terça-feira, maio 15, 2007

Os filhos de Witiza

Há uns quantos séculos, nesta Penísula à beira-mar plantada, havia um rei chamado Witiza. Quando este morreu sucedeu-lhe Roderico que não era seu filho, pois a monarquia visigoda era electiva e não hereditária.

Quem não achou graça nenhuma a eleição de Roderico foram os filhos de Witiza. Então estalou a guerra civil. Como a guerra não lhes estava a correr muito bem, os filhos de Witiza decidiram pedira ajuda aos mouros, que não se fizeram rogados e entraram pela Penísula a dentro só parando nas Astúrias. Os mouros permaneceram por cá 700 anos, dos filhos de Witiza ficou uma vaga recordação...

Esta história, que é maçadoramente contada em "Eurico o Presbítero" é um bom exemplo para a Europa moderna. A esquerda moderna parece-se aliar cada vez mais ao islão para combater a herança cristã ocidental. Cada vez mais os herdeiros da revolução francesa se juntam aos terroristas islâmicos para culpar o Ocidente Cristão do terrorismo. A Turquia, um país onde no príncipio do Século XX existia um comunidade cristã que representava 25% da população, dos quais sobraram menos de 5% depois do exterminio dos arménios, é olhado como o parceiro ideal europeu, para demonstrar que UE não é um "clube cristão". E assim, de pequeno passo em pequeno passo a Europa vai-se descristianizando, ao mesmo tempo que envelhece.

Quando a Europa estiver finalmente descristianizada, quando o Papa se tiver mudado para as Filipinas ou para o Brazil, quando Portugal se erguer como o novo reino das Astúrias, onde a promessa da Senhora de Fátima prevalece sobre os cálculos do mundo, então não será o fim da Igreja, pois a Igreja tem promessas de vida eterna. Mas será seguramente o fim da Europa. Dos herdeiros da revolução francesa sobrará o que sobrou dos filhos de Witiza: uma vaga recordação...

segunda-feira, maio 07, 2007

"Oh Senhora, Vós Sois a segurança da nossa esperança"


Fátima é um local central na minha fé. Foi lá que realmente percebi que Nossa Senhora é nossa mãe. Percebi que a maternidade de Maria não é um mero sentimentalismo das pias catequistas da paróquia, é um facto. Tal é o amor da Virgem por nós que desceu dos Céus a terra par vir ajudar aqueles que mataram o Seu filho querido. Aquele que Ela tinha gerado e criado e que viu pregado numa cruz pelos pecados de todo o mundo. Pelo meu pecado. No entanto desceu à Cova da Iria, por um pobre pecado como eu. Para que eu acreditasse e me convertesse. Para me consolar nos apertos e para me sustentar a cruz nas dificuldades maiores.

Por isso é que eu gosto de ir a Fátima. Para correr para o colo da minha Mãe e pedir que me "sustente a Cruz e o caminho e me mantenha sempre nesta estrada".

Totus Tuus!

domingo, maio 06, 2007

As Quatro Padroeiras

A primeira padroeira
Da minha raça altaneira
Foi Senhora da Vitória.
Rainha de Cavaleiros
Mãe doce de marinheiros
Dos nossos tempos de glória.

Em Alcácer negro dia
A Senhora da Agonia
Foi amparo em nosso mal.
Viúva de um Rei menino
Chorou connosco o destino
De ser escravo em Portugal.

Mas eis chegado Dezembro
Um belo dia que lembro
Ao povo do meu País.
Senhora da Conceição
Do teu manso coração
Nasceu uma flor-de-lis.

Hoje entre restos de flores
Reina a Senhora das Dores
Com sete espadas no peito.
Dos seus olhos, sete rios
Correm sobre os restos frios
Do meu Portugal desfeito.

Diogo Pacheco de Amorim

sábado, maio 05, 2007

Fernando Pessoa: O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Dedico este poeminha à Teresinha, obviamente.
Perdoem-me aqueles que acharem este poema romantico-enjoativo, sobretudo porque não tenho razão nenhuma para o postar a não ser gostar muito dela e ainda não lhe ter dedicado coisa alguma neste blogue

Lenda Negra I - O caso Galileu - Conclusões



No post anterior publiquei apenas a história do julgamento de Galileu. Este post agora tem como objectivo revelar algumas das desmistificações que surgem dos factos.

A teoria heliocêntrica

Comos vimos, a Igreja não se opunha de forma alguma a esta teoria, nem aliás a nenhum dos avanços da ciência. A teoria não era nova, copérnico formula-a em 1543 (noventa anos antes do julgamento de Galileu) no livro As revoluções dos mundos celestes dedicada ao Papa Paulo III, e com um imprimatur dado por um cardeal dominicano. Daí até Galileu a Igreja conheceu onze Papas, que não só não perseguiram a tese como sempre a tiveram em consideração. Aliás a atitude da Igreja é a verdadeira atitude ciêntifica, que trata as teses como aquilo que são, hipoteses à espera ou da confirmação dos factos ou do surgimento de uma tese melhor. Este é o espirito verdadeiramente cientifico, e foi esse o espirito que Galileu não teve. A proibição da obra e do seu ensino por parte da Igreja tem base ciêntifica, é como a recusa nos nossos dias da publicação de um artigo inexacto e sem provas por parte de uma qualquer revista científica.

Perseguição à Ciência

Esta lenda de que a Igreja sempre foi "obscurantista" e contrária aos avanços cientificos perde aqui o seu maior trunfo, que passa de repente para o lado católico. Na altura do julgamento, Galileu estudava mais coisas além do movimento terrestre, e foi sempre apoiado e ajudado nos seus estudos por muitos cardeais e clérigos cientistas, aos quais dedicou muitas das suas obras.

Se sempre se falou da perseguição catóica, sempre se calou a feita pelos protestantes, e aí sim a perseguição foi dura. Logo na obra de Copérnico o perfácio é escrito por um protestante, que afirma, ele sim, que é preciso cuidado pois a teoria parecia ir contra a letra da Bíblia, coisa intoleravel para um protestante. Kepler por sua vez, protestante, defensor da teoria copernicana, foi expulso d o colégio onde ensinava pelos seus colegas protestantes que o consideravam blasfemo. Teve de abandonar a Alemanha. O mais interessante é que foi convidado para ensinar na Universidade de Bolonha, em território pontificio, ele que não só era protestante como defendia uma teoria que, segundo se diz hoje, era perseguida pela Igreja. Foi dos protestantes que surgiram as mais acérrimas criticas a todos estes cientistas e quando soube da condenação de Galileu, Lutero afirmou que se fosse com ele, Galileu tinha sido queimado.

A Igreja sempre apoiou e colaborou com todas as ciências. As Universidades são produto tipico da Cristandade. Os jesuitas, nessa época de Galileu, eram uma das grandes elites cientificas (não admira portanto que tenham sido encarregues do ensino nas escolas) Foi nessa época que o Observatório Vaticano consolidou a fama de ser um dos institutos cientificos mais prestigiados e rigorosos do mundo. Tanto que em 1870 os italianos anticlericais e maçons invadem Roma e começam a expulsar as ordens religiosas, abrem uma excepção a este instituto católico, permitindo-lhe continuar em funções.

Tudo isto porque a Igreja não tem medo da Ciência, sabe-a sua aliada, pois nada se há-de descobrir de Verdadeiro que vá contra contra aquilo que a Igreja já sabe há séculos.

Lenda Negra I - O caso Galileu


Começo esta série de artigos que prometi sobre as lendas negras falando sobre Galileu, porque ainda hoje é para muitos o sinónimo da pseudo-incompatibilidade entre a fé e a ciência e exemplo da feroz preseguição da Igreja a todos os "livres pensadores"

A lenda é conhecida por todos: Galileu era um grande cientista que defendeu a tese do heliocentrismo e foi por isso perseguido pelas garras da ignóbil Inquisição e sobre tortura foi obrigado num julgamento a abdicar das suas teses, contrárias à Bíblia. E no fim do julgamento solta a sua célebre frase histórica, mais célebre que histórica: Eppur si muove! Em algumas versões da lenda essa frase é exclamada pelo mártir da ciência enquanto é queimado vivo na praça pública.

A verdadeira história de Galileu é que já não tão conhecida...

Em primeiro lugar a tão famosa frase sabe-se hoje que é uma invenção de um jornalista que escreveu em Londres em 1757 uma história, muito bonita mas nada jornalística, sobre o modo como Galileu foi condenado e morto na fogueira.

Mas agora entremos no cerne da questão, o julgamento de Galileu: o que estava em causa não era uma suposta novidade herética que ia contra a letra da Bíblia. De facto, a teoria heliocêntrica não era uma novidade para os cientistas jesuitas da época, e muitos deles eram defensores desta teoria de Copérnico. Mas nessa época a teoria heliocêntrica e geocêntrica eram apenas isso, teorias, ambas com o mesmo peso. Só em 1748 surge a primeira prova indiscutivel da rotação da Terra, rotação que aliás só com a invenção do pêndulo de Foucault no séc. XIX é que foi possivel "ver".

Mas Galileu tinha um feitio dificil. Segundo testemunhos da época, era vaidoso e orgulhoso. E por essa razão afirmava na sua obra que a teoria heliocêntrica era um dado adquirido não uma hipótese. A aprovação que ele conseguiu para a publicação do livro foi dada na condição de ele acrescentar na sua obra que não passava de uma hipótese, coisa que ele não fez, publicando o manuscrito inalterado e continuando a ensinar que era um facto algo que na altura não poderia ser comprovado. Foi por essa razão que ele foi julgado.

Durante o julgamento, que durou quatro dias, Galilei só apresentou um único argumento a favor da sua tese: Dizia que as marés eram consequência do movimento da terra. Os seus "acusadores" disseram-lhe que isso era falso, que as marés (como hoje sabemos) eram provocadas pela atracção da lua, desmontando o único argumento que ele tinha. Então Galileu passou o resto do julgamento a insultar os cardeais que o julgavam. Tanto que no dia 22 de Junho de 1633, depois de ouvir a sentença, agradeceu aos dez cardeais (três dos quais tinham votado a favor da sua abolvição) por lhe ter sido atribuida uma pena tão leve, pois o próprio tinha consciência de ter feito de tudo para indispôr o tribunal.

Quanto à pena aplicada, não houve nem prisão, nem torturas, nem fogueiras. Aliás nem sequer sofreu o encarceramento normal de quem estava à espera de ser julgado. Quando foi chamado a Roma para o processo ficou instalado, a despesas da Santa Sé, numa grande vivenda com vista para os jardins do Vaticano e com um criado pessoal. Depois da sentença, o "condenado" instalou-se na maravilhosa Villa Médici, de onde passou ainda para o palácio do arcebispo de Siena antes de se recolher à sua villa am Arceti, onde passou a viver em prisão domiciliária. Nunca lhe proibiram de continuar os estudos, e foi nesses anos que publicou a sua obra mestra, nem lhe foram vedadas as visitas. De facto os grandes intelectuais da época iam regularmente visitá-lo para discussões científicas. Rapidamente a própria prisão foi levantada. A única pena que continuou foi a de rezar todos os dias od salmos penitênciais, mas mais uma vez esta pena foi levantada, Galileu continuou apenas porque era um homem devoto. Morreu em 1642 com indulgência plenária e benção papal.

Esta é a verdadeira história do verdadeiro Galileu.

Lendas Negras


Acabei de ler há pouco tempo este belíssimo livro do grande jornalista Vittorio Messori, numa tradução espanhola, onde ele faz uma compilação de vários artigos que escreveu para diversos jornais italianos, sobre as diversas lendas que foram criadas com o simples intuito de caluniar a Igreja Católica. Estas mentiras infelizmente são tidas hoje em dia pela maioria das pessoas, incluindo muitos católicos, como a mais pura das verdades, sobretudo porque é esta versão da história, adulterada quando não completamente inventada, que se apresenta hoje em todos os manuais escolares.
Trata por exemplo, dos descobrimentos, da inquisição ou do famoso "caso" Galileu, entre muitos outros.

É um facto que houve alguns erros ao longo da história bimilenar da Igreja, pois ela também é feita pelos homens, que erram. No entanto um estudo sério mostra que nestes 2000 anos de história a Graça superou em muito o pecado, e temos o dever como católicos de nos orgulhar desta nossa história, e não seguirmos a infeliz moda entre muitos católicos de achar que a nossa Igreja é a responsável por tudo o que houve de mal no passado e, envergonhados, ficar calados cada vez que o passado é discutido, por simples fala de conhecimento. Um estudo sério da nossa história é um dos deveres de cristão, por amor à Verdade.

Recomendo por isso a leitura deste livro a toda a gente, mesmo não existindo uma tradução portuguesa, infelizmente. No entanto é facilmente encomendável na fnac, e não é de dificil leitura, mesmo para quem como eu nunca aprendeu espanhol.

No entanto, assim que tenha tempo, vou publicando aqui pequenos resumos do muito que aprendi com este livro.

sexta-feira, maio 04, 2007

Non nobis




Já chegou ao fim o mês para o qual recomendámos a leitura do Henrique V, no entanto ainda não falámos uma vez sobre este livro. É uma grave falha que vou tentar colmatar agora, e pela qual peço desde já desculpa.


O mais marcante desta peça é sem dúvida a sua personagem central, o rei Henrique V de Inglaterra. Até porque é o único factor interessante da peça. Não que a peça seja má, passo a explicar:
Nesta obra, Shakespeare centra o seu olhar na grandiosa figura que foi o rei Henrique, e por isso propositadamente não acrescentou nada à peça que desviasse dele a nossa atenção. Acção tem pouca, resume-se a uma pequena introdução dos motivos que levam Henrique a invadir a França, mostra duas batalhas nas quais os Franceses são espancados e acaba com uma cena romântica na qual Henrique V conquista a sua prima depois de ter conquistado tudo o resto. Além disso temos um coro cuja única função é tornar a peça concisa, dando um resumo de tudo o que se passa entre cada acto.
Também as personagens são construidas sem muita profundidade psicológica, pois elas só interessam na medida em que se relacionam com o Rei.
Mas é isto que torna a peça tão grandiosa e tão bem construida, pois assim Shakespeare pode mostrar quem foi Henrique V.
E quem foi ele?


Henrique V em jovem era um devasso, que passava a vida nas tabernas com Jonh Falstaff (uma das mais divertidas personagem da peça Henrique IV) e seus amigos. O inicio do primeiro acto encontra Henrique V já após ter herdado a coroa de seu pai, e desde logo se revela muito mais maturo e ponderado que alguma vez se poderia supor.


Neste primeiro acto vemos já a sabedoria do Rei quando ele instiga os bispos a dizerem se a sua pertenção à coroa de França é justa. Pois a ele não lhe preocupam riquezas e títulos mas sim o seu povo, por isso nunca iria iniciar uma guerra sem ter a certeza da justiça e da Verdade da sua pretenção. É nesse sentido que ele afirma que "não haverá Rei de Inglaterra sem o ser de França", não como uma afirmação arrogante de tirano, mas com a consciência de que se é o herdeiro da coroa de França, é ele o responsável pelo destino e bem estar dos seus subditos, franceses ou ingleses.
É este o pensamento central de Henrique V ao longo de toda a obra: ser Rei não é um privilégio especial que lhe dê regalias e direitos. É o designio que Deus lhe destinou e sobre o qual tem que prestar contas: em primeiro lugar a Deus mas também ao seu povo.


Mas o mais espantoso é que esta consciência aguda que Henrique V tem da sua posição não o paralize, ainda para mais porque não foi educado para esse cargo nas tavernas em que se divertia com Falstaff. Mesmo sabendo do risco da sua empresa não hesita em partir para a guerra. Isto porque tem a consciência de que tudo o que acontece faz parte do designio de Deus. E isto dá-lhe a força e coragem de arriscar, mesmo em tarefas que pareçam humanamente impossiveis, como na batalha de Azincourt: "Assim como estamos não procuramos batalha, e assim como estamos não fugiremos dela."
E se isto é verdade para não temer as derrotas, é também verdade o suficiente para não se vangloriar das vitórias. Daí o Non nobis cantado pelos Ingleses após Azincourt.


Aprendamos com Henrique V a deixar tudo nas mãos de Deus, não para fugirmos da vida mas não a temer e enfrentar com galhardia e coragem tudo o que apareça.


Non nobis Domine, sed nomini tuo dai gloria

quarta-feira, maio 02, 2007

Ética??

A Comissão para o Centenário da Républica, presidida pelo Professor Vital Moreira, quer reafirmar, para usar uma expressão tão cara a esses senhores, a "ética republicana".


Eu tenho só uma pergunta, qual ética? Aquela que matou o Rei Dom Carlos e o seu filho, o principe Luis Filipe? Aquela que perseguiu a Igreja, chegando a matar padres, a encerrar Igrejas e a dar ordem para desterrar o Arcebispo de Braga? A ética que permitiu à maçonaria tomar conta do país durante 15 anos? A ética de uma ditadura encapotada de democracia?


É por ser esta a ética republicana que não me espantam que estes senhores sejam os mesmos que defendem o aborto, o casamento dos homosexuais e que habitualmente usam avental...

Ironia

Assusta-me muito, mas por uma vez (garanto que é a única) estou de acordo com alguém do Bloco de Esquerda...

terça-feira, maio 01, 2007

Ameaças ao presidente da CEI

O presidente da Conferência Episcopal Italiana, Dom Bagnasco, foi ameaçado de morte depois de ter instado a Igreja a manifestar-se claramente contra a lei que permite as uniões de facto homosexuais. Este é o juízo de Comunhão e Libertação sobre essas ameaças.

"«Se il mondo vi odia, sappiate che prima di voi ha odiato me» (Gv 15,18). Di fronte al clima di ostilità contro la Chiesa che ha fomentato scritte ingiuriose e minacce contro il presidente della Cei, tutto il movimento di Comunione e Liberazione si sente vicino a monsignor Bagnasco e prega per lui. La sua difesa della verità dell’uomo immagine di Dio è un giudizio con cui tutti dovrebbero paragonarsi con lealtà. Per questo gli diciamo grazie per il coraggio della sua testimonianza. "

segunda-feira, abril 30, 2007

"O mendicante é o verdadeiro protagonista da história"

Podem ver aqui o vídeo da audiência que o Papa Bento XVI concedeu ao movimento Comunhão e Libertação no dia 24 de Março.

sexta-feira, abril 27, 2007

Perseguições

A perseguição à Igreja na China continua. Quanto mais tempo o mundo irá fingir que a China é um país democrático? É impressionante como quando se é um colosso económico pode-se fazer o que quiser... Até organizar Jogos Olímpicos!

Manifestação Pacífica

Desde dia 25 que oiço pessoas na televisão a dizer que a policia reagiu exageradamente à manifestação pacífica de extrema-esquerda que seguiu aos habituias festejos da revolução na Avenida da Liberdade.


Ontem, equanto acabava de fumar um cigarro à porta da Igreja da Encarnação ao olhar para as paredes pintadas na Igreja do Loreto comecei a perceber o conceito de "manifestação pacífica" da esquerda...

quarta-feira, abril 25, 2007

Juízo do C.L.U. italiano sobre o massacre da Universidade de Virginia.

“Uma tragédia sem sentido”

O que aconteceu no campus de Virgínia Tech, em Blacksburg nos EUA, não pode deixar de nos atingir. Não sabemos se Cho Seung Hui era psicopata. Sabemos sim que estava zangado, desiludido com a vida.

Mas como é possível que um rapaz de vinte e três anos – tal como nós cheios de expectativas – entenda a realidade tão negativamente, ao ponto de pegar numa pistola e matar trinta e dois colegas?

É inegável que entre nós estudantes existe um mal-estar, uma insatisfação: tentamos perseguir os nossos desejos mais verdadeiros (um sentido do viver, um amor gratuito, amizade, justiça…), mas aquilo que queremos é sempre desproporcionado em relação ao que podemos fazer ou imaginar.

Diante disto, muitas vezes escolhe-se ignorar e começa-se a resignar a qualquer coisa que é menos do que aquilo que desejamos realmente: o sucesso, a melhor faculdade, uma certa imagem de si mesmo, aquilo que a sociedade de hoje nos indica como o máximo.

Quando se descobre a inadequação destes falsos ideiais, vem a desilusão e o vazio. Disparar contra quem está ao pé de ti, contra os teus colegas, é como afirmar que este mal-estar tem a última palavra sobre a nossa vida, como se fosse um obstáculo impossível de superar.

Nós mesmos, ainda que experimentando todos os dias este drama, não queremos renunciar à sede de satisfação que nos constitui, não queremos pôr de lado o grito do nosso coração.

Encontrámos alguém que partilha este drama connosco e que oferece uma hipótese de resposta à pergunta que nos inunda; uma resposta capaz de abraçar toda a existência, sem deixar nada de fora. Há pessoas na universidade que estudam, riem, choram, amam como nós, mas certos de um sentido, de uma Presença que une a vida. São sinal de uma esperança para todos, início de uma resposta também à “tragédia sem sentido” – como a definiu Bento XVI – de Blacksburg.

Universitários de Comunhão e Libertação
Milão, 19.04.2007


(Agradeço à Catas por ter traduzido este juízo tão prontamente)

Dia de São Marcos



"Era primo de Barnabé. Acompanhou o apóstolo Paulo na sua primeira viagem, e depois também o acompanhou a Roma. Foi discípulo de Pedro, de cuja pregação se fez intérprete no Evangelho que escreveu. É-lhe atribuída a fundação da Igreja de Alexandria."

Fonte: Agência Ecclesia


(Mesmo esrevendo pouco a gente não se esquece do nosso amigo Marcos)

terça-feira, abril 24, 2007

SOLDADO DA PAZ - Cidade Negra

NÃO HÁ PERIGO
QUE VÁ NOS PARAR
SE O BOM DE VIVER É ESTAR VIVO
TER AMOR, TER ABRIGO
TER SONHOS, TER MOTIVOS PRA CANTAR...
ARMAS NO CHÃO
FLORES NAS MÃOS
MAS SE O BOM DE VIVER É ESTAR VIVO
TER IRMÃOS, TER AMIGOS
VIVENDO EM PAZ, PRONTOS PRA LUTAR...
O SOLDADO DA PAZ NÃO PODE SER DERROTADO
AINDA QUE A GUERRA PAREÇA PERDIDA
POIS QUANTO MAIS SE SACRIFICA A VIDA
MAIS A VIDA E O TEMPO SÃO OS SEUS ALIADOS

O SOLDADO DA PAZ NÃO PODE SER DERROTADO
AINDA QUE A GUERRA PAREÇA PERDIDA
POIS QUANTO MAIS SE SACRIFICA A VIDA
MAIS A VIDA E O TEMPO SÃO OS SEUS ALIADOS
NÃO HÁ PERIGO
QUE VÁ NOS PARAR
SE O BOM DE VIVER É ESTAR VIVO
TER AMOR, TER ABRIGO
TER SONHOS, TER MOTIVOS PARA CANTAR
...


Eu não tenho medo da vida, não por causa de uma coragem grande minha, mas porque Cristo na Cruz mostra que quem não tiver medo de dar a sua vida, ganha-a. Por isso também não temos medo do tempo, pois é no tempo que Cristo se revela, é no tempo (para citar o Pe. João) que a gente ganha!

P.S.: Dedicado especialmente ao Alex e a Matilde que sempre me dizeram que esta música era belissima.

segunda-feira, abril 23, 2007

Negócios!

E não é que afinal no dia 11 de Fevereiro se liberalizou mesmo o NEGÓCIO do aborto... Esta é só a primeira de muitas consequências do referendo!

À Primeira Vista



Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei

Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei

Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei

Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei

Quando chegou carta abri
Quando ouvi Salif Keita dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei

Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei


Daniela Mercury

Dizia don Julian Carrón em Lisboa no dia 30 de Março: "Nenhum poder do mundo pode probir o coração de se apaixonar".

A única coisa que nós precisámos de fazer é ser fieis aquilo que nos acontece: esperar quando é preciso esperar, dançar quando é suposto dançar e vir quando somos chamados.

Debaixo dos carácois



Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante


Roberto Carlos

Todos nós desejamos um lugar onde sejamos amados, uma "casa" no verdadeiro sentido da palavra. Um lugar onde realmente pertencemos.

(A qualidade do video não é a melhor, mas foi a única versão que conseguir arranjar.)