segunda-feira, setembro 10, 2007

"Oh Brave New World"

Há uns anos li o livro "Admirável Mundo Novo". O livro descreve uma sociedade onde o desejo foi totalmente eliminado: os bebés são criados em laboratórios e condicionados desde pequenos para gostarem da ocupação que a sociedade lhes atribui, é incentivada a total exploração da sexualidade, inventaram uma droga que causa uma sensação de bem estar sem ressaca, inventou-se um modo de manter as pessoas saudáveis para ser mortas com uma certa idade, eliminaram-se todas as doenças. Neste "mundo novo" não existe a frustração nem a amargura, todos os instintos são satisfeitos imediatamente.

Para isto eliminou-se a familia, a cultura, a tradição e a religião ou seja, os intrumentos que são concedidos ao homem para não ter que começar a demanda pelo significado da existência do zero.

Porque se é verdade que o grito do coração do Homem, o grito de infinito que existe dentro do Coração de cada homem não pode nunca ser extinto, pode ser cancelado através da alienação da realidade.

Contudo, neste sociedade completamente alienada, dependente de drogas e sexo, existem alguns selvagens, que vivem em reservas, que se mantêm religiosos, que vivem em familias e que lêm. Um destes selvagens é trazido para a cidade e começa por deliciar-se com este mundo. Contudo rapidademente compreende que o preço por esta satisfação imediata dos instintos é a sua própria humanidade. Desesperado diante desta sociedade bestializada o "Selvagem" acaba por se suicidar.

Este livro é essencial, não como uma teoria sobre o Desejo ou como defesa da Familia, da Cultura e da Religião, mas como sério aviso aquilo que nos espera.

Tornam-se cada vez mais visíveis os ataques à familia (o aborto, a eutanásia, as uniões de facto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo), o incentivo à sexualidade desenfreada como mero instinto, a perseguição a religião e a transformação do sentido religioso em mero sentimento relativo, o total desprezo pela tradição e pela cultura. Este admirável mundo novo está cada vez mais perto...

domingo, setembro 09, 2007

Pippin's Song



"Home is behind the world ahead
And there are many paths to tread
Through shadow to the edge of night
Until the stars are all alight.

Mist and shadow
Cloud and shade
All shall fade
All shall fade"

sexta-feira, setembro 07, 2007

É bella la Strada!

Morreu há cerca quinze dias Claudio Chieffo, cantor e escritor da maior parte dos cantos com que fomos educados no movimento. Ficam aqui as palavras de don Julian Carron sobre a sua morte:

"Caros amigos, rezamos por Claudio Chieffo, que agora vê cara a cara o rosto bom do Mistério que faz todas as coisas e que ele desejou e cantou por toda a vida.

A poesia das suas canções exprimiu a paixão pela presença de Cristo como Aquele que revela a cada um de nós o significado do drama da vida, fazendo-se companheiro do caminho para o Destino.

O nosso povo, educado nos seu canto, continua a caminhar na certeza que «é a bela a estrada que leva a casa», onde agora don Giussani e don Ricci acolhem Claudio"

Rimini, 19 de Agosto

Cem por um.

Acabaram-se as férias, o blog está de volta. Foram umas férias grandes e belas. Marcadas pelas férias dos Universitários de Comunhão e Libertação, onde cresci na consciência que Cristo me atrai a si, não através de uma teoria ou de uma moral, mas através das coisas belas que me coloca diante e onde brilha a Sua Luz.

Acabadas as férias começa o ano lectivo com o desejo reforçado que nada se perca, que tudo seja para a minha felicidade: das aulas a eucarístia, do namoro a oração.

Neste primeiro "post" à séria desde que parti de férias, fica o desejo de viver a vida cada vez mais a sério, pois experimentei com clareza nesta férias que Cristo dá realmente cem por um.

I hope you dance - LeAnne Womack

O meu mestre, don Giussani, ensinou-me a valorizar a beleza de cada coisa que encontro no meu caminho. Esta música é daquelas que habitualmente me faz gozar animadamente com os cantores "foleiros". Contudo o desejo que a cantora exprime é o que eu peço para mim: que nunca me deixe de espantar com a realidade, que nunca deixe esmorecer o desejo, que prefira ser protagonista a nada.

I hope you never lose your sense of wonder
You get your fill to eat
But always keep that hunger
May you never take one single breath for granted
God forbid love ever leave you empty handed
I hope you still feel small
When you stand by the ocean
Whenever one door closes, I hope one more opens
Promise me you'll give faith a fighting chance

And when you get the choice to sit it out or dance
I hope you dance
I hope you dance

I hope you never fear those mountains in the distance
Never settle for the path of least resistance
Living might mean taking chances
But they're worth taking
Lovin' might be a mistake
But it's worth making
Don't let some hell bent heart
Leave you bitter
When you come close to selling out
Reconsider
Give the heavens above
More than just a passing glance

And when you get the choice to sit it out or dance
I hope you dance
(Time is a real and constant motion always)
I hope you dance
(Rolling us along)
I hope you dance
(Tell me who)
I hope you dance
(Wants to look back on their youth and wonder)
(Where those years have gone)

I hope you still feel small
When you stand by the ocean
Whenever one door closes, I hope one more opens
Promise me you'll give faith a fighting chance

And when you get the choice to sit it out or dance
Dance
I hope you dance
I hope you dance
(Time is a real and constant motion always)
I hope you dance
(Rolling us along)
I hope you dance
(Tell me who)
(Wants to look back on their youth and wonder)
I hope you dance
(Where those years have gone)

(Tell me who)
I hope you dance
(Wants to look back on their youth and wonder)
(Where those years have gone)

Post do Padre Pedro Quintela sobre Madre Teresa - ESSENCIAL!

Missionária da Caridade
(Nos 10 anos da morte da Madre Teresa)

Uma fotografia junto a um moribundo. Outra mostrando-a a sorrir. Uma frase lapidar ligando o aborto e a paz. Algum episódio que ouvimos acerca da sua vida ou qualquer coisa vista à pressa na televisão, transformaram esta freira que, em nome de Jesus, pretendeu enterrar-se nos confins do mundo, numa figura familiar a todos nós, e que todos, mais ou menos, julgávamos conhecer e compreender. Poucos terão deixado de se impressionar com a sua vida, toda dada aos pobres, vida essa que nos aparecia de um modo óbvio e como que sem segredos.

A publicação recente das suas cartas aos padres que ao longo dos anos a acompanharam em direcção espiritual vem por em causa a leitura linear da sua vida: católica-generosa-freira-orações-dedicada aos pobres-santa…

Eis que por detrás de anos de aparente tranquilidade surge a notícia de uma travessia sofridíssima face ao apelo de Deus para fundar as Missionárias da Caridade, na fidelidade intocável a essa vocação e na depuração total de uma noite começada nos anos 50 e que só terminaria a 5 de Setembro de 1997.

Não poucos cristãos, ligeiros na fé, reduzem esta a um sentimento que certifica a existência de Deus, ficando assim o Senhor refém das emoções de cada um. Mais sentimento, mais Deus. Mais sensação, mais certeza. Mais emoção, mais fé. Portanto, mais eu ‘contente’ mais Deus ‘contido’ em mim (donde, alguma razão teriam os que acusam os cristãos de serem gente que confunde a sua transpiração emocional com uma entidade pessoal a que chamam Deus). Como é óbvio, quem assim pensa e vive não deixará de encontrar motivos de desalento nas dúvidas da Madre Teresa.
Enganam-se os que sentem que Deus salva o mundo com bons sentimentos, borbulhas gasosas e outras sensações agradáveis. No âmbito do amor campeia hoje um vocabulário que não vai muito além do umbigo: ‘estar bem’, ‘realizar-se’, ‘ter direito a ser feliz’. Não que o Evangelho agache a promessa de felicidade: 100 vezes mais a promete o Senhor! Todavia, os termos são outros porque a realidade é Mistério que crucifica a pretensão do homem. Mesmo as suas boas intenções religiosas. Este só se abre ao Senhor na oblação da vontade chamada obediência, no esvaziamento de si em pobreza chamado comunhão, na ambição de uma aliança de amor maior chamada sacrifício.
A fé pode emergir dum sentimento, despertado pela Palavra. E quanto consolo não terá recebido a Madre Teresa quando o Senhor quis que ela o recebesse: alegria, alegria, paz, certeza, esperança! Mas a fé afirma-se na travessia do tempo como decisão, escolha, aventura de confiança: ‘mais Te escondes, mais o meu desejo permanece atento como sentinela’. Ou seja, a fé mede-se na fidelidade!

Deus revela-se, diz e diz-Se, apresenta-se como Pai, dá segurança e lei, vem como irmão e amigo, oferece a Sua presença interior, unção suave de gozo e paz e a partilha a Sua fecundidade. Mas o mesmo Deus vem buscar-nos a casa para nos trazer até à Sua Casa: seguem-se dias ou meses, todo o tempo que Ele providenciar, duma travessia sem dia de chegada marcado! Tempo assaltado por provações e tentações no silêncio escuro das estreitas veredas por onde se é chamado a seguir. Às vezes tempo de uma solidão invencível porque o Único que a podia vencer mais a afirma. Esse mesmo que sabe da nossa sede d’Ele e de quanta água temos guardada para o caminho nessa cisterna a que chamamos coração.

Acresce que surgiram a proclamar vitória e vingança os do costume, fardados com as pompas do ateísmo, confirmando a evidência de que a fé começa por ser um fruto da imaginação para terminar numa obsessão fraudulenta: fantasia-se Deus, Ele não se mostra, continua-se a viver fingindo que Ele existe. Daí que a Madre Teresa não fosse mais do que uma espécie de marxista sublimada, em versão católica.
Para o desmentir, bastaria lembrar que as utopias nascem generosas, afirmam-se na violência e morrem ferozes. Não consta que a Madre Teresa tenha pugnado por tribunais populares. Note-se, também, que a santa de Calcutá não deparou, a páginas tantas, na sua vida com o desmentido dos seus ideais: ‘é tudo falso’. O que se passou e que, pelo visto, muito a admirou na heroicidade do seu sofrimento, foi que nela encarnava e se cumpria o Evangelho todo, e também aquela parte em que Jesus sua sangue…

Outros, ainda, que fazem um percurso vivo e aprofundado da sua fé, não deixaram de encontrar nas dúvidas da Madre Teresa argumentos simétricos que justificam as suas próprias dificuldades existenciais que os fazem suspeitar de Deus, da Eucaristia, da alma, do céu e do resto do credo…
Julgam mal os que julgam reconhecer na Madre Teresa uma crise de fé como as suas: porque uma coisa é a suspeita de Deus que nos faz não embarcar e seguir com Ele. Não querer ir mais longe do que o nosso projecto/sonho de vida; e que o Senhor não venha perturbá-lo… Outra coisa é a aventura de quem se fez ao largo e fundo mar, lá onde fala o Adamastor, mantendo firme a face diante da vaga, das muitas vagas. Porque não é a presença de Deus no mar alto que assusta. É a Sua ausência. É o Seu permitir que sobre os justos rebentem ondas que rebentam tudo. ‘De Deus não farás imagens’ diz o mandamento. E que outra graça trouxeram à Madre Teresa todos os anos de deserto no mar alteroso senão aquela mesma que a fez identificar-se com o rosto do Filho na dom da Cruz.
Distinguem-se, ainda, os acontecimentos interiores no coração da Madre Teresa dos que nos ocorre reparar em nós, pelo facto de, nestes, a sua natureza ser vulgar: quantos ‘interesses’ próprios e privados nos que têm interesse em ter dúvidas de fé. Nada de existencial, no sentido de datado e definido pelo séc. XX, na experiência da irmã de Calcutá. Ela sabia-o: ‘não confiar’, ‘não acreditar’, ser paralisada pelo medo, são experiências correntes num tempo adoecido na lassidão da in-certeza do ‘eu’ contra a necessidade de relação disponível com o ‘Tu'.
Na Madre Teresa a raridade da vocação que a fez sofrer o que agora sabemos tem a origem no mesmo dom de excepção da sua força, da extensão da sua generosidade, da evidência do seu testemunho cristão.

Não nos resta senão bendizer a Deus que a provou, incendiou, e deu aos nossos tempos com o heróica vocação de testemunhar até ao fim um amor único, virginal, total, como 'escrava do Senhor'. Como Missionária da Caridade, portanto!

quinta-feira, agosto 16, 2007

Piel Canela



Que se quede el infinito sin estrellas
o que pierda el ancho mar su inmensidad
pero el negro de tus ojos que no muera
y el canela de tu piel se quede igual.

Si perdiera el arcoiris su belleza
y la flores su perfume y su color,
no sería tan inmensa mi tristeza,
como aquella de quedarme sin tu amor.

Me importas tú, y tú y tú
y nadie más que tú...
me importas tú, y tú y tú
y solamente tú.
Ojos negros piel canela,
que me llegan a desesperar,
me importas tú, y tú y tú
y solamente tú.

Bacio a mezzanotte



Non ti fidar
di un bacio a mezzanotte
se c'è la luna non ti fidar
perché perché
la luna a mezzanotte
riesce sempre a farti innamorar
non ti fidar di stelle galeotte
che invitano a volersi amar
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar

Ma come farò senza più amar
ma come farò senza baciar
ma come farò a non farmi tentar
luna luna tu
non mi guardar
luna luna tu
non curiosar
luna luna tu
non far la sentinella
ogni stella in ciel
parla al mio cuor
ogni stella in ciel
parla d'amor
ogni stella in ciel sarà
la mia stella
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar

Non ti fidar
di un bacio a mezzanotte
se c'è la luna non ti fidar
perché perché
la luna a mezzanotte
riesce sempre a farti innamorar
non ti fidar di stelle galeotte
che invitano a volersi amar
mezzanotte per amar
mezzanotte per sognar
fantasticar


Dedicado ao CLU em geral...

terça-feira, agosto 14, 2007

Aljubarrota.

Neste mesmo dia, há 622 anos, as tropas de El-Rei Dom João I, lideradas pelo Santo Condestável, esmagam as tropas castelhanas no campo de Aljubarrota.
Rogai por nós bem aventurado Nuno,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Amnistia?

Mais uma vez o DN está profudamente enganado: não é a AI que desafia o Vaticano, é a Santa Sé que mais uma vez ousa, contra todo o mundo bem pensantes, afirmar as verdades essenciais.
Por isso, em vez de apoiar um instituição que promove o aborto como solução, a Igreja continua o seu trabalho incansável juntos dos que mais precissam em todo o mundo.

domingo, julho 22, 2007

Shape of my heart - Sting



He deals the cards as a meditation
And those he plays never suspect
He doesnt play for the money he wins
He doesnt play for the respect
He deals the cards to find the answer
The sacred geometry of chance
The hidden law of probable outcome
The numbers lead a dance

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart

He may play the jack of diamonds
He may lay the queen of spades
He may conceal a king in his hand
While the memory of it fades

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart
Thats not the shape, the shape of my heart

And if I told you that I loved you
Youd maybe think theres something wrong
Im not a man of too many faces
The mask I wear is one
Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who smile are lost

I know that the spades are the swords of a soldier
I know that the clubs are weapons of war
I know that diamonds mean money for this art
But thats not the shape of my heart
Thats not the shape of my heart

(da banda sonora de Leon o Assasino)

sábado, julho 14, 2007

Segurança!

Um dos grandes temas da campanha para a Câmara foi a segurança, ou melhor, a insegurança. Contudo, todos os quandrantes analisam a segurança de um prisma ideológico: a extrema direita culpa os imigrantes, a extrema esquerda os ricos que exploram os pobres, o resto culpa a sociedade que discrimina os pobres, os loucos, os imigrantes, enfim, todos os que não se encaixam na sociedade.

Todas estas explicações partem do príncipio que o homem é feito pela sua circunstância, como se o homem não tivesse liberdade para decidir entre o bem e o mal. Contudo a realidade nega este pressuposto, de que o homem é feito pela circunstância. Desde sempre que há homens pobres e perseguidos que se tornaram grandes homens e homens que tiveram tudo e se desgraçaram.

O problema da segurança é, antes de mais, um problema de eduação. Nós hoje somos educados na crença que não há bem nem mal, só há culturas e opiniões diferentes. O mundo moderno afirma que não há uma Verdade, por isso não há coisas erradas.

Uma sociedade que é educada assim, é uma sociedade que simplesmente não é educada. Uma sociedade que diz que tudo é verdade é uma sociedade que afirma que nada é verdade.

Só uma sociedade que afirma a Verdade pode realmente educar. O problema não é a sociedade, mas sim a deseducação da mesma!

Houvesse mais Zé's!?

Toda a campanha eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa não foi propriamente pautada pela educação ou pela seriadade. Contudo houva dois candidatos que superaram tudo o que é admissivél de demagogia e desonestidade: José Sá Fernandes e José Pinto Coelho.

Por uma lado o "Zé" fez toda uma campanha a explicar como era um puro e incorrupetivel. Por todo o lado vimos cartazes que explicavam como haveria menos negociatas e mais ambientes se houvessem mais "Zé's".

Para culmina, o "Zé" apareceu na TV a fazer a enumeração das obras que estavam paradas há anos: o miradouro de São Pedro de Alcântara, o miradouro de Santa Lucia, o elevador da Bica. Todas obras iniciadas este ano. Contudo, o que saiu nos jornais, é que todas estas obras duram há anos!

Por outro lado José Pinto Coelho fez uma campanha toda sobre os imigrante e os maricas. Por muito que eu goste de ver quem combata o lobby gay, as mentiras que José Pinto Coelho disse sobre os imigrantes foram escandolosas e popularuchas: eles roubam os trabalhos, eles roubam, eles tem muitos mais subsidios do que nós!

Enfim, houvesse mais "Zé's" e esta cidade acabava!

sexta-feira, julho 13, 2007

Roma e o Dom do Espírito

O Pe Carrón escreve o artigo "Roma e o Dom do Espírito" publicado, na versão portuguesa, na revista Passos. Este pode ser igualmente lido, na versão italiana (imperdoável não sermos todos assinantes da Passos) na página internacional do movimento Comunhão e Libertação.

La Vacanza e il Destino


Appunti da alcune conversazioni con don Giussani di giessini, universitari e giovani lavoratori negli anni '60 e '70.Li riproponiamo nella loro pur evidente sinteticità. Dalla nostra storia, suggerimenti per vivere bene il presente.

Il tempo della libertà

Non è un dover fare, ma un dover essere. La vacanza è il tempo della libertà, non come liberazione dallo studio, ma perché obbliga alla fatica e alla responsabilità della libertà e della sincerità. È il tempo in cui viene a galla quello che vuoi veramente.C'è in me la presenza di qualche cosa di reale come il mare e le montagne. Io sono sempre io.Il tempo della vacanza è quello della personalità. Salvare la permanenza di un criterio (momento di fedeltà e di continuità). Dopo un po' di tempo anche la novità cessa e provoca la noia. La novità è la vera ricerca del nostro destino. Fare attenzione agli altri.Adattarsi a un ambiente non vuol dire compromettersi con esso.Mali: - considerare il riposo come un dimenticare quello che è accaduto prima- assenza di un programma- accettare di recitare una parte che mi renda più simpatico a quelli che mi circondano- paura di rimanere soli, che nasconde spesso la paura della responsabilità del tempoFissare dei punti nella giornata (sapere ciò a cui si va incontro) di cose serie, di preghiera.Saper riprendere sempre. Scrivere. Raggio estivo. Disporsi a vivere con bontà. Discrezione con l'ambiente.Evitare certe esperienze. Appunti da un Raggio, 9 giugno 1962

Lavoro e riposo

Il lavoro esprime la vita come vita, ingombra la vita tutta quanta. Il lavoro in senso stretto - l'andare in un determinato posto, oppure mettersi a compiere determinate azioni di cui si deve rispondere, a cui è legata una remunerazione che permette di vivere - occupa la vita più che il riposo, più che il dormire. Ecco, il lavoro contende col riposo lo spazio della vita, ed è abbastanza impressionante questo binomio (impressionante nel senso giusto della parola), perché è proprio l'uomo a essere diviso tra una quantità di inerzia e una quantità di energia. Comunque, il lavoro contende col sonno il primato nell'occupare tutte le ore della nostra vita.Noi usiamo la parola "lavoro" anche in senso più largo, proprio come sinonimo di "vita", cioè come espressione di noi. E, infatti, quando andiamo via, per chi riesce a essere fedele, a seguirci fedelmente anche in vacanza, qual è l'impressione rispetto alle vacanze che si facevano prima? Prima erano vuote e ora, invece, si sentono piene. O quando andiamo in gita insieme, facendola secondo il nostro spirito, dove sta la differenza? Quando uno torna a casa la sera non finisce tutto, non è di fronte a una cosa finita. Perché vacanze e gite sono diverse? Perché costituiscono un lavoro. Tanto è vero che tanti si impressionano, tanti si fermano e non ci seguono più per questo, perché se procedessero, se seguissero, alla fine di una giornata (gita) o alla fine di quindici giorni (vacanza) come noi li impostiamo, il tempo sarebbe pieno, chiunque lo sentirebbe pieno, sentirebbe che non ha perso tempo, cioè che ha lavorato. Esercizi Gl, Varigotti, 2 maggio 1964

Coscienza e compagnia

Dalla vita e dal crescere non c'è vacanza. Quindi per il periodo particolare dell'estate sottolineiamo due punti.La nostra è eminentemente una vita, quindi non si tratta di momenti staccati, che possono anche colpirci e impressionarci fortemente, ma che non ci richiamano, non ci introducono, non si risolvono in una vita.Sono due le caratteristiche particolari della vita d'estate: 1) la coscienza. La vacanza è il momento in cui più liberamente e tranquillamente si può prendere coscienza. Ci accorgeremo di vivere la nostra libertà, infatti, se avremo coscienza. Momento di libertà è quando più facilmente si può entrare in noi stessi;2) la compagnia. Essere intransigenti nell'impostare la nostra compagnia. Guardiamo all'espressione chiara e netta per giudicare la compagnia. E per mantenere questo, continuiamo il riferimento con la comunità. Scuola Gs, 6 giugno 1965

In cammino

La sequela è giocare il senso di se stessi. Allora il seguire diventa un lavoro, perché colui che tu segui, ciò che segui, non ti mette davanti il significato di te, perché questo lo farà Cristo venendo alla fine del mondo. Ma colui che segui, giocando, rischiando te stesso, ti mette davanti il senso di te dentro un determinato gesto. Perché il senso di noi stessi lo vedremo con evidenza alla fine; ma prima della fine c'è tutta quanta la trama di gesti che si chiama vita. Per esempio, una vacanza - non come la concepiscono tutti (tutti!) - che diventi un cammino, un passo nel cammino verso una maturità maggiore di sé: una coscienza maggiore dell'istante come rapporto col destino, una coscienza maggiore del nesso tra il proprio io e gli altri (comunione), una coscienza maggiore del nesso fra il gesto effimero, il gesto mio e la presenza delle cose (ordine). Così uno scopre, in quel frangente, un miglioramento di sé, scopre un senso più grande di se stesso. équipe Clu, 2 settembre 1978

quarta-feira, julho 11, 2007

Ainda sobre a Europa...

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O Professor João Luís César das Neves escreve, na sua habitualmente brilhante coluna "Não há almoços grátis", no DN da passada segunda feira, um precioso aritigo sob a epigrafe : "A Constituição que desmente a Europa".
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Este artigo, para além de ser um juizo claro sobre as últimas décadas da política europeia em geral e da evolução do apelidado "processo constitucional europeu" em especial, que por si só, já seria uma boa razão para lê-lo, tem ainda uma outra virtude bem mais valiosa. O Professor demonstra que não existe contradição entre ser-se "Pró-Europa" e discordar com o rumo que a União Europeia tem trilhado nos últimos tempos.
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De facto, tenta-se sempre colocar entre a espada e a parede aqueles que discordam com a idéia de Europa vigente ou com as políticas europeias em concreto.
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Exemplo dessa tendencia é a reposta do Sr. Ministro da Agricultura aos pescadores que colocavam a legítima questão de saber quais os beneficios concretos que a política européia das pescas trouxe a Portugal. A esta pergunta, o Sr Ministro responde que, se os pescadores estão descontentes deverão pedir a saida de Portugal da União. Este exemplo poderá ser pequeno, mas não deixa de confirmar uma tendência preocupante. Tal, apenas contribui para o crescente afastamento da generalidade das pessoas das políticas e instituições europeias
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A Europa, que orgulha-se de ser um espaço de democracia, nega-se ao debate democrático, exactamente na ferida que mais lhe dói: O debate sobre a o próprio projecto europeu. O que é a Europa? O que quer ser a Europa?
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Bernardo Gomes de Castro

quarta-feira, julho 04, 2007

Não à Ditadura do Relativismo, Sim à Europa!

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A CEE nasceu, após a II Guerra Mundial, com um propósito claro: Estabelecer uma "aliança" política estável entre os Estados europeus (principalmente entre Alemanha e França) de forma a recuperar dos traumas causados pelas duas guerras travadas no século XX e evitar futuros conflitos no Continente.

De Gasperi, Schumann e Adenauer foram os pais desta criança (a 6) que teve uma infância feliz. Numa primeira fase alarguou-se a Norte, Sul e Oeste. A pequena Europa (a 12) tinha um futuro risonho pela frente. A Comunidade passar-se-ia a chamar União (UE). A queda do muro de Berlim (1989), tornou possível o alargamento a Leste. O Santo Padre, o Papa João Paulo II, avisara-a da necessidade, para um crescimento saudável, de respirar com os dois pulmões (o ocidental e o oriental). Assim aconteceu e a nossa amiga Europa atingiu a maioridade a 27.

O que terá feito com que esta criança, com um futuro tão prometedor, esteja tão doente, agora, que se tornou adulta?

Os sintomas da sua doença são evidentes: os europeus sentem um afastamento crescente do projecto europeu. A elevada taxa de abstenção nas eleições ao parlamento europeu e o chumbo da "Contituição" do Sr. Giscard Destain na Holanda e em França confirmam-no.

A Europa é vista, pela generalidade das pessoas, como uma Tia velha que mora em Bruxelas e que manda um cheque, duas vezes por ano, no dia de anos e no Natal. Convém não a desagradar em demasia mas também não faríamos, em caso algum, uma viagem tão longa específicamente para a visitar.

Acontece que os sintomas não explicam por completo a doença. Estes limitam-se a descrevê-la. Perguntar pela sua causa e pela terapia adequada continua a ser pertinente.

Quanto à causa dir-se-á que, após uma simples análise ao sangue, se pode concluir que a nossa querida Europa foi infectada por um virus antigo, que já antes a atingira, mas que não criara nela as necessárias imunidades: O virus do totalitarismo. Este pode manifestar-se de diferentes formas.

Desta vez manifestou-se como ditadura do relativismo. Ninguém pode afirmar com segurança o que é bom e o que é mau. Esta forma subtil de ditadura torna impossível a afirmação clara de princípios e valores estruturantes.

Assim, a cultura da vida foi sendo substituida pela promoção (para usar um eufemismo) do aborto e da eutanásia. A defesa da família estável baseada no amor entre o Homem e a Mulher pela promoção de todos os tipos "(in)imagináveis" de família como igualmente desejáveis. O princípio da liberdade religiosa pelo laicismo deturpado. O princípio da subsidariedade por uma ingerência desadequada na autonomia das pessoas, das pessoas colectivas e dos estados.

A Europa perde, desta forma, uma das suas principais riquezas: a unidade na diversidade.

A nossa Tia Europa, não bastava estar velha e chata, como está metediça e autoritária. Esse é o seu principal problema. Ser velha e chata ainda se compreendia. Mas autoritária?

Acontece que este virus, que tantos danos causou internamente, começa a tornar-se perigosamente contagioso. Sinal alarmante desse contágio são as recentes pressões oficiais da União ao Estado do Nicarágua. Imagine-se! A União tem pressionado o Estado do Nicarágua para que recue num projecto de lei, em debate naquele país, por considerá-lo pró vida. Esta situação descreve bem o estado da doença. Ao mesmo tempo, silencia-se o grave problema da perseguição religiosa na China.

Mas haverá alguma terapia que elimine o virus e cure a Europa?

Parece que a terapia adequada apenas pode ser uma. O regresso às origens do projecto europeu. É necessária a afirmação clara dos valores e princípios fundadores da união. Os princípios de De Gasperi, Schumann e Adenauer. Só isso permitirá que a Europa cresça saudável e impedirá que continue a ser vista como a velha Tia autoritária.

Bernardo Gomes de Castro

Que sera, sera



When I was just a little girl
I asked my mother, what will I be
Will I be pretty, will I be rich
Here's what she said to me.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

When I was young, I fell in love
I asked my sweetheart what lies ahead
Will we have rainbows, day after day
Here's what my sweetheart said.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

Now I have children of my own
They ask their mother, what will I be
Will I be handsome, will I be rich
I tell them tenderly.

Que Sera, Sera,
Whatever will be, will be
The future's not ours, to see
Que Sera, Sera
What will be, will be.

Doris Gray


Um disparate é sempre um disparate. Que dele nasça algo de grande é Graça de Nosso Senhor.

P.S.: Post com dedicatória

terça-feira, julho 03, 2007

"Nós amamos mais a morte que vocês a vida"

Lembr-me que aquando dos atentados de 11 de Março em Madrid, os terroritas que realizaram o atentado diziam esta frase na mensagem que enviaram aos media.

Agora que o terrorismo na Europa voltou as primeiras páginas dos jornais não podemos deixar de nos perguntar, nós o que temos para opor aos terroristas? Eles acreditam lutar por algo pelo qual vale a pena dar a sua vida e a dos outros. E a Europa o que propõe? Porque razão vale a pena opor-nos ao terrorismo?

A Europa hoje não tem nada a propor. Cada vez mais se fala numa unida europeia, mas o que nos une? Um relativismo cultural, onde não se defende nem se acredita em nada, é isto que a Europa oferece. Uma cultura de morte onde o aborto, a homosexualidade e o divórcio são bandeiras. Uma cultura onde a fé, o casamento e a família são atacados constantemente.

A verdade é contra a cultura de morte do Islão a Europa só têm a propor uma outra cultura de morte. Mais lenta, mais gradual, mas igualmente mortífera.

segunda-feira, julho 02, 2007

Everybody Hurts - R.E.M.



When the day is long and the night, the night is yours alone,
When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts sometimes

Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on

'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone

If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on

Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone