terça-feira, abril 10, 2007

Exortação de Bento XVI na recitação do Regina Caeli, em Castel Gandolfo

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Cheios da “alegria espiritual pelas celebrações da Páscoa”, Bento XVI lembrou o entusiasmo das mulheres que se dirigiram ao sepulcro e o viram vazio. “Cristo ressuscitou. É a este grande mistério que a liturgia dedica não apenas um dia, mas 50 dias, que corresponde a todo o tempo pascal, que se conclui com o Pentecostes”, explicou o Papa.
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“O Domingo de Páscoa é um dia absolutamente especial, que se estende por toda esta semana até ao próximo Domingo. Neste clima de alegria pascal, a liturgia de hoje conduz-nos ao sepulcro, onde Maria Madalena e Maria, segundo São Mateus, visitaram o túmulo de Jesus. Narra o Evangelista que Ele veio ao encontro das mulheres e lhes disse: «Não tenhais medo, ide anunciar aos meus irmãos»”.
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“Também a nós, hoje, tal como a estas mulheres que permaneceram junto de Jesus durante a sua Paixão, a ressurreição nos pede que não se tenhamos medo em ser mensageiros do anúncio. Não há que ter medo de encontrar Jesus ressuscitado”.

Esta é a mensagem que os cristãos são chamados a difundir a todos os cantos do mundo, apontou o Papa. “A fé cristã não nasce do acolhimento de uma doutrina, mas antes do encontro com uma Pessoa, com Cristo morto e ressuscitado. Na nossa existência quotidiana são tantas as ocasiões para comunicar aos outros a nossa fé de um modo simples e convicto. E é urgente que homens e mulheres da nossa época conheçam e se encontrem com Cristo, e graças também ao nosso exemplo, se deixem conquistar por Ele”.
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Depois da oração Regina Caeli, que substitui o Angelus durante o tempo pascal, o Papa saudou os peregrinos presentes em várias línguas. Aos portugueses dirigiu palavras de saudação “com votos de todo o bem, e que Deus lhes conceda, como fruto da Páscoa de Cristo, a abundância dos dons do Espírito Santo”, finalizou.
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Bento XVI regressa ao Vaticano no próximo sábado.
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Semper Fidelis

segunda-feira, abril 09, 2007

Regina Caeli

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V. Rainha do Céu, Alegrai-Vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso seio, Aleluia!
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V. Ressuscitou, como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!
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V. Alegrai-Vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!
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Oremos: Ó Deus, que enchestes o mundo de alegria pela ressureição do Vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, fazei que, pela intercessão da Virgem Maria, sua Mãe, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo Senhor nosso. Amen.
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Vinde Espírito Santo,
Vinde por Maria!

domingo, abril 08, 2007

Bom ladrão

Depois de dois dias de intenso trabalho, desde a celebração da Paixão até a Vigília Pascal, as únicas palavras que me sobram sobre o assunto são: "Jesus, lembra-Te de mim quando vieres com a tua realeza"

sexta-feira, abril 06, 2007

Páscoa


A ressurreição desvenda aquele que é o artigo decisivo da nossa fé: "E fez-se homem." Daqui sabemos que é para sempre verdade que Ele é homem. E sê-lo-á para sempre. Através Dele, a humanidade foi introduzida na própria natureza de Deus - é este o fruto da sua morte. Nós estamos, nós somos em Deus. Deus é o inteiramente outro e ao, memso tempo, o não-outro. Se dissermos Pai juntamente com Jesus dizê-mo-lo no próprio Deus. É esta a esperança do homem, a alegria cristâ, o Evangelho: ainda hoje ele é homem. Nele, Deus tornou-se verdadeiramente o não-outro. O homem, ser absurdo, deixou de ser absurdo. O homem, o ser desconsolado, já não está desconsolado: rejubilemos. Ele ama-nos, e Deus ama-nos a tal ponto que o seu amor se fez carne e permanece carne. Esta alegria deveria ser o mais forte de todos os impulsos, a força mais impetuosa capaz de nos impelir a comunicar a notícia aos outros homens, a fim de que também eles rejubilem com a luz que nos foi desvendada e que, no meio da noite do mundo, nos anuncia o dia.

Joseph Ratzinger, O caminho Pascal

Escrevo já hoje o post para Domingo pois não vou estar cá.

Santa Páscoa a todos

Sexta-Feira Santa



Salvador Dali, Cristo de S. João da Cruz


No cimo da cruz de Jesus – nas duas línguas do mundo de então, o grego e o latim, e na língua do povo eleito, o hebraico – está escrito quem é: o Rei dos Judeus, o Filho prometido a David. Pilatos, o juiz injusto, tornou-se profeta sem querer. Perante a opinião pública mundial é proclamada a realeza de Jesus. O próprio Jesus não tinha aceite o título de Messias, enquanto poderia induzir a uma ideia errada, humana, de poder e de salvação. Mas, agora, o título pode estar escrito ali publicamente sobre o Crucificado. Ele, assim, é verdadeiramente o rei do mundo. Agora foi verdadeiramente «elevado». Na sua descida, Ele subiu. Agora cumpriu radicalmente o mandamento do amor, cumpriu a oferta de Si próprio, e precisamente deste modo Ele é agora a manifestação do verdadeiro Deus, daquele Deus que é amor. Agora sabemos quem é Deus. Agora sabemos como é a verdadeira realeza. Jesus reza o Salmo 22, que começa por estas palavras: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (
Sal 22/21, 2). Assume em Si mesmo todo o Israel, a humanidade inteira, que sofre o drama da escuridão de Deus, e faz com que Deus Se manifeste precisamente onde parece estar definitivamente derrotado e ausente. A cruz de Cristo é um acontecimento cósmico. O mundo fica na escuridão, quando o Filho de Deus sofre a morte. A terra treme. E junto da cruz tem início a Igreja dos pagãos. O centurião romano reconhece, compreende que Jesus é o Filho de Deus. Da cruz, Ele triunfa sem cessar.

Meditação do Cardeal Ratzinger para a Via Sacra no Coliseu, na Sexta-Feira Santa de 2005

quinta-feira, abril 05, 2007

Fora de Estrutura

Esta a ver o blog "Fora de Estrutura" quando encontrei este belissimo post escrito por Manuel Arriaga e Cunha, pai do meu amigo Miguel, sobre o encontro de dia 30 com Julian Carrón. Por isso, em vez de escrever um juízo menor sobre o mesmo, copio na integra o post e recomendo a visita ao blog.
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Tive a oportunidade de assistir na passada 6ª feira a uma conferência do Pe Julián Carrón, responsável internacional do movimento Comunhão e Libertação. Não tendo a pretensão de conseguir reproduzir fielmente aqui a totalidade dessa conferência, penso conseguir focar o centro da mensagem que nos transmitiu.
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Com serena simplicidade e objectividade, este homem de grande sabedoria aponta-nos o verdadeiro caminho para fazermos face à actual situação em que se encontra o homem europeu, em especial a juventude, que vive um sentimento de extrema confusão, fruto do relativismo e do nihilismo que se transformaram num hino à modernidade, quando a total falta de referências e objectivos leva à completa desertificação do ser humano.
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No entanto, diz-nos o Pe Carrón, no meio deste inferno podemos reconhecer e dar espaço ao que não é inferno. No meio desse inferno podemos ainda apaixonarmo-nos! Podemos viver um acontecimento imprevisto que nos fascina. Porque o nosso coração, inconformado na sua sede de plenitude, tenta resistir como um baluarte contra toda essa confusão e esse vazio que o assolam, e procura urgentemente uma certeza.
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O Pe Carrón propõe-nos esse acontecimento fascinante: o verdadeiro encontro com Jesus Cristo. Nada neste mundo pode impedir esse encontro com algo que nos fascina, com Cristo. Não por uma razão intelectual, não por uma questão de ética, mas apenas porque instala no nosso coração o desejo de "voltarmos no dia seguinte".
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É este o ponto de partida para a fé cristã. O encontro do eu, do meu coração, com um homem: Jesus. Somos levados a conhecer a natureza do amor através dum acontecimento de amor, dum encontro com um olhar, um rosto, uma pessoa, que nos fazem ver Cristo. No trabalho, na praia, nos transportes, num almoço, num casamento, seremos testemunho de Cristo porque fomos tocados por Ele, através dum olhar, duma palavra, dum gesto.
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Esta é uma fé que não é primária mas conseguida duma forma racional, vivida e experimentada conscientemente, e reconhecida como verdadeira. É uma fé que exalta a liberdade e a razão. Só um homem realmente consciente, não um ingénuo, pode aderir a Cristo! Temos apenas de lhe proporcionar esse encontro na sua procura da Verdade.
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Perante a complexidade do mundo moderno, tudo isto parece tão pouco! Mas é tanto! Porque nenhuma confusão o pode destruir...

Quinta-feira Santa

Duccio, A Última Ceia, Museo dell'Opera del Duomo, Siena


Jesus insere a sua novidade radical no âmbito da antiga ceia sacrificial hebraica. Uma tal ceia, nós, cristãos, já não temos necessidade de a repetir. Como justamente dizem os Padres, figura transit in veritatem: aquilo que anunciava as realidades futuras cedeu agora o lugar à própria Verdade. O antigo rito consumou-se e ficou definitivamente superado mediante o dom de amor do Filho de Deus encarnado. O alimento da verdade, Cristo imolado por nós, pôs termo às figuras (dat figuris terminum). Com a sua ordem « Fazei isto em memória de Mim » (Lc 22, 19; 1 Cor 11, 25), pede-nos para corresponder ao seu dom e representá-Lo sacramentalmente; com tais palavras, o Senhor manifesta, por assim dizer, a esperança de que a Igreja, nascida do seu sacrifício, acolha este dom desenvolvendo, sob a guia do Espírito Santo, a forma litúrgica do sacramento. De facto, o memorial do seu dom perfeito não consiste na simples repetição da Última Ceia, mas propriamente na Eucaristia, ou seja, na novidade radical do culto cristão. Assim Jesus deixou-nos a missão de entrar na sua « hora »: « A Eucaristia arrasta-nos no acto oblativo de Jesus. Não é só de modo estático que recebemos o Logos encarnado, mas ficamos envolvidos na dinâmica da sua doação ». Ele « arrasta-nos para dentro de Si ». A conversão substancial do pão e do vinho no seu corpo e no seu sangue insere dentro da criação o princípio duma mudança radical, como uma espécie de « fissão nuclear » (para utilizar uma imagem hoje bem conhecida de todos nós), verificada no mais íntimo do ser; uma mudança destinada a suscitar um processo de transformação da realidade, cujo termo último é a transfiguração do mundo inteiro, até chegar àquela condição em que Deus seja tudo em todos (1 Cor 15, 28).

Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis de Sua Santidade Bento XVI

Soneto da Fidelidade - Vinicius de Morais

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Tríduo Pascal

Começa hoje o Tríduo Pascal. Haverá sem dúvida quem tenha coisas inteligentes para dizer sobre o assunto, eu limito-me a repetir o que a Igreja nos ensina e que o meu amigo Nuno me relembrou com tanta simplicidade no último Domingo: "Morreu por nós para destruir a nossa morte. Ressuscitou por nós para nos devolver a nossa vida".

O Pórtico do Mistério da Segunda Virtude

"Mas a Esperança, disse Deus
Isso sim admira-me,
admira até a Mim mesmo.

Que estes pobres filhos vejam como hoje caminham as coisas,
e creiam que amanhã tudo irá melhor,
isto sim que é assombroso e é, com muito,a maior maravilha da nossa graça.

E eu mesmo me assombro com isso.
Que será necessário que seja minha graça
(e qual a força dessa minha graça)
para que esta pequena Esperança,vacilante ante o sopro do pecado,
trêmula ante os ventos,agonizante ante o menor sopro,
siga estando viva,
impossível de apagar?

Esta pequena Esperança que parece coisa de nada,
esta pequena filha Esperança.
Imortal.
Pelo caminho escarpado, arenoso e estreito,
arrastada e braços dados
com suas duas irmãs maiores,
segue a pequena Esperança
como uma criança sem forças para caminhar.
Mas na realidade é ela
quem faz andar às outras duas,
e que as arrastae que faz andar o mundo inteiro,
e a que arrasta.

Porque, em verdade, não se trabalha senão pelos filhos,
E os dois maiores não avançam
Se não graças à pequena."
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(Charles Péguy, Le Porche du Mystère de la Deuxième Vertu)

Gente Perdida - Mafalda Veiga

Eu fui devagarinho
Com medo de falhar
Não fosse esse o caminho certo
Para te encontrar
Fui descobrindo devagar
Cada sorriso teu
Fui aprendendo a procurar
Por entre sonhos meus
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Eu fui assim chegando
Sem entender porquê
Já foram tantas vezes tantas
Assim como esta vez
Mas é mais fundo o teu olhar
Mais do que eu sei dizer
É um abrigo pra voltar
Ou um mar para me perder
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Lá fora o vento
Nem sempre sabe a liberdade
A gente finge
Mas sabe o que não é verdade
Foge ao vazio
Enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo
E sinto tanto, tanto a tua falta
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Eu fui entrando pouco a pouco
Abri a porta e vi
Que havia lume aceso
E um lugar pra mim
Quase me assusta descobrir
Que foi este sabor
Que a vida inteira procurei
Entre a paixão e a dor
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Lá fora o vento
Nem sempre sabe a liberdade
Gente perdida
Balança entre o sonho e a verdade
Foge ao vazio
Enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo
E sinto tanto, tanto a tua falta
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Lá fora o vento
Nem sempre sabe a liberdade
Gente perdida
Balança entre o sonho e a verdade
Foge ao vazio
Enquanto brinda, dança e salta
Eu trago-te comigo
E guardo este abraço só para ti
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Isto é a descrição do quer dizer "o centro da nossa afectividade". O movimento é o lugar onde eu descobri este sabor que a vida inteira procurei. Fora dele realmente posso fingir, mas fico realmente a "baloiçar entre o sonho e a verdade".

quarta-feira, abril 04, 2007

"Toda a nossa Glória"


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"Toda a nossa Glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo"..
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Dia 2 fez dois anos que morreu o grande Papa João Paulo II. Abraçou de forma única a cruz que o Senhor lhe concedeu. Nisso consistiu a sua glória.
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Semper fidelis

Páscoa 2007


O Espirito Santo suscitou na Igreja, através de D. Giussani, um movimento, o vosso, para testemunhar a beleza de ser cristão numa época em que se difundia a opinião de que o cristianismo era uma coisa custosa e pesada de se viver. Giussani empenhou-se então em reavivar nos jovens o amor a Cristo, "Caminho, Verdade e Vida", repetindo que só ele é o caminho para a realização dos desejos mais profundos do coração do homem, e que Cristo não nos salva apesar da nossa humanidade, mas através dela.

Bento XVI

(Audiência aos participantes da peregrinação promovida pela Fraternidade de Comunhão e Libertação.
Roma, Praça de São Pedro, 24 de Março de 2007)

segunda-feira, abril 02, 2007

A Missão que o Santo Padre nos confiou.

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Queridos irmãos e irmãs, o falecido João Paulo II, em outra circunstância para vós muito significativa, vos confiou esta mensagem: «Ide por todo o mundo e levai a verdade, a beleza e a paz que se encontram em Cristo Redentor». Monsenhor Giussani fez daquelas palavras o programa de todo o movimento, e para Comunhão e Libertação foi o início de uma estação missionária que vos levou a oitenta países. Hoje vos convido a seguir por este caminho, com uma fé profunda, personalizada e firmemente arraigada no Corpo vivo de Cristo, a Igreja, que torna Jesus contemporâneo entre nós.

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Bento XVI
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Rogai por nós, Santa Mãe de Deus;
Para que sejamos dignos das Promessas de Cristo.
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sábado, março 31, 2007

"Incansável abertura, fidelissima unidade"

Peço desculpa pelo atraso a escrever sobre Roma, mas só agora é que consegui arranjar maneira de vir a internet.

A ida a Roma foi um momento extraórdinário. Ir ao encontro com o Papa foi testemunhar a unidade e a fidelidade de um povo. Mas não foi só um testemunho de unidade com Carrón ou de fidelidade ao carisma de don Giussani, foi própriamente uma prova da nossa unidade com a Igreja e da nossa fidelidade ao nosso amátissimo Pai, o Papa Bento XVI.

Esta unidade ficou clara na unidade do canto. Quando o Papa entrou na praça cem mil pessoas cantaram unidas “Um amigo grande, grande”. Embora o cântico seja dirigido a Nosso Senhor, naquele momento cantavamo-lo também ao Santo Padre, agradecendo a amizade com que sempre nos tem tratado. Mas depois da primeira música cantamos mais. Todo o tempo que o Papa demorou a dar a volta a praça foi marcado pelo canto. E nunca para mim vez tanto sentido cantar “Que sejamos um só coisa” como naquela praça, rodeado pelos meus amigos do movimento, diante do Papa.

Nas palavras que o Papa nos dirigiu percebemos um carinho e uma amizade por nós. No relançar do desafio que o grande Papa João Paulo II nos tinha lançado em 1984 e que o Papa Bento XVI repetiu, de “ ide por todo o mundo a levar a verdade, a beleza e a paz que se encontram em Cristo Redentor” o Santo Padre confirmou uma vez mais o nosso carisma como caminho de Salvação.

É verdade que nem tudo correu bem na peregrinação. Houve coisas mal organizadas, discussões, irritações, mas como dizia don Carrón, citando don Giussani: “À medida que vamos amudurecendo vamos nos tornando espetáculo para nós próprios e, Deus o queira, também para os outros. Espectáculo, isto é, de limite e de traição e, portanto, de humilhação. Mas ao mesmo tempo de segurança inexaurivel na força da graça que nos é dada e renovada cada manhã”.

A mim só me resta agradecer a Deus a graça de pertencer a este povo.

Semper fidelis,

Grazie don Giuss

quinta-feira, março 29, 2007

O Discurso de Sua Santidade, o Papa Bento XVI.

As palavras do Papa, por ocasião da Audiência com o Movimento Comunhão e Libertação, a 24 de Março de 2007 na praça de São Pedro.

Semper Fidelis

terça-feira, março 27, 2007

Saudação do Padre Julián Carrón ao Papa Bento XVI.

Audiência com Sua Santidade Bento XVI por ocasião do XXV aniversário do reconhecimento pontifício da Fraternidade de Comunhão e Libertação. Sábado 24 de Março de 2007. Roma, Praça de São Pedro. Saudação ao Santo Padre, Bento XVI, do Padre Julián Carrón, presidente da Fraternidade de Comunhão e Libertação.

segunda-feira, março 19, 2007

O que nos move?

O que têm acontecido no CDS é vergonhoso, mas não me espanta. Quem está na política por um cálculo de poder, buscando nada mais do que suposta glória do partido (que no fundo é a sua própria glória), acaba por perder-se a si próprio quanto os seus cálculos ruiem.
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O que nos pode impedir a nós de nos perdermos a nós próprio nas guerras políticas (sim, porque o referendo do aborto foi só o principio)? A certeza de toda a nossa Glória está na Cruz de Cristo. Por isso partimos sempre vencedores, mesmo quando perdemos a luta, porque "o nosso coração não se perdeu e os nossos passos não deixaram o Teu caminho".

domingo, março 18, 2007

Filho Pródigo



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Não faz muito o meu género comentar Evangelhos. Contudo não posso deixar passar em branco o Evangelho do Filho Pródigo.


Não o posso fazer porque durante muito tempo achei que sabia a melhor maneira de fazer as coisas. Mas quando dei por mim a guardar porcos, acordei e decidi voltar a casa.
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O Pai não me deixou acabar a frase. Cobriu-me com o Seu manto, pôs o Seu anel no meu dedo, matou o cordeiro gordo e fez uma festa.

De cada vez que oiço a parábola do filho Pródigo não consigo esquecer que foi pela misericórdia de Deus e não pelas minha forças que fui salvo. A única coisa que fiz foi ajoelhar-me aos Seus pé e aceitar a Sua misericórdia.