casamento, ouve habitualmente como resposta um "Tu não sabes é o que é bom". Mas é ao contrário, exactamente por sabermo o que é bom preferimos esperar, para que seja realmente uma coisa grande e importante e não mais um acto de rotina, como lavar os dentes ou tomar o pequeno almoço. Nós queremos que o sexo seja uma experiência fantástica, sinal de amor e de união e não uma mera satisfação hormonal.
Nós recusamo-nos a ser animais que agimos sem controle, só procurando uma satisfação imediata. Recusamo-nos a tratar o corpo como mero objecto (o nosso e o dos outros). Por isso os católicos tentam viver em virgindade e pureza, não por desprezo pelo corpo e pelo sexo, mas exactamente pela importância que o corpo e o sexo têm na nossa vida.
sábado, junho 23, 2007
Carta do Nicola
"Queridos amigos portugueses,
Quero escrever-vos só algumas linhas, que são a síntese daquilo que estou a viver nestes dias. Sinto-me contente e sereno como uma criança, surpreende-me a atenção com a qual olho até ao fundo o que existe, «Tudo nele consiste», quem mo está a dar, e portanto ao reconhecimento da presença de Cristo aqui no hospital.
Ajudam-me imenso as laudes de manhã: cada dia marco a frase que me surpreende quando recito no meu quarto, é um instrumento que penso que nunca compreendi até ao fundo como nestes dias: tenho mesmo a necessidade de captar pelo menos uma mensagem, e são verdadeiramente um sustentamento no dia que, em si próprio, como circunstancias, é apagado e não há «factos excepcionais» que te relançam e te fazem retomar, é só surpreender-se na vida quotidiana dum hospital. E este era o ponto no qual estava ainda a resistir: surpreender-me no quotidiano era um desafio aberto, e Jesus, como verdadeiro amigo, relançou-me.
Aqui, mas não só aqui, em toda a parte, há duas grandes possibilidades: deixar-se levar pela rotina quotidiana e deixar que o dia se escape, ou então abrir os olhos e deixar-se surpreender: «Nada é impossível a Deus» na realidade. Na realidade! No quotidiano, porque ai está a urgência maior.
Estou a pedir isto, que Jesus se revele, que se faça reconhecer. Sei que isto é um dom, mas sei também que se deve mendigar, esperando, como diz a escola de comunidade, uma nova palavra e um novo gesto que são a expressão do modo como o homem vê, sente, afronta e se empenha com a realidade.
Ao ler «Um café em companhia» nestes dias, surpreendeu-me uma frase de don Gius que diz assim: «nós temos uma tarefa na vida que é ser cada um testemunhas de Cristo usando os utensílios da própria profissão. Até se for doentes de cama», e eu acrescento estar na Católica de Milão. Não muda nada!
Agora estou sozinho no meu quarto, desde hoje estou isolado no meu quarto, e será assim pelo menos durante 10 dias, pode só entrar com máscara e bata e por poucas horas por dia a minha mãe ou os meus irmãos. De vez em quando passa alguma enfermeira, mas é lindíssimo, estou a ouvir música lindíssima (também aquela portuguesa que me fez ouvir o Pe. Luis Miguel, os Madredeus) e estou a escrever o que a vida está a dar-me e eu não posso tirar-me para trás porque temos uma tarefa no mundo.
Que graça! Que lindo abrir os olhos de manhã e ter na mente Cristo, isto é um dom, ter na mente o meu pai. «A nossa vida não está feita para nos tornar alguém, mas de Alguém», como me dizia o Pe. Virgílio, um meu amigo padre missionário no Brasil que já morreu.
Agradeço-vos as vossas orações e lembro-vos sempre, consciente de que não estou sozinho a levar esta cruz, estamos juntos, da maneira mais simples e mais bela que existe, e portanto testemunhando Aquele que tomou a nossa vida e no-la faz gostar, «Cristo me atrai, tão belo».
Até breve. Um abraço a todos e obrigado por estar ao meu lado."
Agradeço a Deus a graça que é ter um testemunho assim na minha vida.
quinta-feira, junho 21, 2007
Festa brava

A certo ponto, o rapaz da A.N.I.M.A.L., de seu nome Miguel, começou a explicar como os animais eram discriminados só por serem de outra espécie. Explicou que as corridas de toiros era uma espécie de descriminação. Dizia ele que, assim como há o racismo que descrimina pela raça e a xenofobia que descrimina pelo povo, tambem os toiros eram descriminados por serem de outra espécie. Seria cómico, se não fosse realmente perigosa e insultuosa a comparação. Só faltou comparar a Monumental de Madrid a Aushwitz para o quadro ficar completo.
Depois desde pequeno delírio o intérpido defensor dos animais explicou que os toreiros (para ele cavaleiros, matadores, forcados, ganadeiros, aficcionados eram uma só espécie) não percebiam nada de toiros. Chegou a dizer que eram como os donos dos escravos (juro que não estou a inventar, estou a citar bastante literalmente).
Depois lançou-se numa digressão de como era vergonhoso para o toiro que os homens se divertissem a dominá-lo. Eu pessoalmente acho que é a ordem natural das coisas: os animais racionais, através da inteligência dominam os animais irracionais que só usam a força bruta. Confesso que foi exactamente isto que me impressionou quando este ano tive o privilégio de ver torear Henrique Ponce no Campo Pequeno: o modo calmo e frio como ele dominava um animal que tinha força suficiente para o matar.
Por fim, o amante dos animais ainda explicou que os forcados eram uns cobardes, porque eram oito contra um. Para começar é preciso explicar a este rapaz que o forcado que vai a cara avança sózinho para o toiro, facto que leva a que muitas vezes estes "medricas" levem sovas de animais que tem o quintúplo do seu peso. Para além disso, muitas vezes oito homens são insuficientes para deter um toiro.
Eu, que não sendo um entendido da matéria, gosto muito de ver corridas de toiros, tenho a declarar o seguinte aos senhores da A.N.I.M.A.L.:
- os animais são inferiores aos homens e não possuem direitos;
- não quer isto contudo dizer que devam ser mal tratados: o homem, por ser um animal racional, têm o dever de tratar bem os animais;
- as corridas de toiros são uma tradição portuguesa que demonstra a coragem e a inteligência do homem contra a força bruta do toiro;
- compreendo que não se goste de corridas de toiros, pois é um espetáculo violento. Eu pessoalmente também não gosto de ver boxe. Contudo é um espectaculo de grande beleza e arte que não poderá ser extinta pelos extremismo de uns ou pela sensibilidade de outros.
Cultura de morte
terça-feira, junho 19, 2007
Mi sei scoppiato dentro il cuore - Mina
Era
solamente ieri sera
io parlavo con gli amici
scherzavamo tra di noi
e tu e tu e tu
tu sei arrivato
m'hai guardato e allora
tutto e' cambiato per me
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te
Ora
io non ho capito ancora
non so come può finire
quello che succederà
ma tu, ma tu, ma tu
tu l'hai capito
l'hai capito ho visto
eri cambiato anche tu
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te
Dedicado a minha amiga Catas, que me "obrigou" a gostar desta música.
Homofobia!?
Primeiro começa por explicar que a homofobia é o "receio irracional e uma aversão relativamente à homossexualidade e as pessoas do grupo LGBT". Se por pessoas do grupo LGBT falamos daquela que gostam de exibir a sua homosexualidade, que querem provar ao mundo que são homosexuais, então confesso que sou homofobico. E, ao contrário do que o PE, a homofobia, tal como a vendem, não é comparável a xenofobia ou ao racismo. A xenofobia e o racismo são formas de discriminação por uma simples diferença de nacionalidade ou raça, a homofobia (sem bem que chamar-lhe fobia é patético) é uma simples aversão a inversão dos valores morais de uma sociedade.
Depois fala de incitamento ao ódio por líderes religiosos. Esta parte é uma referência clara as declarações que o presidente da Conferência Episcopal Italiana fez sobre as uniões de facto gays, onde se limitou a relembra a doutrina da Igreja. Pelos visto dizer que a homosexualidade é pecado é uma forma de incitamento ao ódio (todos sabemos que a Igreja incita a que se espanque os pecadores...).
Já no ponto E (como depois se verá no ponto 2 das recomendações) a coisa começa a aquecer. A referência é clara e inequívoca: é uma recomendação para que se reconheça aos casais de homosexuais o mesmo direito que aos casais heterosexuais: casamentos, adopção, fertilização in-vitro (em caso de lésbicas).
O ponto 11 das recomendações quer que os parceiros homosexuais gozem dos mesmo direitos de propriedade e sucessão que os casais.
Por fim, a cereja no topo do bolo, temos esta pérola: "Convida os Estados-Membros envolvidos a reconhecerem finalmente que os homossexuais foram alvo e vítimas do regime nazi". Mas é preciso um reconhecimento formal? Então já agora devia convidar a reconhecer o reconhecimento formal dos católicos, dos ciganos, dos deficientes e dos eslavos as mãos dos nazis. E já que vamos por esse caminho reconhecer que houve perseguições à Igreja nos países da União que estiveram do lado de lá da cortina de ferro.
Esta resolução é mais uma prova de que a Europa está a perder a sua identidade cristã. Mas no dia em que a Europa se tornar completamente laica veremos então o islão a entrar pelo nosso continente a dentro. Para se lhe opor restarão velhos pares homosexuais que o PE tanto protegeu...
Roma

A pequena cidade estado foi crescendo e, a pouco e pouco, foi derrotando todos os outros povos da penísula italiana, até se tornar senhora de toda a Itália. Pelo caminho ficaram os etruscos, os marsos, os samitas, os picentinos, entre outros.
Em 264 a.C., acedendo ao pedido de ajuda do rei de Siracusa, Roma começou a primeira Guerra Púnica, contra o general Cartiginês Amilcar Barca. Saiu desta guerra com as suas primeiras provincias: Sicilia, Corsega e Sardenha.
Em 218 a.C. Anibal Barca, filho de Amílcar desencadeia a segunda Guerra Púnica. Atravessa os Alpes durante o Inverno, impõe três derrotas aos Romanos, mas demonstra-se incapaz de tomar Roma. Entretanto Público Cornélio Cipião, o Africano, toma Cartago de assalto, obrigando Anibal a retirar para África. Ao fim de 16 anos em Itália, Aníbal é derrotado nas planícies de Zagma e Roma ganha mais duas provincias: Hipânia e Africa.
Entre 218 e 67 a.C. Roma conquista a Ilíria, a Grécia, a Macedónia, a Gália Narbosense (norte de Itália e sul de França) e herda o Pérgamo, Frígia e a Bítinia.
Em 67 a.C. dá-se um acontecimento que se virá a revelar essencial para a história: Pompeu Magno consegue o comando para "limpar" o Mediterrânio dos piratas. Cumpre esta missão em 6 meses. Depois, apoiando-se na sua vitória contra os piratas, consegue o comando da guerra contra o rei Mitriade e conquista a Síria, o Ponto, a Arménia e a Judeia.
Em 58 a.C. Júlio César começa a conquista da Gália.
Em 31 a.C., após a derrota de Marco António e Cleóptra em Actium, o Egipto passa a pertence ao Egipto e o Mediterrânio passa a ser definitivamente o Mare Nostrum.
Todos estes factos serão essenciais para a expansão do Cristianismo. Foram as estradas construidas pelos romanos, a paz e a segurança garantida pelas legiões e o dominio de Roma sobre o Mediterânio que permitiu que os díscipulos pudessem envegilizar toda a Europa. Deus usa a obra humana para os seus desígnios: o Império que o homem construiu foi a base para a Igreja do Senhor.
Imposturas anticristãs - Professor César das Neves - DN, 18/06/07
O recente "anticristianismo (...) surge da controvérsia entre as duas correntes: de um lado o racionalismo das Luzes, que reinvindica a autonomia absoluta da razão; do outro o 'sentimentalismo' do romantismo que, rejeitando completamente o Deus transcendente, procura o divino nos bastidores dos mundos ocultos, percebidos 'intuitivamente'. Estas duas correntes, longe de se antagonizarem, vão desenvolver-se em simultâneo" (p. 75-76). No fim do século XIX juntaram-se nas relações do positivismo de Comte com o espiritismo, de Kardec. Agora florescem na New Age.
Por cá, a república, cujo centenário se aproxima, decretou uma sistemática perseguição religiosa na linha do ateísmo oitocentista. Hoje a hostilidade é surda e subtil, mas não menos activa. Olhando a cultura oficial, ninguém diria que vivemos num país cristão. Os autores católicos são menorizados por o serem. A expressão religiosa é possível, mas deve ser privada, e as manifestações da civilização cristã são silenciadas ou distorcidas. Entretanto, visões ateias, exóticas ou anticristãs são subsidiadas, divulgadas, celebradas. A cultura oficial é hedonista, relativista, libertária.
Desde que a Europa abandonou a Igreja, já falharam os sonhos totalitários nazi e marxista, o ateísmo puro não convenceu e o cientifismo triunfante azedou. Vivemos a apoteose da ideologia ocultista, panteísta e esotérica. Verlinde mostra com clareza a sua origem e contornos. "O renascer contemporâneo do pensamento gnóstico desenvolveu-se no Ocidente como consequência 'espontânea' do movimento da secularização, o qual, agora à distância, se percebe que apenas visava a religião 'dominante', a saber, o cristianismo" (p.18). Após séculos a atacar a Igreja, caiu-se no delírio.
O autor lembra que Mircea Eliade avisara: "A grande maioria dos 'sem religião' está atulhada numa miscelânea mágico-religiosa, mas degradada até ao ridículo, e por isso dificilmente reconhecível" (p. 179). A cultura actual explicitou-a num chorrilho de disparates que envergonharia os nossos antepassados iluministas, deístas e positivistas. Uma incrível série de generalizações boçais, paralelos abusivos e truques linguísticos dizem "demonstrar cientificamente" o que a ciência e a História negam peremptoriamente. Daí a popularidade da literatura e movimentos gnósticos, esotéricos e mágicos, o sucesso de Dan Brown, Harry Potter e seus clones, que o autor desmascara com rigor.
Naturalmente, num tempo obcecado com o erotismo, a magia sexualis está no centro. Também isso é um embuste, pois o antigo gnosticismo era misógino, machista e diabolizava o sexo, mas hoje usam-se essas teorias como pretexto para "novas formas de prazer sob a capa de 'demanda mística' " (p. 191).
Entretanto, a Igreja é vista "como organismo tentacular e parasitário" (p. 264), em linguagem paralela à dos nazis contra os judeus. Se as instituições hoje favorecem o sincretismo, porquê perseguir a fé cristã? Trata-se de uma forma de calar a consciência. Quem se afunda no deboche e sofre as suas dramáticas consequências sente a necessidade de descarregar os remorsos. Mas há uma razão mais profunda: "Por detrás da recusa em acolher a interpretação do crente da pessoa de Jesus Cristo (...) esconde-se a recusa de depender de Outro para aceder à verdade última e à vida eterna" (p. 32). Estas seitas repetem a suprema tentação soberba da serpente do Éden: "Sereis como deuses" (Gn 3, 5).
segunda-feira, junho 18, 2007
Rezar.
Mas eu tenho muitas vezes a tendência de complicar, ou de ser céptico. Embora reze, rezo achando que o que peço é de tal maneira impossível que Deus não o realizará. Faça-o mais por descargo de consciência do que por fé.
Mas hoje, perante a simpicidade de uma amiga minha que propunha rezar a Saõ Ricardo de Pampuria pelo pai de uma amiga nossa, ganhei consciência daquilo que realmente é a oração: o simples pedido homem Aquele que Tudo Pode.
E história está cheia de testemunhos dos milagres que Deus realiza, simplesmente porque alguém teve a humildade de Lhe pedir.
Por isso peço a todos que rezem pelo pai da minha amiga Madalena e pelo meu amigo Júnior.
São Ricardo Pampuria,
Rogai por nós
sábado, junho 16, 2007
Dejectos de Consciência
1. O resultado do referendo tem uma leitura política clara: mais de 50% dos eleitores não votou, portanto não há vontade expressa de uma maioria na mudança da lei. ~
VOGLIO VIVERE COSÌ
sexta-feira, junho 15, 2007
Façamos um saneamento...
Para além disso, a sugestão de que é preciso uma solução para resovel o "problema" dos objectores de consciência tem um cheiro a saneamento à Verão quente de 75. Quem é contra o povo vai fora.
Resta-me uma pergunta: quando começam os despedimentos dos médicos que se recusem a fazer abortos?
"E amando-os, amou-os até ao fim"
* * *
"Estudei em Roma quando era seminarista da Arquidiocese de Perth, Austrália, no Colégio Pontifício Irlandês, e assisti à Universidade Pontifícia de Santo Tomás de Aquino de 1997 a 2001. Agora sou pároco da Paróquia do Espírito Santo em City Beach, Austrália Ocidental.
O Pe. Ragheed Ganni foi o primeiro seminarista que conheci no colégio, e ele teve a gentileza de mostrar-me meu quarto.
Ainda que não nos podíamos comunicar a princípio através da fala, porque eu não sabia falar aramaico e o Pe. Ragheed ainda não falava inglês, através de nossos anos no seminário chegamos a ser bons amigos.
O Pe. Ragheed tinha um caráter amigável e uma acolhida calorosa. Era de profunda oração e tinha um grande senso do sagrado, com uma profunda espiritualidade e união com Deus. Era diligente nos estudos e muito respeitado na faculdade e por seus companheiros do colégio. Estava sempre disposto a dar uma mão para quem precisava ou a dedicar tempo a estar com as pessoas para conversar amigavelmente.
Era um companheiro extremamente inteligente. Aprendeu seis idiomas e tinha previsto regressar ao Colégio Irlandês no próximo ano para começar sua tese doutoral.
Cada ano, o Pe. Ragheed dedicava o verão na Irlanda para trabalhar em Lough Derg, que é um lugar de peregrinação no norte da Irlanda, o que lhe permitia enviar dinheiro para casa para comprar os medicamentos de que precisavam. Sem aparecer, fez muito pelos iraquianos. Sempre colocava os outros em primeiro lugar.
Lembro-me de um verão em que o Pe. Ragheed ficou comigo no Seminário de St. Malcay, em Belfast. Era por volta do dia 12 de julho, que é a época das manifestações no Norte da Irlanda.
Essa noite havia distúrbios às portas do seminário e podíamos ouvir os tiros e os gritos da polícia e as sirenes das ambulâncias. Foi uma longa noite e o Pe. Ragheed me falou sobre os sofrimentos e a perseguição dos cristãos que viviam no Iraque.
Quando começou a guerra no Iraque, o Pe. Ragheed estava desolado, pois já levava sete anos longe de sua família e nesse momento toda a comunicação com sua pátria estava interrompida. Passaram meses antes que pudesse saber se sua família estava a salvo. Foi um tempo muito difícil para ele, mas em meio a tudo, encontrava consolo na oração.
O Pe. Ragheed me visitou em Perth em 2003, durante o verão; foi maravilhoso o tempo que passamos juntos na paróquia. Falamos sobre seu regresso ao Iraque e o que isso poderia significar.
O Pe. Ragheed era muito leal a seu bispo e às pessoas de sua diocese. Era consciente dos perigos que implicava voltar ao Iraque, onde os cristãos se converteram em alvo dos extremistas muçulmanos. Sabendo que arriscava sua própria vida, aceitou com muito valor o desafio de administrar os sacramentos a seu povo.
O Pe. Ragheed era como um irmão para mim, e meu coração está triste porque o mundo é um lugar mais solitário sem ele.
Recordo os dias em que passávamos o Natal no colégio, quando todos os demais estudantes voltavam para casa por motivo das férias. Tínhamos Roma para nós sozinhos, agora é toda sua.
Descansa em paz, meu amigo, porque foste um servo bom e fiel; teu martírio sobrevive e, estou certo disso, animará outros jovens a unir-se às filas de Cristo para continuar a tarefa da salvação.
Agora começa teu sacerdócio eterno, com toda a corte celestial ao teu redor.
Estou seguro de que o martírio do Pe. Ragheed e de seus companheiros produzirá muito fruto de liberdade religiosa, unidade e paz para o povo do Iraque.
Minhas orações estão com a família do Pe. Ragheed e as famílias de seus companheiros; Basman Yousef Daoud, Ghasan Bidawid e Wadid Hanna.
Oxalá que a paz chegue ao Iraque.
Pax Christi,
Padre Don Kettle"
"O Bom Pastor é aquele que dá a vida pelas suas ovelhas"
«Tinha de ir para Europa em 18 de setembro, mas adiei para 4 de outubro. Depois tive de adiar para 1º de novembro. O Ramadã foi um desastre para nós em Mosul. Centenas de famílias cristãs deixaram a cidade, inclusive minha família e meus tios: cerca de 30 pessoas abandonaram todas suas propriedades e partiram, devido às ameaças.»
«Não é fácil, mas a Graça do Senhor dá sustento e força. Enfrentamos a morte a cada dia.»"
Via Zenit.
Este texto é parte de um e-mail que o Padre Ragheed, sacerdote iraquiano assasinado no Iraque, enviou a um amigo em Roma.
Nele podemos ver a situação desesperada em que se encontram os cristãos no Iraque. Mas acima de tudo podemos ver a "esperança inexaurivel na Graça que nos é dada e renovada cada manhã"
quarta-feira, junho 13, 2007
Káká!
"Minha mulher e eu escolhemos chegar virgens ao casamento. A Bíblia ensina que o verdadeiro amor se alcança apenas com o casamento, com a troca de sangue, o que a mulher perde com a virgindade. Para nós, a primeira noite foi belíssima", comentou.
A revista sairá às bancas na quarta-feira, mas hoje foram divulgados alguns trechos da entrevista.
Kaká confessa depois que foi difícil esperar a noite de núpcias.
"Claro que pesou, sou um jovem normal. Não foi fácil chegar ao casamento sem nunca ter estado com uma mulher. Com Caroline, nos beijávamos e o desejo existia. Mas sempre soubemos parar. Se hoje nossa vida é tão bela, acho que é porque soubemos esperar".
O jogador também revela como conheceu sua mulher. "Foi em uma festa em São Paulo. Meu pai e sua mãe (Rosangela Lyra, diretora da Christian Dior no Brasil) se conheciam e nos apresentaram. Trocamos o número de telefone, depois fui buscá-la para seu aniversário".
"Ela estava fazendo 15 anos, eu tinha 19. Mas, no Brasil, eu já era famoso e, em 2002, na volta da Copa, começamos a namorar. Aos 20 anos já pensava no casamento, sempre pensei", ressaltou.
"Mas tivemos que esperar três anos: um no Brasil e dois estando distantes um do outro, pois vim jogar no Milan e ela era jovem demais para me acompanhar. Mas esse período foi importante, pois colocou à prova nosso amor", acrescentou.
Kaká, um religioso convicto, confessa que tenta "evitar as tentações". "Existem sempre, mas tento evitá-las. Desde que vim para a Itália nunca fui a uma boate, salvo às festas do Milan, e sempre com minha mulher".
"Entre nós, quando ela ainda estava no Brasil, havia um pacto: podíamos sair com os amigos, mas à meia-noite voltávamos para casa e nos ligávamos. Caroline e eu fizemos muitos sacrifícios", comentou.
Num meio mais propenso ao disparate do que as coisas sérias como é o do futebol e num mundo onde a sexualidade é banalizada, não deixa de impressionar o testemunho daquele que é, provavelmente, o melhor jogador do mundo.
Do namoro
Das eleições.
Vincent - Don Mclean
Starry
starry night
paint your palette blue and grey
look out on a summer's day
with eyes that know the
darkness in my soul.
Shadows on the hills
sketch the trees and the daffodils
catch the breeze and the winter chills
in colors on the snowy linen land.
And now I understand what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
They would not listen
they did not know how
perhaps they'll listen now.
Starry
starry night
flaming flo'rs that brightly blaze
swirling clouds in violet haze reflect in
Vincent's eyes of China blue.
Colors changing hue
morning fields of amber grain
weathered faces lined in pain
are soothed beneath the artist's
loving hand.
And now I understand what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
perhaps they'll listen now.
For they could not love you
but still your love was true
and when no hope was left in sight on that starry
starry night.
You took your life
as lovers often do;
But I could have told you
Vincent
this world was never
meant for one
as beautiful as you.
Starry
starry night
portraits hung in empty halls
frameless heads on nameless walls
with eyes
that watch the world and can't forget.
Like the stranger that you've met
the ragged men in ragged clothes
the silver thorn of bloddy rose
lie crushed and broken
on the virgin snow.
And now I think I know what you tried to say to me
how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
They would not listen
they're not
list'ning still
perhaps they never will.
segunda-feira, junho 11, 2007
"É preciso que o quotidiano se torne heróico, para que o heróico se torne quotidiano" - Samwise the Brave

Samwise Gamgee é a minha personagem preferida de "O Senhor dos Anéis". O Sam é um hobbit típico. Gosta de comer, beber, fumar canchibo, fazer jardinagem. É pouco dado a aventuras ou a grande viagens, desconfia naturalmente dos estrangeiro e acha que não existe outra terra como O Shire.
Dificilmente seria a personagem para uma história de acção, com grande batalhar e viagens infindáveis, por terras estranhas, pejadas de seres maléficos. No fundo Sam é a personagem ideal de um romance rural, pois ele próprio é apenas o humilde jardineiro do Senhor Frodo Baggins. E é um criado à antiga, cegamente fiel ao seu patrão. É exactamente por esta fidelidade que ele atravessa toda a Terra Média , até ao coração da Terra Negra, para destruir o Um anel.
Durante toda a estória podemos esperar ver fazer grandes feitos, mas ele não faz nenhum. Limita-se a seguir Frodo para onde quer que ele vá e assegurar-se que nenhum mal lhe acontece. Cozinha para Frodo, vai buscar àgua para Frodo, carrega Frodo as costas. Mas é nesta fidelidade que se encontra toda a grandeza deste pequeno hobbit, que o torna o maior héroi de "O Senhor dos Anéis". Toda a sua vida é dada, ele vive para Frodo, para o ajudar a levar a sua tarefa até ao fim. Sem ele Frodo nunca teria chegado à Montanha da Condenção, nunca o anel teria sido destruido, nunca a Terra Média teria sido salva.
Editorial do DN - 09/10/07
Quando 80% dos médicos de grandes hospitais de Lisboa e do Porto se declaram objectores de consciência contra o aborto legal - revelando uma estranha e clara dessintonia entre a classe médica e a sociedade como um todo -, o Governo tem de tomar algumas atitudes, se se quiser pôr em prática a vontade expressa nas urnas.
Deve estabelecer com rigor quais os serviços públicos de saúde em condições de realizar o que as utentes do SNS requererem, verificar as incapacidades e encontrar alternativas. E tem também de fiscalizar as objecções apresentadas, para que não desaguem em negócio privado.
Depois de ter pedido ao povo que se pronunciasse, é obrigação do Estado impedir que uma qualquer classe profissional capture e desvirtue na prática o alcance da sua vontade. Esta surpreendente reacção dos médicos tem como primeira consequência fazer com que os hospitais tenham decidido aceitar apenas mulheres nas suas áreas de residência - o que põe em risco o direito à reserva e ao anonimato, sobretudo nas terras pequenas.
É preciso ter em conta que o que se diz já sobre este assunto se baseia em dados parciais de grandes hospitais centrais do SNS."
Nem o Estado, nem a maioria, são donos da consciência de ninguém. Por isso o Estado não pode obrigar nenhum médico a fazer um aborto. Ainda menos pode mover uma perseguição a um médico que se recusa a fazer algo que é contra um juramento que fez.
Sobrepor o poder do Estado aos direitos individuais é o apanágio dos sistemas totalitários. Numa verdadeira Democracia, todos os homens têm o direito a sua consciência.
sábado, junho 09, 2007
Mais mártires.
quinta-feira, junho 07, 2007
Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

Esta solenidade, com a sua procissão pelas ruas da Baixa, ajuda-me a relembrar a grandeza da Eucarístia: Cristo, centro do cosmos e da história, todos os dias se torna tão presente e real como na Cruz, para que nós possamos comungar a Sua Carne e o Seu Sangue. E isto não pode deixar de me espantar e comover!
Conquistador - Da Vinci
Era um mundo novo
Um sonho de poetas
Ir até ao fim
Cantar novas vitórias
E erguer, orgulhosos, bandeiras
Viver aventuras guerreiras
Foram mil epopeias
Vidas tão cheias
Foram oceanos de amor
Já fui ao Brasil
Praia e Bissau
Angola, Moçambique
Goa e Macau
Ai, fui até Timor
Já fui um conquistador
Era todo um povo
Guiado pelos céus
Espalhou-se pelo mundo
Seguindo os seus heróis
E levaram a luz da cultura
Semearam laços de ternura
Foram mil epopeias
Vidas tão cheias
Foram oceanos de amor
Já fui ao Brasil
Praia e Bissau
Se descontarmos o facto de a malta se vestir e dançar de um modo um pouco rídiculo nos anos 80, a música é muito boa na mesma!
Um lenda «negra» - Cardeal Bertone
Um dos desagradáveis efeitos «secundários», por chamá-los de algum modo, dessa lenda negra, que apresenta falsamente o Papa Pacelli como indulgente com o nazismo e insensível ante a sorte das vítimas da perseguição, consiste em ter feito esquecer totalmente o extraordinário magistério desse Papa, que foi o precursor do Concílio Vaticano II. Como aconteceu com as figuras de outros dois Papas com o mesmo nome -- o beato Pio IX, do qual só se fala em relação a temas ligados à políticas do Ressurgimento italiano; e São Pio X, recordado com freqüência unicamente por sua valente batalha contra o modernismo --, também se corre o risco de reduzir todo o pontificado de Pacelli à questão dos supostos «silêncios».
2.A atividade pastoral de Pio XII
Estou aqui, portanto, nesta tarde, para oferecer um breve testemunho de um homem de Igreja que, por sua santidade pessoal, resplandece como um luminoso testemunho do sacerdócio católico e do supremo pontificado. Certamente, já havia lido muitos ensaios interessantes sobre a figura e a obra do Papa Pio XII, das sumamente conhecidas «Actes et Documents du Saint Siège», às biografias de Nazareno Padellaro, da Irmã Margherita Marchione, do Pe. Pierre Blet, entre as primeiras que me vêm à mente. Isso sem falar dos «Discursos de guerra» do Papa Pacelli, se o desejam, estão disponíveis em formato eletrônico, e que me resultam totalmente interessantes também hoje por doutrina, por inspiração pastoral, por finura de linguagem literária, por força humana e civil.
Em definitivo, já sabia bastante sobre o «Pastor Angelicus et Defensor Civitatis». Contudo, deve-se dar graças ao senhor Andrea Tornielli, pois nesta volumosa e documentada biografia, recorrendo a muitos escritos inéditos, ele nos restitui a grandeza da figura de Pio XII, nos permite aprofundar em sua humanidade, nos faz redescobrir seu magistério. Ele nos recorda, por exemplo, sua encíclica sobre a liturgia, sobre a reforma dos ritos da Semana Santa, o grande trabalho preparatório que desembocaria na reforma litúrgica conciliar.
Pio XII abre o caminho à aplicação do método histórico-crítico à Sagrada Escritura, e na encíclica «Divino afflante Spiritu» estabelece as normas doutrinais para o estudo da Sagrada Escritura, sublinhando sua importância e papel para a vida cristã. Na Encíclica «Humani generis» leva em consideração, ainda que com cautela, a teoria da evolução. Pio XII imprime também um notável impulso à atividade missionária com as encíclicas «Evangelii Praecones» (1951) e «Fidei donum» (1957), da qual se celebra o qüinquagésimo ano, sublinhando o dever da Igreja de anunciar o Evangelho aos povos, como fará depois o Concílio Vaticano II. O Papa se nega a fazer coincidir o cristianismo com a cultura ocidental, assim como com um determinado sistema político.
Pio XII continua sendo, ainda hoje, o Papa que deu mais espaço às mulheres em suas canonizações e beatificações: 54,4% nas canonizações, e 62,5%%. De fato, em várias ocasiões, esse pontífice havia falado dos direitos femininos, afirmando, por exemplo, na rádio-mensagem ao Congresso CIF de Loreto de outubro de 1957, que a mulher está chamada a desempenhar «uma ação decisiva» também no campo político e jurídico.
3.Acusações injustificadas
Estes não são mais do que exemplos que mostram o que resta ainda por descobrir, e mais ainda, por redescobrir, do magistério do servo de Deus Eugenio Pacelli. Impressionaram-me, também, muitos detalhes do livro de Tornielli dos que emerge tanto a lucidez e sabedoria do futuro pontífice, nos anos que foi núncio apostólico em Munique e em Berlim, como muitos traços de sua humanidade. Graças à correspondência inédita com o irmão Francesco, podemos conhecer alguns juízos firmes sobre o nascente movimento nacionalista, assim como o grave drama interior vivido pelo pontífice durante o tempo da guerra por ocasião da atitude que era preciso adotar ante a perseguição nazista.
Pio XII falou disso em várias ocasiões em sua rádio-mensagem e, portanto, está totalmente fora de cogitação acusá-lo de «silêncios», assumindo contudo um tom prudente. Falando dos silêncios, quero citar um artigo bem documentado do professor Gian Maria Vian publicado no ano 2004, na revista «Archivum historiae pontificiae», que tem como título «O silêncio de Pio XII: às origens da lenda negra» («Il Silenzio di Pio XII: alle origini della leggenda nera»). Entre outras coisas, diz que o primeiro que questionou os «silêncios de Pio XII» foi Emmanuel Mounier, em 1939, poucas semanas depois de sua eleição como sumo pontífice e por ocasião da agressão italiana na Albânia. Sobre estas questões se desencadeará a seguir uma dura polêmica, inclusive de origem soviética e comunista que, como veremos, seria retomada por expoentes da Igreja Ortodoxa russa. Rolf Hocchuth, autor de «O Vigário», a obra teatral que contribuiu a desatar a lenda «negra» contra Pio XII, em dias passados definiu o Papa Pacelli em uma entrevista como «covarde demoníaco», enquanto há historiadores que promovem o pensamento único contra Pio XII e chegam a insultar de «extremista pacelliano» quem não pensa como eles e se atreve a manifestar um ponto de vista diferente sobre estas questões. Portanto, não é possível deixar de denunciar este estrago do senso comum e da razão perpetrado com freqüência desde as páginas dos jornais.
[Tradução realizada por Zenit]
quarta-feira, junho 06, 2007
segunda-feira, junho 04, 2007
Herói?
Mas o festejo começará provavelmente já no próximo ano. Se o Dr. António Costa, como parece inevitável, vier a ganhar a Câmara de Lisboa não temos qualquer dúvida que não irá deixar de festeja o centenário do Regícidio, que se assinal no dia 2 de Fevereiro do próximo ano.
Por muito que republicano que se seja, festejar o assasínio do Rei é a negação do Estado de Direito. É dizer que é legitimo matar por uma doutrina. Festejar um acto de terrorismo, como foi o assasínio do Rei Dom Carlos e do Infante Luís Filipe, é negar os Direitos que os repúblicanos tanto se gabam de defender.
Contudo, para o espectáculo ser completo, à laia de aperitivo, discute-se neste momento a tranladação de Aquilino Ribeiro, que é dos responsáveis pelo Regícidio, para o Panteão Nacional. Os Maçons querem elevar um terrorista à categoria de herói da pátria. Por isso existe neste momento uma petição on-line, dirigida ao Presidente da Républica, para impedir a esta vergonha. Podem assinar aqui.
quarta-feira, maio 30, 2007
Greve
terça-feira, maio 29, 2007
La sorgente - Claudio Chieffo, 2007
anche dentro la notte nera e buia.
Lei cerca nel suo mare l'alleluja,
ricolmando le secche d'agonia.
La sorgente è certezza che compare
di gioia santa e giovane allegria.
La sorgente è certezza che compare e ricompare
è gioia santa, è giovane allegria.
Portami, portami a casa mia,
la mia casa davanti al mare.
Portami, portami che quando viene
voglio vederLo arrivare.
Dolce armonia della sorgente
nelle tue acque ognuno trova
musica grande che si rinnova,
pace infinita, grazia fluente.
La la la la ....
"Fallacies do not cease to be fallacies because they become fashions.", G.K. Chesterton
segunda-feira, maio 28, 2007
Maçonaria, republica, e poder governativo - D. António Marcelino, Correio do Vouga (24/05)
A democracia não é um fim, nem pode servir de meio para que o poder, qualquer que ele seja, se aproveite dos postos de comando para empobrecer e dominar um povo livre.
A maçonaria viveu em Portugal, desde que chegou em princípios do século XVIII, horas difíceis. Foram perseguições de fora e divisões de dentro. Tempo seguido com contradições e projectos, uns conseguidos, outros frustrados. O apoio que então deu à “Carbonária”, motor organizado da queda da Monarquia, e a identificação conseguida, com a jovem República, inspirando ou fazendo seus os ditos “valores republicanos”, deram-lhe impulso para dominar. Isto permitiu-lhe conduzir o processo do início do novo sistema, minando os órgãos fundamentais da soberania, desde a Presidência da República ao Parlamento, destruindo o que não dominava e conquistando uma presença efectiva, bem marcada e visível, nos mais diversos lugares de influência do Estado. Teve, depois, de entrar de novo em meia clandestinidade. Este facto, porém, não a impediu de fazer acordos secretos com o poder, para que, dada a sua influência, o mesmo se pudesse manter, mesmo quando publicamente perseguia a Loja. E foi assim, como se sabe e se diz, até nos tempos de Salazar, que, olhando para o lado, cedeu na orientação de serviços públicos conhecidos e cobiçados, dada a influência destes no povo.
A aceitação oficial da Loja deu-se com o 25 de Abril, por razões óbvias, depressa explicadas por motivo de quem ia aparecendo na ribalta política dominante. O novo poder fez-lhe a entrega de bens antes expropriados e pagou-lhe indemnizações. Às claras, recomeçou-se, então, a falar da maçonaria e a dizer da campanha persistente que ela fazia nos corredores da Assembleia da República, junto de gente nova ansiosa por benesses no presente e sonhando com as boas promessas de futuro. Abriram-se portas, antes e sempre fechadas, publicaram-se nomes de alguns aderentes, não todos, com influência nos diversos quadrantes da sociedade portuguesa; manteve-se, porém, o sigilo dos ritos de iniciação e de outros ritos importantes. Aliviou-se algum secretismo, mas a Loja continuou a ser uma associação fechada, sem a abertura normal, propiciada por regime democrático. Esta situação deu direito a desconfiar do que se passa e programa.
O sol da primavera é propício para trazer à luz o que as tocas escondem em invernos prolongados. Porque o ambiente político se tornou propício e a ocasião convidativa, a maçonaria começou a apresentar os seus projectos para o país. A nós o dever e o direito de apreciar, dizer e alertar sobre o que se projecta, porque a todos nos diz respeito.
A maçonaria portuguesa aparece, de novo, com algum espírito de “carbonária”, eivada de um acirrado laicismo, tendo no horizonte os “valores republicanos”, lidos unilateralmente, e empenhando-se por introduzi-los como inspiradores das leis que devem reger o povo. Esquece-se que o poder democrático não se pode exercer à revelia dos valores que um povo concreto e sensato sempre teve, quer ter e defende, para salvaguarda da sua identidade, dignidade e futuro em liberdade. Impor é matar e destruir.
Há que fechar a Igreja na sacristia, ignorar os valores cristãos, fazer tábua rasa de uma cultura milenária, negar a história pátria e secar as suas raízes vitais, mudar o sentido das instituições que dão consistência à sociedade, fechar o homem, por via da educação nas escolas e meios de comunicação social, à dimensão do transcendente. Será este o programa “político” actualizado do Partido Socialista, agora publicamente de mãos dadas com a maçonaria? Se a perspectiva é de um laicismo redutor, o que restará da democracia? Um povo decapitado. E que será o Partido Socialista? Uma galeria vistosa, com muita gente alienada e encostada. E a maçonaria? A estratégia táctica de servir e de se servir de um poder sem ideologia.
Mas as prioridades num país que empobrece têm de ser outras, se quisermos sobreviver.