quarta-feira, junho 27, 2007

"Vós sois o sal da terra..."

Vai ser erigida no México uma estátua de João Paulo II. Isto não seria espantoso, se não fosse mandada construir pelas autoridades civis.
No principio do século passado foi movida aos cristão uma perseguição cerrada no México. Muitos foram os que morreram mártires. Da primeira vez que o Papa João Paulo II foi ao México o presidente do México teve que pagar uma multa, porque o Papa ia de batina.

Mas do sangue dos mártires brotou um povo cristão e hoje o México é um país profudamente cristão. Mais uma vez, tal como na cruz, a morte trouxe a vida.

terça-feira, junho 26, 2007

São Josemaria Escrivá




Hoje é o dia de São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei.

Num mundo onde cada vez mais os cristão se escondem, fazendo da sua algo de privado, o seu desafio ao testemunho quotidiano da fé é cada vez mais actual.

Alvo de cada vez mais ataques, a Opus Dei continua hoje o trabalho de apostolado do seu fundador e é sem dúvida um sinal de testemunho da adesão a Cristo no mundo: na política, na economia, na educação, na acção social...

Numa altura em que cada vez é mais necessário testemunhos de santidade, invocamos São Josemaria, para que nos ajude a ser sempre "sal da terra e luz do mundo".

São Josemaria
Rogai por nós.

Parabéns no dia de São Josemaria.

Hoje estão de Parabéns, pelo seu aniversário natalício, a Catas e o Marcos. Os dois juntos fazem 50% daqueles que escrevem neste blog. Pelo que os restantes 50% (o Zé Maria e eu) não querem deixar de passar a data sem um agradecimento aos dois pela sua amizade e pelas suas brilhantes intervenções neste espaço.

Hoje celebra-se a festa de São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei e grande Santo do século XX. Por esse motivo também o nosso amigo, e administrador do blog, Zé Maria está de Parabéns.

Não nos esqueçamos, ao menos hoje, de lhes dar os parabéns e de rezar por eles.

São Josemaria,
Rogai por nós.

segunda-feira, junho 25, 2007

São Tomás Moro



A Igreja celebrou no dia 22 a festa de São Tomás Moro, padroeiro dos estadistas.

São Tomás foi um homem profudamente culto, cujo o pensamento marcou o Renascimento. Para além disso foi Juiz e Chanceler, no tempo de Henrique VIII.

Quando o rei decidiu, para poder-se divorciar-se de Catarina de Aragão e casar-se com Ana Bolena, declarar-se como Chefe da Igreja de Inglaterra, São Tomás demitiu-se do cargo. Mais tarde foi morto por se recusar a fazer um juramento onde reconhecia a desdência do Rei com Ana Bolena como legítima.

Tendo-se sempre mantido fiel ao Papa, São Tomás morreu para não negar a Verdade. Como ele disse: "morro fiel subdito do Rei, mas primeiro Deus"

Rogai por nós bem-aventurado Tomás
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

"A man's got to do what a man 's got to do!"


Coward of the country

Everyone considered him the coward of the county
He'd never stood one single time to prove the county wrong
His mama named him Tommy, but folks just called him yellow
Something always told me they were reading Tommy wrong

He was only ten years old when his daddy died in prison
I looked after Tommy, 'cause he was my brother's son
I still recall the final words my brother said to Tommy
Son my life is over, but yours has just begun

Promise me, son, not to do the things I've done
Walk away from trouble if you can
It won't mean you're weak if you turn the other cheek
I hope you're old enough to understand
Son, you don't have to fight to be a man

There's someone for everyone, and Tommy's love was Becky
In her arms he didn't have to prove he was a man
One day while he was working, the Gatlin boys came calling
They took turns at Becky, n'there was three of them

Tommy opened up the door, and saw his Becky crying
The torn dress, the shattered look was more than he could stand
He reached above the fireplace, and took down his daddy's picture
As his tears fell on his daddy's face, he heard these words again

Promise me, son, not to do the things I've done
Walk away from trouble if you can
Now it won't mean you're weak if you turn the other cheek
I hope you're old enough to understand
Son, you don't have to fight to be a man

The Gatlin boys just laughed at him when he walked into the bar room
One of them got up and met him half way cross the floor
When Tommy turned around they said,
Hey look! old yeller's leaving

But you could've heard a pin drop when Tommy stopped and locked the door
Twenty years of crawling were bottled up inside him
He wasn't holding nothing back, he let 'em have it all
When Tommy left the bar room, not a Gatlin boy was standing
He said, This one's for Becky, as he watched the last one fall
(n’ I heard him say)

I promised you, Dad, not to do the things you've done
I walk away from trouble when I can
Now please don't think I'm weak, I didn't turn the other cheek
And papa, I should hope you understand
Sometimes you gotta fight when you're a man
Everyone considered him the coward of the county

Kenny Rodgers



Via Hay Monas...

domingo, junho 24, 2007

São João Baptista


Quando São João Baptista nasceu, há coisa de 2013 anos (mais erro, menos erro do calendário), seu pai, que estava mudo desde que lhe aparecera o anjo, disse:

"Bendito o Senhor Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo, e nos deu um Salvador poderoso, da casa de David, seu servo; conforme prometeu pela boca dos seus santos, os profetas dos tempos antigos; para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos daqueles que nos odeiam; para usar de misericórdia a favor dos nossos pais, recordando a Sua Sagrada Aliança e o juramento que fizera a Abrão, nosso pai, que nos havia de conceder esta graça, de O servirmos um dia sem temor, livres das mão dos nossos inimigos; em santidade e justiça na Sua Presença, todos os dias da nossa vida.

E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos; para dar a conhecer ao seu povo a salvação, pela remissão dos seus pecados; graças ao coração misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos vista como sol nascente para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos passos no caminho da paz."
Lc; 1, 69:79

Parada dos alegres!

Ao passar pelo hoje pelo Príncipe Real vi umas quantas pessoas aglomeradas à volta de umas bandeiras coloridas. Deduzi (quer pelas bandeiras, quer pelo artigo que tinha lido no dia antes no Metro) que se tratava da Gay Parade deste ano.

Confesso que estava a espera de uma coisa maior e mais alegre. Mas talvez porque a malta ande pouco gay ou porque o malta gay se sinta pouco orgulhosa, não passavam dos quinhentos e um pouco surumbáticos.

Uma coisa que eu nunca percebi é porque é que se organiza uma "parada" para não se ser discriminada e depois se chama do "orgulho". Lembra um pouco as marchas facistas e nazis pelas pureza da raça e pelo orgulho nacional.

Por outro lado, se alguém se lembrasse de organizar uma "parada do orgulho macho", tinhamos logo a I.L.G.A, a Green Peace, a Amnistia Internacional e a Fernanda Câncio a gritar "aqui del- Presidente (que isto é tudo malta républica e laica) que tão aqui uns fascistas homófobicos". Mas como a marcha é dos pobrezinhos-dos-gays-que-não-podem-ser-descriminados veremos vários artigos nos próximos dias a explicar como Portugal é um país fechado poque a parada dos alegres (tradução literal) foi um fiasco.

Esta questão faz-me lembrar uma frase que ouvi do meu avô, embora não me lembre de quem era: "quando era pequenino era um coisa que se escondia, agora é moda, não quero cá estar quando for obrigatório ser maricas..."



P.S.: Depois de escrever um post vi a noticia no DN sobre a parada. Para além do abuso escandoloso dos noivos que se casaram na Encarnação, cujo o prior tem uma opinião bastante forte sobre este assunto, "esquecem-se" de referir que eram apenas quinhento participantes. Viva o jornalismo de referência.

A morte vende-se barata...

O jornal SOL é uma mina de informações. Para além do assunto que já referi no post abaixo, fiquei também a saber que na Maternidade Alfredo da Costa já se fazem abortos há dois meses. Para começar sugeria uma mudança de nome: o lugar que é o primeiro a praticar o aborto livrem em Portugal não se pode chamar Maternidade. Quanto muito Infaticidario... (resta a consolação de saber que 90% dos médicos da M.A.C. são objectores de consciência).

Fiquei também a saber, por esse mesmo artigo, que cada aborto custa 830€ e 1070€ ao Estado, ainda por cima, livres de Taxa Moderadora, que Deus livre o PS de pôr entraves ao direito ao aborto...

Na mesma semana que ficamos a saber que o Ministro Correia de Campos considerada que existe muitas pessoas isentas de taxas moderadoras, porque põem em risco a sustentabilidade da Sistema Nacional de Saúde, ficamos também a saber que o senhor ministro está disposto a gastar entre 166 e 240 contos para que uma mulher possa livremente matar um filho...

A.R.L.

Hoje vi uma notícia no jornal SOL sobre a Associação Républica e Laicidade. Nesta reportagem os senhores da A.R.L. apereciam como campeões da liberdade e do Estado de Direito. Bradam contra as cruzes nas Câmara Municipais e nas Escolas Pública e promovem abaixos assinados contras as capelanias dos hospitais. Tudo porque para contestar a "posição priveligiada" que a Igreja Católica tem na sociedade portuguesa.

O que estes senhores queriam mesmo a séria, era uma lei da separacão, ao bom velho estilo da 1ª Républica (já vi um dos dirigentes desta associação dizer que a Igreja não foi perseguida na 1ª Républica) com a Igreja confinada a esfera privada e devidamente controlada pelo Estadõ.

O que estes senhores não percebem é que a história de Portugal confunde-se com história da Igreja. Sem Igreja não existia Portugal. Toda a nossa cultura é essencialmente cristã. Negar à Igreja uma presença na sociedade, ou mesmo querer que a presença da Igreja na sociedade seja igual a das outras confissões religiosas, é apagar mil anos de história.

Para além disso, não se pode esquecer o papel essencial que a caridade da Igreja desempenha hoje em Portugal. A esmagadora maioria das instituições e dos voluntários que apoiam as pessoas em risco são católicos (basta consultar o artigo que Álvaro Barreto publicou há duas semanas no jornal Público).

Por isso a Igreja não têm uma posição privilegiada em Portugal. Têm é uma presença real, de mil anos, que se traduz na nossa cultura e no serviço ao próximo que a Igreja presta.

Feira Erótica.

Em economia há uma paradoxo, de resto bastante aplicável ao resto da vida, chamado paradoxo do valor. Segundo esse pardoxo, um bem terá mais valor quando mais raro for.

Nos últimos dias tem aparecido em todos os jornais e telejornais peças sobre uma Feira Erótica que se realizou em Lisboa. Hoje a SIC dedicou alguns minutos do telejornal a explicar os detalhes da feira. A conclusão que habitualmente se tira desta coisas é de que o sexo hoje em dia é mais valorizado do quando a virgindade e a pureza eram consideradas virtudes. Contudo isso é claramente mentira. Hojem em dia o sexo é algo tão banal que não tem valor nenhum. É uma mera satisfação de um instinto, tal como comer ou ir a casa de banho.

Quando qualquer jovem católico afirma que prefere esperar pelo casamento, ouve habitualmente como resposta um "Tu não sabes é o que é bom". Mas é ao contrário, exactamente por sabermo o que é bom preferimos esperar, para que seja realmente uma coisa grande e importante e não mais um acto de rotina, como lavar os dentes ou tomar o pequeno almoço. Nós queremos que o sexo seja uma experiência fantástica, sinal de amor e de união e não uma mera satisfação hormonal.

Nós recusamo-nos a ser animais que agimos sem controle, só procurando uma satisfação imediata. Recusamo-nos a tratar o corpo como mero objecto (o nosso e o dos outros). Por isso os católicos tentam viver em virgindade e pureza, não por desprezo pelo corpo e pelo sexo, mas exactamente pela importância que o corpo e o sexo têm na nossa vida.

sábado, junho 23, 2007

Carta do Nicola

O Nicola é uma amigo nosso italiano a quem foi diagnosticado uma leucemia há dez dias. Deixo aqui a carta que ele escreveu ao CLU de Portugal:

"Queridos amigos portugueses,

Quero escrever-vos só algumas linhas, que são a síntese daquilo que estou a viver nestes dias. Sinto-me contente e sereno como uma criança, surpreende-me a atenção com a qual olho até ao fundo o que existe, «Tudo nele consiste», quem mo está a dar, e portanto ao reconhecimento da presença de Cristo aqui no hospital.

Ajudam-me imenso as laudes de manhã: cada dia marco a frase que me surpreende quando recito no meu quarto, é um instrumento que penso que nunca compreendi até ao fundo como nestes dias: tenho mesmo a necessidade de captar pelo menos uma mensagem, e são verdadeiramente um sustentamento no dia que, em si próprio, como circunstancias, é apagado e não há «factos excepcionais» que te relançam e te fazem retomar, é só surpreender-se na vida quotidiana dum hospital. E este era o ponto no qual estava ainda a resistir: surpreender-me no quotidiano era um desafio aberto, e Jesus, como verdadeiro amigo, relançou-me.

Aqui, mas não só aqui, em toda a parte, há duas grandes possibilidades: deixar-se levar pela rotina quotidiana e deixar que o dia se escape, ou então abrir os olhos e deixar-se surpreender: «Nada é impossível a Deus» na realidade. Na realidade! No quotidiano, porque ai está a urgência maior.

Estou a pedir isto, que Jesus se revele, que se faça reconhecer. Sei que isto é um dom, mas sei também que se deve mendigar, esperando, como diz a escola de comunidade, uma nova palavra e um novo gesto que são a expressão do modo como o homem vê, sente, afronta e se empenha com a realidade.

Ao ler «Um café em companhia» nestes dias, surpreendeu-me uma frase de don Gius que diz assim: «nós temos uma tarefa na vida que é ser cada um testemunhas de Cristo usando os utensílios da própria profissão. Até se for doentes de cama», e eu acrescento estar na Católica de Milão. Não muda nada!

Agora estou sozinho no meu quarto, desde hoje estou isolado no meu quarto, e será assim pelo menos durante 10 dias, pode só entrar com máscara e bata e por poucas horas por dia a minha mãe ou os meus irmãos. De vez em quando passa alguma enfermeira, mas é lindíssimo, estou a ouvir música lindíssima (também aquela portuguesa que me fez ouvir o Pe. Luis Miguel, os Madredeus) e estou a escrever o que a vida está a dar-me e eu não posso tirar-me para trás porque temos uma tarefa no mundo.

Que graça! Que lindo abrir os olhos de manhã e ter na mente Cristo, isto é um dom, ter na mente o meu pai. «A nossa vida não está feita para nos tornar alguém, mas de Alguém», como me dizia o Pe. Virgílio, um meu amigo padre missionário no Brasil que já morreu.

Agradeço-vos as vossas orações e lembro-vos sempre, consciente de que não estou sozinho a levar esta cruz, estamos juntos, da maneira mais simples e mais bela que existe, e portanto testemunhando Aquele que tomou a nossa vida e no-la faz gostar, «Cristo me atrai, tão belo».
Até breve. Um abraço a todos e obrigado por estar ao meu lado."


Agradeço a Deus a graça que é ter um testemunho assim na minha vida.

quinta-feira, junho 21, 2007

Festa brava


Ontem ao fazer zapping, passei por um debate na SIC Mulher sobre toiradas. De um lado estava um rapaz da A.N.I.M.A.L., com um ar bastante moderno e uma liguagem bastante polida. Doutro, um rapaz chamado Diogo Palha, com um ar de forcado (que realmente era) e que falava de um modo menos bruto do que eu esperava.

A certo ponto, o rapaz da A.N.I.M.A.L., de seu nome Miguel, começou a explicar como os animais eram discriminados só por serem de outra espécie. Explicou que as corridas de toiros era uma espécie de descriminação. Dizia ele que, assim como há o racismo que descrimina pela raça e a xenofobia que descrimina pelo povo, tambem os toiros eram descriminados por serem de outra espécie. Seria cómico, se não fosse realmente perigosa e insultuosa a comparação. Só faltou comparar a Monumental de Madrid a Aushwitz para o quadro ficar completo.

Depois desde pequeno delírio o intérpido defensor dos animais explicou que os toreiros (para ele cavaleiros, matadores, forcados, ganadeiros, aficcionados eram uma só espécie) não percebiam nada de toiros. Chegou a dizer que eram como os donos dos escravos (juro que não estou a inventar, estou a citar bastante literalmente).

Depois lançou-se numa digressão de como era vergonhoso para o toiro que os homens se divertissem a dominá-lo. Eu pessoalmente acho que é a ordem natural das coisas: os animais racionais, através da inteligência dominam os animais irracionais que só usam a força bruta. Confesso que foi exactamente isto que me impressionou quando este ano tive o privilégio de ver torear Henrique Ponce no Campo Pequeno: o modo calmo e frio como ele dominava um animal que tinha força suficiente para o matar.

Por fim, o amante dos animais ainda explicou que os forcados eram uns cobardes, porque eram oito contra um. Para começar é preciso explicar a este rapaz que o forcado que vai a cara avança sózinho para o toiro, facto que leva a que muitas vezes estes "medricas" levem sovas de animais que tem o quintúplo do seu peso. Para além disso, muitas vezes oito homens são insuficientes para deter um toiro.

Eu, que não sendo um entendido da matéria, gosto muito de ver corridas de toiros, tenho a declarar o seguinte aos senhores da A.N.I.M.A.L.:

- os animais são inferiores aos homens e não possuem direitos;

- não quer isto contudo dizer que devam ser mal tratados: o homem, por ser um animal racional, têm o dever de tratar bem os animais;

- as corridas de toiros são uma tradição portuguesa que demonstra a coragem e a inteligência do homem contra a força bruta do toiro;

- compreendo que não se goste de corridas de toiros, pois é um espetáculo violento. Eu pessoalmente também não gosto de ver boxe. Contudo é um espectaculo de grande beleza e arte que não poderá ser extinta pelos extremismo de uns ou pela sensibilidade de outros.

Cultura de morte

Já está regulamentada a lei que permite o aborto livre até as 10 semanas. A partir de hoje o aborto é um direito em Portugal. Um mulher que, até as 10 semanas de gravidez, entrar num Hospital e dizer "Eu quero fazer um aborto" terá direito ao seu aborto dê por onde der.

Caso os médicos tenham os desplante de ser objectores de consciência (para tal têm que assinar um papel que entregarão aos seus superiores) o Hospital é obrigado a arranjar um local para a mulher abortar.

Em Portugal, tal como na Europa, a cultura da morte começa a reinar. A esquerda brada feliz porque nos estamos finalmente a livrar da herança cristã. Infelizmente tem razão.

No dia em que a esquerda poder bradar a sua vitória completa na Europa (porque a Europa ao contrário da Igreja, não tem promessas de vida eterna) então restará um continente de velhos e homosexuais. Ai veremos o que Islão têm a dizer sobre o aborto e a homosexualidade...

terça-feira, junho 19, 2007

Mi sei scoppiato dentro il cuore - Mina





Era
solamente ieri sera
io parlavo con gli amici
scherzavamo tra di noi
e tu e tu e tu
tu sei arrivato
m'hai guardato e allora
tutto e' cambiato per me
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te
Ora
io non ho capito ancora
non so come può finire
quello che succederà
ma tu, ma tu, ma tu
tu l'hai capito
l'hai capito ho visto
eri cambiato anche tu
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te
Mi sei scoppiato
dentro al cuore all'improvviso
all'improvviso non so perché
non lo so perché all'improvviso
all'improvviso
sarà perché mi hai guardato
come nessuno mi ha guardato mai
mi sento viva
all'improvviso per te


Dedicado a minha amiga Catas, que me "obrigou" a gostar desta música.

Homofobia!?

O ridiculo tem limites! O Parlamento Europeu aprovou uma resolução sobre a homofobia.

Primeiro começa por explicar que a homofobia é o "receio irracional e uma aversão relativamente à homossexualidade e as pessoas do grupo LGBT". Se por pessoas do grupo LGBT falamos daquela que gostam de exibir a sua homosexualidade, que querem provar ao mundo que são homosexuais, então confesso que sou homofobico. E, ao contrário do que o PE, a homofobia, tal como a vendem, não é comparável a xenofobia ou ao racismo. A xenofobia e o racismo são formas de discriminação por uma simples diferença de nacionalidade ou raça, a homofobia (sem bem que chamar-lhe fobia é patético) é uma simples aversão a inversão dos valores morais de uma sociedade.

Depois fala de incitamento ao ódio por líderes religiosos. Esta parte é uma referência clara as declarações que o presidente da Conferência Episcopal Italiana fez sobre as uniões de facto gays, onde se limitou a relembra a doutrina da Igreja. Pelos visto dizer que a homosexualidade é pecado é uma forma de incitamento ao ódio (todos sabemos que a Igreja incita a que se espanque os pecadores...).

Já no ponto E (como depois se verá no ponto 2 das recomendações) a coisa começa a aquecer. A referência é clara e inequívoca: é uma recomendação para que se reconheça aos casais de homosexuais o mesmo direito que aos casais heterosexuais: casamentos, adopção, fertilização in-vitro (em caso de lésbicas).

O ponto 11 das recomendações quer que os parceiros homosexuais gozem dos mesmo direitos de propriedade e sucessão que os casais.

Por fim, a cereja no topo do bolo, temos esta pérola: "Convida os Estados-Membros envolvidos a reconhecerem finalmente que os homossexuais foram alvo e vítimas do regime nazi". Mas é preciso um reconhecimento formal? Então já agora devia convidar a reconhecer o reconhecimento formal dos católicos, dos ciganos, dos deficientes e dos eslavos as mãos dos nazis. E já que vamos por esse caminho reconhecer que houve perseguições à Igreja nos países da União que estiveram do lado de lá da cortina de ferro.

Esta resolução é mais uma prova de que a Europa está a perder a sua identidade cristã. Mas no dia em que a Europa se tornar completamente laica veremos então o islão a entrar pelo nosso continente a dentro. Para se lhe opor restarão velhos pares homosexuais que o PE tanto protegeu...

Roma


Conta a lenda que, em 753 a.C. foi criada junto ao Tibre uma pequena cidade, de seu nome Roma. Segundo a mesma lenda, foi fundada pelos irmão Rómulo e Rémulo, que foram alimentados por uma loba.

A pequena cidade estado foi crescendo e, a pouco e pouco, foi derrotando todos os outros povos da penísula italiana, até se tornar senhora de toda a Itália. Pelo caminho ficaram os etruscos, os marsos, os samitas, os picentinos, entre outros.

Em 264 a.C., acedendo ao pedido de ajuda do rei de Siracusa, Roma começou a primeira Guerra Púnica, contra o general Cartiginês Amilcar Barca. Saiu desta guerra com as suas primeiras provincias: Sicilia, Corsega e Sardenha.

Em 218 a.C. Anibal Barca, filho de Amílcar desencadeia a segunda Guerra Púnica. Atravessa os Alpes durante o Inverno, impõe três derrotas aos Romanos, mas demonstra-se incapaz de tomar Roma. Entretanto Público Cornélio Cipião, o Africano, toma Cartago de assalto, obrigando Anibal a retirar para África. Ao fim de 16 anos em Itália, Aníbal é derrotado nas planícies de Zagma e Roma ganha mais duas provincias: Hipânia e Africa.

Entre 218 e 67 a.C. Roma conquista a Ilíria, a Grécia, a Macedónia, a Gália Narbosense (norte de Itália e sul de França) e herda o Pérgamo, Frígia e a Bítinia.

Em 67 a.C. dá-se um acontecimento que se virá a revelar essencial para a história: Pompeu Magno consegue o comando para "limpar" o Mediterrânio dos piratas. Cumpre esta missão em 6 meses. Depois, apoiando-se na sua vitória contra os piratas, consegue o comando da guerra contra o rei Mitriade e conquista a Síria, o Ponto, a Arménia e a Judeia.

Em 58 a.C. Júlio César começa a conquista da Gália.

Em 31 a.C., após a derrota de Marco António e Cleóptra em Actium, o Egipto passa a pertence ao Egipto e o Mediterrânio passa a ser definitivamente o Mare Nostrum.

Todos estes factos serão essenciais para a expansão do Cristianismo. Foram as estradas construidas pelos romanos, a paz e a segurança garantida pelas legiões e o dominio de Roma sobre o Mediterânio que permitiu que os díscipulos pudessem envegilizar toda a Europa. Deus usa a obra humana para os seus desígnios: o Império que o homem construiu foi a base para a Igreja do Senhor.

Imposturas anticristãs - Professor César das Neves - DN, 18/06/07

O combate contra o cristianismo é um dos mais vastos, sistemáticos e duradouros de sempre. Desde a crucificação segue múltiplos propósitos, formas, atitudes e um só objectivo. Hoje a campanha adquiriu tons específicos, especial agressividade e profundo embuste. Acaba de sair o livro de uma das maiores autoridades no tema, o sacerdote francês Joseph-Marie Verlinde: Imposturas Anticristãs. Dos Evangelhos Gnósticos ao Código da Vinci (Editorial Verbo, 2007). Cientista nuclear, foi expoente do esoterismo antes de, convertido, se tornar campeão da fé em pregação, livros e no site www.final-age.net.

O recente "anticristianismo (...) surge da controvérsia entre as duas correntes: de um lado o racionalismo das Luzes, que reinvindica a autonomia absoluta da razão; do outro o 'sentimentalismo' do romantismo que, rejeitando completamente o Deus transcendente, procura o divino nos bastidores dos mundos ocultos, percebidos 'intuitivamente'. Estas duas correntes, longe de se antagonizarem, vão desenvolver-se em simultâneo" (p. 75-76). No fim do século XIX juntaram-se nas relações do positivismo de Comte com o espiritismo, de Kardec. Agora florescem na New Age.

Por cá, a república, cujo centenário se aproxima, decretou uma sistemática perseguição religiosa na linha do ateísmo oitocentista. Hoje a hostilidade é surda e subtil, mas não menos activa. Olhando a cultura oficial, ninguém diria que vivemos num país cristão. Os autores católicos são menorizados por o serem. A expressão religiosa é possível, mas deve ser privada, e as manifestações da civilização cristã são silenciadas ou distorcidas. Entretanto, visões ateias, exóticas ou anticristãs são subsidiadas, divulgadas, celebradas. A cultura oficial é hedonista, relativista, libertária.

Desde que a Europa abandonou a Igreja, já falharam os sonhos totalitários nazi e marxista, o ateísmo puro não convenceu e o cientifismo triunfante azedou. Vivemos a apoteose da ideologia ocultista, panteísta e esotérica. Verlinde mostra com clareza a sua origem e contornos. "O renascer contemporâneo do pensamento gnóstico desenvolveu-se no Ocidente como consequência 'espontânea' do movimento da secularização, o qual, agora à distância, se percebe que apenas visava a religião 'dominante', a saber, o cristianismo" (p.18). Após séculos a atacar a Igreja, caiu-se no delírio.

O autor lembra que Mircea Eliade avisara: "A grande maioria dos 'sem religião' está atulhada numa miscelânea mágico-religiosa, mas degradada até ao ridículo, e por isso dificilmente reconhecível" (p. 179). A cultura actual explicitou-a num chorrilho de disparates que envergonharia os nossos antepassados iluministas, deístas e positivistas. Uma incrível série de generalizações boçais, paralelos abusivos e truques linguísticos dizem "demonstrar cientificamente" o que a ciência e a História negam peremptoriamente. Daí a popularidade da literatura e movimentos gnósticos, esotéricos e mágicos, o sucesso de Dan Brown, Harry Potter e seus clones, que o autor desmascara com rigor.

Naturalmente, num tempo obcecado com o erotismo, a magia sexualis está no centro. Também isso é um embuste, pois o antigo gnosticismo era misógino, machista e diabolizava o sexo, mas hoje usam-se essas teorias como pretexto para "novas formas de prazer sob a capa de 'demanda mística' " (p. 191).

Entretanto, a Igreja é vista "como organismo tentacular e parasitário" (p. 264), em linguagem paralela à dos nazis contra os judeus. Se as instituições hoje favorecem o sincretismo, porquê perseguir a fé cristã? Trata-se de uma forma de calar a consciência. Quem se afunda no deboche e sofre as suas dramáticas consequências sente a necessidade de descarregar os remorsos. Mas há uma razão mais profunda: "Por detrás da recusa em acolher a interpretação do crente da pessoa de Jesus Cristo (...) esconde-se a recusa de depender de Outro para aceder à verdade última e à vida eterna" (p. 32). Estas seitas repetem a suprema tentação soberba da serpente do Éden: "Sereis como deuses" (Gn 3, 5).

segunda-feira, junho 18, 2007

Rezar.

A oração é uma questão de simples humanidade. "Reza quem é mais realista, que considera mais seriemante a sua experiênca humana" ensina-nos don Giussani. Toda a quesao da oração se resume nisto: acreditamos ou não que somos plenamente dependentes de Deus? É que se acreditamos realmente nisto, então pedir e esperar que o nosso pedido se realisse, é uma mera questão de racionalidade.

Mas eu tenho muitas vezes a tendência de complicar, ou de ser céptico. Embora reze, rezo achando que o que peço é de tal maneira impossível que Deus não o realizará. Faça-o mais por descargo de consciência do que por fé.

Mas hoje, perante a simpicidade de uma amiga minha que propunha rezar a Saõ Ricardo de Pampuria pelo pai de uma amiga nossa, ganhei consciência daquilo que realmente é a oração: o simples pedido homem Aquele que Tudo Pode.

E história está cheia de testemunhos dos milagres que Deus realiza, simplesmente porque alguém teve a humildade de Lhe pedir.

Por isso peço a todos que rezem pelo pai da minha amiga Madalena e pelo meu amigo Júnior.

São Ricardo Pampuria,
Rogai por nós

sábado, junho 16, 2007

Dejectos de Consciência

As últimas notícias sobre a regulamentação da lei do aborto deixaram alguns intelectuais de cara à banda: então se o povo português quer aborto como aspirina na farmácia, como é que os médicos - esses malandros! - podem querer ser (imagine-se!) objectores de consciência?!

1. O resultado do referendo tem uma leitura política clara: mais de 50% dos eleitores não votou, portanto não há vontade expressa de uma maioria na mudança da lei. ~

Podemos depois interpretar, extrapolar, imaginar os sentimentos profundos dos abstencionistas, podemos.

Mas nunca deixarão de ser interpretações, extrapolações ou imaginações. O facto é que houve um referendo para mudar a lei e quem não foi votar não expressou vontade de mudar a lei ("Quem não votar, vota não!" - LOUÇÃ dixit);

2. Os apoiantes das causas fracturantes como o aborto dividem-se tendencialmente em SIM's e NÃO's, como uma grande diferença.
Os SIM's aparecem todos - olha a modernidade! -, todos os que existem vão às manifs, telefonam para o Opinião Pública e inundam a blogosfera.

Os NÃO's são sempre menos. Sempre. Depois da campanha do Referendo percebi este ponto sociológico da nossa sociedade... Os NÃO's não querem saber de campanhas, políticas e referendos.

Quando tange com a vida concreta, zangam-se. Quando é preciso "sujar as mãos" na política, assobiam para o lado.
Porque tenho mais que fazer, porque aqueles que já fazem é que são bons ou tão simplesmente porque não há nada a fazer, eles ganham sempre! Contra os meus falo, mas...

3. O ponto anterior explica muito bem a questão dos objectores de consciência. Eu arriscaria uma aposta em como esses mesmos 80% de objectores de consciência ficaram em casa no dia 11. Ou mesmo - pasme-se! - que votaram SIM. Porque coitadinhas das mulheres, elas é que sabem (mas EU nunca faria!); ai e a prisão? Não pode ser crime... (mas EU nunca faria!)...

O argumento central da vitória do SIM foi o da falsa liberdade (eu acho mal e nunca faria, mas cada um sabe de si), a falsa liberdade promovida a princípio de direito penal...

E o resultado é a pasmaceira (do verbo pasmar...) dos nossos SIM's...

VOGLIO VIVERE COSÌ

Imaginar como deveria ser aniquila a experiência.

Depois do silêncio, retomo sucintamente: imaginar como deveria ser, deambular sobre o cenário ideal que teima em chegar, reduz e elimina a possibilidade de viver intensamente a minha vida.

A MINHA vida, a minha dor, a minha alegria, as minhas vitórias, as minhas derrotas.

A aventura da vida é esta: levar a sério, cumprir o ímpeto de humanidade que resta do coração de um homem que se implica verdadeiramente com a dramaticidade do real.