terça-feira, fevereiro 13, 2007

Velhos? Velhos são os trapos (e os católicos pelo SIM)

O Dr. Francisco Loução não se esqueceu de agradecer aos católicos que votaram "Sim". Elogiou-os, como se fossem grandes progressistas e o futuro da Igreja.
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O que o Dr. Francisco Louçã não reparou, é que todos os "católicos" que públicamente defenderam o aborto, não são o futuro de nada, porque já não devem ter mais dez anos de vida.
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Frei Bento Domingues, Padre Anselmo Borges, Mário de Oliveira, as senhoras do Nós Somos Igreja, só se podem juntar para abrir um lar de terceira idade, onde relebram os bons velhos tempos em que marchavam lado a lado com o Álvaro Cunhal e o Dr. Soares...

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Avisos

Hoje tivemos em Portugal o maior sismo dos últimos trinta anos. Como diria o Padre João: "Deus não castiga, mas dá os Seus avisos"

D. Afonso Henriques

Pai, foste cavaleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dános o exemplo inteiro
E a tua inteira força!

Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como benção!

Fernando Pessoa, Mensagem

May it Be

May it be an evening star
Shines down upon you
May it be when darkness falls
Your heart will be true
You walk a lonely road

Oh! How far you are from home
Mornie utúlië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornie alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now

May it be the shadows call
Will fly away
May it be you journey on
To light the day
When the night is overcome
You may rise to find the sun
Mornie utúlië (darkness has come)

Believe and you will find your way
Mornie alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now

A promise lives within you now

Ontem desceu a escuridão, mas uma promessa vive em nós. Sejamos fiéis ao impeto do nosso coração, que nos levou a lutar corajosamente pela vida!

"Cristo, a Esperança que não desilude"

"SAM: I know. It's all wrong. By rights, we shouldn't even be here. But we are. It's like in the great stories, Mr. Frodo. The ones that really mattered. Full of darkness and danger they were. And sometimes you didn't want to know the end.....because how could the end be happy? How could the world go backto the way it was...... when so much bad had happened?

But in the end, it's only a passing thing...... this shadow. Even darkness must pass. A new day will come. And when the sun shines, it will shine out the clearer. Those were the storiesthat stayed with you......that meant something. Even if you were too small to understand why. But I think, Mr. Frodo, I do understand. I know now.

Folk in those stories......had lots of chances of turning back, only they didn't. They kept going......because they were holding on to something.

FRODO: What are we holding on to, Sam?

SAM: That there's some good in this world, Mr. Frodo. And it's worth fighting for."


Even darkness must pass... esta foram as primeira palavra que me vieram a cabeça quando sairam as primeiras projecções do resultados do referendo. Até a escuridão tem que passar. Esta é a minha certeza. Não por ser um optimista ou um utópico, mas porque tenho a certeza, tal como diz Samwise no livro O Senhor dos Anéis: "Above all shadows rise the sun".
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A vitória do Sim não está certa e não conseguimos perceber como é que daqui nascerá algum bem. Resta-nos a certeza de que a última palavra não é do mundo, mas de Cristo ressucitado, que brilha acima de todas as sombras.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Can I live? - Nick Cannon

Sem Nome - Força Suprema

Porquê? Porque já bate um coração!

Porquê? Abortar não é solução!

"É preciso ir a batalha com fé para que Deus dê a vitória"

Nestas últimas semanas lutámos e lutámos bem. Fomos à batalha contra todas as possibilidades e com armas bem mais fracas.
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De um lado estavam o governo, os partidos, a comunicação social, os bem pensantes. Nós eramos apenas um punhado de gente com uma única certeza: "É preciso ir a batalha com fé para que Deus dê a vitória". Por isso não paramos para contar espadas, nem fizemos nenhuma cálculo de vitória, limitamo-nos a pergunta onde era a luta!
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Agora que nos aproxima-mos do fim, agora que já só falta um dia de campanha, entregamos todo o nosso trabalho Aquele que nos pode dar a vitória.
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Por isso amanhã, as 21h, reunimo-nos nos Jerónimos, ponto de partida para Envagelização do mundo, para mais uma vez nos confiarmos Aquele que é o Senhor da Vida, pedindo a Sua Benção, agradecendo a Sua Graça e pedindo que nos conceda a vitória. Entregamo-nos também a Maria, Senhora da Conceição, Rainha de Portugal, pedindo que não nos abandone nesta hora.
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Rainha de Portugal
Rogai por Nós

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Resposta do Padre António Vaz pinto a Frei Bento Domingues

Parece-me importante haver uma opinião esclarecida e com autoridade para falar sobre a posição de alguns católicos, que já referia em post anterior, sobre o aborto. Por isso passo a transcrever o artigo do Padre António Vaz Pinto.
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Resposta a Frei Bento Domingues
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Importante, para todos, é informar e formar a consciência para que cada um possa decidir e agir em conformidade com a recta razão que é a norma ética. E é aqui que nos devemos situar: o que é conforme à razão, às exigências de natureza humana individual e colectiva?Ao regressar ao Porto, domingo à noite, debrucei-me sobre a crónica de Frei Bento Domingues, O.P., "Por opção da mulher", como tantas vezes faço e tantas vezes com tanto gosto e proveito... Infelizmente, desta vez, brotou em mim a desilusão, a discordância e a necessidade imperiosa de lhe responder, no contexto de polémica instalada no país, mas muito para lá dela...Limitado pelo tempo e pelo espaço, irei cingir-me a três tópicos referidos na sua crónica, que considero os mais importantes:
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1. Consciência e norma ética. Pode ser útil referir Aristóteles, S. Tomás de Aquino ou J. Ratzinger, o actual Papa, para relembrar que a suprema instância de decisão ética para o cristão, acima da própria suprema autoridade eclesiástica, o Concílio ou o Papa, é a consciência individual. É doutrina mais que tradicional. Mas é bom ter presente que este princípio não vale apenas para a questão do aborto; se alguém se afirmar, cristão e simultaneamente, em consciência, defensor da escravatura, da pedofilia ou do racismo, que lhe dirá Frei Bento? Que lhe pode opor? Fica entregue a si próprio e a Deus... Importante, para todos, é informar e formar a consciência para que cada um possa decidir e agir em conformidade com a recta razão que é a norma ética. E é aqui que nos devemos situar: o que é conforme à razão, às exigências de natureza humana individual e colectiva?
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2. A problemática jurídica e penal e os limites da tolerância. Numa sociedade laica e plural como é a nossa - e estou muito contente que assim seja -, os cristãos ou a Igreja não devem nem podem impor a sua "visão" aos outros membros da sociedade. Mas, tal como os membros de outras confissões, agnósticos e ateus, têm todo o direito e até o dever de propor valores e princípios, na busca de um denominador comum que permita a convivência, nunca totalmente pacífica, em sociedade...É precisamente disso que se trata: o ordenamento jurídico de uma dada sociedade, incluindo o ordenamento penal, tem pressupostos e valores donde brotam as diversas normas. Por exemplo, em Portugal, é proibido o roubo, o homicídio, o racismo, a difamação, etc. Quer isto dizer que a sociedade portuguesa, através dos seus legítimos representantes, legisladores, assume como valores e pressupostos a propriedade, a vida humana, a igualdade racial, o bom nome, etc., consagrando-os como "bens jurídicos", a preservar e defender.Essa é que é a questão que se coloca a todos nós, no próximo referendo: independentemente da nossa religião (ou ausência dela) em que modelo de sociedade queremos viver? Que valor consideramos maior? A vida humana, raiz de toda a dignidade e de todos os direitos, "inviolável", como diz a nossa própria Constituição (Artº 24, n. 1), ou consideramos que outros valores, vg. saúde, segurança, não humilhação, valem mais do que a própria vida? Dir-se-á: mas ninguém é obrigado a abortar; proibir o aborto é impor aos outros as nossas convicções: proibir a escravatura, o racismo e a pedofilia também é impor as nossas convicções àqueles que pensam doutra maneira... ou será que essas proibições devem desaparecer do Código Penal? Em cada momento, cada sociedade faz escolhas de carácter ético e, embora possa e deva, nas nossas sociedades pluralistas, deixar largas margens de liberdade e não se intrometer na vida e moral privada de cada um, tem de assegurar as normas jurídicas mínimas de convivência social. Quando a liberdade de um colide com a vida e a liberdade de outro, a sociedade pode e deve fazer escolhas e estabelecer limites. E estas escolhas são feitas sabendo-se de antemão que haverá quem não concorde, que haverá sempre maioria e minoria....O pluralismo não pode ser ilimitado e a própria tolerância levada ao extremo autodestrói-se...
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3. "Por opção da mulher"Ao contrário da actual lei - com a qual não concordo, evidentemente (mas que tem o mérito de manter o princípio do respeito pela vida humana e da ilicitude do aborto, apenas abrindo excepções por razões ponderosas) - o que é proposto na pergunta agora colocada a referendo, embora se refira apenas a "despenalização do aborto", corresponde a uma realidade totalmente diferente: desde que praticado em estabelecimento de saúde autorizado e até às dez semanas, a prática do aborto, de facto e de direito, fica totalmente liberalizada e até financiada, dependendo apenas da vontade da mulher. Até às dez semanas, é o total arbítrio...Será isto justo, saudável, estará de acordo com os fundamentos do modelo de sociedade, defensora dos direitos humanos e da dignidade da vida humana, que demorou tantos séculos a construir? Se é certo que a mulher, na sociedade e na Igreja, foi e continua a ser injustamente discriminada, não parece sensato nem justo que se introduza agora uma discriminação positiva, em favor das mulheres, no campo jurídico e penal... O ser humano - homem e mulher - é capaz do pior e do melhor - sem distinção de sexo... Apesar de saber bem o rol de sofrimento da mulher que muitas vezes acompanha a prática do aborto, as pressões, sociais, familiares e afectivas a que está sujeita (muitas vezes do próprio homem que contribuiu para a concepção do feto), entregar à mulher, em total arbítrio, a decisão de vida ou de morte de um ser humano não é justo nem democrático. E diria exactamente o mesmo, é evidente, se o homem fosse o decisor...O combate ao aborto (que todos reconhecem como mal, incluindo os defensores do sim) não passa pela sua liberalização, mas pelo combate às suas raízes... Pais, escola, família, comunicação social, sociedade em geral, a Igreja e o Estado... todos temos culpas e todos temos muito a fazer... O apoio afectivo, psicológico, social e financeiro às mulheres - efectivo - é indispensável e urgente. Não sei qual será o resultado do referendo próximo. Mas sei que a luta pela vida continua e que o que tem futuro na história da humanidade não é o que destrói, mas o que fomenta a promoção integral da vida humana: o homem todo e todos os homens, sem excepção. Isso é que é ser universal, isto é, "católico"...
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Caro Frei Bento, espero encontrá-lo na próxima curva da nossa história, do mesmo lado, o lado da defesa dos direitos humanos, sem sim, nem mas...
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in Público, 7.2.2007

Gandalf

"Não nos é dado escolher o tempo em que vivemos. Tudo o que temos que decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado"
Gandalf in Lord of the Rings, the Fellowship of the Ring, by J.R.R. Tolkien
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Esta frase é central em “O Senhor dos Anéis”. É dita por Gandalf a Frodo, enquanto atravessam as minas de Moria.

É central, porque estará sempre presente nas decisões de Frodo: quando se separa do grupo, quando chega ao Portão Negro, quando atravessa Mordor. Nenhuma daquelas situações é que ele queria, mas ele só pode escolher desisitir ou continuar. E é limitando-se a fazer o que pode fazer que ele acaba por salvar a Terra Média.

Frodo nunca faz actos muito heróicos, nunca vence grande batalhas ou derrota grande adversários. Limita-se a caminhar até a Montanha da Condenação. É tudo o que tem que fazer.

Mas esta frase não é só central no livro, é central na minha vida. No meu dia-a-dia não costumam aparecer grande decisões dramáticas que mudaram o curso da história. Assim como as coisas não costumam acontecer como eu quero. Os meus dramas raramente são maiores do que decidir entre estudar ou não. Contudo é exactamente aí que se joga a minha existência.

A mim não me é dado escolher a minha circunstância, só me é dado escolher o que fazer com ela.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Álvaro de Campos, Tabacaria
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Com este versos começa um dos maiores poemas de Álvaro de Campos: Tabacaria. É um poema desesperante, como o são habitualmente os poemas de Álvaro de Campos. Contudo é um poema verdadeiro.
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É um poema verdadeiro porque a distância entre o que eu desejo e que eu sou capaz de fazer é esmagadora. Eu tenho em mim todos os sonhos do mundo, contudo não sou capaz de realizar nem um desses sonhos. É por isso que Álvaro de Campos acaba por ser um cínico. Percebe o drama humano, mas como não econtra resposta, resigna-se.
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Contudo, mesmo que a distância entre o meu desejo e a resposta seja incomensurável, a vida não é desesperante. Não porque eu tenha forças para alcançar o que desejo, não porque eu me possa satisfazer com menos do que aquilo que desejo, mas porque aquiLo que eu desejo fez-Se carne.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Porquê "Não"?

Existem variadas razões para eu votar "Não". Razões religiosas, éticas, cientifícas, jurídicas e políticas. Contudo nenhuma dessa é decisiva para meu voto no "Não".
Lembro-me de em 1997, aquando da primeira caminhada silenciosa contra a lei que o PS queria passar na Assembleia da Republica que liberalizava o aborto até as 12 semanas, ter ficado chocado por se saber que se podiam matar bebés dentro da barriga da mãe. Confesso que aos 11 anos eu não tinha nenhuma noção do desenvolvimento intra-uterino e não sabia que se podiam fazer abortos, mas era-me evidente que era um bebé que estava dentro da mãe.
No ano seguinte foi o referendo e a minha mãe tornou-se secretária do Juntos pela Vida. Vivi a campanha de forma intensa e com a certeza cada vez maior de que a vida começava no momento da concepção (nessa altura já tinha uns conhecimentos acrescidos de biologia).
Por fim, em 1999 a minha mãe fundou o Ponto de Apoio à Vida, uma instituição que tinha por objectivo ajudar as grávidas em dificuldade, qualquer que fosse o problema. Lembro-me que ao príncipio o PAV era a minha mãe munida do telemóvel e do carro a fazer tudo o que era preciso: desde arranjar alojamentos, até arranjar empregos, enfim o que era preciso fazer pela grávidas em dificuldade. Tornou-se óbvio para mim que as mulheres que abortam o fazem por motivos graves e que é possível ajudá-las a não abortar.
No fundo a razão que me leva a votar "Não" é a evidência de que matar um bebé nunca é solução. Pelo contrário, é possível ajudar as mulheres em dificuldade. Como ouvi desde sempre ao António Maria Pinheiro Torres, parafraseando Madre Teresa: "O nosso objectivo é que nenhuma mulher diga que abortou porque não tinha quem a ajudasse"

"By the Babe Unborn"

If trees were tall and grasses short,
As in some crazy tale,
If here and there a sea were blue
Beyond the breaking pale,

If a fixed fire hung in the air
To warm me one day through,
If deep green hair grew on great hills,
I know what I should do.

In dark I lie; dreaming that there
Are great eyes cold or kind,
And twisted streets and silent doors,
And living men behind.

Let storm clouds come: better an hour,
And leave to weep and fight,
Than all the ages I have ruled
The empires of the night.

I think that if they gave me leave
Within the world to stand,
I would be good through all the day
I spent in fairyland

They should not hear a word from me
Of selfishness or scorn,
If only I could find the door,
If only I were born.

G. K. Chesterton

Tradução:

Pela Criança Por Nascer

Se as árvores fossem altas e a erva baixa
Como em algum louco conto
Se aqui e ali o mar fosse azul
Para lá do pálido quebrar

Se um fogo fixo pairasse no ar
Para me aquecer de dia
Se cabelo verde crescesse em grandes montes
Eu sei o que faria.

Na escuridão eu estou; sonhando que ali
houvesse grandes olhos frios ou queridos,
E ruas curvas e portas silenciosas
com homens vivendo atrás.

Deixai vir as nuvens da tempestade: É melhor uma hora
E sair para chorar e lutar,
Que todas as eras em que eu governei
Os impérios da noite.

Eu acho que se me deixassem
Dentro do mundo ficar
eu ficaria bem todos os dias
Passados na Terra das Fadas

Ninguém ouviria uma palavra de mim
de egoismo ou desdém
Se apenas conseguisse encontrar a porta
Se apenas fosse nascido.



Este poema, do genial G. K. Chesterton, tem quase cem anos de idade, mas como a Verdade não envelhece considero este o texto que melhor descreve o cerne da questão que vamos decidir este Domingo.

Aqui Chesterton descreve os possiveis pensamentos de uma criança ainda no ventre materno, cheia de espectativas sobre as maravilhas que gostaria de encontrar quando nascesse.

Aquilo que nós estamos tão habituados a ver que nem reparamos são para aquela criança maravilhas dignas de contos.

Este é um ponto digno de interesse: a realidade é maravilhosa, se a olharmos com os olhos das crianças, sem preconceitos e habituismos.

A própria criança por nascer o afirma "Deixai vir as nuvens de tempestades", é melhor isso que todo o tempo que reinei na barriga de minha mãe. Independentemente das condições económico-sociais, as crianças vêem sempre a realidade como bela e benigna.

O protagonista deste poema é o protagonista deste referendo: A criança por nascer. E tem o direito a apreciar esta maravilha que nós todos já vemos mas não damos valor.

If only he is born... Para que tal possa acontecer, eu vou votar Não dia 11!

Carta de don Julian Carron ao movimento

Milão,30 de Janeiro de 2007
Caros amigos,
cheios de gratidão pelo imenso dom da audiência do Santo Padre a todo o
movimento - por ocasião do XXV aniversário do reconhecimento pontifício da
Fraternidade -, na Praça de S.Pedro,no próximo dia 24 de Março,desejamos de todo o
coração corresponder com uma preparação adequada à dimensão do evento.
Todos nós estamos bem conscientes da importância da figura do Sucessor de Pedro
para a vida da Igreja. N ’Ele temos o ponto de referência inabalável da nossa fé,sem o qual
ela decairia numa das tantas variantes ideológicas que dominam o mundo. A potência do
Espírito, ligada ao seu ministério, é a garantia da presença de Cristo na história. É esta
consciência que nos deve levar a todos ao Santo Padre, com aquela devoção de filhos na qual
fomos educados.
O nosso gesto quer ser um reconhecimento daquilo que o Papa representa para a nossa
vida e uma expressão do nosso desejo de o seguir. Ir a Roma é um sinal de adesão simples e
total à sua pessoa e ao seu magistério,do qual estamos todos tão gratos. Em quantas ocasiões
a nossa vida se sentiu sustentada pelas suas palavras!
Além disso o Papa Bento XVI teve e tem uma ligação tão singular com a nossa história
que o sentimos particularmente próximo. Conhece-nos bem, tal como conhecia bem don
Giussani: todos tivemos oportunidade de o ver no seu funeral. Este conhecimento permite-
nos ir ao Santo Padre com a esperança certa que ele nos dirija uma palavra que ilumine a
nossa estrada, neste momento tão decisivo da nossa história, da história da Igreja e do mundo.
Todos sabemos o que significou para a nossa experiência o mandato do Papa João Paulo II,
por ocasião da audiência pelos 30 anos do movimento, em 1984:“Ide por todo o mundo levar
a verdade, a beleza e a paz, que se encontram em Cristo Redentor ”.
Preparemo-nos para nos encontrarmos com Bento VXI pedindo a Nossa Senhora, no
Angelus quotidiano, e a don Giussani uma disponibilidade toda em tensão para o ouvir e para
o seguir.
Um abraço cheio de afecto para cada um de vocês
don Julián Carrón

Aragorn e Arwen


Tendo em conta a nossa paixão mútua pel'O Senhor dos Anéis o Marcos e eu decidimos dividir irmamente como cães os post's sobre o mesmo, de modo a evitar repetir temas.

Depis da belíssima introdução que o Marcos fez (por alguma razão ele está em literatura e eu não) decidi falar sober uma das histórias mais impressionantes e menos conhecidas de O Senhor dos Anéis: a história de Aragorn e de Arwen, como vêm contada nos apêndices do livro (obviamente não comento a xaropada que o Peter Jackson inventou para dar alguma colorido ao filme).


Conforme vêm dito no livro, Aragorn descobriu Arwen no dia em que Elrond, que até o educara como seu filho, lhe comunicou quem era: Aragorn, filho de Arathorn, capitão dos Dúnedain, descendente dos reis de Anor e Gondor. Este pareceu-lhe um título glorioso, a sua linhagem era a mais nobre que existia entre os homens. Contudo ao deparar-se com Arwen, por quem se apaixonou imediatamente, rapidamente lhe caiu o orgulho. Ela era nada mais nada menos do que filha de Elrond, neta de Galadriel, neta de Earendil, descendentes dos reis dos Noldor. Comparado com ela a sua linhagem era bastante irrisória (sem bem que ele descendia do irmao de Elrond, tendo portanto em comum parte da linhagem).


Rapidamente Elrond se apercebe da paixão de Aragorn e de Arwen. Mas comunica-lhe que eles só se podem casar no dia em que ele se tornar rei de Anor e de Gondor, sabendo que para isso ele teria que derrotar Sauron. Esta decisão pode parecer tiránica ou despótica, contudo demonstra um amor ao destino de Aragorn maior do que aquele que ele próprio tinha. Para Aragorn a sua linhagem era apenas um orgulho, mas Elrond sabia que o seu destino era defrontar Sauron, por isso não lhe permite viver abaixo do seu destino.


Por outro lado Aragorn, que era o maior guerreiro da Terra Média, segue completamente Elrond, que era como um pai para ele. Podia limitar-se a pegar em Arwen e fugir, mas decide cumprir o seu destino. E esta é grandeza do amor do Aragorn e de Arwen: o seu amor não é uma afirmação dos seus designios pessoais, mas do designio traçado por um Outro acima deles. Esta é a grandeza do amor entre o homem e uma mulher, cumprir sempre o designio de um outro.

Voltei!!

Também eu voltei aos Samurais!
Espero conseguir nesta segunda temporada colaborar mais que na primeira...

E começo falando sobre um dos assuntos que mais me agrada (perdoem-me aqueles que já estiverem fartos disto): O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien

Pode-se dizer que esta obra foi uma das principais culpadas de eu ter desistido do meu curso de Informática no Técnico e ter-me aventurado num curso de Literatura na Faculdade de Letras.
Foi O Senhor dos Anéis que me despertou o amor à leitura. Já tinha lido muita coisa, é verdade, sobretudo Enid Blyton. Desde pequeno que fui educado pelos meus pais no hábito saudável de ler. Mas com estes livros o meu pai elevou este hábito ao amor pela literatura!

Eu já li O Senhor dos Aneis várias vezes. E se há algo que acontece com todas as grandes obras de literatura, e para mim com O Senhor dos Aneis em particular, é que de cada vez que volto a ler encontro sempres coisas novas.

D. Giussani, falando sobre a Anunciação a Maria, de Claudel, dizia que se devia ler todos os anos. Se encontrassemos algo de novo no livro, era sinal que tinhamos crescido!

Para mim acontece o mesmo de cada vez que leio O Senhor dos Aneis. Como vou crescendo vou percebendo sempre um pouco mais da obra (já vai longe o meu sétimo ano, onde só me interessava pela parte das batalhas.)

Podem até achar esquisito, mas o facto é que nesta obra completamente ficcional, onde tudo é fantástico, encontram-se as mais fundamentais Verdades do Homem, expostas de maneira particularmente bela. (Hei-de com tempo falar sobre todas elas, mas não me quero alongar demais neste meu primeiro post).

É isto que torna o Senhor dos Anéis uma das maiores obras da Literatura do Século XX. Pois a Literatura, como toda a arte, tem como centro o Homem. Se a arte não fala daquelas exigências fundamentais do Homem, como o desejo de Verdade, de Justiça ou de Beleza, se a arte não fala ao cuore de cada um de nós então não me serve.

E poucas obras me falaram destas coisas com tanta clareza como aqueles três volumes cheios de elfos, feiticeiros e pequenos hobbits.

"Aqui o Verbo se fez carne"

Tenho ouvido nos últimos várias pessoas a apelarem no voto no "Sim" e que se dizem católicos. Pior ainda, tenho ouvido pessoas a dizerem que votam "Sim" porque são católicos.
Sobre o aborto o Código de Direito Canónico é bastante claro: "Can. 1398 - Chi procura l'aborto ottenendo l'effetto incorre nella scomunica latae sententiae." Não restam dúvidas sobre a gravidade do aborto.
Mas é preciso compreender que o Direito Canónico não é um puro acto arbirtrário. A proibição do aborto baseia-se no reconhecimento que a vida humana começa no momento da concepção. Isto é de tal maneira evidente para a Igreja que na Basílica da Anunciação em Nazaré está uma inscrição que diz: "Aqui o Verbo se fez carne".
Contudo, os supostos católicos que tem defendido o "Sim", mesmo contra a indicação clarissíma dos nossos bispos, dizem que o fazem porque Cristo não condenava ninguém. E isto é um facto inegável. Cristo não condena as mulheres que abortam, como não condena os ladrões, nem os assassinos, nem as prostitutas. Contudo não podemos liberalizar o roubo, nem o assasínio, nem a prostituição.
O papel do Estado é diferente do papel da Igreja. A Igreja deve levar o Homem a Cristo, por isso não exclui ninguém, nem condena, pelo contrário, todos acolhe com amor maternal. Mas o Estado tem por dever assegurar o bem comum, por isso não pode liberalizar o aborto.
Quem vota "Sim" no referendo não está em comunhão com a Igreja. Poder ser cristão, pode acreditar em Cristo, mas não é católico.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

"Pórtico do Mistério da Segunda Virtude"

(Charles Péguy)


É um atrevimento escrever sobre este livro. É um livro de tal maneira grande que é preciso muitos anos de estudo para lhe fazer uma crítica ou um comentário. Contudo arrisco-me a fazê-lo. Não porque confie muito nas minhas capacidades de crítico literário ou porque possua grandes conhecimentos sobre Péguy, mas simplesmente porque me tocou profundamente. Por isso este post não tem por fim ser uma crítica ou um ensaio sobre o livro, mas simplesmente um simples testemunho.


"Para esperar, ó minha filha, é preciso ser bem feliz, é preciso ter obtido, recebido uma grande graça"

Esta é sem dúvida a frase mais importante do livro para mim.

Desde de pequeno que me venderam a esperança como uma utopia sobre um futuro melhor, sem nenhuma razão aparente. Mas se a vida corre mal, porque raio é que há de correr melhor? Porque é que amanhã deverá ser diferente de hoje? Uma esperança assim é uma fuga para frente, é uma forma de não enfrentar os problemas do presente. Uma esperança assim não é razoável, não tem razão de ser.

Contudo, segundo ensinam Péguy e a Igreja, a esperança não nasce de um mera utopia sobre o futuro, mas de uma alegria presente. Eu tenho Esperança porque encontrei Cristo e esse encontro tem em sim uma promessa de algo ainda maior. A minha Esperança não nasce de um sonho, mas de uma promessa de Eternidade nascida de um encontro feito hoje.

Feel - Robbie Williams

Come on hold my hand,
I wanna contact the living.
Not sure I understand,
This role I’ve been given.

I sit and talk to god
And he just laughs at my plans,
My head speaks a language,
I don’t understand.

I just wanna feel real love,
Feel the home that I live in.
’cause I got too much life,
Running through my veins, going to waste.

I don’t wanna die,
But I ain’t keen on living either.
Before I fall in love,
I’m preparing to leave her.

I scare myself to death,
That’s why I keep on running.
Before I’ve arrived,
I can see myself coming.

I just wanna feel real love,
Feel the home that I live in.
’cause I got too much life,
Running through my veins, going to waste.

And I need to feel, real love
And a life ever after.
I cannot get enough.

I just wanna feel real love,
Feel the home that I live in,
I got too much love,
Running through my veins, going to waste.

I just wanna feel real love,
In a life ever after
There’s a hole in my soul,
You can see it in my face, it’s a real big place.

Come and hold my hand,
I wanna contact the living,
Not sure I understand,
This role I’ve been given

Not sure I understand.
Not sure I understand.
Not sure I understand.
Not sure I understand.

O Robbie Williams é uma besta, disto não tenho dúvidas. É conhecido por ser um tipo bastante nojento, com todos os vícios possíveis e imaginários e com dinheiro para os satisfazer a todos. Mas esse facto não tira nada à beleza e a grandeza desta música. Muito pelo contrário. Esta música é prova de que o desejo de ser amado, de ser infinitamente amado, é comum em todos os homens, até naqueles que têm dinheiro suficiente para atulhar o desejo.
O grito de Robbie Williams, no meio de toda a sua incoerência, é o meu grito: "I just wanna feel real love/In a life ever after/There’s a hole in my soul/You can see it in my face/it’s a real big place."

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Felicidade alheia

Um dos argumentos que mais tenha ouvido nesta campanha é o de que toda a criança tem o direito a nascer desejada, sob pena de não ser amada ou mesmo maltratada depois de nascer.
Este argumento é rídiculo. Não está claramente nas minha mãos decidir se eu sou ou não feliz, quanto mais os outros.
Se ser feliz é uma condição para se viver e se ser feliz depender de sermos desejados e termos condições económicas, então meus amigos, teremos que matar metade do mundo!
Ser desejado não é um direito fundamental! A vida é!