sábado, outubro 13, 2007

«No mundo tereis aflições, mas tende confiança. Eu venci o mundo.»





90 ANOS DA ÚLTIMA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA
(13 de Outubro de 2007)

Texto integral da Homilia do cardeal Tarcisio Bertone, Enviado papal

"Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Amados Irmãos e Irmãs no Senhor!

Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio advertindo-a da chegada do Emanuel esperado; então, cheia do Espírito Santo, ela exclama: «Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43). A mesma exclamação se eleva hoje desta assembleia à vista dos sinais de misericórdia que Deus Se dignou conceder a indivíduos, povos e nações, ao longo dos últimos 90 [noventa] anos, pela mediação da Mãe da Misericórdia aqui manifestada como Nossa Senhora do Rosário.

Conta-se que, em Fevereiro de 1918 [mil novecentos e dezoito], se encontraram na Câmara Eclesiástica do Patriarcado de Lisboa alguns sacerdotes e um jornalista católico, o qual criticara a exposição ali feita por um dos sacerdotes sobre o chamado «milagre do sol» no céu de Fátima quatro meses antes. Nisto apareceu uma veneranda figura sacerdotal do tempo, o Padre Cruz, a quem o jornalista, depois de lhe beijar a mão, perguntou em tom irónico: «Também viu bailar o sol no dia 13 [treze] de Outubro?». «Não – respondeu o Servo de Deus –, não vi o sol bailar em Fátima; não estava lá. Mas digo-lhe: Tenho enxugado tantas lágrimas a bailarem nos olhos (que é como quem diz no sol) de tantas dezenas de pecadores arrependidos sob o impulso do milagre de Fátima, que não me custa acreditar que o sol tenha bailado. Pois, à semelhança do que Nosso Senhor ensinou quando disse ser mais fácil um camelo entrar pelo fundo duma agulha do que um rico converter-se, também afirmarei que é mais fácil o sol ter bailado do que tantos e tantos pecadores se haverem convertido sem uma causa sobrenatural que os movesse».

Pois bem, estes sinais de Deus – reconhecidos e interpretados por quem de direito – não cessaram de multiplicar-se ao longo destas 9 [nove] dezenas de anos; não último deles, a partida para a Glória do Servo de Deus João Paulo II [segundo] rodeado duma multidão incalculável e com todos no coração enquanto repete para a Mãe de Misericórdia: «Totus tuus… Eu sou todo vosso, ó minha Rainha e minha Mãe, e tudo quanto tenho vos pertence». Hoje, tomados pela maravilha de quantos os viveram e sustentados pela esperança acesa nos corações simples e humildes de quem, à sua vista, acreditara, não podemos deixar de exclamar, num misto de gratidão e confusão: «Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»
E, se veio ter comigo, manda a boa educação perguntar-lhe: «Que é que Vossemecê me quer? – “É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados” e Ela, tomando um aspecto mais triste, acrescenta: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”» (aparição de 13 de Outubro de 1917).

Isto é Fátima, amados irmãos e irmãs: conversão, emenda de vida, deixar de pecar, reparar a Deus ofendido no irmão. Isto é Fátima; não os sinais, ou pelo menos são secundários: passam para deixar lugar ao que significam, isto é, à vida nova de ressuscitados. Por isso, seria insensato continuar indefinidamente a pedir sinais, sem os discernir nem lhes dar crédito; sobre nós, penderia a censura do divino Mestre: «Esta geração perversa e infiel pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra» (Mt 12, 39-40). O sinal de Deus é a ressurreição de Cristo e nossa: de facto, como ouvimos há pouco na segunda leitura, «a nós, que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, [Deus] restituiu-nos à vida com Cristo (…) e com Ele nos ressuscitou» (Ef 2, 5-6). Por isso, «eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor: (…) Deixai-vos renovar no mais íntimo do vosso espírito, adquirindo os hábitos do homem novo criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras» (Ef 4, 17.23-24). Como o Beato Francisco, como a Beata Jacinta… como tantas e tantos outros que se entregaram ao Imaculado Coração de Maria, refúgio e caminho que conduz até Deus.

Com efeito, aqui Nossa Senhora não pediu para ser admirada, invocada, venerada… Quis gente «entregue»; pediu que os corações dos indivíduos, das nações e da humanidade inteira Lhe fossem «consagrados». Aqui desfraldou a sua bandeira que é um símbolo e um programa: o seu Coração Imaculado. Aqui se manifestou o Coração da mais doce das mães, pedindo a todos que unam o seu coração ao d'Ela, para darem ao mundo Jesus Cristo Salvador. E, acolhendo o seu convite, por toda a parte se formaram grupos e comunidades que despertaram da apatia de ontem e se esforçam por mostrar agora, ao mundo, o verdadeiro rosto do cristianismo. No Oriente e no Ocidente, o amor do Coração de Maria conquistou um lugar no coração dos povos e dá-lhes esperança e consolação.

Irmãos e irmãs, vós sois as primícias dessa grande seara aqui hoje consagrada no altar. Quando estendo o meu olhar por esta imensa assembleia à procura dos seus confins, parece-me vislumbrá-los naquela nuvenzinha de Elias (cf. 1 Re 18, 44) que se realizou cabalmente na humilde Jovem de Nazaré, Maria, cheia de graça, cheia de Deus. Foi por obra e graça do Espírito Santo que Ela gerou o Filho do Pai eterno e, por missão recebida na Cruz, Se tornou mãe de todos os redimidos; estes lembram incontáveis gotinhas de água que – atravessadas pela Luz de Cristo e, por Ele, atraídas e agregadas –, formam hoje a coluna de nuvem luminosa de Deus à cabeça da humanidade na sua travessia da história (cf. Ex 40, 38). Povo da Páscoa pelas sendas do mundo, confessamos com Maria que «a misericórdia [de Deus] se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem» (Lc 2, 50), multiplicando os semeadores da esperança e os construtores do Reino de Deus.

E tais sois vós, sacerdotes, cuja ordenação vos concede o poder de dispensar os dons da salvação; vós, consagrados, cujos votos fazem de vós testemunhas privilegiadas do único necessário; vós, fiéis leigos, de cujo seio jorram rios de água viva santificando o mundo nos vossos lares, no vosso trabalho e na sociedade inteira. Queridos peregrinos de Fátima, com grande alegria vos transmito a saudação que Sua Santidade Bento XVI [dezasseis] me confiou para todos vós, a começar pelo Bispo desta amada diocese de Leiria-Fátima, o Senhor Dom Antonio Marto, e terminar nos irmãos e irmãs doentes, que se encontram aqui ou estão unidos connosco pela rádio e a televisão, e cujas intenções são objecto particular das preces diárias do Santo Padre: Como sabem, Deus salvou o mundo numa cruz. O repouso, que não encontrou nos braços desta, deram-lho os braços de sua Mãe. E, no coração da Mãe, brilharam os primeiros alvores da Páscoa. Jesus ressuscitado sai ao encontro dos desanimados e diz: «Assim está escrito que deve ser. Toma a tua cruz e segue-Me!»
Numa carta datada de 4 [quatro] de Maio de 1943 [mil novecentos e quarenta e três], a Irmã Lúcia escreve este «recadito de Nosso Senhor»: Ele «deseja que se faça compreender às [pessoas] que a verdadeira penitência, que Ele agora quer e exige, consiste antes de tudo no sacrifício que cada um tem de se impor para cumprir com os próprios deveres religiosos e materiais» (Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, edição do P. António Maria Martins SJ, Porto 1973, pp. 447). Ora, já no Verão de 1916 [mil novecentos e dezasseis], o Anjo ensinara aos pastorinhos: «De tudo o que puderdes, oferecei um sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que [o Altíssimo] é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. (…) Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar». Queridos peregrinos, sem negar o valor dos sacrifícios e penitências voluntárias, sabei que a penitência de Fátima é a aceitação submissa da vontade de Deus a nosso respeito, que se traduz nos nossos deveres de estado. Alguém poderia observar: Mas, a fidelidade aos nossos deveres de estado não é o mínimo que se nos pode exigir? Será possível que uma obrigação tão elementar seja proposta como penitência suficiente, uma penitência salvadora, capaz de afastar os males que incumbem sobre a humanidade?

É possível, porque esta mobilização dos deveres de estado diz respeito a toda a gente. E o Evangelho no-lo mostra: ainda que nós fôssemos o servo com um único talento, isso não poderia servir de desculpa para a inactividade (Mt 25, 24-30). Infelizmente, um grande número de pessoas imagina que a vitória depende essencialmente do talento, da habilidade, do valor dos que escrevem nos jornais, dos que falam nas reuniões, dos que têm um papel mais visível e que seria suficiente animar e aplaudir estes chefes como se anima e aplaude os jogadores no estádio. Não existe erro mais temível e desastroso! Se os soldados algum dia chegassem a pensar que a vitória já não dependia deles mas somente do Estado Maior (com a desculpa de que se compõe de hábeis generais), esse exército marcharia de desastre em desastre, por muito maravilhosos que tivessem sido os planos de combate elaborados pelos seus chefes. Para evitar tal desastre no que se refere ao renascimento do homem para uma sociedade nova, o Céu exige o esforço, até o mais insignificante, dos servos mais humildes, dos servos com um só talento.

Assim, face aos pretensos senhores destes tempos (acham-se no mundo da cultura e da arte, da economia e da política, da ciência e da informação) que exigem e estão prontos a comprar, se não mesmo a impor, o silêncio dos cristãos invocando imperativos de uma sociedade aberta, quando na verdade lhe fecham todas as entradas e saídas para o Transcendente; e que, em nome de uma sociedade tolerante e respeitosa, impõem como único valor comum a negação de todo e qualquer valor real e permanente válido… Face a tais pretensões, o mínimo que podemos fazer é rebelar-nos com a mesma audácia dos Apóstolos perante idêntica pretensão dos senhores daquele tempo: «Não podemos calar o que vimos e ouvimos» (Act 4, 20)! E, se vos lançam à cara erros passados ou presentes de alguns filhos da Igreja, peço-vos: fazei penitência e reparai. Se vos acusam falsamente não poupando ofensas nem escárnios, peço-vos: rezai pelos vossos perseguidores e perdoai. Profundamente convictos da solidariedade da família humana, a tal ponto que dez justos na cidade de Sodoma tê-la-iam salvo (cf. Gn 18, 32), conservai no pensamento e no coração uma inquebrantável fé no amor misericordioso de Deus. O seu olhar pouse benévolo e propício sobre as vossas vidas, confiadas à Virgem Mãe para maior glória da Santíssima Trindade. Amen. "

Semper Fidelis!

quinta-feira, outubro 11, 2007

É preciso ter muita lata!

Ontem foi dia Europeu Contra a Pena de Morte. Coisa com que eu aliás concordo. Embore não seja em absoluto contra a pena de morte, não me parece que se justifique neste momento mantê-la em nenhum Estado europeu. Tal como não me parece que se justifique manter tal pena em nenhum Estado nos nossos dias.

Contudo não me deixa de causar estranheza que o grande impulsionador desta ideia, o nosso Primeiro Ministro, venha agora dizer que a pena de morte é "violação séria dos direitos humanos, especialmente do direito à vida". Parece um pouco desplante que um homem que promoveu uma lei que permite a liberalização do aborto até as dez semanas (que na prática podem chegar até as 13) venha agora falar do "direito à vida".

A posição da Polónia sobre este tema, que com o seu voto contra impossibilitou que este dia fosse promovido pela UE, parece-me justa. Como é que um organismo como a UE, que tem vindo a recomendar o respeito pelo direito ao aborto, se atravessa agora para defender a vida?

Ainda por cima, a pena de morte não é hoje aplicada em nenhum Estado da UE. Já o aborto se pdoe praticar em todos excepto na Polónia e na Irlanda.

Eu sei que não é a coerência que nos salva, mas tanta lata irrita!

Ingénua galhardia!

A classe pseudo-intelectual em Portugal tem duas frases com que arruma todas as discussões: "Toda a gente sabe" e "Está cientificamente provado". Regra geral a estas duas supremas afirmações seguem-se pérolas do género: "que o Papa Pio XII apoiou Hitler" ou então coisas como "que morrem milhares de mulheres vitimas de aborto clandestino em Portugal". Claro que por vezes, por entre alguns pseudo-intelectuais mais gorosseiros, que só sabem o que leram em revistas estrangeiras, aparecem uns que até tem uns neurónios e leram uns livros. Esses costumam recorrer menos vezes a estas duas belas expressões, mas produzem habitualmente senteças como (com um ar dogmático de quem não se confunde com o resto da maralha) que a fé e a razão não se tocam.

No meio destes senhores nada é melhor alvo de escárnio do que um colunista católico. Para este senhor os católicos que dão opiniões só podem, ou não falar de religião ou dizerem heresias. Tudo o resto é para estes senhores, cujo mundo começa nos seus bloggs e acaba na crónica semanal do amigo no Meia Hora, beatices que não são dignas das suas atenções. Por isso tem tedência a ridicularizar todos os católicos que se atrevem a publicar as suas opiniões ou a dar testemunho da sua fé nos media.

Este facto faz com que muitos católicos, mesmo os poucos que têm acesso aos media, evitem falar da fé em público. Contudo subsiste num dos nossos jornais um colunista que se recusa a ceder a esta ditadura pseudo-intelectual, sendo por isso alvo habitual do desprezo pseudo-intelectual de pessoas que não tem classe suficiente para contestar uma opinião dele, quando mais para se arvorarem em juízes dos seus artigos.

Falo, obviamente, do Professor João César das Neves, que indiferentemente a todas as críticas continua a publicar placidamente a sua coluna no Diário de Noticias. E os artigos do Senhor Professor são para nós, católicos, autênticos balsâmos. Ver que num meio onde impera o ataque à Igreja e sobretudo à cultura cristã, um homem que testemunha com clareza e inteligência a sua fé é para nós como uma luz no meio da escuridão.

O Professor César das Neves possui aquilo a que se pode chamar "ingénua galhardia", pois, sem qualquer cálculo de poder ou de conveniência social, limita-se a testemunhar aquilo que vive. Utilizando a sua enorme inteligência o Professor todas as Segundas-Feiras nos brinda com artigos que lançam um olhar cristão, um olhar verdadeiramente humano, sobre o que se passa nos nossos dias.

Peço para mim, assim como para todos aqueles que escrevem neste blog, esta coragem e simplicidade do Professor César das Neves: testemunhar sempre o que nos aconteceu, sem cálculos ou medos dos resultados!

quarta-feira, outubro 10, 2007

ASAE em Fátima!

Tenho um pedido a fazer aos senhores da ASAE, que hoje andaram a fiscalizar o florescente comércio de Fátima (já que Nosso Senhor não quis vir cá abaixo fazer a perninha, desta vez veio a Autoridade para Segurança Alimentar e Económica acabar com os vendilhões).

Embore, tenha que confessar, tenha gozado variadas vezes com tão importante organismo, que garante a qualidade da comida que eu ingiro e a higiene dos restaurante (poucos e carenciados de higiene, que o dinheiro não abunda) que frequento. Embora tenha ridiculirizado tantas vezes esses bravos guerreiros que garantem que os direitos de autor não são vilipendiados por um qualquer vendedor ambulante de DVD's piratas e que os ciganos da feira de Carcavelo não vendem roupas de marcas falsificadas, mesmo assim ouso fazer-lhes um pedido.

Fechem o Hotel Fátima com os seus pequenos almoços fantásticos, apreendam os santinhos de plástico da loja Pastorinhos MMM, confiscam as velas ordinárias que os vendedores ambulantes nos impijem, persigam todos os comerciantes de Fátima e arredores, mas por favor, suplico-lhes, não encerrem a Milano!

sexta-feira, outubro 05, 2007

Uma questão de educação



Não discuto a importância do Dr. Pedro Santana Lopes, nem a do mister José Mourinho, de quem sou grande fã. Mas interromper a entrevista a um ex-primeiro ministro para mostrar um treinado de futebol a chegar ao aeroporto é realmente de "loucos".

Para além disso, gostava de sublinhar, a educação do Dr. Santana Lopes que, em vez de se limitar a ir embora, explica educamente à menina que o entrevista porque razão não continua a sua análise.

5/10

Hoje o regime celebra a instauração da républica. Não sei, neste dia faço questão de acordar e não ver muitas notícias, mas suponho que tenhamos tido parada e que o PR tenha botado discurso e falado "da ética républicana".

Aproveito este belo dia para falar de um livro que acabei de ler à pouco tempo, de seu nome "A morte do Rei" da Margarida Palma. Recomendo vivamente a leitura deste livro, para que se compreenda como foi instaurada a républica: através do assasínio, da intriga, da traição. Ao ler o livro podemos compreender com clareza que a monarquia ruiu por dentro, de podre, pois os herdeiros do liberalismo eram tão maus comos os républicanos. Portuga, com a derrota do Rei Dom Miguel, foi-se tornando neste país de caciques e de políticos interesseiros que ainda hoje. De tal maneira que quando a carbonária matou o Rei, ninguém fez nada.

A primeira républica foi apenas a evolução natural daquilo que Dom Pedro IV tinha começado. Foi um tempo de terrorismo, de perseguição à Igreja e, acima de tudo, a tomada de poder pelos senhores do aventalinho.

Hoje, no mesmo dia em que se celebra o tratado que reconheceu a idependência do Condado Portucalensa, celebramos também a morte daquilo que foi Portugal. Resta-nos como consolação a promessa que nos fez a Senhora de Fátima, de que o dogma da fé prevaleceria para sempre em Portugal.

Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Ricardo Reis


P.S.: Dedicado à Teresa, in memoriam

Ao ataque

A noticia já não é própriamente nova, contudo, como só agora disponho de ligação a internet, só agora a comento.
Parece que o Governo tenciona "regular" a assistência religiosa nos hospitais. Se este regulamentos entrarem em vigor então, tanto quanto nos é dado saber, os "assistentes religiosos" só poderão passar a ter contacto com os doentes durante o horário de visitas e se estes o pedirem por escrito.
Sobre este tema poderia ser dito muita coisa: podiamos falar do papel importantissimo dos capelães junto dos doentes que ninguém visita; do consolo que é para um doente católico, que chega ao hospital sem conseguir escrever ou expressar-se bem receber a Eucaristia; do apoio espiritual que os capelão porpocionam aqueles que chegam ao hospital completamente desesperados.
Podia falar disso, mas não falo. Não falo porque é tão evidente que nem é preciso acrescentar nada. Aquilo de que falo é de mais um ataque do Governo à Igreja. Porque excusamos de ter dúvidas, a única razão destes regulamentos é atacar a Igreja. Por isso temos que estar atentos, porque depois do ataque subtil aos media católicos, o Governo passou a atacar a presença da cristã nos hospitais. Qual será o próximo passo?

terça-feira, setembro 25, 2007

A revisão do Código de Processo Penal


Aparentemente, a nova reforma do CPP não deveria merecer-nos quaisquer comentários, pela falta de calo político e jurídico-legislativo de que sofremos e pela falta de experiência e tacto no que respeita às questões processuais penais.

No entanto, uma observação cuidada do diploma que agora veio alterar o regime processual, traz para o sistema jurídico uma legalização premeditada e propositadamente escondida do debate público dos casamentos entre homossexuais.

Começa a ser comum no nosso país a técnica legislativa da secretaria: há dois anos, o Parlamento preparava-se para aprovar a lei da procriação artificial sem promover um debate público; agora, aprova as prerrogativas do casamento, alargando-as às cópulas homossexuais, no que diz respeito às questões do Processo Penal.

Importa relembrar o que muitas vezes dissemos neste blog: quando um partido político se apresenta a eleições legislativas, apresenta igualmente um programa de governo no qual indica as linhas políticas, económicas, sociais e culturais que visa prosseguir. É certo que não deverá passar todo o mandato a questionar o povo sobre decisões de cariz político, como sejam o Orçamento de Estado, o sistema judicial ou a política internacional. Porém, não se concebe uma maioria democrática que introduza questões culturais de relevo e tangibilidade com a vida concreta do povo sem consultar a sua opinião.

Mais grave ainda é o facto de esta introdução ser feita na secretaria, para que não venha a ser suscitado qualquer debate público.

Artigo 68.º
[...]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) No caso de o ofendido morrer sem ter renunciado
à queixa, o cônjuge sobrevivo não separado judicialmente
de pessoas e bens ou a pessoa,
de outro ou do
mesmo sexo
, que com o ofendido vivesse em condições
análogas às dos cônjuges, os descendentes e adoptados,
ascendentes e adoptantes, ou, na falta deles, irmãos
e seus descendentes, salvo se alguma destas pessoas
houver comparticipado no crime;
[...]
Artigo 134.º
Recusa de depoimento
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) Quem tiver sido cônjuge do arguido ou quem,
sendo de outro ou do mesmo sexo, com ele conviver ou
tiver convivido em condições análogas às dos cônjuges,
relativamente a factos ocorridos durante o casamento
ou a coabitação.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Yolanda - Pablo Milanes




Esto no puede ser no más que una canción;
quisiera fuera una declaración de amor,
romántica, sin reparar en formas tales
que pongan freno a lo que siento ahora a raudales.
Te amo,
te amo,
eternamente, te amo.

Si me faltaras, no voy a morirme;
si he de morir, quiero que sea contigo.
Mi soledad se siente acompañada,
por eso a veces sé que necesito
tu mano,
tu mano,
eternamente, tu mano.

Cuando te vi sabía que era cierto
este temor de hallarme descubierto.
Tú me desnudas con siete razones,
me abres el pecho siempre que me colmas
de amores,
de amores,
eternamente, de amores.

Si alguna vez me siento derrotado,
renuncio a ver el sol cada mañana;
rezando el credo que me has enseñado,
miro tu cara y digo en la ventana:
Yolanda,
Yolanda,
eternamente, Yolanda.

Nada, nem ninguém, pode satisfazer o desejo de infinito que existe em cada homem. Contundo, a consciência desta impotência, faz-nos perceber que não estamos sós. Estamos, como diz a música, acompanhados nesta solidão.

Encontrarmos, no meio da multidão, alguém, tão impotente como nós, mas que olha para a nossa humanidade e a ama tal como ela é, ajuda-nos a levantar de manhã e continuar a procurar aquEle que realmente pode satisfazer o nosso desejo.

Missa em Latim!

O DN de ontem, ao bom estilo jornalístico português, decidiu criar sensação e dizer o Cardeal Patriarca estava contra o Papa na questão da missa em Latim.

Quem leu a notícia, que mesmo com honras de capa só teve direito ao fim da última página do jornal, percebe que o DN só quis mesmo causar sensação, sem se preocupar com aquilo que realmente disse o Senhor Patriarca.

Podem ver aqui a mensagem que o Patriarca de Lisboa enviou aos párocos de Lisboa, na qual nos podemos aperceber da sua profunda comunhão com o Santo Padre e do seu amor a este povo que o Papa confiou à sua autoridade de pastor da Igreja.

Semper Fidelis!

sábado, setembro 15, 2007

Beatificação do Papa João Paulo II

Deixo aqui (passará também a constar da nossa lista de links) o site oficial do processo de beatificação do grande Papa João Paulo II:

http://www.vicariatusurbis.org/Beatificazione/

L'inizio vero, una provacazione alla vita

"«Settembre, andiamo. È tempo di migrare», diceva il poeta Gabriele D’Annunzio, riferendosi ai pastori che lasciavano la loro terra. Tornare a lavorare, rimettere piede a scuola è forse “migrare” da se stessi? Da quel che si desidera? Il cosiddetto senso del dovere che molti invocano per ricominciare dopo le vacanze, il significato di quel che si è chiamati a fare per obbligo o necessità sta forse nel negare se stessi ributtandosi nella prigione delle cose?

Parlando ai responsabili internazionali di Cl, don Carrón ha detto che «l’affermazione dell’io diventa una prigione quando non corrisponde alla vera natura dell’io. Perché, la natura dell’io qual è? È quello che deve fare (e perciò non riesce mai a essere soddisfatto), è quello che è in grado di realizzare o la natura dell’io è rapporto con il Mistero? Noi siamo tante volte incastrati, perché su questo punto la mentalità è quella di tutti».

Dire che ricomincia la scuola significa che ricomincio io dentro la scuola con tutta l’ampiezza della mia umanità: studente e insegnante, e anche genitore. Perché il desiderio dell’io è più grande di ogni riuscita e di ogni delusione e resiste anche sotto una montagna di detriti. Se non ricomincio io, nulla ricomincia veramente, e si percepisce la realtà solo come se fosse un grande marchingegno che prosegue indifferente la sua corsa. E così si finisce per subire le circostanze, prigionieri o annoiati già al primo passo.

Solo quando si ricomincia prendendo sul serio le proprie domande e le urgenze che stanno sotto il desiderio di significato, di vero e di bello che ci costituisce, la realtà quotidiana apre il suo tesoro di occasioni, di incontri, di scoperte. Se così non è, la scuola - come ogni altro luogo dove si vive - diviene un anonimo deserto dove si incontrano apparenze di persone, che esibiscono solo la parte esteriore, spesso più superficiale e perciò violenta, di se stesse. E invece che aule, ore, dialoghi dove si impara a essere liberi, diventa un caravanserraglio di mezzi schiavi. Invece che speranza per il futuro del Paese, emergenza sociale. «Le crisi di insegnamento - scriveva Charles Péguy, nel 1904, in un articolo per la riapertura delle scuole - non sono crisi di insegnamento; sono crisi di vita. Una società che non insegna è una società che non si ama, che non si stima; e questo è precisamente il caso della società moderna» (Lui è qui, Bur, p. 39).

La scuola non vive in un mondo a parte, è anzi radice e fiore di un popolo. Ma nessun sociologo, nessun pedagogista democratico e nessun ministro possono fare in modo che “l’io ricominci” al livello giusto nella scuola, cioè al livello della libertà. Occorre un incontro. L’esperienza della libertà, lo sappiamo dalla vita, si fa quando si incontra qualcosa, qualcuno che soddisfa il desiderio di pienezza che abbiamo. Sono molte le false promesse di libertà che ci vengono propinate, e che però crollano davanti a una sincera domanda di vera liberazione.

Ma allora, a dispetto di tutte le difficoltà e i guai, dove sono questi incontri che fanno ricominciare l’io e che rendono la scuola non esilio da se stessi, ma educazione, ovvero l’avventura di entrare nella realtà, diventando uomini?
In questo numero di Tracce, il perché vale la pena ricominciare nell’esempio di alcuni studenti e insegnanti. «L’inizio vero - disse don Giussani a un raduno di insegnanti a Viterbo, nell’agosto del 1977 - è una provocazione alla nostra vita; ciò che non è provocazione alla vita ci fa perdere tempo, energia e ci impedisce la vera gioia». Buon inizio a tutti."

Editorial Tracce nº 8, Setembro

"Ou protagonista ou nada"

"Vimos e vemos hoje no Evangelho que para Deus não existem periferias. A Terra Santa, no amplo contexto do Império Romano, era periferia; Nazaré era periferia, uma cidade desconhecida. E todavia precisamente aquela realidade era, de facto, o centro que mudou o mundo! E assim também nós devemos formar centros de fé, de esperança, de amor e de solidariedade, de sentido da justiça e da legalidade, de cooperação. Somente assim a sociedade moderna pode sobreviver.

É necessária esta coragem, para criar centros, mesmo se já não parece existir esperança. Devemos opor-nos a este desespero, devemos colaborar com grande solidariedade e fazer o que for possível para que cresça a esperança, para que os homens possam colaborar e viver. Como vemos, o mundo tem que ser mudado, mas é exactamente esta a missão da juventude! Não podemos fazê-lo somente com as nossas forças, mas em comunhão de fé e de caminho. Em comunhão com Maria, com todos os Santos, em comunhão com Cristo podemos fazer algo de essencial e encorajo-vos e convido-vos a ter confiança em Cristo, e ter confiança em Deus. Estar na grande companhia dos Santos e ir adiante com eles pode mudar o mundo, criando centros na periferia, para que realmente se torne visível e se torne realista a esperança de todos e cada um possa dizer: "Eu sou importante na totalidade da história. O Senhor ajudar-nos-á". Obrigado
"

Papa Bento XVI, Ágora dos Jovens italianos, Loreto, Setembro 2007 (Encontro Completo)

Semper Fidelis!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Perseguições!

Continua, de maneira escandalosa, a perseguição à Igreja na China!

Enquanto pelo mundo fora se fala do "milagre económico" chinês bispos, padres e leigos continua a ser presos e mortos!

Que Nossa Senhora, Rainha dos Mártires, mantenha os nossos irmão chineses firmes na fé para que do seu sangue nasça um povo cristão.

Soneto da Fidelidade - Vinicius



E tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meus pensamentos
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

quarta-feira, setembro 12, 2007

Guerra ao Terrorismo

Fez ontem 6 anos sobre os atentados as Torres Gémeas. Muitos gostam de dizer que nesse dia o mundo mudou, esquencendo-se que há séculos que o mundo existe e que muitos foram os acontecimentos que, supostamente, "mudaram" o mundo. Não podemos contundo deixar de reconhecer que estes atentandos foram o catalisador para a guerra contra o terrorismo (guerra esse que era inevitável, mais tarde ou mais cedo) e que acabou por originar a guerra no Afeganistão e, sobretudo, a guerra no Iraque.

Deixo aqui o juízo que o movimento Comunhão e Libertação fez quando começou a guerra no Iraque pois é uma ajuda para ajuizar toda a chamada "guerra ao terrorismo":

"Não, assim como não nos tinha convencido Bush pai, assim não nos convence Bush filho. Não conseguimos perceber porque é que Saddam seja o mais malvado de todos, porque é que é o mais perigoso, porque é que o seu aniquilamento é, por isso, indispensável à luta contra o terrorismo. Ou melhor: em relação a outros regimes, a tirania de Saddam aparece mais "moderada". Veja-se como exemplo, a tolerância pelas Igrejas cristãs, que no Iraque existem; e noutros países não.

Somos contra esta guerra; estamos com o Papa, que a vê desproporcionada como método e como objectivo e está a recorrer a todos os meios lícitos para evitá-la: para evitar que os pobres iraquianos, além da opressão humana e política, sejam também expostos aos bem mais mortais bombardeamentos aéreos. E que, nós todos, sejamos expostos às consequências de um conflito inútil.

Nós estamos com o Papa, não só contra a guerra, mas sobretudo a favor da sua obra de reconstrução da paz. O Papa não desligitima a América; não diz que é a sentina de todos os vícios do rico Ocidente; não desbaptiza, nem excomunga os soldados católicos que partiram para o Iraque; mas convida todos a unirem-se a ele na oração ("Só a intervenção do Alto pode fazer esperar num futuro menos obscuro... convido todos a pegar no Terço para invocar a intercessão da Santíssima Virgem"; Angelus de 9 de Fevereiro de 2003) e na procura do modo mais adequado para combater a violência que está sobre nós.

Deste modo mais adequado nós vemos um aspecto irrenunciável: a salvaguarda da liberdade. A liberdade de acreditar, a liberdade de se exprimir, a liberdade de trabalhar por um futuro melhor; a liberdade da Igreja e a liberdade do Estado; a liberdade das instituições e a liberdade da democracia. A América é um exemplo disto; é de tal modo um exemplo disto que se torna quase como um sonho, sobretudo para os deserdados. Por isso ainda que o governo americano, na situação actual, erre, nós à América não renunciamos, até porque na América se pode ser contra a guerra da América. Em muitos países uma liberdade assim nem sequer é sonhada. Nós não queimamos as bandeiras americanas, não perseguimos a utopia da sociedade de tal modo perfeita que seja inútil ser-se bom. Não nos sentimos bem porque fazemos declarações aprovadas pela maioria.

Nós sentimos responsabilidade, amargura e pena pelas contradições que não se conseguem explicar; pela impotência dos organismos internacionais; pelos condicionamentos que, inevitavelmente, ligam as relações entre os Estados. Sabemos que a nossa liberdade deve ser usada para mudar as coisas com fadiga, determinação e civilidade de escolhas.

O verdadeiro movimento pela paz é um movimento de educação, no qual se afirmem como consciência de povo a escolha que o mal - terrivelmente presente também em cada um de nós e não só num inimigo externo (que muda consoante a fileira em que se está) - não vença sobre o bem. De maneira que cada juízo eacção sejam factores de paz, de justiça e de civilidade."

segunda-feira, setembro 10, 2007

"Ave Maria Stella del Mattino"



"Ave Maria splendore del mattino
puro è il tuo sguardo ed umile il tuo cuore
protegga il nostro popolo in cammino
la tenerezza del tuo vero amore.
Madre non sono degno di guardarti
però fammi sentire la tua voce
fa' che io porti a tutti la tua pace
e possano conoscerti ed amarti.
Madre tu che soccorri i figli tuoi
fa' in modo che nessuno se ne vada
sostieni la sua croce e la sua strada
fa' che cammini sempre in mezzo a noi.
Madre non sono degno di guardarti
però fammi sentire la tua voce
fa' che io porti a tutti la tua pace
e possano conoscerti ed amarti.
Ave Maria splendore del mattino
puro è il tuo sguardo ed umile il tuo cuore
protegga il nostro popolo in cammino
la tenerezza del tuo vero amore."

Claudio Chieffo

Sobre a morte de Cláudio Chieffo, don Julian Carron lembrava como o nosso povo foi educado no seu canto. Hoje na missa, ao escutar este cântico à saida, não pude deixar de me recordar quão verdadeiras são essas palavras.

"O canto é a expressão máxima de um povo"



Luciano Pavarotti
12 de Outubro de 1935 - 6 de Setembro de 2007

"Oh Brave New World"

Há uns anos li o livro "Admirável Mundo Novo". O livro descreve uma sociedade onde o desejo foi totalmente eliminado: os bebés são criados em laboratórios e condicionados desde pequenos para gostarem da ocupação que a sociedade lhes atribui, é incentivada a total exploração da sexualidade, inventaram uma droga que causa uma sensação de bem estar sem ressaca, inventou-se um modo de manter as pessoas saudáveis para ser mortas com uma certa idade, eliminaram-se todas as doenças. Neste "mundo novo" não existe a frustração nem a amargura, todos os instintos são satisfeitos imediatamente.

Para isto eliminou-se a familia, a cultura, a tradição e a religião ou seja, os intrumentos que são concedidos ao homem para não ter que começar a demanda pelo significado da existência do zero.

Porque se é verdade que o grito do coração do Homem, o grito de infinito que existe dentro do Coração de cada homem não pode nunca ser extinto, pode ser cancelado através da alienação da realidade.

Contudo, neste sociedade completamente alienada, dependente de drogas e sexo, existem alguns selvagens, que vivem em reservas, que se mantêm religiosos, que vivem em familias e que lêm. Um destes selvagens é trazido para a cidade e começa por deliciar-se com este mundo. Contudo rapidademente compreende que o preço por esta satisfação imediata dos instintos é a sua própria humanidade. Desesperado diante desta sociedade bestializada o "Selvagem" acaba por se suicidar.

Este livro é essencial, não como uma teoria sobre o Desejo ou como defesa da Familia, da Cultura e da Religião, mas como sério aviso aquilo que nos espera.

Tornam-se cada vez mais visíveis os ataques à familia (o aborto, a eutanásia, as uniões de facto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo), o incentivo à sexualidade desenfreada como mero instinto, a perseguição a religião e a transformação do sentido religioso em mero sentimento relativo, o total desprezo pela tradição e pela cultura. Este admirável mundo novo está cada vez mais perto...